Encontros noturnos com a Garça-real

Garça-real

Esta fotografia registada nas proximidades de Couce, em Valongo, no Parque das Serras do Porto, foi conseguida depois de algumas tentativas. Á primeira vista pode parecer bastante simples, mas o processo para a conseguir foi algo moroso e difícil. No seguimento de um trabalho de fotografia que ando a registar para o Município de Valongo, tenho-me deslocado para aquele território, desde finais de 2020. A Garça-real (Ardea cinerea), é uma das espécies que tenho de fotografar. Fotografá-la neste local  foi complicado, pois nem sempre lá estava (a meio do Rio Ferreira), e se estava, não me deixava aproximar mais do que 50 metros. Após muitas tentativas ao final da tarde para reduzir a luz ao máximo e ocultar a vegetação que ladeia o Rio, lá consegui. Mas o que mais me surpreendeu nesta ave, foi observá-la enquanto a fotografava. E reparei que ela bebe a água do Rio, em intervalos de minutos. É do conhecimento de todos que o Rio Ferreira é um dos cursos de água bastante poluído e observar esta ave a beber da sua água é algo que me preocupa. Espero com esta fotografia, sensibilizar as entidades competentes, para esta situação.

Continuar a ler

Sobredotação: abrindo caminhos

De vez em quando surgem novos desafios. Este, em especial, envolveu-me bastante. Um projeto para o Observatório para a Sobredotação e Talento, através da ANEIS. Um vídeo realizado em Gondomar, com os futuros Gondomarenses, para o mundo. Operadores do programa: Fundação Calouste Gulbenkian | Fundação Bissaya Barreto. Promotor: Aneis. Parceiros: Adolescere | Colégio Paulo VI

Continuar a ler

O Meu Mundo – As Histórias e os Filmes de Paulo Ferreira

O evento realiza-se no próximo dia 4 de dezembro, pelas 21H30 no Auditório Clotilde Mota (Banda Musical de Melres), na união de freguesias de Melres e Medas.
Será de entrada livre e contará com a participação da turma de Biologia do 12.º ano da Escola Básica e Secundária À Beira Douro, orientada pela Professora Elisabete Carvalho.
A viagem inicia-se na Noruega, desce ao Chile e Argentina, passa pela Nova Zelândia, sobe até à Islândia e termina em Gondomar.

Continuar a ler

Porque o mundo tem todo o tempo para mim

Era Outono. A Patagónia vestia-se de cores absolutamente extraordinárias. As Lengas (Nothofagus pumilio) cobriam-se de um manto malhado, mosqueado, todo ele remendado nas diversas cores. Uma espantosa paleta de tons nas cores amarela, vermelha, branca ou verde. Achei que nem mesmo um pintor, conseguiria aqueles tons. Eu, sozinho, munido de uma mochila às costas e de uma camara fotográfica ao pescoço, caminhava há algumas horas. Partira bem cedo de “El Chaltén” (pequena povoação na Argentina), com destino ao “Fitz Roy” (Cerro Chaltén).
O nome “Fitz Roy” provém da homenagem ao capitão do navio que levou Charles Darwin na sua volta ao mundo. No seu sopé existe uma lagoa muito bonita de nome “Laguna de los Tres”. Eu queria vê-la, fotografá-la, memorizá-la. Uma forma de enriquecer, não o bolso, mas a mente.

A meio do caminho, dou por mim envolto naquele manto malhado, mosqueado. A fotografia em cima é retrato disso mesmo. Mais parece uma pintura. As árvores (que morrem de pé) adornam-se com cores de outono. Algumas, já no fim de vida, deixam transparecer os ramos secos, velhos, brancos e negros. Nus. A longevidade da sua vida, deixa marcas. Nós, Humanos, somos parecidos. Tal como a árvore, podemos tentar minimizar as marcas que a vida nos impôs, cobrindo-nos de adornos. Mas seremos incapazes de apagar as marcas da longevidade.

Eu olhei ao meu redor e registei algumas fotografias. Qual memória para mais tarde recordar, como está a acontecer com este texto.
Minutos depois, desviei o olhar destas árvores e prossegui o meu caminho. De certa maneira há que prestar atenção e valorizar aquilo ou aqueles que nos rodeiam. Mas, a vida deve continuar. O caminho faz-se caminhando, disse-o o poeta espanhol António Machado. E eu concordo.

Duas horas depois, o meu olhar já só via tudo em tons de amarelo e vermelho. Dei por mim a tentar retirar os óculos de sol. Mas para meu espanto não os tinha comigo. Estava embebecido com todo aquele colorido. Era essa a realidade.

Uns passos mais à frente, começo a ouvir o barulho ténue de uma cascata. A água a correr pelos rios e ribeiros de alta montanha, deixa marcas nos ouvidos daqueles que admiram a natureza em silêncio. Tentei não fazer muito barulho com os pés. Hoje, penso que cheguei a levitar, pois só me lembro do claro som da água a correr por entre as pedras. Tentei vislumbrar por entre as Lengas, esse som. Ouvir com os olhos. Ver primeiro e ouvir depois. Procurar a imagem da água algures por detrás dos troncos velhos das árvores. O som confirmaria depois esse vislumbre. E assim foi. Serpenteei por entre as árvores e vislumbrei o Rio de montanha. Águas límpidas e selvagens. Corri na sua direção e só voltei a sentir os pés, quando dei por mim quase a cair à água.

Estanquei. Respirei fundo, enquanto retirava a mochila das costas. Peguei na camara fotográfica, (tive de a procurar pois já não a sentia ao pescoço) e registei esta fotografia. Uma, duas, três, quatro… Talvez umas duas dúzias delas, enquanto tentava respirar mais calmamente. Passada toda aquela emoção, sentei-me ao lado da mochila. E ali fiquei a ouvir a água. A ouvir o vento. A ouvir o Condor. A ouvir o balouçar das folhas nas árvores. Ver, era quase impossível, tamanho o êxtase. E deixei-me levar pelos sentidos. Impossível adormecer ali. Sozinho, ali fiquei até me lembrar de que tinha de continuar. O “Fitz Roy” era o destino final. Depois eu teria todo o tempo do mundo. Porque o mundo tem todo o tempo para mim.

Continuar a ler

“No Silêncio dos Moinhos” estreia no Auditório Municipal de Gondomar

No passado dia 23 de Outubro, foi oficialmente apresentado o documentário de História Natural “No Silêncio dos Moinhos”, no Auditório Municipal de Gondomar.
Com a duração de cerca de 40 minutos, nele são narradas pequenas histórias de vida natural, possíveis de ver por quem passa em silêncio, nas margens do Rio Sousa, nas proximidades dos Moinhos de Jancido. São aves como a Garça-real, o Guarda-rios, a Águia-de-asa-redonda, o Pica-pau-malhado-grande ou o Pisco-de-peito-ruivo, algumas plantas típicas da região e ainda animais como o Morcego, a Salamandra-de-pintas-amarelas, a Salamandra-lusitânica, o Esquilo-vermelho ou os Pirilampos, que protagonizam o trabalho.
A estreia oficial do documentário, cujo projeto conta com o apoio do Município de Gondomar, teve a presença de Eduardo Rêgo, Miguel Gonçalves e Miguel Berkemeier como convidados.

Continuar a ler

Palestra Cineteatro – Casa Municipal da Cultura de Seia

Paulo Ferreira esteve presente no Cineteatro – Casa Municipal da Cultura de Seia, no dia 12 de outubro de 2021. No âmbito de uma pequena palestra, antecedida pela mostra do seu filme curto “HOPE” no festival de cinema CINEECO, teve ainda oportunidade de falar com os alunos que ali estavam presentes. De entre alguns temas, foi abordado o atual momento pandémico e a sua relação com o ambiente, à semelhança da mensagem que o seu filme curto pretende passar ás pessoas.



Continuar a ler

Documentário No Silêncio dos Moinhos

O documentário No Silêncio dos Moinhos do realizador Paulo Ferreira, foi totalmente filmado num pequeno trecho do vale do Rio Sousa, nas proximidades dos Moinhos de Jancido, no território de Gondomar. As imagens que nos são apresentadas, são o culminar de dois anos de registos no terreno. É um filme de cerca de 35 minutos que narra pequenas histórias de vida natural, possíveis de ver por quem ali passa em silêncio. São as aves como a Garça-real, o Guarda-rios, a Águia-de-asa-redonda, o Pica-pau-malhado-grande ou o Pisco-de-peito-ruivo, algumas plantas típicas da região e ainda animais como o Morcego, a Salamandra-de-pintas-amarelas, a Salamandra-lusitânica, o Esquilo-vermelho ou os Pirilampos, entre outros. Todos estes seres vivos são possíveis de encontrar na região, desde que as pessoas lhes dêem espaço e não interfiram com o silêncio do local.

