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Projecções - breves noções

Escrito por Paulo Ferreira. Publicado em Profissional

Para o projectista, torna-se importante saber esboçarà mão livre um determinado objecto. Esta capacidade é particularmente importante, por exemplo, quando é necessário transmitir uma ideia numa oficina.
Na fase inicial de um projecto, o engenheiro pode fazer esboços simplificados, muitas vezes à mão livre, que depois passa aos desenhadores para elaboração dos desenhos pormenorizados. Para representação de uma dada peça à mão livre, a utilização de algumas regras básicas pode ajudar muito na sua correcta e rápida execução.
Os objectivos primordiais do desenho técnico são definir a forma e dimensão de um determinado objecto. A leitura de um desenho deve por isso ser isenta de ambiguidades, e proporcionar ao leitor todos os dados necessários para o fabrico. O desenho funciona como elo de ligação entre a concepção e o fabrico.
Estudar convenientemente a combinação de vistas que melhor e mais simplesmente descrevem o objecto a representar.
  1. Estudar o posicionamento das vistas na folha de desenho, bem como a orientação de todo o conjunto, optando assim pelo formato da folha e orientação mais adequados;
  2. Imaginar o menor paralelepípedo que contém o objecto, e desenhar com traço muito leve, as figuras geométricas simples circunscritas às projecções;
  3. Desenhar, em todas as vistas onde existam, as linhas correspondentes às projecções que se vão representar;
  4. Pormenorizar as vistas, trabalhando simultaneamente em todas;
  5. Acentuar com traço definitivo os contornos de cada vista - traço contínuo grosso;
  6. Com o mesmo traço, acentuar em cada projecção os pormenores visíveis;
  7. Desenhar com traço próprio as linhas convencionais - linhas de eixo e de corte, tracejados, etc.;
  8. Verificar a correcção do desenho;
  9. Cotar o desenho.
PROJECÇÕES
A representação de objectos em desenho técnico efectua-se através de um sistema apropriado de projecções. Pretende-se que a representação gráfica de um determinado objecto seja clara, simples e convencional, de tal forma que a linguagem utilizada seja facilmente compreendida pelos técnicos que a terão de utilizar.
Existem dois métodos para a representação de peças em projecções ortogonais: o método europeu, também chamado método do 1º Diedro, e o método americano, também chamado método do 3º Diedro. Após a representação dos dois métodos, utiliza-se apenas o método europeu.
Considere-se a situação ilustrada na figura 1, constituída por um polígono plano [ABCD], um ponto O e um plano p. Supondo que em O existe um foco de luz, este polígono irá projectar-se no plano p, formando um novo pogono [A'B'C'D']. O ponto O designa-se, habitualmente, por um ponto de vista ou centro de projecção. O plano p designa-se por quadro ou plano de projeccão.
fig.1 fig.2
Na figura 1 e na figura 2 usou-se o método europeu. No método americano, o plano de projecção encontra-se entre o centro de projecção e o objecto a projectar, como se pode observar na figura 3, ao contrário do m?todo europeu, no qual o objecto a projectar se encontra entre o ponto de vista e o plano de projecção.
figura 3fig.3
A projecção representada na figura 3 é menor que o polígono original [ABCD] por duas razíes: porque [ABCD] se situa para lá do plano de projecção e porque a distância entre o centro de projecção O e [ABCD] ? finita.
figura 4fig.4
Método Europeu e Método Americano
O desenho é uma linguagem internacional, sendo para tal necessário que todos os países usem regras comuns para representação dos objectos. Em Portugal seguem-se, tanto quanto possível, as regras usadas no Continente Europeu. Contudo no Continente Americano usa-se uma representação de objectos com os mesmos princípios, mas com uma pequena diferença, que origina uma mudança completa no raciocínio.
Os focos de luz que passam nos vértices chamam-se linhas de projecção ou linhas projectantes. No caso da figura 1, em que as linha projectantes são concorrentes no centro de projecção, estamos perante uma projecção cónica ou central.
O polígono [A'B'C'D'], que passará a designar-se simplesmente por projecção, é maior que o polígono original [ABCD] por duas razíes: porque [ABC] se situa entre o ponto de vista e o plano de projecção e porque a distância entre o ponto de vista O e [ABCD] é finita.
Admitindo, no exemplo anterior, que afastamos infinitamente o centro de projecção do objecto da figura 2, as linhas projectantes são paralelas. A este tipo de projecção chama-se paralela (ou cilíndrica), podendo ser ortogonal ou oblíqua, conforme as linhas de projecção sejam, respectivamente, perpendiculares ou oblíquas ao plano de projecção.
As projecções ortogonais são um subconjunto das projecções geométricas planas, tal como o esquema na figura 4 mostra.
Representação em Múltiplas vistas
A representação de peças em Desenho Técnico faz-se , principalmente, com projecções ortogonais paralelas de múltiplas vistas ( ver figura 3). A projecção de uma figura sobre um plano é formada pela projecção de todos os seus pontos (ver figura 1, figura 2 , figura 3) . A figura a projectar pode não ser plana e em geral não o é. Será por isso necessário, ao contrario dos exemplos das figuras 1, 2 e 3 usar mais do que um plano de projecção para as projectar convenientemente e completamente.
figura 5fig.5
Na figura 5 apresenta-se alguns exemplos de projecções de objectos simples em planos de projecção vertical. Como facilmente se pode ver, a projecção num plano vertical de um circulo, de um cilindro ou de uma esfera, apresenta a mesma forma. Como forma de precaver possíveis situações idênticas, torna-se necessário usar dois ou três planos de projecção ortogonal:
  • Plano de projecção vertical (PV)
  • Plano de projecção horizontal (PH)
  • Plano de projecção lateral (PL)
Os três planos são perpendiculares entre si, e daqui resulta que a intersecção do plano de projecção vertical com o plano de projecção horizontal cria a chamada linha de terra (LT). Chama-se vista à  projecção ortogonal paralela de um objecto num plano de projecção.
Sendo assim, daqui resulta:
  • Vista da frente ou alçado principal - projecção sobre o plano de projecção vertical.

