Documentário No Silêncio dos Moinhos

O documentário No Silêncio dos Moinhos do realizador Paulo Ferreira, foi totalmente filmado num pequeno trecho do vale do Rio Sousa, nas proximidades dos Moinhos de Jancido, no território de Gondomar. As imagens que nos são apresentadas, são o culminar de dois anos de registos no terreno. É um filme de cerca de 35 minutos que narra pequenas histórias de vida natural, possíveis de ver por quem ali passa em silêncio. São as aves como a Garça-real, o Guarda-rios, a Águia-de-asa-redonda, o Pica-pau-malhado-grande ou o Pisco-de-peito-ruivo, algumas plantas típicas da região e ainda animais como o Morcego, a Salamandra-de-pintas-amarelas, a Salamandra-lusitânica, o Esquilo-vermelho ou os Pirilampos, entre outros. Todos estes seres vivos são possíveis de encontrar na região, desde que as pessoas lhes dêem espaço e não interfiram com o silêncio do local.

Documentário No Silêncio dos Moinhos

O documentário será dado a conhecer em breve, aqui: pauloferreirapt – Produtor executivo, Produtor de vídeo e Diretor de arte (vimeo.com)

Até lá, podem vislumbrar um pequeno resumo com imagens do filme, no canal do Youtube:

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A Via Láctea na Torre de Vigia de Siza Vieira

A Serra das Talhadas, um local onde já estive por várias vezes a convite do Refugio do Raposo, um espaço de turismo rural na pacata aldeia do Casalinho, recebeu recentemente uma Torre de Vigia da autoria de Siza Vieira. Se já no passado haviam motivos mais do que suficientes para visitar aquele local, agora tornou-se quase uma necessidade. A necessidade das coisas terrenas, como querer a simpatia das pessoas, querer aquele abraço, ou querer admirar o horizonte. Mas também das coisas que nos libertam, um desejo de ir mais alto, mais além. Olhar o universo. Viver um olhar eterno.

E estas fotografias são o meu olhar eterno. Desligo-me das coisas terrenas e catapultado por elas, vou ao encontro do eterno. Do passado, na ânsia de perceber o futuro. Viver. De noite e de dia. Somos demasiado breves e pequenos. Aquele abraço do tamanho da nossa Galáxia, a Via Láctea.

Via Láctea na Serra das Talhadas
Via Láctea na Serra das Talhadas
Via Láctea na Serra das Talhadas
Via Láctea na Serra das Talhadas
Via Láctea na Serra das Talhadas
Via Láctea na Serra das Talhadas

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A magia dos pirilampos

A magia dos pirilampos

Á noite, sob um céu cintilante, levado pelo silêncio da luz colorida dos pirilampos, adormeci. E o resultado final foi esta fotografia, que acumulou toda a luz dos pirilampos, durante cerca de 6 minutos.

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A Via Láctea e o efeito “airglow” na ilha das Flores

Milky Way Açores

Esta fotografia foi registada na ilha das Flores, no arquipélago dos Açores. Já tive a oportunidade de fotografar a Via Láctea em alguns lugares remotos ao redor do mundo. Poucos são aqueles onde o preto da noite impera. Este, em especial, foi uma surpresa para mim. Uma surpresa boa, pois a luz artificial quase não existia. Com o objetivo de registar um plano de timelapse, desloquei-me ao local, marcava o relógio 23H35. O caminho para esta enseada é bastante escuro e ao chegar é possível ver a olho nu o núcleo central da Via Láctea. Ali chegado, parei uns breves minutos para a observar e sentir o quão pequenos nós somos. Olhar a Via Láctea é perceber de onde vimos. Sabemos que vimos dali e pouco mais.

De salientar ainda a cor verde por cima das rochas. Este fenómeno dá pelo nome de “airglow”, (muito parecido com as auroras boreais). Na realidade são partículas excitadas eletricamente e que ao longo da noite vai perdendo a energia extra proveniente do Sol.

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Campanha Açores – Atlântico de vida

Nos últimos anos tenho estado envolvido na realização de documentários que têm como objetivo, apelar à consciência das pessoas para a realidade do momento que atravessamos. As alterações climáticas são um facto que salta à vista de todos e como tal é necessário trazer as pessoas à responsabilidade que é de todos. Os meus trabalhos que podem ser consultados em www.pauloferreira.pt mostram o lado positivo da nossa casa. Acredito que só assim será possível apelar á consciência das pessoas, dado que no passado as imagens negativas não causaram nenhuma alteração de comportamentos. Este ano e depois de um período de confinamento e de vida em pandemia, decidi realizar um novo filme, desta vez em Portugal. Face á impossibilidade de juntar o número de patrocinadores necessários para cobrir todas as despesas inerentes ao projeto, resolvi apelar à ajuda de todos aqueles que se interessam por esta causa. Assim sendo, pretendo com esta campanha angariar os fundos em falta, para a realização de um documentário natural no arquipélago dos Açores. O valor total do projeto é de 6.500,00 Euros. Até ao momento só consegui 4.000,00 Euros, vindos de patrocinadores que acreditam no meu trabalho. Esta verba destina-se a suportar os custos da viagem, estadia, alimentação, mobilidade e outras despesas diversas (taxas de acesso, guias, barcos, captura de imagens subaquáticas, etc.). Assim sendo, decidi criar este projeto de financiamento numa tentativa de angariar o valor que ainda me falta, ou seja 2.500,00 Euros.