Documentário No Silêncio dos Moinhos

O documentário será dado a conhecer em breve, aqui: pauloferreirapt – Produtor executivo, Produtor de vídeo e Diretor de arte (vimeo.com)

Até lá, podem vislumbrar um pequeno resumo com imagens do filme, no canal do Youtube:

Continuar a ler

A Via Láctea na Torre de Vigia de Siza Vieira

A Serra das Talhadas, um local onde já estive por várias vezes a convite do Refugio do Raposo, um espaço de turismo rural na pacata aldeia do Casalinho, recebeu recentemente uma Torre de Vigia da autoria de Siza Vieira. Se já no passado haviam motivos mais do que suficientes para visitar aquele local, agora tornou-se quase uma necessidade. A necessidade das coisas terrenas, como querer a simpatia das pessoas, querer aquele abraço, ou querer admirar o horizonte. Mas também das coisas que nos libertam, um desejo de ir mais alto, mais além. Olhar o universo. Viver um olhar eterno.

E estas fotografias são o meu olhar eterno. Desligo-me das coisas terrenas e catapultado por elas, vou ao encontro do eterno. Do passado, na ânsia de perceber o futuro. Viver. De noite e de dia. Somos demasiado breves e pequenos. Aquele abraço do tamanho da nossa Galáxia, a Via Láctea.

Via Láctea na Serra das Talhadas
Via Láctea na Serra das Talhadas
Via Láctea na Serra das Talhadas
Via Láctea na Serra das Talhadas
Via Láctea na Serra das Talhadas
Via Láctea na Serra das Talhadas

Continuar a ler

A magia dos pirilampos

A magia dos pirilampos

Á noite, sob um céu cintilante, levado pelo silêncio da luz colorida dos pirilampos, adormeci. E o resultado final foi esta fotografia, que acumulou toda a luz dos pirilampos, durante cerca de 6 minutos.

Continuar a ler

Exposição de fotografia “No Silêncio Dos Moinhos”

No Silêncio dos Moinhos. No próximo dia 3 de Julho pelas 15H00, será inaugurada a exposição de fotografia com imagens de fauna, registadas nas proximidades dos Moinhos de Jancido. Este será um pequeno vislumbre do documentário natural que está a ser realizado naquele local. Visita a exposição e aventura-te a descobrir o local de cada uma das 16 fotografias. Mais informação em: https://www.cm-gondomar.pt/eventos/no-silencio-dos-moinhos/

Continuar a ler

A Via Láctea e o efeito “airglow” na ilha das Flores

Milky Way Açores

Esta fotografia foi registada na ilha das Flores, no arquipélago dos Açores. Já tive a oportunidade de fotografar a Via Láctea em alguns lugares remotos ao redor do mundo. Poucos são aqueles onde o preto da noite impera. Este, em especial, foi uma surpresa para mim. Uma surpresa boa, pois a luz artificial quase não existia. Com o objetivo de registar um plano de timelapse, desloquei-me ao local, marcava o relógio 23H35. O caminho para esta enseada é bastante escuro e ao chegar é possível ver a olho nu o núcleo central da Via Láctea. Ali chegado, parei uns breves minutos para a observar e sentir o quão pequenos nós somos. Olhar a Via Láctea é perceber de onde vimos. Sabemos que vimos dali e pouco mais.

De salientar ainda a cor verde por cima das rochas. Este fenómeno dá pelo nome de “airglow”, (muito parecido com as auroras boreais). Na realidade são partículas excitadas eletricamente e que ao longo da noite vai perdendo a energia extra proveniente do Sol.

Continuar a ler

Campanha Açores – Atlântico de vida

Nos últimos anos tenho estado envolvido na realização de documentários que têm como objetivo, apelar à consciência das pessoas para a realidade do momento que atravessamos. As alterações climáticas são um facto que salta à vista de todos e como tal é necessário trazer as pessoas à responsabilidade que é de todos. Os meus trabalhos que podem ser consultados em www.pauloferreira.pt mostram o lado positivo da nossa casa. Acredito que só assim será possível apelar á consciência das pessoas, dado que no passado as imagens negativas não causaram nenhuma alteração de comportamentos. Este ano e depois de um período de confinamento e de vida em pandemia, decidi realizar um novo filme, desta vez em Portugal. Face á impossibilidade de juntar o número de patrocinadores necessários para cobrir todas as despesas inerentes ao projeto, resolvi apelar à ajuda de todos aqueles que se interessam por esta causa. Assim sendo, pretendo com esta campanha angariar os fundos em falta, para a realização de um documentário natural no arquipélago dos Açores. O valor total do projeto é de 6.500,00 Euros. Até ao momento só consegui 4.000,00 Euros, vindos de patrocinadores que acreditam no meu trabalho. Esta verba destina-se a suportar os custos da viagem, estadia, alimentação, mobilidade e outras despesas diversas (taxas de acesso, guias, barcos, captura de imagens subaquáticas, etc.). Assim sendo, decidi criar este projeto de financiamento numa tentativa de angariar o valor que ainda me falta, ou seja 2.500,00 Euros.

Clica na seguinte ligação para acederes à campanha de financiamento: Açores – Atlântico de vida | PPL

Açores - Atlântico de vida

Continuar a ler

Dia da Terra – Notícia Jornal RTP2

O Jornal 2 da RTP2 terminou a sua edição do dia 22 de abril com imagens de Paulo Ferreira. São planos de timelapse registados em vários países, como por exemplo Espanha, Noruega, Chile, Argentina, Nova Zelândia e Islândia. O objetivo era comemorar o Dia da Terra.

Continuar a ler

A Terra dos Homens

A TERRA DOS HOMENS

Tem sido habitual no Dia da Terra, Paulo Ferreira publicar um vídeo que assinale esta data. Este ano e à semelhança de anteriores, realizou um vídeo com este propósito. Dado o momento que atravessamos (impossibilitado de viajar em virtude da pandemia), este ano foi buscar imagens de timelapse e vídeo ao seu arquivo. São imagens registadas nos Noruega, Patagónia, Nova Zelândia e Islândia. Imagens provenientes das suas viagens pelo mundo, com a finalidade de consciencializar as pessoas para a atual problemática ambiental.
São imagens obtidas através da técnica de timelapse que nos fazem sentir como é bela a Terra dos Homens. Elas mostram a beleza da “nossa casa”, ao mesmo tempo que a voz de Eduardo Rêgo (autor da locução) nos faz meditar sobre o nosso maior problema.
Ao longo do vídeo (de cerca de 4 minutos e meio) é possível viajar por paisagens naturais, retratadas pelo Paulo Ferreira, ao sabor da mensagem de que é importante mudarmos de rumo. Um rumo que nos leve de regresso à natureza, dado que estamos a perder o sentido da complementaridade. Do afeto, do gosto pela cooperação. Falta vivermos mais próximos, mesmo que fisicamente distantes. É urgente o regresso à natureza, pois ainda existem lugares onde a vida respira plenitude e paz.
Tal como é dito no vídeo, a felicidade é a utopia permanente da criança que há em Paulo Ferreira. Inocente, que tropeça, cai, mas vai em frente à procura do que não vê…, mas sente! É por isso ele gosta de “namorar” a natureza e mostrá-la às pessoas, para que elas reencontrem o caminho para “casa”. Um objetivo claro que nos coloque mais próximos dela, pois só assim a vida será sustentável e talvez possamos fazer regredir as alterações climáticas.

Veja o vídeo em baixo.

Continuar a ler

Luta entre Britangos

O abutre-do-egipto é uma ave que pode ser encontrada em Portugal. Tais abutres possuem plumagem branca e pescoço emplumado. Também são conhecidos pelo nome de Britango. Nesta fotografia é possível visualizar a luta entre duas aves, com a presença e olhar atento de um Grifo.

Luta entre Britangos

Continuar a ler

A cegonha-preta

Situado no Parque Natural do Douro Internacional, o miradouro do Penedo Durão, proporciona uma vista pouco comum. Não existem muito lugares no mundo, onde se possa observar de cima, o voo das aves.

No cimo do maciço rochoso, à beira de escarpas de cortar a respiração, rodeado por uma paisagem que realça a mão do Homem ao longo de várias eras, o mais fácil é avistar uma ave em voo. 

O sossego é ensurdecedor. Não fosse a leve brisa que se fazia sentir no momento destes registos, quase que se ouvia as penas das asas a deslizarem sobe a camada de ar quente que se eleva neste local, ao final da tarde.

O objetivo era fotografar os “Grifos”, mas a surpresa é sempre bem vinda. E como nestas coisas da vida selvagem e da imprevista natureza, não há garantias de nada, eu até fiquei algum tempo a duvidar do que os meus olhos me queriam transmitir. Lá ao longe, bem por cima do Douro, uma cegonha-preta (Ciconia nigra) planava com as asas bem abertas. O bico e as patas de tons vermelhos realçavam ainda mais o majestoso voo.