Traçado geométrico - arco abatido

Escrito por Paulo Ferreira. Publicado em Profissional

Construção de um arco abatido.

Arco Abatido

Dados:

O vão ou abertura A-B e a flecha ou altura C-D. Sobre o eixo de A-B marca-se, a partir de C, a flecha C-D, e o segmento C-P igual ? metade do vão. Une-se o ponto D com os pontos de nascença do arco A e B.

A circunferência de centro em D e raio D-P determina em AD e DB os pontos F e H.

Os eixos dos segmentos A-F e H-B interseptam-se em M e determinam na linha de nascença ou arco, os pontos J e L. Estes pontos são centros dos arcos de raio AJ=LB, concordantes em I e I1 com o arco de centro em M e raio M-D.

 

Nota: No arco abatido, a flecha é inferior a metade do vão.

Nomenclatura de uma cobertura

Escrito por Paulo Ferreira. Publicado em Profissional

Normalmente as coberturas adoptam a seguinte designação:

 

As superficies inclinadas dos telhados, designam-se por águas, utilizando-se muito em edifícios com planta rectangular. Nestes casos, aparecem normalmente as coberturas de duas e quatro águas (mais comuns).

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Nas coberturas de quatro águas, tem-se normalmente as águas maiores que se chamam por águas-mestras e as menores que se designam por tacaniças. A aresta de intersecção das duas águas opostas pode chamar-se fileira e a de intersecção das duas águas adjacentes, rincão se for saliente, designando-se laró se for reentrante, como se mostra na imagem seguinte.

Nomenclatura de coberturas

LEGENDA:

A - Rincão B - Laró C - Cumieira D - Tacaniça E - Água - mestra

Divisão de um segmento de recta em n partes iguais

Escrito por Paulo Ferreira. Publicado em Profissional

Dado o segmento A-B, pode-se dividir o mesmo num numero qualquer de partes iguais.

 

Divis?o segmento recta

  1. Dado A-B, vai-se dividir em oito partes iguais (por exemplo).
  2. Traçar uma recta AX inclinada à vontade e marcar sobre ela oito segmentos iguais.
  3. Unir o ponto 8 com B
  4. Traçar as paralelas a XB, passando pelos pontos 7,6,5,4,3,2,1, que irão dividir o segmento dado, nas partes iguais pretendidas.

