Panorâmica da Via Láctea

Panorâmica da Via Láctea. Clicar na imagem para ver a fotografia num tamanho superior.

No passado dia 31 de Agosto, estive no Parque Natural do Douro Internacional, nas proximidades da Aldeia de Pena Branca, a realizar um workshop de fotografia nocturna. Na noite anterior à do evento, fui para o terreno na expectativa de conseguir realizar uma fotografia que há já algum tempo idealizava. Eu queria imenso uma fotografia panorâmica, com a finalidade de mostrar à Via Láctea, que circunda o Planalto Mirandês, localizado no Nordeste Transmontano ao longo do Douro Internacional.

Apesar de ter chegado muito tarde ao local onde iria ficar alojado (Cimo da Quinta), ainda consegui tempo para registar este momento. A ânsia de “congelar” a galáxia em espiral onde vivemos era imensa. E essa ânsia acontece, não pelo facto de querer um troféu, antes sim porque os dias que temos disponíveis para o conseguir, não são assim tantos. Isto porque os meses do ano favoráveis à fotografia da Via Láctea, são apenas 2 (na minha opinião). Por outro lado temos de eliminar os dias de Lua Cheia e as condições climatéricas desfavoráveis, como chuva, nevoeiro, neblinas, nuvens, etc. E ainda há que contar com a vontade de cada um de nós, de ir para o terreno à noite, deixando para trás algumas coisas importantes.

Com todos estes impedimentos, é fácil de deduzir que as noites para fotografar a Via Láctea, não são assim tantas como parece. É pois necessária uma boa dose de coragem, dedicação, persistência e trabalho. Tudo isto justificado pela simples razão de que é preciso mostrar o local onde vivemos. Uma pequeníssima bola azul nesta imensa Galáxia. Que quer aceitem quer não, é indiferente se essa bola azul, lá está ou não. A Via Láctea será sempre Via Láctea, com ou sem Terra, com ou sem racionalidade.  Disso não haja a mais pequena dúvida.

No entanto, sabendo eu (e tu e todos nós) a dimensão da nossa “única casa”, será mais fácil percebermos a nossa dimensão e o quão insignificante somos para a vida no Universo. Ter noção da escala da Terra em relação a esta imensa Galáxia, é ter noção do nosso lugar. Percebemos assim que todos os conflitos pessoais e da Humanidade em geral, não têm qualquer razão de ser.

Por isso, não liguem muitas luzes, não iluminem o que não é preciso, pois todos nós necessitamos da luz das estrelas, para iluminar a nossa existência.

Aproveito o momento para agradecer aos participantes no workshop de fotografia nocturna em Miranda do Douro, (Diana Pinto, Alcides Meirinhos, João Miranda de Azevedo, Manuel Marques, Ricardo Leal e Luís Almeida), pela presença. Espero que tenham vivido uma experiência única e que tenham percebido que mais importante do que fazer fotografia, é viver e registar os momentos, num negativo, num ficheiro, ou na nossa memória.

Patagónia – O degelo do Perito Moreno

Numa das minhas aventuras ao redor do mundo, tive a oportunidade de registar em fotografia, o degelo de um enorme glaciar. O Perito Moreno. E este foi o momento:
Na imensidão da solidão, subitamente, ecoa um som estrondoso, arrebatador. Ávido, procuro com o olhar movimento, ação conforme à dimensão do ruído, certamente uma massa de gelo a desmoronar-se de encontro à água, poderosa no seu fluir.
O som, propagado a uma velocidade inferior à da luz, apanha-me distraído e incapaz de reagir a tempo de fazer um registo fotográfico de toda a ação. Talvez numa próxima oportunidade… mas com a atenção redobrada!
Meia dúzia de planos em timelapse e 900 fotografias depois continuava sem despegar o olhar do glaciar na esperança de assistir a novo desabamento. Estranhamente, fiquei dependente dessa visão: porque o ambiente me preocupa, ou simples curiosidade, ou talvez porque sou como S. Tomé – ver para crer que o aquecimento global é uma realidade.
A minha obstinação deu frutos e eu pude recolher o resultado numa fantástica sequência de fotografias feitas no momento dramático da queda de uma enorme massa de gelo na água e à colossal onda gerada pela força do impacto. Sorte. Teimosia. Paciência. Resiliência. Trabalho.
Para se ter a noção da dimensão, este glaciar tem cerca de 60 metros de altura e as fotografias foram obtidas com uma distancia focal de 35mm:

Glaciar Perito Moreno
Um dos maiores glaciares do mundo, o Perito Moreno. Momento onde se verifica o desprendimento.

 

Queda de bloco de gelo
Momento em que o bloco de gelo com cerca de 30 metros de altura, rebenta na água.