Depois de uma troca rápida de objetivas (200 por 600mm) ainda fui a tempo de realizar esta fotografia:

Cegonha Preta

HOPE vence no Vegas Movie Awards

VEGAS MOVIE AWARDS

O filme “HOPE” tem vindo a arrecadar prémios em festivais internacionais de cinema independente. Foi com enorme surpresa que Paulo Ferreira recebeu a notícia de que venceu em 3 categorias no VEGAS MOVIE AWARDS™. Sim, 3 prémios:
BEST DOCUMENTARY SHORT – Award of Excellence
BEST CINEMATOGRAPHY – Award of Excellence
BEST DRONE VIDEO – Award of Merit
O filme foi produzido e realizado por Paulo Ferreira. A voz foi de Conrad Harvey. A tradução ficou a cargo de Maria José Moura Castro.
A realização decorreu durante os períodos de confinamento entre Março de 2020 e Março de 2021.
 
Uma nuvem desceu sobre o mundo.
Pela primeira vez, na nossa atarefada civilização global, todos nós parámos.
Embora isto continue a ser incrivelmente desafiante para todos nós, há uma certa beleza nesta quietude.
E, enquanto partes do nosso mundo ardem nas chamas de um tempo passado, aos que ficam é-lhes dado a escolher.
Uma oportunidade, não de voltar ao passado, mas de sonhar e agir, e criar o que será.
Como todas as tempestades, também estas nuvens passarão.
Do outro lado destas nuvens, há um sol que irradia esperança para o nosso mundo.
Há uma oportunidade para todos nós vermos além da mera sobrevivência e abraçarmos o futuro, no qual nós e o nosso planeta podemos prosperar como um só.
Prepara-te. O mundo como o conhecemos, mudou para sempre.
O laço que nos liga a todos é a esperança.
Esperança de voltar às coisas que todos nós amamos.
E, contudo, a esperança de que não regressemos ao modo como fazíamos as coisas anteriormente. Esta viagem começa… com ESPERANÇA.
 
O filme pode ser visualizado aqui:

Hope – premiado em Nova York

O filme “HOPE” realizado por Paulo Ferreira, foi premiado este sábado (06.03.2021), no festival internacional de cinema “ONIROS FILM AWARDS“, em Nova York. O filme foi premiado na categoria de “DRAMA” e obteve o troféu “GRAND JURY AWARD”. Este consagrado festival de cinema, também qualifica para o IMDb, sitio onde Paulo Ferreira já tem listados alguns prémios internacionais.

Um agradecimento especial ao Conrad Harvey que deu voz a este filme e à Maria José Moura Castro, responsável pela tradução da narrativa. O filme pode ser visualizado, clicando aqui.

Uma nuvem desceu sobre o mundo.
Pela primeira vez, na nossa atarefada civilização global, todos nós parámos.
Embora isto continue a ser incrivelmente desafiante para todos nós, há uma certa beleza nesta quietude.
E, enquanto partes do nosso mundo ardem nas chamas de um tempo passado, aos que ficam é-lhes dado a escolher.
Uma oportunidade, não de voltar ao passado, mas de sonhar e agir, e criar o que será.
Como todas as tempestades, também estas nuvens passarão.
Do outro lado destas nuvens, há um sol que irradia esperança para o nosso mundo.
Há uma oportunidade para todos nós vermos além da mera sobrevivência e abraçarmos o futuro, no qual nós e o nosso planeta podemos prosperar como um só.
Prepara-te. O mundo como o conhecemos, mudou para sempre.
O laço que nos liga a todos é a esperança.
Esperança de voltar às coisas que todos nós amamos.
E, contudo, a esperança de que não regressemos ao modo como fazíamos as coisas anteriormente. Esta viagem começa… com ESPERANÇA.

O Rio Sousa lá do alto

São incontáveis os locais quer em Portugal, quer lá fora, onde já tive a oportunidade de fotografar. Fosse na paisagem mais plana ou mais montanhosa, ao nível do solo, ou num plano mais elevado. Na sua maioria acabam sempre por me surpreender. A vista lá do alto é sempre diferente. Pois a nossa existência restringe-se à nossa capacidade de locomoção. Mas contam-se pelos dedos, os sítios que realmente me fascinaram verdadeiramente, no que toca à vista aérea. Este é um deles. Mas não é obra do acaso. É o resultado da nossa capacidade de imaginar, de ver mais longe, se sonhar e concretizar. Aqui fica o resultado de uma miragem. O Rio Sousa, numa das suas curvas que só ele tem.

Que esta fotografia consciencialize as pessoas (principalmente aqueles que detêm a capacidade de mudar, arriscar, ir mais longe), para a necessidade de se preservar um local único.

HOPE

Uma nuvem desceu sobre o mundo.
Pela primeira vez, na nossa atarefada civilização global, todos nós parámos.
Embora isto continue a ser incrivelmente desafiante para todos nós, há uma certa beleza nesta quietude.
E, enquanto partes do nosso mundo ardem nas chamas de um tempo passado, aos que ficam é-lhes dado a escolher.
Uma oportunidade, não de voltar ao passado, mas de sonhar e agir, e criar o que será.
Como todas as tempestades, também estas nuvens passarão.
Do outro lado destas nuvens, há um sol que irradia esperança para o nosso mundo.
Há uma oportunidade para todos nós vermos além da mera sobrevivência e abraçarmos o futuro, no qual nós e o nosso planeta podemos prosperar como um só.
Prepara-te. O mundo como o conhecemos, mudou para sempre.
O laço que nos liga a todos é a esperança.
Esperança de voltar às coisas que todos nós amamos.
E, contudo, a esperança de que não regressemos ao modo como fazíamos as coisas anteriormente. Esta viagem começa… com ESPERANÇA.

Clique na imagem em baixo para visualizar o vídeo.

Notícia jornal Vivacidade Janeiro 2021

Notícia Jornal Vivacidade Janeiro 2021

Paulo Ferreira

O jornal Vivacidade (edição de Janeiro de 2021), publicou uma entrevista realizada ao Paulo Ferreira. Nela é possível ler o que ele pensa relativamente a vários assuntos, dos quais se salienta o trabalho em torno da consciência ambiental. Pode saber mais aqui:

A Lontra Europeia ou Lontra Euroasiática

Vale do Rio Sousa, nas proximidades dos “Moinhos de Jancido”. O relógio marcava 08H30 e a temperatura rondava os 4 ºC. Ao descer a serra, por entre as árvores e a caminho de um local isolado para fotografar aves, reparei que havia alguma ondulação nas margens do Rio. Cautelosamente, procurei descer ainda mais na ânsia de encontrar um sitio mais aberto, de onde pudesse clarificar o motivo para tal ondulação. Por momentos não vislumbrei absolutamente nada. A ondulação havia desaparecido.

Desanimado, comecei a caminhar ao longo da margem do Rio. Rio acima, alguns minutos depois, como por magia, os meus olhos fixaram-se nos olhos de uma Lontra. Inacreditável! Tentei não fechar os olhos. Não queria acreditar que diante de mim, talvez a uns 50 metros, a cabeça de uma Lontra deslizava sobre a água fria, naquela manhã de Janeiro. Inconscientemente, levei a câmera fotográfica aos olhos e comecei a fotografar. Incrédulo, duas fotografias depois, ela mergulhou e não mais a voltei a ver. Por sorte, a objetiva que estava a utilizar no momento, era de 600mm.

O seu gosto pela água (se for preciso, aguenta-se mais de cinco minutos submersa), aliada ao facto de ter uma dieta maioritariamente carnívora, tornam-na um animal de hábitos especiais. A começar pela sua performance enquanto predadora: com olhos que vêem mais no breu da noite, com olfato que chega longe (têm um dispositivo ao nível do nariz que deteta vibrações abaixo da linha de água), e com uma audição superior à de muitas outras espécies, a Lontra espera pelo pôr do sol para utilizar as suas armas. As presas são sobretudo peixes ou crustáceos, em menor escala outros mamíferos, e eventualmente répteis à falta de melhor.

Aqui fica a fotografia.

Regulamento do Passatempo “PULSEIRA LAVA DA ISLÂNDIA”

Paulo Ferreira, produtor e realizador de vídeo e fotógrafo de natureza, natural e residente em Gondomar, tem dedicado uma parte da sua vida a realizar documentários curtos ao redor do mundo. Procura uma forma de fazer chegar às pessoas, a mensagem de que é necessário preservar os poucos espaços naturais que possuímos na nossa casa, o Planeta Terra. Procura incutir nas pessoas uma maior consciência ambiental. Um problema que nos afeta cada vez mais.

Neste sentido, Paulo Ferreira está a realizar um passatempo designado por “PULSEIRA LAVA DA ISLÂNDIA”, entre os dias 5 e 12 de janeiro de 2021, na sua página de Facebook (https://www.facebook.com/ptpauloferreira).