Representação de um prisma regular

Escrito por Paulo Ferreira. Publicado em Profissional

Representação de um prisma regular com as bases em planos projectantes

Começamos por considerar o prisma pentagonal regular, recto [GHIJLG1H1I1J1L1], com as bases em planos de topo como se mostra na imagem am baixo.

Prisma regular

 

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Assim, determina-se as projecções de uma das bases através da construção, em rebatimento, do pentágono que a constitui. As arestas laterais do prisma, uma vez que ele é recto, são perpendiculares ao plano de topo, logo trata-se de rectas de frente. Desta forma podem assim, ser traçadas em VG em projecção vertical, o que permite determinar as projecções verticais dos vértices da base oposta.

O passo seguinte passa por determinar as projecções horizontais que se situam no mesmo afastamento dos vértices correspondentes da primeira base construída.

Após esta etapa, traça-se os contornos aparentes horizontal e vertical, constituídos pela linha envolvente de v cada uma das projecções do sólido, que são respectivamente [IHGG1H1I1I] e [HIJLL1G1H1H].

No que respeita às faces, duas são visiveis em projecção vertical, [HII1H1] e [GHH1G1] e na projecção horizontal são visiveis três faces e a base superior, respectivamente, [HII1H1], [IJJ1I1], [JLL1J1] e [G1H1I1J1L1]

Cilindro de revolução

Escrito por Paulo Ferreira. Publicado em Profissional

Cilindro de revolução com as bases em planos projectantes

Olhando para o cilindro de revolução, na imagem seguinte, com as bases existentes em planos projectantes horizontais, vamos representar as suas projecções.

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As projecções das bases podem ser determinadas com base nos oito pontos do rebatimento, sendo neste exemplo, sobre o plano vertical. Este rebatimento deverá ser feito apenas para uma das bases, uma vez que a outra pode ser determinada pela marcação da VG das geratrizes, na projecção horizontal.

Com base nesta, determinam-se as projecções verticais dos oito pontos que têm a cota igual aos da base anteriormente determinada. Na imagem em baixo, apenas se representa os pontos 71 e 81 da segunda base para não prejudicar a visualização do desenho.

O contorno aparente vertical do cilindro é constituído pelas duas geratrizes de maior e menor cota, assim como pela restante linha envolvente constituída à esquerda pela metade esquerda da circunferência da base de maior afastamento e constituída à direita pela outra metade direita da circunferência da base de menor afastamento. Em projecção horizontal, o contorno aparente é constituído pelas geratrizes de maior e menor afastamento que passam, respectivamente pelos pontos 5 e 1 e pelas semicircunferências de maior cota das duas bases, sendo neste exemplo, reduzidas, em projecção, a dois segmentos de recta.

No que respeita às visibilidades, pode-se dizer que em projecção vertical, são apenas visiveis a base de maior afastamento e a metade, de maior afastamento, da superficie cilíndrica e em projecção horizontal, a metade de maior cota da mesma superficie.

Cilindro de revolu??o

Abraço,

Paulo Ferreira

Escalas de plotagem

Escrito por Paulo Ferreira. Publicado em Profissional

Quando se chega ao painel de plotagem é necessário escolher as escalas correctas aquando da impressão do nosso desenho.

Assim, deve-se ter em conta o seguinte:

  1. Sistema de unidades em utilização no desenho.
  2. Existência de uma "plotter" configurada.

Se o desenho tiver sido elaborado, baseado no pressuposto de que 1 unidade de desenho = 1 metro, podem-se utilizar as seguintes configurações:

ESCALA PLOT SCALE
1/20.000 .05=1
1/10.000 .1=1
1/5.000 .2=1
1/2.000 .5=1
1/1.000 1=1
1/800 1.25=1
1/600 1.66=1
1/500 2=1
1/400 2.5=1
1/300 3.3=1
1/250 4=1
1/200 5=1
1/100 10=1
1/50 20=1
1/25 40=1
1/20 50=1
1/10 100=1
1/2 500=1