A aventura na Islândia em fotografias

Em abril de 2019 viajei para a Islândia com o objetivo de realizar um novo filme sobre a consciência ambiental. Foram vários dias de perfeita correria contra o tempo e contra o cansaço. Apesar de todos os constrangimentos, considero que a aventura foi um sucesso. Um dos momentos altos da viagem, foi o facto de ter encontrado Sir David Attenborough, quando no final de um dia extremamente cansativo, reparo que estava no mesmo restaurante, na mesa mesmo ao lado. Foram vários minutos de conversa que ficarão para sempre na minha memória. Ficam aqui algumas fotografias da autoria de Marco Ribeiro, que retratam um pouco dessa viagem. O making of pode ser visualizado aqui. O filme pode ser visualizado aqui.

Cortinarius Porphyroideus – um cogumelo raro

Cortinarius Porphyroideus

A minha aventura pela Nova Zelândia previa um dia para subir ao glaciar Rob Roy para realizar algumas fotografias,  planos de timelapse e vídeo. A ideia era sair de Wanaka bem cedo e conduzir por uma estrada de terra, durante cerca de uma hora. Era o tempo previsto para percorrer os quase 50 quilómetros que ligam Wanaka ao início do trilho para o Rob Roy. Um trilho de alta montanha com cerca de 12 quilómetros.

Rapidamente verifiquei que era um percurso em muito mau estado e cujo fim poderia não ser atingido, pois haviam muitos cursos de água provenientes das montanhas que atravessavam a estrada de terra. A sinalização, essa, estava lá constantemente em todas as travessias e informava que, caso a chuva fosse intensa, deveria regressar a Wanaka. Com calma e atento às mudanças de tempo, avancei. Pensava para mim: E se, depois de caminhar durante duas horas para chegar ao Rob Roy, começar a chover?, terei tempo para regressar? Olhei o horizonte e percebi que talvez o tempo não mudasse. Confiante e esperançado, avancei.

Depois de chegar ao fim da estrada era altura de colocar a mochila às costas. Aparentemente pesada, pois todo o equipamento de fotografia estava no seu interior, rapidamente esqueci-me disso e comecei a percorrer o trilho que ia pelo vale fora. O Rob Roy chamava-me.

A manhã estava fria e havia gelo no trilho que serpenteava ao longo do rio proveniente do glaciar Rob Roy.

Depois de caminhar durante cerca de 30 minutos, cheguei a uma ponte pedonal que permitia a passagem para a outra margem. Uma vez na margem oposta, subi a bom ritmo e rapidamente dei por mim a tirar alguma roupa. A cada passo que dava a subida parecia cada vez mais íngreme. Parei várias vezes para descansar um pouco debaixo de uma das árvores da imensa floresta de faias que polvilha todo o vale em direção ao glaciar. Lá no alto, um Kea (um papagaio muito inteligente) voa sob a copa das árvores, abrindo as suas asas coloridas, assinalando a sua presença.

Foi numa dessas paragens que retirei a câmara fotográfica e tentei enganar-me a mim próprio. – Não, não estava cansado. Havia parado para fotografar a natureza ao meu redor! Encostei a mochila a uma árvore e enveredei pelo interior do bosque na ânsia de ver qualquer coisa que fosse surpreendente e que me fizesse esquecer que estava a apenas meio caminho para o glaciar.

Depois de caminhar alguns metros para dentro da floresta de faias, aninhei-me para fotografar uma aranha muito colorida que por ali tecia a sua teia e comecei a fotografá-la. Confesso que estava completamente concentrado na procura da melhor perspetiva para enquadrar aquele aracnídeo. Por isso, decidi deitar-me no solo repleto de musgo e foi aí que os meus olhos se fixaram num pequeno cogumelo de uma cor estranha. Perguntei a mim próprio: Agora?, agora que ia descansar um pouco? Nunca tinha visto nada igual. Enquanto procurava acertar os parâmetros corretos para o registo daquele momento dei comigo a imaginar-me num dos filmes do Harry Potter.

As minhas mãos tremiam e eu, surpreendido com aquele cogumelo, não conseguia registar o momento. Todos os meus sentidos estavam ativos e inundavam-me de sensações e de emoções que só consegui controlar ao fim de dois ou três minutos. O próprio silêncio daquele lugar já era audível!

Eu queria continuar a subir para o Rob Roy, mas aquele cogumelo não me deixava! Acho que fiquei ainda mais cansado, tal era a adrenalina do momento. Acho que no total devo ter feito mais do 20 fotografias. Eu próprio tive de colocar um fim ao registo fotográfico, ou não fosse eu que ali estava.

Sozinho, no meio da floresta de faias, a caminho do glaciar Rob Roy, eu havia encontrado um cogumelo raro (só mais tarde soube através de uma procura na internet). O seu nome: Cortinarius Porphyroideus. Confesso que tentei encontrá-lo noutras regiões da Nova Zelândia, mas nunca mais o vi. No entanto, foi um momento marcante na minha aventura para produzir o filme “Aotearoa”. Tal como a vida, o  mundo é feito de pequenas coisas. Surpreendentes.