O regulamento do passatempo pode ser consultado na seguinte hyperligação:

Regulamento

A neblina da manhã ao redor do Monte Crasto

Numa manhã fria dos primeiros dias de Janeiro de 2021, acordei pelas 06H30 com o objetivo de fotografar e filmar alguma fauna e flora nas proximidades dos Moinhos de Jancido. Quando me dirigia para o local, circulando nas proximidades do Monte Crasto, verifiquei que a neblina estava muito densa. Logo imaginei como é que seria a vista lá do alto. Será que conseguiria ver algum pormenor do Monte Crasto, destacado no meio do manto branco que o envolvia?
Não havia outra forma de o saber e como tal decidi fazer uma paragem e levantar o drone.
Para espanto meu, tudo ao redor estava envolto numa neblina branca que refletia a luz do sol da manhã e no meio, surgiu o Monte Crasto. Primeiro estava quase completamente tapado, mas dois minutos depois abriu mais um pouco. Foi quando pude registar esta fotografia. Um minuto depois e estava novamente tapado pela neblina. Fiquei ali uns 20 minutos a fotografar e a filmar, sempre que a neblina destapava o monte.
Ver assim o Monte Crasto é uma experiência única. E como nem toda a gente tem a possibilidade de voar, aqui fica esta fotografia. Espero que vos motive e inspire para a vida que todos temos que enfrentar. Bom 2021.

Pela manhã nos Moinhos de Jancido

Pela manhã nos Moinhos de Jancido

Pela manhã nos Moinhos de Jancido

Moinhos de Jancido

O Outono é para mim, uma das estações do ano, mais produtivas ao nível da fotografia. Normalmente quando faço viagens escolho sempre entre o Outono e a Primavera. São as duas fantásticas para quem gosta de fotografia. Esta fotografia que divulgo agora no meu site, tem um significado especial para mim. Ela foi obtida há alguns dias atrás, quando no seguimento de um trabalho que estava a realizar, fiquei motivado para outro. E quase todos os fins de semana tenho levantado bem cedo e percorro os caminhos dos Moinhos de Jancido. Foi numa dessas manhãs, que registei este momento. Seriam cerca das 07Hoo quando este cenário se proporcionou diante de mim, Esta fotografia foi obtida pelo método de HDR. Esta é uma técnica que procura alargar o alcance dinâmico de uma determinada fotografia. Basicamente é representar o melhor possível, quer as áreas mais escuras, quer as mais claras, criando vários pontos de ajuste numa única fotografia. Esta em especial, dedico-a aos “Rapazes de Jancido”.

Viagens e Memórias – Museu Mineiro de São Pedro da Cova

Viagens e Memórias – Museu Mineiro de São Pedro da Cova

Em Maio de 2020 recebi um convite da União de Freguesias de Fânzeres e São Pedro da Cova, para realizar um vídeo. Esse vídeo seria para dar a conhecer o Museu Mineiro de São Pedro da Cova, dado que face à pandemia as pessoas não visitavam o espaço. Era pois necessário utilizar as redes sociais e levar um video ás escolas, nomeadamente aos mais novos para assim colmatar este problema. Aceitei o desafio e iniciei o trabalho em Julho de 2020.

Um trabalho diferente dos que tenho realizado (a sua maioria sobre a consciência ambiental). No entanto revelou-se motivador e o mais difícil foi criar uma história que narrasse uma visita ao interior do Museu e por outro lado contasse histórias de gente que viveram “os tempos da mina”. Tudo isto se tornou mais fácil quando a Micaela Santos se envolveu no trabalho e deu voz á narrativa.

São Pedro da Cova foi moldada pelas minas de carvão existentes nesta freguesia do concelho de Gondomar, durante cerca de 140 anos. A sua atividade encerrou há cerca de 60 anos. Atualmente, tudo o que resta é história, um legado e uma identidade única em Portugal.

Quase 6 meses depois, chegou a altura de dar a conhecer esse vídeo. Face á pandemia que atravessamos, é impossível agendar um evento com publico para divulgar este vídeo. Assim e porque a vida não pode parar, aqui fica o video agora publicado pela página da União de Freguesias de Fânzeres e São Pedro da Cova. 

Veja o vídeo (disponível apenas a partir do dia 20 de Dezembro pelas 16H00), clicando na imagem seguinte:

Nova Zelândia – A aventura do drone

Nova Zelândia, 07 de Maio de 2018. Acordei bem cedo, depois de uma noite onde pernoitei em Taupo. O meu objetivo para esse dia era percorrer um trilho de cerca de 16 Km que me levaria a visitar os lagos “Blue Lake” e “Nga Puna a Tama” no Parque Nacional Tongariro na ilha Norte. Estava também prevista uma passagem pelo cume do vulcão se fosse possível.

Depois de um pequeno almoço à pressa, que a luz do dia não tardava a surgir, desloquei-me até ao Parque Nacional. A distância que separa Taupo de Tongariro é de cerca de 100 Km. A viagem foi rápida pois a ânsia de iniciar o trilho era enorme. No entanto antes de chegar ao Parque, decidi colocar no ar o meu drone, o Inspire 1, dado que a paisagem era avassaladora e não quis perder aquele enquadramento. Foi um erro enorme, é a minha convicção ainda hoje. Fascinado com o local, não me apercebi da distância que o drone tinha percorrido, pois queria que ele fosse até muito perto do cone do vulcão. Já se tinha afastado talvez uns 4 ou 5 Km quando dei por mim a olhar para os dados no controlador. Motivo mais do que suficiente, para perder a ligação entre o drone e o controlador. Não fosse isso suficiente, o facto de haver atividade vulcânica na zona, ajudou a que as coisas se complicassem ainda mais, dada a interferência rádio.

Sei agora (pois tive acesso mais tarde ás imagens do drone), que o equipamento esteve parado na mesma posição, durante cerca de 2o minutos e depois aterrou sozinho. Só que pousou no topo de uma árvore, pois o local é repleto de vegetação muito densa.

Na imagem anexa é possível ver os pontos 1, 2 e 3. O ponto 1 era o local onde eu estava a controlar o drone. O ponto 2 era o único acesso possível (de carro) ao interior da floresta e não foi mais do que 500 metros a partir da estrada principal. O ponto 3 foi o local onde o drone pouso sozinho. A linha amarela, era o rilho que eu pretendia fazer nesse dia.

Nesse dia tentei entrar na floresta, com o o objetivo de encontrar o drone, mas após percorrer 100 metros, olhei para trás e já não sabia para onde ficava o local de onde parti. Isto porque a vegetação era muito densa e não permitia olhar as referências. Desolado, deixei o local e regressei a Taupo. Acabei por não fazer o trilho.

Passei a 2ª noite em Taupo e na manhã seguinte, ao pequeno almoço, comecei a pensar que não iria deixar o drone no Parque Nacional, pois era um objeto estranho. Dei por mim a pensar de que forma o iria recuperar. Eu sabia a ultima localização conhecida do drone, mas também não tinha a certeza que assim fosse. Nunca havia experienciado uma coisa assim. Uns minutos depois, já no fim do pequeno almoço, ocorreu-me uma ideia. Taupo é uma cidade pequena mas com muitas lojas de artigos para os pescadores. E se eu comprasse um rolo de fio de pesca? Isso poderia ajudar–me a encontrar o drone. Sempre seria mais seguro para mim, enveredar pela floresta dentro.

E assim foi. Comprei um rolo de fio com 350 metros. Não seria suficiente mas era o maior que havia. Regressei ao Parque Nacional nessa manhã, decidido a encontrar o drone.

Pelo caminho ainda tentei ajuda junto de um posto da policia do parque, mas o “Crocodilo Dundee” (vestido a rigor), não estava disposto a ajudar, dado que eu havia infringido uma regra do Parque. Por muito que eu explicasse que estava fora do Parque, ele não quis saber e a única coisa que fez foi dar-me um contacto telefónico de uma pessoa que conhecia muito bem a região e que poderia ajudar na localização. Azar o meu, liguei para esse contacto e naquele dia estava na Ilha Sul.

Parecia que estava tudo contra mim. Mas não desisti. Regressei ao local e avancei pela floresta dentro. Percorri os 100 metros do dia anterior pois as minhas pisadas ainda estavam marcadas no terreno e só depois é que amarrei o fio de pesca a uma árvore. Fui desenrolando o fio e olhando para o controlador que me orientava no sentido da localização do drone. Se eu pretendia seguir a direito, quando olhava para trás, era tudo curvo. Pelo meio tinha de descer aos regatos e subir de novo por entre as árvores densas da floresta. As folhas das plantas agarravam-se à roupa e tudo parecia colar ao corpo.

Uma meia hora depois, estava muito perto da localização do drone dada pelo controlador e o rolo do fio também chegava ao fim. Comecei a olhar para a copa das árvores, pois era natural que estivesse lá, uma vez que eram muito densas. Mas por muito que olhasse não via nada branco (a cor do drone).

Uns minutos depois, já quase a desistir, os meus olhos fixaram-se no drone. Estava no chão. Vi um conjunto de peça de cor branca e avancei da sua direção. A alegria era imensa. Tinha encontrado o drone, não queria acreditar. Era como se tivesse encontrado uma agulha num palheiro. Só que assim como fiquei feliz, rapidamente esmoreci, pois reparei que o drone estava partido em muitos locais. E a parte mais importante para o meu trabalho, a câmera, estava partida uns metros mais ao lado.

Peguei no drone e disse para mim mesmo que pelo menos o tinha recuperado e não iria ficar com a sensação de que um dos meus equipamentos tinha ficado num local tão natural como aquele. 

