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Documentário sobre Luís Monteiro é apresentado no IV Edição do Festival das Reservas da Biosfera de Portugal

Há histórias que pedem luz. E há vidas que continuam a voar muito para além do silêncio.
No âmbito da IV Edição do Festival das Reservas da Biosfera de Portugal – Graciosa, no próximo dia 13 de março, às 21h00, no Centro Cultural da Graciosa, apresento o documentário “O Voo de Monteiro – A Vida e Legado de Luís Monteiro” — uma homenagem profunda a um Homem que transformou a paixão em ciência e inscreveu o seu nome na eternidade da natureza.
De Baião às ilhas dos Açores, percorremos a extraordinária viagem de Luís Monteiro, o biólogo que dedicou a vida ao estudo das aves marinhas e cuja investigação conduziu à descoberta do raro Hydrobates monteiroi, o Painho-de-Monteiro — uma espécie que hoje perpetua o seu nome e o seu legado, rasgando os céus do Atlântico.
Entre testemunhos comoventes, paisagens arrebatadoras e a força de uma memória que se recusa a desaparecer, este filme é um convite à reflexão: sobre a delicadeza da vida, sobre a responsabilidade que herdamos, sobre a urgência de proteger o património natural que nos define.
Conto com todos os graciosenses para esta noite de memória, ciência e inspiração.
Porque há voos que nunca tocam o chão.
Este documentário conta com o apoio da Secretaria Regional do Ambiente e Ação Climática, do Município de Santa Cruz da Graciosa e do Município de Baião.

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Concurso de fotografia “Ecos da natureza”

CONCURSO FOTOGRAFIA ECOS NATUREZA

CONCURSO “ECOS DA NATUREZA”

REGULAMENTO

ENQUADRAMENTO

  1. O concurso de fotografia é dinamizado pela Biblioteca Escolar (BE) do Agrupamento de Escolas Júlio Dinis, Gondomar (AEJD), em articulação com os grupos disciplinares 230 e 520 (Ciências Naturais), e patrocinado pelo gondomarense Paulo Ferreira, produtor e realizador de vídeo e fotógrafo de natureza.

Surge no âmbito do tema geral do Projeto Educativo do Agrupamento “Valorizar o presente… preparar o futuro”; em homenagem ao ilustre naturalista Sir David Attenborough (assinalando-se o centenário do seu nascimento) e na vontade de contribuir, com Paulo Ferreira, na consciencialização ambiental e na valorização de locais singulares da Terra.

OBJETIVOS

  1. O concurso tem como principais objetivos:
  • Sensibilizar para a preservação ambiental;
  • Consciencializar para o contributo de cada um na sustentabilidade do planeta;
  • Valorizar o património natural local;
  • promover a criatividade artística, valorizando a fotografia enquanto forma de expressão cultural.

PARTICIPANTES

  1. O concurso é aberto a todas as crianças e a todos os alunos do AEJD.

3.1. Cada participante só poderá apresentar uma fotografia a concurso.

ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE ENTREGA E AUTORIA

  1. As fotografias a concurso devem apresentar elementos da natureza (fauna e/ou flora), evidenciando a sua beleza e singularidade.

4.1. As fotografias devem ser originais e da autoria do participante.

4.2. A fotografia deverá ter pelo menos 3000px no lado maior e o tamanho deverá ser inferior a 10 Mb. 

4.3. O envio é para o seguinte contacto: paulo@pauloferreira.pt

4.4. Cada fotografia deve fazer-se acompanhar das seguintes indicações:

– legenda;

– local fotografado e data;

– identificação do autor (nome completo, número e turma).

PRAZOS

5.1. O concurso inicia no dia 6 de março e encerra no dia 30 de maio de 2026.

5.2. Os resultados serão divulgados e atribuídos os prémios na festa final do ano letivo, dia 12 de junho.

JÚRI E CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO

6.1. A seleção das fotografias vencedoras fica a cargo do patrocinador do concurso Paulo Ferreira.

6.2. Os critérios de avaliação incluem:

  • adequação ao tema;
  • impacto visual/emocional,
  • composição, iluminação;
  • criatividade e originalidade, sem manipulação digital excessiva;
  • qualidade técnica.

PRÉMIOS

7.1. Serão atribuídos prémios monetários às três melhores participações no valor:

  • 1º lugar: 300 Euros;
  • 2º lugar 150 Euros;
  • 3º lugar: 50 Euros.

