Documentário sobre Luís Monteiro é apresentado no IV Edição do Festival das Reservas da Biosfera de Portugal



ENQUADRAMENTO
Surge no âmbito do tema geral do Projeto Educativo do Agrupamento “Valorizar o presente… preparar o futuro”; em homenagem ao ilustre naturalista Sir David Attenborough (assinalando-se o centenário do seu nascimento) e na vontade de contribuir, com Paulo Ferreira, na consciencialização ambiental e na valorização de locais singulares da Terra.
OBJETIVOS
PARTICIPANTES
3.1. Cada participante só poderá apresentar uma fotografia a concurso.
ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE ENTREGA E AUTORIA
4.1. As fotografias devem ser originais e da autoria do participante.
4.2. A fotografia deverá ter pelo menos 3000px no lado maior e o tamanho deverá ser inferior a 10 Mb.
4.3. O envio é para o seguinte contacto: paulo@pauloferreira.pt
4.4. Cada fotografia deve fazer-se acompanhar das seguintes indicações:
– legenda;
– local fotografado e data;
– identificação do autor (nome completo, número e turma).
PRAZOS
5.1. O concurso inicia no dia 6 de março e encerra no dia 30 de maio de 2026.
5.2. Os resultados serão divulgados e atribuídos os prémios na festa final do ano letivo, dia 12 de junho.
JÚRI E CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO
6.1. A seleção das fotografias vencedoras fica a cargo do patrocinador do concurso Paulo Ferreira.
6.2. Os critérios de avaliação incluem:
PRÉMIOS
7.1. Serão atribuídos prémios monetários às três melhores participações no valor:
7.2. Todos os concorrentes receberão um certificado de participação digital.
DISPOSIÇÕES GERAIS
8.1. Ao participar, os concorrentes autorizam tacitamente a divulgação das fotografias.
8.2. Os casos omissos neste regulamento serão resolvidos por deliberação da organização.
Agrupamento de Escolas Júlio Dinis, Gondomar, 2 de março de 2026
Coordenadora do Departamento de Ciências Exatas: M.ª José Tavares
Coordenadora das BE do Agrupamento: Rita Cordeiro
Patrocinador: Paulo Ferreira










NATURALMENTE PICO — ESTREIA OFICIAL
No meio do Atlântico, ergue-se uma ilha onde a terra ainda respira.
É aí que começa Naturalmente Pico.
No próximo dia 6 de fevereiro, às 21h00, o Auditório Municipal de Gondomar recebe a estreia de um documentário que percorre paisagens de pedra negra, campos de lava e vinhas desenhadas à mão — lugares onde o tempo não corre, acompanha.
Da presença imponente da montanha mais alta de Portugal às profundezas do oceano, Naturalmente Pico revela a alma da Ilha do Pico: um território de força primordial, memória viva e equilíbrio frágil. Entre grutas escondidas, mares habitados por tubarões, baleias e golfinhos, e comunidades moldadas pelo fogo e pelo sal, o filme conduz-nos por uma ilha onde a vida nasce da terra, prolonga-se no mar e permanece guiada pela força silenciosa da natureza.
Mais do que um documentário, Naturalmente Pico é um convite à contemplação.
Uma ilha.
Uma história.
Uma força que não se vê — mas sente-se.
🎬 Estreia: 6 de fevereiro
🕘 Hora: 21h00
📍 Local: Auditório Municipal de Gondomar


Há um trabalho silencioso e paciente por trás de cada imagem da Nebulosa de Órion. Um trabalho que começa muito antes do clique final — começa nas noites frias e límpidas, quando o ar corta a pele e o céu parece mais próximo, mais honesto. São nessas horas, longe do ruído do mundo, que a câmara aponta para aquilo que, a olho nu, insistimos em chamar de estrela.
Montar o equipamento é um ritual: tripé firme, câmara preparada, objetiva alinhada, ferramentas de tracking a compensar a rotação da Terra com uma precisão quase humilde. Não há tecnologia de outro mundo, não há telescópios espaciais nem instrumentos milionários. Há apenas fotografia, persistência e a vontade de ir mais além do que os nossos olhos permitem.
Cada imagem individual é frágil. O sinal é ténue, quase tímido, afogado no ruído eletrónico e nas imperfeições inevitáveis do equipamento simples. Mas é aqui que entra a segunda parte da viagem — invisível, silenciosa, mas absolutamente transformadora: o stacking. Centenas de exposições curtas, captadas ao longo de horas, são alinhadas e somadas com rigor matemático. O ruído dilui-se. O sinal emerge. Aquilo que parecia impossível começa, lentamente, a revelar-se.
É neste ponto que a fotografia se encontra com o conhecimento informático. Algoritmos, processamento de imagem, calibração, paciência. No meu caso, um passado profissional ligado à informática torna-se uma extensão natural do olhar. O computador deixa de ser apenas uma ferramenta; passa a ser um laboratório onde a luz é decifrada, camada após camada.
E tudo começa, curiosamente, com um engano. Olhamos para o céu e vemos uma estrela. Um ponto branco, aparentemente simples. Mas a curiosidade muda tudo. Quando nos interessamos pela descoberta, procuramos conhecimento — e com ele, ganhamos profundidade. Aquilo que era uma estrela revela-se uma nebulosa. Ou talvez uma galáxia distante. Uma cidade de gás, poeira e nascimento estelar, suspensa no vazio.
Nesse momento, algo muda. É como se os nossos olhos vissem a luz pela primeira vez. Não uma luz qualquer, mas uma luz antiga. No caso da Nebulosa de Órion, uma luz que partiu dali há cerca de 1400 anos, quando a história humana era outra, quando o mundo era outro. E, ainda assim, essa luz chega agora, silenciosa, paciente, à minha modesta câmara.
A astrofotografia é isso: um diálogo entre tecnologia simples e conhecimento profundo, entre frio e espera, entre erro e revelação. Um exercício de humildade cósmica. Porque quando por fim vemos a imagem final, já não estamos apenas a observar o céu — estamos a testemunhar o tempo.