Regressei ao ponto de partida, enrolando novamente o rolo de fio e a pensar como é que iria resolver o problema de ficar impossibilitado de registar imagens aéreas para o filme que ali tinha ido fazer (AOTEAROA – We Are All Made Of Stars).

Os dias seguintes foram difíceis pois não tinha comigo todas as ferramentas que havia levado de Portugal até à Nova Zelândia. No entanto quando me desloquei para a ilha Sul, percebi que não valia a pena ficar agarrado a esse problema e dediquei-me fortemente ao registo de timelapse e video. A ilha Sul é mais montanhosa do que a ilha Norte e favorece imenso a captura de imagem, quando nos deslocamos para pontos elevados.

Esta foi apenas uma das histórias que vivi na Nova Zelândia.


Islândia – depois da tempestade

Durante a minha passagem por Vík í Mýrdal, na Islândia, local onde estive durante 3 dias com o objetivo de recolher imagens para o filme “This Is Our Time“, poucos foram os períodos de tempo em que me foi possível filmar ou fotografar (timelapse). Isto porque durante todos esses dias, choveu intensamente. No entanto no final do ultimo dia e já a caminho de um outro local mais a Oeste, deparei-me com este final de tarde maravilhoso. Poucos minutos, no entanto memoráveis e que não deixei de registar. Este local designa-se por Reynisdrangar, e aqui é possível ver os enormes rochedos vulcânicos que se erguem do mar, nas proximidades da montanha Reynisfjall.

20 Anos da Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia

20 anos depois da proclamação solene (aconteceu no dia 7 de dezembro de 2000), pelo Parlamento Europeu, Conselho da União Europeia e Comissão Europeia da Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia, fui convidado a realizar um vídeo que assinalasse este momento.
Claro está que aceitei este desafio, mesmo sendo eu uma pessoa mais ligada aos vídeos e filmes sobre o ambiente. Isto porque muito para lá do desafio, estava o facto de se tratar de um vídeo sobre um documento tão importante para Portugal e para a Europa. Não nos devemos esquecer que este documento veio a ganhar natureza jurídica vinculativa sete anos mais tarde, num momento de grande significado político, com a aprovação do Tratado de Lisboa.

Segundo a Dra. Isabel Santos, deputada ao Parlamento Europeu:
[…]Este é também um momento em que se revela muito importante recordar e valorizar os fundamentos em que devem assentar as nossas sociedades: Democracia e Liberdade. É preciso reafirmar que, apesar das dificuldades provocadas pela pandemia de Covid19, os direitos não estão – não podem estar – suspensos. Existem e são uma garantia para todos os cidadãos europeus.[…]

Fundamentalmente trata-se de um vídeo para assinalar o vigésimo aniversário da Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia, um passo fundamental na construção da cidadania europeia. É importante que os cidadãos conheçam os seus direitos e os exerçam.
Espero que este vídeo e o e-book que o acompanha, sejam motivos suficientes para que os mais jovens se interessem mais por este assunto.

Veja o vídeo, clicando na seguinte imagem:

Dias de neve são dias de magia

Dias de neve são dias de magia no Parque Natural do Alvão. Aproveitando um desses dias, decidi realizar uma caminhada pelos locais mais naturais e recônditos do parque, com o objetivo de produzir conteúdos para atuais e futuros trabalhos. Aqui ficam algumas fotografias e o vídeo com imagens da neve e planos de timelapse do Parque Natural do Alvão. Imagens de 2019 e 2020.

Vê o vídeo no meu canal do Youtube, clicando na imagem seguinte:

Documentário sobre os “Rapazes de Jancido”

Fotografia com os

Documentário sobre os “Rapazes de Jancido”

Há alguns meses atrás, a convite do António Gonçalves, um dos “Rapazes de Jancido”, fui conhecer melhor o local a que chamam “Os moinhos de Jancido”. Surpreendentemente fiquei pasmado com o que na altura vi com os meus olhos. Uma área imensa, onde é possível ver os moinhos de água envoltos pela natureza. E tudo isto foi possível graças ao trabalho árduo de 5 pessoas que sábado após sábado marcam presença nos vales ao redor do Rio Sousa, por onde os ribeiros correm naturalmente e a fauna e flora existem como em poucos lugares do concelho de Gondomar.

Na altura, o António Gonçalves fez questão de me mostrar tudo o que havia para ver, ouvir e saber. Confesso que saí de lá, quase de noite e com a sensação de que não tinha visto tudo. Como tal, decidi regressar mais tarde. Alguns dias depois, tive a possibilidade de conhecer os restantes membros, o Albino Sousa, o Fernando Sousa, o Manuel Sousa e o Paulo Campos. “Rapazes” de uma humildade natural, de um saber e experiência única e de uma paixão pelos “Moinhos”, como nunca vi. Encontrei-os várias vezes a trabalhar arduamente no local. Umas vezes a reconstruir as paredes de pedra dos moinhos, outras a limpar terrenos na envolvente.

Sempre me questionei porque razão se dedicavam tanto a um sitio, sem qualquer interesse como contrapartida. A resposta foi chegando aos poucos, à medida que fui falando com eles. Fundamentalmente era a paixão que os unia em torno da reconstrução dos moinhos. Gente que não perde o tempo em vícios supérfluos, muito comuns nos dias de hoje. Gente que contagia quem por lá passa. Gente com alma e coração. Simplesmente…Gente. 

Meses mais tarde, estava eu a trabalhar num vídeo promocional, quando percebi que tinha de realizar um documentário sobre o trabalho que estes “Rapazes” fizeram e continuam a fazer nos Moinhos de Jancido.

Finalmente, hoje é possível visualizar esse documentário. São cerca de 16 minutos de conversa com estes 5 amigos. Os “Rapazes de Jancido” contam histórias de vida. Aqui fica o filme na plataforma do Youtube.

Os Rapazes de Jancido

Islândia – O degelo dos glaciares

Islândia - O degelo dos glaciares

Islândia – O degelo dos glaciares

glaciar, degelo, Islândia, natureza, ambiente, alterações climáticas

Em 2019 aventurei-me por terras da Islândia. Fui à procura de locais para filmar o documentário curto “This Is Our Time”. Foram poucos os locais totalmente naturais que me me surpreenderam. No entanto relembro este em especial, o glaciar Jokulsarón. Pela sua dimensão e infelizmente porque está a recuar, ou seja, grande parte deste gelo está a desaparecer. No fim desta enorme muralha rugosa, está a surgir um lago por onde os pedaços de gelo passam, a caminho do oceano Atlântico. Fruto do aquecimento global, esta enorme quantidade de água doce, irá desaparecer certamente ainda este século. É triste assistir a algo tão violento. Não porque o possamos sentir no momento, mas porque nada fazemos para fazer regredir as alterações climáticas.

A Humanidade esquece-se que a natureza irá encarregar-se de ordenar o que não está certo. Com seres humanos, ou sem eles, a natureza segue em frente. Por isso, se queremos salvar a nossa existência, temos de reverter o estado atual das coisas. Apostar mais nas energias renováveis em detrimento das fosseis. E principalmente deixar que existam espaços naturais, para que haja diversidade e equilíbrio, de forma a que as florestas possam ajudar-nos a controlar o dióxido de carbono.

O problema é demasiado sério. Não podemos perder tempo.

Veja algumas imagens do degelo:

This Is Our Time – O documentário curto Português de Paulo Ferreira que venceu em Cannes

THIS IS OUR TIME – O DOCUMENTÁRIO CURTO PORTUGUÊS DE PAULO FERREIRA QUE VENCEU EM CANNES

This is Our Time, o documentário curto realizado na Islândia pelo olhar de Paulo Ferreira é vencedor no Cannes Corporate Media & TV Awards 2020 na categoria de Enviroment, Ecology and Sustainability.

Este é o mais recente documentário curto de Paulo Ferreira realizado na Islândia e que traz consigo uma mensagem de sensibilização para os comportamentos humanos em relação ao planeta e à casa que todos habitamos. Já reconhecido em festivais um pouco por todo o mundo, foi também premiado com “Award of Excellence”, na categoria “Best Documentary Short”, no festival internacional de cinema Vegas Movie Awards, em Las Vegas, em agosto deste ano.

Apesar de ter sido produzido no período pré-pandemia, a mensagem que este difunde é uma mensagem de alerta para os tempos que correm, para a mudança necessária perante o mundo, que se revelou completamente adaptada aos tempos que se vivem atualmente, em contexto de pandemia. Nas palavras do realizador: “este é o nosso tempo. O tempo de repensar comportamentos, o tempo de nos lembrarmos que todas as nossas ações trazem consequências. O tempo da era humana mostrar o seu valor e que somos merecedores de habitar esta casa, a que chamamos Terra.”

O trabalho de Paulo Ferreira é já bem reconhecido dentro e fora de fronteiras: recentemente viu também premiado um trabalho realizado em tempos de confinamento, na cidade do Porto, que lhe valeu 3 prémios no Festival internacional de Cinema Finisterra Arrábida Film Art & Tourism Festival. A estes três prémios juntou-se uma Menção Honrosa por parte do Presidente do Júri.

