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VI Cinema nos Moinhos: um encontro com a natureza e a nossa casa comum

Os Moinhos de Jancido voltaram a ser, no passado dia 1 de agosto, palco de mais uma noite especial com a realização da VI edição do Cinema nos Moinhos. Num cenário onde natureza, património e comunidade se encontram, a iniciativa proporcionou mais um momento de partilha e de sensibilização para a beleza e a preservação do mundo natural. Entre os momentos da noite, destaco a intervenção do Padre Tony Neves, que, partindo da literatura e das experiências vividas nas suas viagens por vários continentes, deixou uma reflexão particularmente feliz sobre a forma como aprendemos a “ver com olhos de ver” a natureza que nos rodeia e sobre a responsabilidade coletiva de cuidar da nossa “casa comum”. Partilho aqui as palavras que Tony Neves dirigiu a todos os presentes nesta VI edição do Cinema nos Moinhos:

Boa noite a todas e a todos. Ando a ler a ‘Misericórdia’ de Lídia Jorge, o mais recente Prémio Camões. A determinada altura, a Dª Maria Alberti, utente da luxuosa Residência Sénior ‘Hotel Paraíso’, está a falar com uns vizinhos que a visitavam, falam de campos, florestas e jardins e ela conclui: ‘Se Deus quiser, apesar da natureza estar desorientada, a vida vai melhorar. O futuro vai ser um esplendor’.
Esta visão tão otimista é hoje contracorrente. Mas o trabalho ecológico dos Rapazes de Jancido aqui nesta área dos Moinhos e do Rio Sousa é também contracorrente, quando vemos como destruímos florestas, poluímos mares e rios, enchemos o mundo de lixo e de plásticos… Também o trabalho do Paulo Ferreira e sua equipa pode e deve ser visto com este rasgo, numa permanente luta contra os terríveis efeitos das alterações climáticas. Mostrar as belezas destes lugares, bem como doutros lugares por esse mundo além, é colaborar com Deus na preservação de uma Terra que é a nossa casa comum. E – como tantas vezes repetiu o Papa Francisco – estamos todos no mesmo mar, a enfrentar a mesma tempestade e ou nos salvamos juntos ou nos afogamos todos’. Cabe a nós decidir o que queremos fazer e os compromissos do Paulo falam alto e calam fundo a este propósito. A nossa presença aqui é um obrigado coletivo a estes dois compromissos, protagonizados pelo Paulo e sua equipa e pelos Rapazes dos Moinhos de Jancido.
Desde a última sessão do Cinema dos Moinhos, estive em Itália e Portugal (como habitualmente), mas tive ainda o privilégio de estar na RCA, Camarões, França, México. Angola e Moçambique. Os filmes documentários do Paulo e sua equipa têm-me reforçado a sensibilidade às belezas e originalidades da natureza. Vejo com olhos de ver pássaros nas árvores, pegadas no chão, reflexos nas águas, estética nas folhas e ramos de árvores a dançar ao ritmo dos ventos…
Por isso, apreciei de forma diferente o chilreio de periquitos de várias cores que comem as cerejas, framboesas e ameixas do nosso Parque do Seminário de Chevilly, mesmo ao lado do aeroporto de Orly, em Paris. Nos Camarões, apreciei a brancura dos campos de algodão prontos para a colheita, no extremo norte deste país. Na RCA, fiquei extasiado com a beleza das mangueiras que oferecem doçura aos viajantes nas estradas esburacadas do país. No México, deixei-me espantar pela mancha roxa dos jacarandás de San Luis de Potosi e pela elegância das manadas de vacas perdidas nas imensidões das pradarias. Angola marca-me sempre pela força incontrolável das águas nas Quedas de Kalandula, em Malanje. Em Moçambique, são belas as plantações de lichias nas áreas do Chimoio… e, em Roma, encanta-me, ano a pós ano, a mancha dourada das ruas habitadas pelas gingko biloba, a bela nogueira do Japão, símbolo de resiliência e de paz, pois foram as únicas plantas que resistiram às bombas atómicas lançadas sobre Hiroshima e Nagazaki.
Faço um convite: deixemo-nos envolver e possuir pela beleza da mãe natureza, a nossa casa comum. Deixemos que o Paulo e sua equipa nos fale ao coração. Obrigado e boa noite.
Tony Neves


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Pirilampos: as luzes que se apagam das noites portuguesas

Pirilampos

O pirilampo-lusitânico é um pequeno inseto fascinante, conhecido pela luz que emite durante a noite. Embora seja um parente próximo dos escaravelhos, distingue-se pela capacidade de produzir luz, um fenómeno designado por bioluminescência.

