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Espionagem Industrial

Escrito por Paulo Ferreira. Publicado em Profissional

Partilha de ficheirosNos dias de hoje, a maioria de nós tem aderido à modalidade de partilha e sincronia de ficheiros em diferentes dispositivos via internet, sem qualquer reticência no que conserne à guarda de dados pessoais, ou mesmo profissionais. É um facto que estas formas que agora usamos para enviar um ficheiro a um amigo ou colega de profissão, ou mesmo para um colaborador do local de trabalho, são evidentemente bastante intuitivas e fáceis de usar. Contudo e porque surgiu recentemente na minha área de trabalho (AutoCAD) uma noticia que dava conta de um virus em código "lisp" e que enviava ficheiros *dwg via email para um endereço (ao que parece na China) a partir de alguns países latinos (onde não havia bloqueio da porta 25 no ISP), rapidamente dei por mim a pensar em espionagem industrial. Ora, se todos nós usamos (sem olhar a meios e sem medir as consequências do alojamento desses dados em servidores internacionais), certamente teremos razões para questionar o que fazem com esses dados (por exemplo, na minha área, ficheiros *dwg) onde na maioria das vezes são usadas técnicas construtivas particulares de projecto para projecto e muitas das vezes até, soluções construtivas inovadoras. Pessoalmente tenho uma opinião relativamente a estes serviços de alojamento de dados gratuitamente e outros onde se pede até quantias monetárias para aumentar a capacidade, que gostaria de dar a conhecer e sobre a qual lanço algumas questões, para análise individual de quem lê este artigo:

Não seria bem melhor, se todos aqueles que alojam ficheiros nos servidores da especialidade (serviços que são muito populares e que não necessito de dizer o nome), recorressem a formas de distribuição alternativas, como por exemplo, via ftp (funcionalidade bastante usada e com largos anos de uso e experência), ou outras, até porque a maioria das empresas possui domínios próprios? Para quê investir em firewalls e soluções de bloqueio à rede nos servidores empresariais extremamente dispendiosas, de tal forma que na maioria das vezes nos bloqueamos a nós próprios, se por outro lado estamos a enviar as nossas formas de trabalho, as nossas soluções de projecto, os nossos dados pessoais, as nossas propostas para concursos, os nosso métodos de trabalho, o nosso valor acrescentado e até o nosso conhecimento ao nível da investigação, para servidores externos em países que não sabemos quais são, nem o que fazem com esses dados?

Este arttigo retrata meramente a minha opinião pessoal sobre este assunto.