Quem acompanha o trabalho do realizador não fica indiferente às imagens e às mensagens que este transmite. O reconhecimento mundial do trabalho desenvolvido por Paulo Ferreira na promoção de mensagens de sensibilização e consciencialização ambiental e promoção de lugares singulares, através de um olhar que evidencia a beleza é já uma característica de todo o trabalho realizado. As imagens captadas e acompanhadas por narrativas que conectam com as pessoas são apanágio do realizador. A par destas mensagens, que dissemina pelo mundo, Paulo Ferreira homenageia o lado belo das paisagens, dos lugares, de Portugal e do mundo.

This is Our Time, narrado em língua inglesa pela voz de Conrad Harvey e texto de Laurence Alves está a ser valorizado e reconhecido em festivais de referência mundiais que reveem no trabalho deste realizador português um nível que concorre – e vence – perante trabalhos desenvolvidos no mundo inteiro.Paulo Ferreira afirma a marca de Portugal no mundo, difundindo uma mensagem global e universal, que não tem fronteiras.

This is Our Time pode ser visto online em: https://pauloferreira.pt/portefolio-de-filmes/this-is-our-time/

Mais informações sobre os prémios atribuídos a este e a outros trabalhos da sua autoria em:

Cinema – pauloferreira.pt

Veja o vídeo do prémio e a mensagem do Paulo Ferreira

Estreia do vídeo Wild Is Life no canal do Youtube

Estreia do vídeo Wild Is Life

Estreia do vídeo Wild Is Life

wild, life, earth, home, adventure, paulo ferreira

Realizei este vídeo (com uma seleção de imagens de alguns dos meus filmes realizados na Noruega, Chile, Argentina, Nova Zelândia e Islândia), com o objetivo de motivar as pessoas a cuidar da nossa casa, o Planeta Terra. Sintam cada maravilha do nosso Planeta e procurem a consciência necessária para em cada gesto, ter atenção aos danos que lhe causamos.

Não será demasiado tarde para mudar o atual estado das coisas. Pelo menos deveremos melhorá-las. A ciência e a tecnologia existe, pelo que só falta a vontade
política. A grande dificuldade (tal como diz David Attenborough), será fazer com que as pessoas se importem. Este será o primeiro passo.

Partilha o vídeo do Youtube.

Veja o vídeo no canal do Youtube

Green Fest 2017 – 3 anos depois

Paulo Ferreira no festival Green Fest em Belgrado

Faz precisamente hoje 3 anos que viajei para Belgrado na Sérvia. A convite dos organizadores do festival de cinema “The International Festival of Green Culture”, normalmente designado por “Green Fest”, participei como orador sobre a problemática ambiental. O motivo do convite foi o facto  do filme “Nordlys” ter sido premiado na categoria de melhor filme curto. Foi um momento muito enriquecedor na minha vida, uma vez que me possibilitou conhecer outras pessoas e outras culturas. Tive a possibilidade de conhecer o Exmo. Sr. Augusto José Pestana Saraiva Peixoto, Embaixador de Portugal na Sérvia, a quem entreguei uma edição diária de um jornal português (a seu pedido) e também o meu livro “Patagónia – A Ponta do Mundo”.

Paulo Ferreira entrega um exemplar do seu livro “Patagónia – A Ponta do Mundo” ao Exmo. Sr. Augusto José Pestana Saraiva Peixoto na embaixada de Portugal em Belgrado.

Algumas fotografias que registam a sua presença em Belgrado. Mais informação na página web do festival Green Fest.

Paulo Ferreira recebe prémio internacional

Prémio de Las Vegas

Prémio de Las Vegas (Vegas Movie Awards™)

Paulo Ferreira recebeu recentemente um prémio internacional que valoriza a sua carreira, enquanto realizador de documentários curtos em torno da atual problemática ambiental. Desta vez o prémio veio de Las Vegas. O festival internacional de cinema Vegas Movie Awards™ (VMA) premiou com um “Award Of Excellence”, o filme “This Is Our Time” na categoria de Best Documentary Short. Esta semana chegou o troféu e o certificado. Aqui fica uma fotografia do prémio.
Um obrigado a todos aqueles que participaram neste filme, nomeadamente a Laurence Alves, o Marco Ribeiro, o João Sousa, o Conrad Harvey e em especial aos patrocinadores, que acreditam no seu trabalho, designadamente a Clínica de Gondomar Medicina Dentária, a Rosalar Eletrodomésticos, a Delete Informática, a PTlapse, a DentalDoctors Gondomar, a Goldnature, a PPSEC Engenharia, a Opticália Gondomar, o LadoB Café e a Claranet Portugal.

This Is Our Time é seleção oficial no festival Natourale

Natourale

This Is Our Time é seleção oficial no festival Natourale

This, Is Our Time, Natourale, Cinema, Natureza, Ambiente

Esta semana chegou a informação de que o filme “This Is Our Time” faz parte da seleção oficial do festival internacional de cinema Natourale. É um conceituado festival na Alemanha e que todos os anos premeia os melhores filmes de natureza e turismo.

A edição deste ano decorrerá entre os dias 25 e 29 de Novembro na cidade de Wiesbaden. Devido ás limitações impostas pela pandemia, certamente não haverá possibilidade de presença no evento. 

Veja o site oficial

This Is Our Time premiado no Festival Internacional de Cinema de Turismo Art & Tur

O filme “This Is Our Time” foi premiado hoje, com o primeiro lugar na categoria “Sustainable & Responsible Tourism”. Paulo Ferreira viu assim reconhecido o seu mais recente filme produzido na Islândia, no prestigiado ART & TUR – International Tourism Film Festival. Trata-se de um filme que aborda a problemática ambiental, procurando incutir nas pessoas uma maior consciência acerca das alterações climáticas.

A 13ª edição do ART & TUR – International Tourism Film Festival, decorreu este ano em Viseu. É considerado um evento ímpar no panorama nacional e internacional dos festivais de cinema, com um prestígio e notoriedade que crescem de ano para ano. O vídeo que documenta esse momento pode ser visualizado no youtube.

A concurso estavam filmes de turismo provenientes de todo o mundo. Trata-se assim de um grande evento de promoção turística audiovisual, que tem como missão apoiar o marketing de destinos e de produtos turísticos. Devido à sua integração no Comité Internacional dos Festivais de Cinema de Turismo (CIFFT), o ART&TUR é uma das etapas do circuito internacional de festivais em que se elege, anualmente, os dez melhores filmes de turismo feitos em todo o mundo.

O catálogo do festival onde surge o filme “This Is Our Time”, pode ser consultado aqui: ART & TUR

Um agradecimento especial a todos os patrocinadores deste filme:

Clínica de Gondomar Medicina Dentária | Rosalar Eletrodomésticos | Delete Informática | PTlapse Lda | DentalDoctors Gondomar | Goldnature | PPSEC Engenharia | Opticália Gondomar | LadoB Café | Claranet Portugal

  • Paulo Ferreira premiado no ART & TUR

    Paulo Ferreira premiado no ART & TUR

  • Paulo Ferreira premiado no ART & TUR

    Paulo Ferreira premiado no ART & TUR

  • Paulo Ferreira premiado no ART & TUR

    Paulo Ferreira premiado no ART & TUR

Pulseira e colar de lava da Islândia

Um colar e uma pulseira. Ambas as peças contêm um pedaço de lava que trouxe da minha viagem pela ilha do Gelo e do Fogo. Podem ser adquiridas como forma de angariar verbas para o meu próximo filme. 

Em 2019 percorri a Islândia com o objetivo de realizar o documentário curto “This Is Our Time“. Um filme que aborda a atual problemática ambiental e cujo objetivo é consciencializar as pessoas para este problema que a todos diz respeito. O momento atual que vivemos (em período de pandemia), é de certa forma resultante da nossa forma de viver.

No seguimento dessa aventura e cujos planos que procurava registar obrigavam à subida de alguns vulcões, acabei por recolher alguns pedaços de lava que havia nas crateras. Um ano passou e finalmente apresento duas peças de joalharia cujo design é do Professor Paulo Martingo.

Os pedidos deverão ser submetidos para paulo@pauloferreira.pt

Autoria: Studio4.7 
Design: Paulo Martingo
– O pulsar do planeta num pedaço de rocha. A lava, o fogo, o poder criativo do vulcão, presentes numa peça de joalharia que incorpora a mensagem do filme “This is Our Time”.

Patagónia – O maciço rochoso que se ergue da terra

Era incrível como as montanhas estáticas se destacavam da linha plana do horizonte. Sim, estava a chegar ao Parque Nacional Torres Del Paine.
A viagem de Puerto Natales até ao Parque Nacional decorreu numa ambiência de filme de autor, daqueles filmes tão herméticos na sua essência que apenas o próprio autor o compreende. A viatura avançava velozmente pela estrada e eu tinha a sensação de estar a ver sempre a mesma cena. A escala e dimensão do cenário alargam o horizonte a uma perspetiva difícil de apreender para quem não é habitual destas paragens. A Patagónia é imensa!