Na fase larvar, alimenta-se sobretudo de caracóis e lesmas, desempenhando um papel importante no controlo natural destas populações.

Quando atinge a idade adulta, os machos voam à procura de uma companheira. As fêmeas, apesar de possuírem asas, permanecem no solo. Em vez de voarem, acendem as suas pequenas “lanternas”, permitindo que os machos as encontrem e que a reprodução aconteça.

Contudo, esta estratégia torna os pirilampos muito vulneráveis à iluminação artificial. As luzes das cidades e das estradas dificultam o encontro entre machos e fêmeas, contribuindo para o desaparecimento das suas populações em algumas regiões. Ainda assim, a principal ameaça à sua sobrevivência continua a ser a destruição do habitat natural.

Além do seu espetáculo luminoso, os pirilampos são excelentes bioindicadores da qualidade ambiental: a sua presença revela ecossistemas saudáveis e bem preservados.

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No reino dos pirilampos

Pirilampos

No Reino dos Pirilampos

Nas noites silenciosas dos Moinhos de Jancido, quando a escuridão toma conta da paisagem e os sons da natureza se tornam mais presentes, pequenos pontos de luz começam a surgir entre a vegetação. Foram esses instantes mágicos que procurei captar nesta série de seis fotografias, realizadas com recurso a técnicas de longa exposição e a equipamento fotográfico de última geração, incluindo objetivas de elevada luminosidade, fundamentais para registar um fenómeno tão delicado.

A concretização destas imagens exigiu longas horas no terreno, numa espera paciente e atenta aos ritmos da natureza. Tive a felicidade de partilhar esta experiência com António Gonçalves, cuja curiosidade e entusiasmo por tudo o que envolve o mundo natural tornaram a jornada ainda mais enriquecedora e agradável.

Para mim, foi profundamente gratificante poder fotografar os pirilampos neste cenário singular. Entre os antigos moinhos, a vegetação densa e a penumbra da noite, criou-se uma atmosfera de mistério e beleza difícil de descrever. Cada rasto luminoso registado nestas fotografias representa não apenas a presença destes fascinantes insetos, mas também a magia efémera de um património natural que merece ser valorizado e preservado.





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Paulo Ferreira estreia documentário sobre a Patagónia na Alfândega do Porto

Paulo Ferreira Patagonia

No passado dia 17 de junho vivi mais um momento marcante nesta caminhada que tem sido a minha vida. Uma noite carregada de emoção, daquelas que acompanham sempre as estreias oficiais dos meus documentários de natureza.
Patagónia – Um Mundo Extremo, apresentado na Alfândega do Porto, encheu o auditório e proporcionou uma moldura humana verdadeiramente especial. Ver a sala repleta foi gratificante, mas houve algo que tornou esta estreia ainda mais memorável: pela primeira vez, as gentes da minha terra, Melres/Medas, marcaram presença em grande número.
Sentir o apoio, o carinho e a proximidade daqueles que partilham as minhas raízes deu a esta noite um significado muito especial e tornou tudo ainda mais emocionante.
O meu sincero agradecimento a todos os que estiveram presentes e fizeram parte deste momento. Deixo-vos algumas imagens de uma noite que guardarei na memória com enorme carinho.


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Obrigado, Sir David Attenborough e parabéns pelos seus extraordinários 100 anos

Sir David Attenborough

Hoje, dia 8 de maio de 2026, Sir David Attenborough celebra 100 anos de vida. Um século dedicado a aproximar o planeta das pessoas, a despertar consciências e a mostrar a beleza frágil do mundo natural como ninguém antes dele conseguiu.
Cresci a ver os seus documentários na televisão. Foram eles que despertaram em mim a paixão pela natureza, pela vida selvagem e pela vontade de contar histórias através da imagem. Primeiro na fotografia de natureza, mais tarde nos documentários de história natural para televisão.
Em 2019, durante a recolha das primeiras imagens para o documentário “Islândia Natureza Ígnea”, tive o privilégio de o conhecer na Islândia. Um daqueles momentos raros que ficarão para sempre na minha memória. Conhecer pessoalmente alguém que, sem o saber, ajudou a definir a minha vida e o nosso caminho, é algo difícil de colocar em palavras.
Obrigado, Sir David Attenborough. E parabéns pelos seus extraordinários 100 anos.

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Cinema nos Moinhos está de volta para a sua 6.ª edição!

Cinema nos moinhos

Cinema nos Moinhos está de volta para a sua 6.ª edição!