7.2. Todos os concorrentes receberão um certificado de participação digital.

DISPOSIÇÕES GERAIS

8.1. Ao participar, os concorrentes autorizam tacitamente a divulgação das fotografias.

8.2. Os casos omissos neste regulamento serão resolvidos por deliberação da organização.

Agrupamento de Escolas Júlio Dinis, Gondomar, 2 de março de 2026

Coordenadora do Departamento de Ciências Exatas: M.ª José Tavares

Coordenadora das BE do Agrupamento: Rita Cordeiro

Patrocinador: Paulo Ferreira

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Naturalmente Pico estreia em Gondomar

paulofwild estreia pico

Paulo Ferreira, natural e residente em Gondomar, estreou ontem, dia 6, no Auditório Municipal de Gondomar, o seu mais recente documentário, Naturalmente Pico, numa sessão que decorreu com casa cheia.
Integrando a série televisiva “Naturalmente Açores”, o documentário conduz o público numa viagem visual pela riqueza natural da Ilha do Pico, destacando a ligação profunda entre a natureza e as comunidades locais.
A estreia de Naturalmente Pico em Gondomar, com o apoio do Município, constituiu um momento de afirmação cultural do concelho, valorizando o percurso de um criador local com projeção internacional e reforçando o compromisso municipal com a promoção da criação artística e cultural de excelência.








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Naturalmente Pico – estreia oficial

Estreia Naturalmente Pico

NATURALMENTE PICO — ESTREIA OFICIAL

No meio do Atlântico, ergue-se uma ilha onde a terra ainda respira.
É aí que começa Naturalmente Pico.

No próximo dia 6 de fevereiro, às 21h00, o Auditório Municipal de Gondomar recebe a estreia de um documentário que percorre paisagens de pedra negra, campos de lava e vinhas desenhadas à mão — lugares onde o tempo não corre, acompanha.

Da presença imponente da montanha mais alta de Portugal às profundezas do oceano, Naturalmente Pico revela a alma da Ilha do Pico: um território de força primordial, memória viva e equilíbrio frágil. Entre grutas escondidas, mares habitados por tubarões, baleias e golfinhos, e comunidades moldadas pelo fogo e pelo sal, o filme conduz-nos por uma ilha onde a vida nasce da terra, prolonga-se no mar e permanece guiada pela força silenciosa da natureza.

Mais do que um documentário, Naturalmente Pico é um convite à contemplação.
Uma ilha.
Uma história.
Uma força que não se vê — mas sente-se.

🎬 Estreia: 6 de fevereiro
🕘 Hora: 21h00
📍 Local: Auditório Municipal de Gondomar

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Numa noite gélida de inverno

Numa noite gélida de inverno, o silêncio do Parque Natural do Alvão parece suspender o tempo. O frio cristaliza o ar e, acima, o céu escreve a sua própria caligrafia luminosa: longos arcos de estrelas e planetas, com centro na Polar, denunciam, com elegância lenta, a rotação incessante da Terra. Não é o céu que se move. Somos nós, passageiros de um planeta em viagem.
Em primeiro plano, as árvores. Algumas iluminadas, outras quase despidas erguem-se como sentinelas antigas. Os ramos nus, desenhados a carvão contra a abóbada noturna, emolduram a dança cósmica e acrescentam profundidade à paisagem. Há beleza na escassez: folhas ausentes que revelam a estrutura, o essencial, a nudez do inverno.
A fotografia guarda esse instante raro em que o humano toca o infinito. Um encontro entre a quietude da serra e o movimento do universo, onde o frio não afasta, antes aproxima, e a noite ilumina aquilo que o dia não ousa mostrar.
É este, o nosso mundo!

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Almourão Selvagem – A Wildlife Sanctuary

Almourão Selvagem

2025 foi um ano extraordinário. Um ano de histórias contadas com tempo, silêncio e respeito pela natureza — muitas delas nascidas no coração da Região Autónoma dos Açores. Um ano de aprendizagem, de encontros improváveis e de imagens que ficaram gravadas para lá das minhas objetivas.
Mas 2026 já se anuncia maior. Mais exigente. Mais desafiador.
E com isso vem também um peso bonito: o da responsabilidade. A responsabilidade de fazer melhor. De ir mais longe. De honrar cada projeto com ainda mais dedicação.
Mais paixão. Mais entusiasmo. Mesmo nos dias em que regressamos a casa de mãos vazias, sem imagens, sem ideias. Porque a vida (tal como a natureza), não se revela sempre de imediato. Nem tudo é fácil. Nem tudo vem sem esforço. E quase nada acontece sem trabalho.
A vida é feita de contrastes: alegrias e silêncios, conquistas e frustrações. E o caminho, esse, faz-se sempre para a frente, com os olhos erguidos, coração atento e a certeza de que cada passo conta.
Este é um dos desafios de 2026. Almourão Selvagem – A Wildlife Sanctuary

