Obrigado, Sir David Attenborough e parabéns pelos seus extraordinários 100 anos



No próximo 1 de agosto de 2026, às 21h00, os encantadores Moinhos de Jancido, em Gondomar, voltam a transformar-se numa sala de cinema ao ar livre para mais uma noite memorável.
Uma iniciativa de Paulo Ferreira, em parceria com os Moinhos de Jancido, este evento afirma-se já como uma verdadeira marca no concelho, atraindo há seis anos consecutivos visitantes de dentro e fora de Gondomar.
Mais do que cinema, será uma celebração da natureza, através da exibição de documentários naturais realizados por Paulo Ferreira, num cenário único onde património, cultura e ambiente se encontram.
Muitos dos participantes das edições anteriores descrevem esta noite como uma experiência que miúdos e graúdos deveriam viver pelo menos uma vez — desde o encanto de percorrer os trilhos à noite até à magia de assistir a cinema ao ar livre rodeado pela natureza.
Bilhetes disponíveis em breve, em local a anunciar.
Reserve a data e venha viver connosco mais uma noite mágica entre moinhos, estrelas e cinema.


ENQUADRAMENTO
A iniciativa deste concurso de fotografia nasceu da visão de Paulo Ferreira, produtor, realizador de vídeo e fotógrafo de natureza gondomarense, movido pela vontade de sensibilizar os mais jovens para a importância da preservação ambiental e para a valorização dos lugares mais singulares do planeta. A partir desta ideia inicial, surgiu posteriormente a oportunidade de o Agrupamento de Escolas Júlio Dinis, Gondomar (AEJD), através da Biblioteca Escolar, em articulação com os grupos disciplinares 230 e 520 (Ciências Naturais), dinamizar e desenvolver o projeto junto da comunidade escolar.
O concurso enquadra-se no tema geral do Projeto Educativo do Agrupamento — “Valorizar o presente… preparar o futuro” — e presta igualmente homenagem ao ilustre naturalista Sir David Attenborough, assinalando o centenário do seu nascimento. Pretende-se, assim, unir a fotografia e a educação ambiental numa iniciativa que incentive a observação da natureza, a reflexão sobre os desafios ambientais atuais e a valorização da biodiversidade e dos ecossistemas do planeta.
OBJETIVOS
PARTICIPANTES
3.1. Cada participante só poderá apresentar uma fotografia a concurso.
ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE ENTREGA E AUTORIA
4.1. As fotografias devem ser originais e da autoria do participante.
4.2. A fotografia deverá ter pelo menos 3000px no lado maior e o tamanho deverá ser inferior a 10 Mb.
4.3. O envio é para o seguinte contacto: paulo@pauloferreira.pt
4.4. Cada fotografia deve fazer-se acompanhar das seguintes indicações:
– legenda;
– local fotografado e data;
– identificação do autor (nome completo, número e turma).
PRAZOS
5.1. O concurso inicia no dia 6 de março e encerra no dia 30 de maio de 2026.
5.2. Os resultados serão divulgados e atribuídos os prémios na festa final do ano letivo, dia 12 de junho.
JÚRI E CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO
6.1. A seleção das fotografias vencedoras fica a cargo do patrocinador do concurso Paulo Ferreira.
6.2. Os critérios de avaliação incluem:
PRÉMIOS
7.1. Serão atribuídos prémios monetários às três melhores participações no valor:
7.2. Todos os concorrentes receberão um certificado de participação digital.
DISPOSIÇÕES GERAIS
8.1. Ao participar, os concorrentes autorizam tacitamente a divulgação das fotografias.
8.2. Os casos omissos neste regulamento serão resolvidos por deliberação da organização.
Agrupamento de Escolas Júlio Dinis, Gondomar, 2 de março de 2026
Coordenadora do Departamento de Ciências Exatas: M.ª José Tavares
Coordenadora das BE do Agrupamento: Rita Cordeiro
Patrocinador: Paulo Ferreira
Saiba mais no site do Agrupamento de Escolas Júlio Dinis em:
A fotografia em formato digital deve ser enviada por email (contacto em cima):
O tipo de ficheiro deverá ser JPEG ou PNG ou TIF
A proporção da fotografia deverá ser 3:2 ou 2:3 ou 4:3 ou 3:4 ou 1:1
O formato físico para impressão, caso seja exigido deverá ser : 20×30 ou 30×40 cm.
Manter os dados EXIF para verificação de autoria.
Nota: Todas as fotografias fora do formato ou tipo recomendado, serão excluídas sem qualquer notificação.