No próximo 1 de agosto de 2026, às 21h00, os encantadores Moinhos de Jancido, em Gondomar, voltam a transformar-se numa sala de cinema ao ar livre para mais uma noite memorável.

Uma iniciativa de Paulo Ferreira, em parceria com os Moinhos de Jancido, este evento afirma-se já como uma verdadeira marca no concelho, atraindo há seis anos consecutivos visitantes de dentro e fora de Gondomar.

Mais do que cinema, será uma celebração da natureza, através da exibição de documentários naturais realizados por Paulo Ferreira, num cenário único onde património, cultura e ambiente se encontram.

Muitos dos participantes das edições anteriores descrevem esta noite como uma experiência que miúdos e graúdos deveriam viver pelo menos uma vez — desde o encanto de percorrer os trilhos à noite até à magia de assistir a cinema ao ar livre rodeado pela natureza.

Bilhetes disponíveis em breve, em local a anunciar.

Reserve a data e venha viver connosco mais uma noite mágica entre moinhos, estrelas e cinema.

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Documentário sobre Luís Monteiro é apresentado no IV Edição do Festival das Reservas da Biosfera de Portugal

Há histórias que pedem luz. E há vidas que continuam a voar muito para além do silêncio.
No âmbito da IV Edição do Festival das Reservas da Biosfera de Portugal – Graciosa, no próximo dia 13 de março, às 21h00, no Centro Cultural da Graciosa, apresento o documentário “O Voo de Monteiro – A Vida e Legado de Luís Monteiro” — uma homenagem profunda a um Homem que transformou a paixão em ciência e inscreveu o seu nome na eternidade da natureza.
De Baião às ilhas dos Açores, percorremos a extraordinária viagem de Luís Monteiro, o biólogo que dedicou a vida ao estudo das aves marinhas e cuja investigação conduziu à descoberta do raro Hydrobates monteiroi, o Painho-de-Monteiro — uma espécie que hoje perpetua o seu nome e o seu legado, rasgando os céus do Atlântico.
Entre testemunhos comoventes, paisagens arrebatadoras e a força de uma memória que se recusa a desaparecer, este filme é um convite à reflexão: sobre a delicadeza da vida, sobre a responsabilidade que herdamos, sobre a urgência de proteger o património natural que nos define.
Conto com todos os graciosenses para esta noite de memória, ciência e inspiração.
Porque há voos que nunca tocam o chão.
Este documentário conta com o apoio da Secretaria Regional do Ambiente e Ação Climática, do Município de Santa Cruz da Graciosa e do Município de Baião.

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Concurso de fotografia “Ecos da natureza”

CONCURSO FOTOGRAFIA ECOS NATUREZA

CONCURSO “ECOS DA NATUREZA”REGULAMENTO

ENQUADRAMENTO

  1. A iniciativa deste concurso de fotografia nasceu da visão de Paulo Ferreira, produtor, realizador de vídeo e fotógrafo de natureza gondomarense, movido pela vontade de sensibilizar os mais jovens para a importância da preservação ambiental e para a valorização dos lugares mais singulares do planeta. A partir desta ideia inicial, surgiu posteriormente a oportunidade de o Agrupamento de Escolas Júlio Dinis, Gondomar (AEJD), através da Biblioteca Escolar, em articulação com os grupos disciplinares 230 e 520 (Ciências Naturais), dinamizar e desenvolver o projeto junto da comunidade escolar.

    O concurso enquadra-se no tema geral do Projeto Educativo do Agrupamento — “Valorizar o presente… preparar o futuro” — e presta igualmente homenagem ao ilustre naturalista Sir David Attenborough, assinalando o centenário do seu nascimento. Pretende-se, assim, unir a fotografia e a educação ambiental numa iniciativa que incentive a observação da natureza, a reflexão sobre os desafios ambientais atuais e a valorização da biodiversidade e dos ecossistemas do planeta.

OBJETIVOS

  1. O concurso tem como principais objetivos:
  • Sensibilizar para a preservação ambiental;
  • Consciencializar para o contributo de cada um na sustentabilidade do planeta;
  • Valorizar o património natural local;
  • promover a criatividade artística, valorizando a fotografia enquanto forma de expressão cultural.

PARTICIPANTES

  1. O concurso é aberto a todas as crianças e a todos os alunos do AEJD.

3.1. Cada participante só poderá apresentar uma fotografia a concurso.

ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE ENTREGA E AUTORIA

  1. As fotografias a concurso devem apresentar elementos da natureza (fauna e/ou flora), evidenciando a sua beleza e singularidade.