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Descobrindo Orion

Há um trabalho silencioso e paciente por trás de cada imagem da Nebulosa de Órion. Um trabalho que começa muito antes do clique final — começa nas noites frias e límpidas, quando o ar corta a pele e o céu parece mais próximo, mais honesto. São nessas horas, longe do ruído do mundo, que a câmara aponta para aquilo que, a olho nu, insistimos em chamar de estrela.

Montar o equipamento é um ritual: tripé firme, câmara preparada, objetiva alinhada, ferramentas de tracking a compensar a rotação da Terra com uma precisão quase humilde. Não há tecnologia de outro mundo, não há telescópios espaciais nem instrumentos milionários. Há apenas fotografia, persistência e a vontade de ir mais além do que os nossos olhos permitem.

Cada imagem individual é frágil. O sinal é ténue, quase tímido, afogado no ruído eletrónico e nas imperfeições inevitáveis do equipamento simples. Mas é aqui que entra a segunda parte da viagem — invisível, silenciosa, mas absolutamente transformadora: o stacking. Centenas de exposições curtas, captadas ao longo de horas, são alinhadas e somadas com rigor matemático. O ruído dilui-se. O sinal emerge. Aquilo que parecia impossível começa, lentamente, a revelar-se.

É neste ponto que a fotografia se encontra com o conhecimento informático. Algoritmos, processamento de imagem, calibração, paciência. No meu caso, um passado profissional ligado à informática torna-se uma extensão natural do olhar. O computador deixa de ser apenas uma ferramenta; passa a ser um laboratório onde a luz é decifrada, camada após camada.

E tudo começa, curiosamente, com um engano. Olhamos para o céu e vemos uma estrela. Um ponto branco, aparentemente simples. Mas a curiosidade muda tudo. Quando nos interessamos pela descoberta, procuramos conhecimento — e com ele, ganhamos profundidade. Aquilo que era uma estrela revela-se uma nebulosa. Ou talvez uma galáxia distante. Uma cidade de gás, poeira e nascimento estelar, suspensa no vazio.

Nesse momento, algo muda. É como se os nossos olhos vissem a luz pela primeira vez. Não uma luz qualquer, mas uma luz antiga. No caso da Nebulosa de Órion, uma luz que partiu dali há cerca de 1400 anos, quando a história humana era outra, quando o mundo era outro. E, ainda assim, essa luz chega agora, silenciosa, paciente, à minha modesta câmara.

A astrofotografia é isso: um diálogo entre tecnologia simples e conhecimento profundo, entre frio e espera, entre erro e revelação. Um exercício de humildade cósmica. Porque quando por fim vemos a imagem final, já não estamos apenas a observar o céu — estamos a testemunhar o tempo.

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Trailer – Naturalmente Pico

Em janeiro de 2026, fecho um ciclo: fica concluído o documentário “Naturalmente Pico”, um novo capítulo da série televisiva “Naturalmente Açores”. Em breve, encontrá-lo-ão na SIC, em data a anunciar. A hora é a de sempre — das 12h00 às 13h00. A hora da vida selvagem.
Com 47 minutos de duração, este filme nasce de um trabalho imenso, paciente e apaixonado, construído por todos os que caminharam comigo, dentro e fora da ilha, visíveis ou silenciosos. A cada um deles, o meu profundo obrigado.
Naturalmente Pico é uma viagem pela beleza indomável, pela memória antiga da Terra e pelo futuro frágil que ainda podemos proteger.
Porque este planeta… é o único lar que temos..
Veja o trailer em baixo:

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Entre Moinhos e Natureza Selvagem chegou à televisão

“Entre Moinhos e Natureza Selvagem” chegou à televisão… e que estreia! Foi líder de audiências!
Os números falaram alto: 5.2% de rating e 16.7% de share — mais de meio milhão de pessoas a viajar connosco pelos horizontes indomáveis dos Moinhos de Jancido.
Obrigado a todos por transformarem este momento em algo enorme para o meu caminho, para o dos “Rapazes de Jancido” e, quem sabe, para o futuro de Gondomar.

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