NATURALMENTE PICO — ESTREIA OFICIAL
No meio do Atlântico, ergue-se uma ilha onde a terra ainda respira.
É aí que começa Naturalmente Pico.
No próximo dia 6 de fevereiro, às 21h00, o Auditório Municipal de Gondomar recebe a estreia de um documentário que percorre paisagens de pedra negra, campos de lava e vinhas desenhadas à mão — lugares onde o tempo não corre, acompanha.
Da presença imponente da montanha mais alta de Portugal às profundezas do oceano, Naturalmente Pico revela a alma da Ilha do Pico: um território de força primordial, memória viva e equilíbrio frágil. Entre grutas escondidas, mares habitados por tubarões, baleias e golfinhos, e comunidades moldadas pelo fogo e pelo sal, o filme conduz-nos por uma ilha onde a vida nasce da terra, prolonga-se no mar e permanece guiada pela força silenciosa da natureza.
Mais do que um documentário, Naturalmente Pico é um convite à contemplação.
Uma ilha.
Uma história.
Uma força que não se vê — mas sente-se.
🎬 Estreia: 6 de fevereiro
🕘 Hora: 21h00
📍 Local: Auditório Municipal de Gondomar

Há um trabalho silencioso e paciente por trás de cada imagem da Nebulosa de Órion. Um trabalho que começa muito antes do clique final — começa nas noites frias e límpidas, quando o ar corta a pele e o céu parece mais próximo, mais honesto. São nessas horas, longe do ruído do mundo, que a câmara aponta para aquilo que, a olho nu, insistimos em chamar de estrela.
Montar o equipamento é um ritual: tripé firme, câmara preparada, objetiva alinhada, ferramentas de tracking a compensar a rotação da Terra com uma precisão quase humilde. Não há tecnologia de outro mundo, não há telescópios espaciais nem instrumentos milionários. Há apenas fotografia, persistência e a vontade de ir mais além do que os nossos olhos permitem.
Cada imagem individual é frágil. O sinal é ténue, quase tímido, afogado no ruído eletrónico e nas imperfeições inevitáveis do equipamento simples. Mas é aqui que entra a segunda parte da viagem — invisível, silenciosa, mas absolutamente transformadora: o stacking. Centenas de exposições curtas, captadas ao longo de horas, são alinhadas e somadas com rigor matemático. O ruído dilui-se. O sinal emerge. Aquilo que parecia impossível começa, lentamente, a revelar-se.
É neste ponto que a fotografia se encontra com o conhecimento informático. Algoritmos, processamento de imagem, calibração, paciência. No meu caso, um passado profissional ligado à informática torna-se uma extensão natural do olhar. O computador deixa de ser apenas uma ferramenta; passa a ser um laboratório onde a luz é decifrada, camada após camada.
E tudo começa, curiosamente, com um engano. Olhamos para o céu e vemos uma estrela. Um ponto branco, aparentemente simples. Mas a curiosidade muda tudo. Quando nos interessamos pela descoberta, procuramos conhecimento — e com ele, ganhamos profundidade. Aquilo que era uma estrela revela-se uma nebulosa. Ou talvez uma galáxia distante. Uma cidade de gás, poeira e nascimento estelar, suspensa no vazio.
Nesse momento, algo muda. É como se os nossos olhos vissem a luz pela primeira vez. Não uma luz qualquer, mas uma luz antiga. No caso da Nebulosa de Órion, uma luz que partiu dali há cerca de 1400 anos, quando a história humana era outra, quando o mundo era outro. E, ainda assim, essa luz chega agora, silenciosa, paciente, à minha modesta câmara.
A astrofotografia é isso: um diálogo entre tecnologia simples e conhecimento profundo, entre frio e espera, entre erro e revelação. Um exercício de humildade cósmica. Porque quando por fim vemos a imagem final, já não estamos apenas a observar o céu — estamos a testemunhar o tempo.