Novos métodos de selecção de entidades

Escrito por Paulo Ferreira. Publicado em Profissional

Uma das primeiras coisas que aprendemos em cursos de AutoCAD (desde o famoso R14) é a questão de selecção e consequente escolha e filtragem de objectos.
No AutoCAD a questão de selecção de objectos envolve diversas particularidades, como a famosa selecção através de uma janela cheia ou tracejada.
No método da janela cheia, apenas os objectos que estão completamente dentro da janela são seleccionados e na janela tracejada o simples facto de encostar na janela adiciona o objecto na selecção.
Na nova versão (AutoCAD 2011) é possível usar outros métodos de selecção que proporcinam um trabalho mais rápido, ao adicionarmos entidades de desenho de maneira mais rápida.

Add selected: Com esta opção é possível adicionar uma entidade de desenho com base na selecção de objectos já existentes. Por exemplo, ao acionar essa ferramenta e seleccionar-mos uma polyline o AutoCAD já aciona o comando Pline e cria uma Polyline com as mesmas propriedades.

Select Similar: Aqui é possível criar algo semelhante a um filtro, em que indicamos um determinado objecto inicial que irá ser usado para seleccionar outras entidades de desenho com as mesmas propriedades. Isto é excelente para fazer ajustes em textos, por exemplo.

Selection Cycling: A mioria de nós já teve problemas para fazer uma selecção em objectos que estão sobrepostos, como linhas que representam viewports, contornos temporários de tramas, projecções, etc, pelo que certamente todos irão gostar do "Selection Cycling". Com esta opção activada, ao clicar sobre um objecto o AutoCAD 2011 mostra uma lista com os nomes dos objectos sobrepostos. Quem trabalha com desenho técnico sabe o quanto este tipo de ferramenta pode ajudar no AutoCAD, pois desenhos complexos geralmente apresentam muitos objectos sobrepostos.

Isolate Objects: Agora é possível activar uma opção que isola a visualização de objectos seleccionados de maneira muito parecida com o que acontece no 3ds Max. O AutoCAD 2011 permite trabalhar com esse recurso de maneira independente ao que se usa normalmente no controle de camadas, no gestor de layers.

 

Abraço,

Paulo Ferreira

Criar tipos de linhas

Escrito por Paulo Ferreira. Publicado em Profissional

TUTORIAL CRIAR TIPOS DE LINHAS EM AUTOCAD

 

  • Neste tutorial pretendo demonstrar uma forma expedita de criação de diferentes tipos de linha em Autocad.

Para o fazermos basta recorrer ao comando MKLTYPE que produz resultados rápidos (embora limitados tendo em conta as enormes possibilidades da edição do ficheiro acadiso.lin).

Comecemos então por abrir um ficheiro novo tendo como base o template acadiso.dwt (este tutorial foi baseado no Autocad 2009).

Após termos desenhado a linha e um texto por exemplo, que pretendemos definir e vir a utilizar em determinados desenhos, escrevemos na linha de comandos MKLTYPE.

Como exemplo, usei para este tutorial um segmento de recta e um texto tal como mostra a imagem seguinte.

De seguida surge-nos uma caixa onde deveremos escrever o nome do ficheiro (do tipo *.lin) e o local onde irá ser gravado. Recomenda-se a pasta Support do Autocad em Documents and Settings.

Em "Enter linetype name:" dá-mos um nome

Em "Enter linetype description:" escrevemos uma breve descrição do que será o tipo de linha a criar

Em "Specify starting point for line definition:" clicamos no inicio da linha como mostra a primeira imagem (start point).

Em "Specify ending point for line definition:" clicamos depois do texto (como na primeira imagem ou outra coisa qualquer), por exemplo.

Em "Select objects:" seleccionamos todas as entidades que pretendemos incluir no tipo de linha a criar (linha e texto para este exemplo).

Finalmente temos o nosso tipo de linha criado e pronto a ser usado, pelo que basta seleccionar o tipo correcto no menu de topo como mostra a imagem.

O resultado deste exemplo usado no tutorial é o que se apresenta na imagem seguinte:

Espero que este tutorial seja útil no dia-a-dia para quem usa o Autocad no exercício da sua profissão.

Para qualquer esclarecimento ou dúvida, usem o forum deste site.

Ass. Paulo Ferreira