4.1. As fotografias devem ser originais e da autoria do participante.

4.2. A fotografia deverá ter pelo menos 3000px no lado maior e o tamanho deverá ser inferior a 10 Mb. 

4.3. O envio é para o seguinte contacto: paulo@pauloferreira.pt

4.4. Cada fotografia deve fazer-se acompanhar das seguintes indicações:

– legenda;

– local fotografado e data;

– identificação do autor (nome completo, número e turma).

PRAZOS

5.1. O concurso inicia no dia 6 de março e encerra no dia 30 de maio de 2026.

5.2. Os resultados serão divulgados e atribuídos os prémios na festa final do ano letivo, dia 12 de junho.

JÚRI E CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO

6.1. A seleção das fotografias vencedoras fica a cargo do patrocinador do concurso Paulo Ferreira.

6.2. Os critérios de avaliação incluem:

  • adequação ao tema;
  • impacto visual/emocional,
  • composição, iluminação;
  • criatividade e originalidade, sem manipulação digital excessiva;
  • qualidade técnica.

PRÉMIOS

7.1. Serão atribuídos prémios monetários às três melhores participações no valor:

  • 1º lugar: 300 Euros;
  • 2º lugar 150 Euros;
  • 3º lugar: 50 Euros.

7.2. Todos os concorrentes receberão um certificado de participação digital.

DISPOSIÇÕES GERAIS

8.1. Ao participar, os concorrentes autorizam tacitamente a divulgação das fotografias.

8.2. Os casos omissos neste regulamento serão resolvidos por deliberação da organização.

Agrupamento de Escolas Júlio Dinis, Gondomar, 2 de março de 2026

Coordenadora do Departamento de Ciências Exatas: M.ª José Tavares

Coordenadora das BE do Agrupamento: Rita Cordeiro

Patrocinador: Paulo Ferreira

Saiba mais no site do Agrupamento de Escolas Júlio Dinis em:

Concurso de fotografia “Ecos da Natureza” 

Recomendações técnicas:

A fotografia em formato digital deve ser enviada por email (contacto em cima):
O tipo de ficheiro deverá ser JPEG ou PNG ou TIF
A proporção da fotografia deverá ser  3:2 ou 2:3 ou 4:3 ou 3:4 ou 1:1 
O formato físico para impressão, caso seja exigido deverá ser : 20×30 ou 30×40 cm.
Manter os dados EXIF para verificação de autoria.

Nota: Todas as fotografias fora do formato ou tipo recomendado, serão excluídas sem qualquer notificação.

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Naturalmente Pico estreia em Gondomar

paulofwild estreia pico

Paulo Ferreira, natural e residente em Gondomar, estreou ontem, dia 6, no Auditório Municipal de Gondomar, o seu mais recente documentário, Naturalmente Pico, numa sessão que decorreu com casa cheia.
Integrando a série televisiva “Naturalmente Açores”, o documentário conduz o público numa viagem visual pela riqueza natural da Ilha do Pico, destacando a ligação profunda entre a natureza e as comunidades locais.
A estreia de Naturalmente Pico em Gondomar, com o apoio do Município, constituiu um momento de afirmação cultural do concelho, valorizando o percurso de um criador local com projeção internacional e reforçando o compromisso municipal com a promoção da criação artística e cultural de excelência.








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Naturalmente Pico – estreia oficial

Estreia Naturalmente Pico

NATURALMENTE PICO — ESTREIA OFICIAL

No meio do Atlântico, ergue-se uma ilha onde a terra ainda respira.
É aí que começa Naturalmente Pico.

No próximo dia 6 de fevereiro, às 21h00, o Auditório Municipal de Gondomar recebe a estreia de um documentário que percorre paisagens de pedra negra, campos de lava e vinhas desenhadas à mão — lugares onde o tempo não corre, acompanha.

Da presença imponente da montanha mais alta de Portugal às profundezas do oceano, Naturalmente Pico revela a alma da Ilha do Pico: um território de força primordial, memória viva e equilíbrio frágil. Entre grutas escondidas, mares habitados por tubarões, baleias e golfinhos, e comunidades moldadas pelo fogo e pelo sal, o filme conduz-nos por uma ilha onde a vida nasce da terra, prolonga-se no mar e permanece guiada pela força silenciosa da natureza.

Mais do que um documentário, Naturalmente Pico é um convite à contemplação.
Uma ilha.
Uma história.
Uma força que não se vê — mas sente-se.

🎬 Estreia: 6 de fevereiro
🕘 Hora: 21h00
📍 Local: Auditório Municipal de Gondomar

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