O Pacífico Sul ali tão perto

Nova Zelândia – Costa do Pacífico

Em quase todas as minhas aventuras, (como foi o caso da viagem à Nova Zelândia para realizar o filme “Aotearoa- We Are All Made Of Stars”), dificilmente perco a concentração no trabalho que estou a desenvolver ou que planeio vir a realizar, quer sejam planos de timelapse, vídeo ou simplesmente fotografia.

Foi o caso deste local, aqui retratado por uma fotografia da autoria de Marco Ribeiro. A concentração era tal que só depois de realizado o filme e visto o plano de timelapse que dali proveio, é que dei por mim a pensar que estive muito próximo de uma das zonas do Pacífico Sul com imensa atividade sísmica.

Pese embora o facto de em cada local e em cada momento, colocar todo o meu empenho no que estou a fazer, não obstante isso, uso as minhas capacidades de memória fotográfica para mais tarde relembrar tudo aquilo que me rodeava. E de facto, olhando para esta fotografia, vejo que estou bastante absorvido pelo momento que pretendia registar, tentando desesperadamente congelar aquele local e aquela cor de final de tarde. As marcas do sismo estavam ali mesmo ao meu redor, mas eu não queria saber disso, naquele instante.

Olhando agora, conscientemente percebo que toda esta região costeira havia sido alvo de um grande sismo em 2016. Eram ainda visíveis os desmoronamentos da principal via rodoviária que liga Christchurch ao Estreito de Cook. Por aqui circulei por duas vezes numa travessia memorável ao longo de uma costa retalhada, aqui ou ali salpicada por praias de areia negra que pareciam ligar a terra ao universo, quando o luar fazia brilhar os grãos de areia mais finos, cintilando como as estrelas. Apesar de tudo, ali estava eu, equilibrado numa rocha, junto ao Pacífico Sul tentando ajustar a câmera fotográfica, para realizar um plano de timelapse.

Milford Sound

A minha aventura pela Nova Zelândia, com o objectivo de produzir um documentário curto que fosse capaz de prender a atenção das pessoas para que possam perceber que a nossa única casa (a Terra) está a viver alterações profundas, previa uma viagem de cerca de 15 dias. Quatro deles eram para a viagem entre Portugal e aquela região do globo. Por isso só me restavam apenas 11 dias para concretizar o que havia planeado com a devida antecedência. Contudo, previa a possibilidade das condições climatéricas serem adversas e impossibilitarem o meu trabalho, nos diversos locais que pretendia visitar.

Não demorou muito tempo para ser confrontado com esta adversidade. A estação do ano que havia escolhido, era propicia a estas condições climatéricas. Milford Sound revelou-se um deles.

Milford Sound fica bem no coração do Parque Nacional de Fiordland, na Nova Zelândia. Para lá chegar é preciso percorrer uma estrada nacional de várias centenas de quilómetros. Cumprindo o meu plano, saí de Invercargill bem cedo e o destino era esse lugar que eu almejava conhecer e registar em timelapse. No final da estrada e depois de atravessar uma zona muito montanhosa, enveredar por túneis e desfiladeiros muito apertados, ficar cara-a-cara com um Kea (um papagaio muito inteligente que habita aquela região), surge diante de mim a imensidão das montanhas de Milford Sound. Um lugar mágico, onde o céu e a Terra se unem num só. O problema era que eu não via o céu. O dia estava muito cinzento e chovia intensamente. A água jorrava das montanhas e eu ali, impossibilitado de fazer o meu trabalho, limitei-me a contemplar o que os meus olhos não viam. Mas não desisti.

Comecei de imediato a preparar uma segunda oportunidade e para isso era necessário alterar o plano. Rapidamente defini um plano B. A ideia era regressar a Invercargill. Na manhã seguinte e cumprindo o plano definido, que me levaria a Wanaka, teria obrigatoriamente de passar novamente por Milford Sound. E assim foi.

Cansado, com poucas horas de sono, na manhã seguinte regressei a Milford Sound. Até parecia que já conhecia a estrada e nenhum Kea ousou interferir no meu ojectivo, a não ser um controlo de velocidade que me fez perder algum tempo, pois havia que prestar atenção à forma educativa com que as autoridades locais me abordaram. Era 100 e não 120! Aceitei e pedi desculpa.

Voltei ao lado esquerdo da estrada e uns quilómetros mais à frente, tudo estava muito diferente! Eu já via o céu, aqui ou ali pintado por algumas nuvens. Até apetecia subir ao Mitre Peak (cerca de 1.700 m de altitude) para tocar o céu. Um pico assombroso, ali bem diante de mim. Rapidamente me muni da dolly “Stage One” e iniciei o plano de timelapse tão desejado, tentando com que nenhum mosquito ousasse pousar na objectiva.