Lockdown Porto premiado no Finisterra

O filme “Lockdown Porto” arrecadou ontem três prémios e uma menção honrosa no festival internacional de cinema “Finisterra Arrábida Film Art & Tourism Festival”.  Os prémios foram os seguintes:

3º lugar na categoria de “Timelapse”.

1º lugar na categoria de “Places in History”.

1º lugar na categoria de “Best Portuguese Film”.

E ainda uma menção honrosa da parte do Presidente do Júri.

Trata-se de um trabalho realizado na cidade do Porto em período de confinamento. E cuja mensagem nos alerta para o período da história que atravessamos, ao mesmo tempo que nos brinda com uma nota de esperança. A esperança de que a nossa vida regresse ao “antigo normal”.  Um filme curto, com muitas emoções à mistura, realizado com paixão.

O filme cuja produção ficou a cargo da PTlapse e realizado pelo Paulo Ferreira, contou ainda com a participação da Laurence Alves (adaptação e tradução  da narrativa) e do Conrad Harvey (locutor).

O filme pode ser visualizado no youtube ou no vímeo, Também poderá ver o filme, aqui na página: Lockdown Porto

Novo projeto nos Moinhos de Jancido

Rio Sousa
Rio Sousa
Paulo Ferreira iniciou este mês um novo trabalho no concelho de Gondomar. Trata-se da realização de um vídeo promocional sobre o PR1 GDM. O projeto terá uma duração de cerca de 60 dias e envolve a recolha de fotografias, timelapse e vídeo. Para além de promover o percurso pedonal, este trabalho irá mostrar os moinhos de Jancido, bem como alguma fauna e flora local. Prevê-se que o vídeo esteja pronto em Outubro de 2021. Poderá visualizar alguns dos seus trabalhos em: Plataforma Vímeo

Finisterra Arrábida Film Art & Tourism Festival edição 2020

Prémio de cinema em Sesimbra
Prémios de cinema em Sesimbra
O Finisterra Arrábida Film Art & Tourism Festival, selecionou para a fase final do festival internacional de cinema independente, dois filmes realizados por Paulo Ferreira. São eles, o “Lockdown Porto” e “This Is Our Time“. A cerimónia de entrega de prémios realiza-se no dia 1 de Outubro de 2020 em Sesimbra.

This Is Our Time vence em Las Vegas

This Is Our Time premiado em Las Vegas
This Is Our Time premiado em Las Vegas
O festival internacional de cinema “Vegas Movie Awards”, em Las Vegas, premiou hoje o filme “This Is Our Time“, atribuindo-lhe um “Award of Excellence”, na categoria “Best Documentary Short”.
O filme foi realizado na Islândia e a mensagem que contém é a de que nunca como hoje foi tão urgente preservar os poucos espaços naturais que ainda existem, ou seja, cuidarmos da nossa casa, o planeta Terra.
Paulo Ferreira estreou no passado dia 16 de novembro de 2019, pelas 17H00 na Casa do Infante, no Porto, o seu mais recente filme, “This Is Our Time”. O filme foi tornado publico no dia da Terra, a 22 de abril de 2020, em pleno período de pandemia.
É este mesmo filme (um documentário curto realizado na Islândia), com o título de “This Is Our Time” que está a ser premiado por variadíssimos festivais internacionais de cinema, nomeadamente o mais recente em Las Vegas.
Um agradecimento especial a todos os patrocinadores (identificados nos créditos do filme), bem como aos que trabalharam para que este filme fosse um sucesso. São eles a Laurence Alves, o Conrad Harvey, o Paulo Silva, o João Sousa e o Marco Ribeiro.

Uma noite de Verão em Noudar

O Parque de Natureza de Noudar, tem sido para mim nos últimos anos, uma espécie de refúgio. Sempre que possível, reservo um período de tempo das minhas férias, para ir até lá. Junto o melhor do mundo: O sossego, as paisagens, a natureza e a gastronomia. Tudo isto disponível numa herdade de cerca de 1000 ha, rodeada por azinheiras, pela ribeira de Múrtega e pelo rio Ardila. É aqui, que passo longas noites a fotografar a Lua ou a Via Láctea. Existem vários locais, uns mais remotos e isolados que outros. O desafio é irresistível, pois o céu do parque é único em Portugal.

É também aqui, que se ouvem os sons naturais de uma noite de Verão. Os animais que habitam o parque, como por exemplo o Veado, o Javali, o Lince, a Raposa, o Sacarrabos, o Texugo, o Toirão, o Fuinha, ou o Morcego, fazem com que não consigamos estar indiferentes aos seus sons. Mesmo debaixo de um céu estrelado como o que é visível na fotografia, por entre as azinheiras, em perfeita escuridão, munido de uma pequena lanterna, a noite torna-se arrepiante. O silêncio é absoluto no parque e nem mesmo o “click” da fotografia, ou do registo de um plano de timelapse, fazem com que se perca a noção do local onde estamos. Á luz da nossa galáxia e inseridos no território de outros seres vivos, surge um sentimento de fragilidade aliado a um estado de alerta que nos desperta para a verdadeira essência do mundo natural. É este contacto com a natureza que nos torna mais Humanos, mais sóbrios, longe das televisões e da profecia do apocalipse.

São as noites de Verão, no Parque de Natureza de Noudar.

Los Angeles Independent Film Festival Awards

Los Angeles Independent Film Festival Awards
Los Angeles Independent Film Festival Awards

O documentário curto “This Is Our Time” foi premiado ontem em Hollywood – Los Angeles, na categoria de Best Travel/Time-Lapse Short. O festival internacional de cinema que reconheceu o filme é o LAIFFA (Los Angeles Independent Film Festival Awards), que também qualifica automaticamente para o IMDB. É sempre uma honra, ver um filme premiado naquele que é o centro do cinema mundial. Desta forma a mensagem que o filme contém, chega a um publico muito mais alargado. O mérito do filme e de quem esteve envolvido na sua realização, é assim validado por um dos festivais de cinema independente, referência mundial neste sector. Um obrigado muito especial à Laurence Alves, ao Conrad Harvey, ao João Sousa e ao Marco Ribeiro, pela dedicação a este filme.

A vida é feita de pequenos momentos

A vida é feita de pequenos momentos. Pequenas coisas. Pequenos grandes amigos. Amigos que sabem estar. Amigos que sabem receber. E foi apenas isto que me levou a registar esta fotografia. Estávamos em 2018 e tive a oportunidade de conhecer o filho de dois professores, de nome Miguel e que me convidou a passar uns dias de férias numa pequena aldeia, de nome Casalinho lá para as bandas de Proença-a-Nova. Quando lá cheguei, nomearam-me fotógrafo residente (se bem que isso quase ou nunca se tenha aplicado, muito por minha culpa).

Depois de uma longa conversa á mesa, onde todos tivemos oportunidade de expor as opiniões acerca do meu trabalho, das minhas viagens em prol da consciência ambiental, das galáxias e até mesmo de quem sabe verdadeiramente de apicultura, foi-me lançado o desafio de visitar um local ali próximo, com o objetivo de o fotografar. Um local que poucos conhecem, perdido no meio das serranias, lá para as bandas de um tal “Fernando”. Pasmado com o que vi durante o dia, rapidamente imaginei fotografá-lo de noite. E tão depressa imaginei, como depressa chegou a noite prevista. Depois de quase 30 minutos aos saltos dentro de uma Peugeot do século passado, agarrando firmemente a câmera fotográfica, lá chegamos. Essa noite foi para testar o local, no que toca ao melhor enquadramento.

Cerca de um mês depois, numa noite de Verão regressei ao mesmo sitio. Agora em noite de Lua Nova, a pé e sem os solavancos da Peugeot, pois ao que parece “o motor não quis pegar”. Ok. Tudo bem. Quando se procura o que se quer, nada nos impede. E a vida deve ter destas coisas, destes condimentos para nos motivar e para nos motivarmos a nós próprios e aos que nos rodeiam. Por essa razão fui com dois amigos. A verdadeira razão porque os levei (os amigos), foi porque assim os mosquitos que habitam aquele lugar, tinham maior área de pele para picar. Bem tentei que o Miguel também fosse, pois como não tem cabelo, está mais exposto aos mosquitos e talvez isso evitasse que eu ficasse picado. Não tive sucesso. Saí de lá a contar os buracos na pele. Talvez tantos quanto o ruído existente nesta fotografia panorâmica, em virtude do elevado valor de ISO que tive de colocar nos parâmetros manuais da câmera. O sitio era escuro. Tão escuro que os morcegos aparentavam ser de cor branca.

Deixo aqui esse momento, resultante de uma composição de 14 fotografias verticais, obtidas com uma Sony α7R IV e uma objetiva 16-35mm f2.8. 10 segundos de exposição e ISO 6400. Clique na miniatura ao lado, para visualizar a fotografia em tamanho maior.