Clica na seguinte ligação para acederes à campanha de financiamento: Açores – Atlântico de vida | PPL

Açores - Atlântico de vida

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A Terra dos Homens

A TERRA DOS HOMENS

Tem sido habitual no Dia da Terra, Paulo Ferreira publicar um vídeo que assinale esta data. Este ano e à semelhança de anteriores, realizou um vídeo com este propósito. Dado o momento que atravessamos (impossibilitado de viajar em virtude da pandemia), este ano foi buscar imagens de timelapse e vídeo ao seu arquivo. São imagens registadas nos Noruega, Patagónia, Nova Zelândia e Islândia. Imagens provenientes das suas viagens pelo mundo, com a finalidade de consciencializar as pessoas para a atual problemática ambiental.
São imagens obtidas através da técnica de timelapse que nos fazem sentir como é bela a Terra dos Homens. Elas mostram a beleza da “nossa casa”, ao mesmo tempo que a voz de Eduardo Rêgo (autor da locução) nos faz meditar sobre o nosso maior problema.
Ao longo do vídeo (de cerca de 4 minutos e meio) é possível viajar por paisagens naturais, retratadas pelo Paulo Ferreira, ao sabor da mensagem de que é importante mudarmos de rumo. Um rumo que nos leve de regresso à natureza, dado que estamos a perder o sentido da complementaridade. Do afeto, do gosto pela cooperação. Falta vivermos mais próximos, mesmo que fisicamente distantes. É urgente o regresso à natureza, pois ainda existem lugares onde a vida respira plenitude e paz.
Tal como é dito no vídeo, a felicidade é a utopia permanente da criança que há em Paulo Ferreira. Inocente, que tropeça, cai, mas vai em frente à procura do que não vê…, mas sente! É por isso ele gosta de “namorar” a natureza e mostrá-la às pessoas, para que elas reencontrem o caminho para “casa”. Um objetivo claro que nos coloque mais próximos dela, pois só assim a vida será sustentável e talvez possamos fazer regredir as alterações climáticas.

Veja o vídeo em baixo.

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Luta entre Britangos

O abutre-do-egipto é uma ave que pode ser encontrada em Portugal. Tais abutres possuem plumagem branca e pescoço emplumado. Também são conhecidos pelo nome de Britango. Nesta fotografia é possível visualizar a luta entre duas aves, com a presença e olhar atento de um Grifo.

Luta entre Britangos

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A cegonha-preta

Situado no Parque Natural do Douro Internacional, o miradouro do Penedo Durão, proporciona uma vista pouco comum. Não existem muito lugares no mundo, onde se possa observar de cima, o voo das aves.

No cimo do maciço rochoso, à beira de escarpas de cortar a respiração, rodeado por uma paisagem que realça a mão do Homem ao longo de várias eras, o mais fácil é avistar uma ave em voo. 

O sossego é ensurdecedor. Não fosse a leve brisa que se fazia sentir no momento destes registos, quase que se ouvia as penas das asas a deslizarem sobe a camada de ar quente que se eleva neste local, ao final da tarde.

O objetivo era fotografar os “Grifos”, mas a surpresa é sempre bem vinda. E como nestas coisas da vida selvagem e da imprevista natureza, não há garantias de nada, eu até fiquei algum tempo a duvidar do que os meus olhos me queriam transmitir. Lá ao longe, bem por cima do Douro, uma cegonha-preta (Ciconia nigra) planava com as asas bem abertas. O bico e as patas de tons vermelhos realçavam ainda mais o majestoso voo.

Depois de uma troca rápida de objetivas (200 por 600mm) ainda fui a tempo de realizar esta fotografia:

Cegonha Preta

O Rio Sousa lá do alto

São incontáveis os locais quer em Portugal, quer lá fora, onde já tive a oportunidade de fotografar. Fosse na paisagem mais plana ou mais montanhosa, ao nível do solo, ou num plano mais elevado. Na sua maioria acabam sempre por me surpreender. A vista lá do alto é sempre diferente. Pois a nossa existência restringe-se à nossa capacidade de locomoção. Mas contam-se pelos dedos, os sítios que realmente me fascinaram verdadeiramente, no que toca à vista aérea. Este é um deles. Mas não é obra do acaso. É o resultado da nossa capacidade de imaginar, de ver mais longe, se sonhar e concretizar. Aqui fica o resultado de uma miragem. O Rio Sousa, numa das suas curvas que só ele tem.

Que esta fotografia consciencialize as pessoas (principalmente aqueles que detêm a capacidade de mudar, arriscar, ir mais longe), para a necessidade de se preservar um local único.

HOPE

Uma nuvem desceu sobre o mundo.
Pela primeira vez, na nossa atarefada civilização global, todos nós parámos.
Embora isto continue a ser incrivelmente desafiante para todos nós, há uma certa beleza nesta quietude.
E, enquanto partes do nosso mundo ardem nas chamas de um tempo passado, aos que ficam é-lhes dado a escolher.
Uma oportunidade, não de voltar ao passado, mas de sonhar e agir, e criar o que será.
Como todas as tempestades, também estas nuvens passarão.
Do outro lado destas nuvens, há um sol que irradia esperança para o nosso mundo.
Há uma oportunidade para todos nós vermos além da mera sobrevivência e abraçarmos o futuro, no qual nós e o nosso planeta podemos prosperar como um só.
Prepara-te. O mundo como o conhecemos, mudou para sempre.
O laço que nos liga a todos é a esperança.
Esperança de voltar às coisas que todos nós amamos.
E, contudo, a esperança de que não regressemos ao modo como fazíamos as coisas anteriormente. Esta viagem começa… com ESPERANÇA.

Clique na imagem em baixo para visualizar o vídeo.