Apesar de todas as adversidades, a persistência e a perseverança haviam dado frutos. Fruto esse que poderá ser visto quando divulgar o meu próximo filme sobre a Nova Zelândia.

Cape Reinga

Recentemente estive na Nova Zelândia com o objectivo de produzir um documentário curto, à semelhança de “Nordlys” e “Patagónia – A Ponta Do Mundo“. Confesso que fiquei fascinado pela região.

Para quem, tal como eu, gosta de contacto com a natureza, encontra naquela região do globo, um lugar para fotografar, caminhar, ler um livro, escrever, viajar, ver coisas novas, mas, acima de tudo, viver a vida a “baixa velocidade” ou seja, a possibilidade de sentir-se vivo.

Na fotografia, o farol de “Cape Reinga” foi o primeiro sitio onde fotografei e consequentemente registei planos de timelapse. Este foi o local escolhido por mim, para dar inicio a uma aventura que me levaria a percorrer as duas ilhas da Nova Zelândia.
O farol foi a minha âncora para encontrar a coragem e vencer os desafios e, ao mesmo tempo, o guia que me apontou o caminho que iria percorrer nos dias seguintes.

Eu sabia que “Cape Reinga” era um local sagrado, de grande importância espiritual para o povo maori. É dali que os espíritos partem para o paraíso. Sente-se o chamamento das ondas do mar nas arribas. Apesar de tudo, ali fiquei, firme, na encosta da arriba, de “mãos nos bolsos” a imaginar o passado de um povo que usava a “Haka” como uma espécie de “grito de guerra” e dança ensaiada para afugentar o inimigo, mostrando assim que não estavam com medo dele.

E, de facto eu não tive medo, antes pelo contrário, encontrei ali forças para vencer todos os desafios que viriam a surgir nos dias seguintes.

Rio de Janeiro

Em 2017, realizei uma viagem á Patagónia (Chile e Argentina), com o objetivo de realizar um documentário. Pretendia chegar à consciência das pessoas (no que toca à preservação da nossa casa), mostrando-lhes o quão maravilhoso é o nosso planeta. A viagem é bastante morosa e como tal fiz escala no Rio de Janeiro, aproveitando para visitar os meus familiares que lá residem.
Entre matar saudades e uma noite de boémia, foi ainda possível subir ao monumento natural que é o “Pão de Açúcar” e descer por um trilho que nos proporciona algum contacto com a vida selvagem. Aqui ficam algumas fotografias desse local.

Veja algumas fotografias do Rio de Janeiro (usando o slide show em baixo), ou então vá até á galeria.

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Regressei a El Chaltén ao final da tarde

De regresso do Fitz Roy, cheguei a El Chaltén ao final da tarde, com 25 quilómetros de trilhos percorridos e vários quilos ás costas. Estava exausto, mas feliz.

As experiências mais enriquecedoras são dotadas de uma intensidade arrebatadora que galga o tempo, salta horas e derruba espaços transportando-nos numa viagem acelerada que comprime o tempo. Parece matéria de ficção científica, mas eu havia chegado no dia anterior à Patagónia e preparava-me para partir no dia seguinte; no intervalo, haviam decorrido 15 dias. Confuso? Não! Tudo havia sido grandioso, extasiante, fora de medida. Um caldo de emoções a necessitar de ser coado, filtrado e assimilado, tal era a sua densidade. E nessa espessura de sentimentos os dias foram tragados, diluídos, esquecidos.

Fiz a viagem de regresso a El Calafate pela mesma estrada que me havia levado a El Chaltén. O caminho foi todo ele feito de olho no espelho retrovisor; não é que não levasse os olhos postos na estrada, em condução segura, mas as memórias recentes já faziam adivinhar saudades futuras. Abandonava El Chaltén com a certeza de que haviam sido os melhores e mais produtivos dias que havia passado durante toda a estadia na região. Que trilhos memoráveis; a experiência marcante de me pôr à prova, física e mentalmente, e a superação conseguida.
Regressava mais forte, era uma certeza.

Porto da Laje

Existem momentos nas nossas vidas, que ficam para a posteridade. Este foi um deles. Uma caminhada há alguns anos atrás, bem no coração do Parque Nacional da Peneda Gerês, que nos levou a Porto da Laje. Um dia extenuante, mas muito agradável do ponto de vista do contacto com a natureza, bem como do convívio entre amigos de longa data. 

Esta fotografia revela bem esse momento. Aquele momento em que se chega ao “cimo da montanha” e nos esquecemos das dificuldades que passamos para lá chegar. Neste caso, foi uma “chegada ao vale”, mas o trilho foi bem árduo. E esta imagem comprova-o.