Cometa Neowise C/2020 F3

Startrail Cometa Neowise
Startrail Cometa Neowise

Quando se tem a oportunidade de observar um cometa que muito provavelmente só será novamente visível daqui a cerca de 7000 anos, não queremos saber do conforto a que normalmente nos habituamos ao longo de gerações. Neste caso nem a chuva, nem o vento ou mesmo a trovoada, o frio, os incêndios que poluem o horizonte, a poluição luminosa, foram impeditivos de me deslocar para o Parque Natural do Alvão, com o objectivo de fotografar o cometa Neowise. Num dos dias em particular, houve uma mudança brusca do estado do tempo, mas ainda assim sempre acreditei que as condições meteorológicas iriam mudar. Depois de muitas horas à espera em lugares isolados, na procura do minúsculo ponto nas imediações da Ursa Maior, fui bem sucedido umas vezes e outras nem por isso.

Quando o vi pela primeira vez, não queria crer no que os meus olhos viam (nunca utilizei qualquer meio para ajudar a identificar o cometa).  Lembro-me da primeira fotografia em particular, pois por volta das 4H45 da madrugada, ele surgiu na linha do horizonte já bem acima das nuvens que existiam na zona. Foi a primeira fotografia que fiz ao cometa. Seguiram-se planos de timelapse que também estão aqui na página. Alguns dias depois decidi começar a observá-lo na tentativa de o fotografar depois do pôr-do-sol (podem ver algumas fotografias na galeria em baixo). A fotografia ao lado é resultante da composição de 330 frames (provenientes de um registo de timelapse que demorou cerca de 60 minutos a obter) e que deu origem a este “Startrail” onde é possível ver a deslocação do cometa e das estrelas. Acreditem que é fantástico observar um objecto desta natureza. Um antepassado de regresso à Terra. Todas as fotografias foram obtidas em dois locais do Parque Natural do Alvão. Aqui ficam algumas fotografias do cometa, para quem não tem a possibilidade de o observar:

Enquanto fazia algumas fotografias, coloquei um segundo tripé cuja camera fotográfica registou alguns planos de timelapse. Deixo aqui um desses planos de timelapse de cerca de 6 segundos e que podem ser visualizado na minha plataforma do vímeo.

O Charco

Em período de confinamento, realizei um vídeo de cerca de 8 minutos de duração, nas proximidades de minha casa. Como não tinha forma de passar o tempo, decidi fazer algumas fotografias nuns terrenos agrícolas e para meu espanto encontrei alguma fauna e flora que rapidamente percebi serem um ponto de partida para um trabalho de maior dimensão.

Foram longos dias de solidão num abrigo camuflado, sempre na ânsia de registar aquela fotografia tão especial ou aquele plano de vídeo ou timelapse surpreendente. O período de confinamento proporcionou que fosse possível registar os sons naturais daquele espaço. Todas as manhãs ou ao final da tarde, fui gravando áudio para mais tarde utilizar neste filme.

Muito mais do que um documentário curto sobre a fauna e flora do local que fica praticamente no seio de uma zona densamente urbana, este foi um trabalho que surgiu da motivação que arranjei para passar estes tempos tão difíceis.

O filme conta com a  voz do Eduardo Rêgo, um locutor Português, possível de encontrar em trabalhos de TV nacional e internacional.

Veja o filme aqui

Via Láctea – A nossa galáxia

Via Láctea
Via Láctea

A Via Láctea é uma galáxia em espiral da qual faz parte o nosso sistema Solar. Quase todos os objectos que avistamos à noite, fazem parte dela. Visível a olho nu, nem sempre é possível a observarmos. Isto porque a poluição luminosa é o maior entrave à sua observação. Por esta razão, é necessário que se façam alterações profundas em muitas áreas para que no futuro seja possível continuar a observá-la.

Esta panorâmica é resultante da composição de 14 fotografias verticais e foi obtida na zona do Parque Natural do Douro Internacional, nas proximidades de Miranda do Douro. Nem sempre é fácil obter uma fotografia como se quer e quando se quer. No entanto, este fim de semana a Lua estava “ausente” e as condições climatéricas previam bom tempo (pese embora o facto de durante a noite terem surgido algumas nuvens altas), razões mais do que suficientes para me colocar a caminho e passar algumas horas longe da cidade e longe da luz, mas perto das estrelas. Foi um privilégio observar as searas do planalto de Miranda, iluminadas pela luz das estrelas e de alguns planetas como por exemplo o alinhamento de Saturno e Marte, visíveis no canto inferior direito da fotografia.

Como é possível ver nesta fotografia panorâmica, existem pontos de grande luminosidade, provenientes das aldeias dispersas pelo planalto Mirandês. E a luz dessas aldeias é projectada para a atmosfera, iluminando neste caso em particular, as nuvens de altitude que se faziam sentir nessa noite.

Apesar da luz artificial incutir alguma beleza à fotografia, não é nada agradável para quem gosta de fotografar a Via Láctea, seja ele um fotografo profissional ou amador.

Clique aqui para visualizar a fotografia com maior definição.

Lockdown Porto

Fotografar o Porto tem sido para mim, nos últimos anos, uma paixão que vem crescendo, alimentada pela luz que a cidade imana, contrariamente ao que se pensava no passado. As recentes alterações arquitectónicas, aliadas à recuperação urbana, tornam a cidade um motivo fotográfico. Por isso gosto tanto de a fotografar, filmar ou “timelapsar”. Nos tempos que vivemos, senti que a pandemia veio esfriar a cidade e que a vida se tornou cinzenta. Como tive a possibilidade de sair durante este período de confinamento, por motivos ligados à minha actividade profissional, acabei por registar algumas imagens da cidade, total ou parcialmente deserta. Assim, e motivado pela esperança de que melhores dias virão, decidi realizar este vídeo durante este período. Quero que seja uma janela de luz e esperança para todos aqueles que adoram esta cidade. Nele estão retratados dois períodos bem distintos: o antes e o pós-confinamento, com uma passagem pelas terras Durienses, onde as searas continuaram a crescer, representando um sinónimo de vida.

Estreia online – This Is Our Time

This Is Our TimeO documentário curto “This Is Our Time” realizado na Islândia em 2019, tem data de estreia online marcada para o dia 22 de Abril (Dia da Terra). Trata-se de um filme de cerca de 15 minutos e que mostrando as extraordinárias paisagens da Islândia, passa a mensagem de que é necessário preservar a nossa casa. Este é pois o tempo de cuidarmos dela, de a respeitarmos, pois o momento que atravessamos é sinónimo de que a Terra está a reagir à forma como continuamos a usá-la. Nunca como hoje, foi necessário mudar os nossos hábitos. Temos de saber viver em harmonia com os recursos que estão disponíveis. Temos de cuidar dos animais, das plantas, do ar que respiramos, da água que bebemos, das imagens que os nossos olhos querem ver. Urge sermos mais Humanos e menos números. Ter a possibilidade de percorrer montes e vales, saltar ribeiros, respirar fundo, viver livremente, pois não chega só a liberdade. Nunca houve tempo para parar. Aproveitemos este tempo para mudar de paradigma. Tenhamos consciência e vontade de mudar.

Um filme com a participação especial de:
Narrativa: Laurence Alves | Locução: Conrad Harvey | Consultor: Paulo F. Silva | Som: João Sousa | Entrevistado: Thórður Halldórsson | Making Of: Marco Ribeiro | Realização: Paulo Ferreira

Um filme patrocinado por:
Claranet Portugal | Clínica de Gondomar Medicina Dentária | Delete – Soluções Informáticas | Dental Doctors | Goldnature | LadoB Café | Opticália de Gondomar | Ppsec Engenharia | Ptlapse | Rosalar Electrodomésticos


Nota enviada por Laurence Alves, autora da narrativa do filme:


Nota enviada pela Goldnature patrocinadora oficial do filme:


Nota enviada pelo LadoB patrocinador oficial do filme:


Nota enviada pela Clínica de Gondomar Medicina Dentária patrocinadora oficial do filme:


Nota enviada por Conrad Harvey, locutor do filme:


Nota enviada pela Claranet Portugal patrocinadora oficial do filme:


Nota enviada pela PPSEC – Engenharia patrocinadora do filme:


Nota enviada pela Delete – Informática patrocinadora oficial do filme:


Seja patrono do Paulo Ferreira

Ser patrono do Paulo Ferreira

A partir de hoje é possível tornar-se patrono dos filmes do Paulo Ferreira. Desta forma, qualquer pessoa ou empresa pode ajudar o Paulo a realizar mais filmes, quer em Portugal, quer ao redor do mundo. Junte-se à causa do Paulo Ferreira e contribua para que o nosso mundo, a nossa única casa, seja um local como todos ansiamos.  Um local que possamos viver em perfeita harmonia com a natureza. O Paulo, através dos seus filmes, tenta suscitar consciência nas pessoas para problemas tão fáceis de resolver, mas que muitas das vezes não estamos disponíveis para o fazer. Urge apelar à consciência global. O momento que atravessamos é sinónimo dos problemas que criamos. Seja patrono.

 

 

 

Paulo Ferreira na Noruega

Seja patrono do Paulo Ferreira

Patagónia – El Charpitero Gigante

El Charpitero Gigante
El Charpitero Gigante
A viagem de Puerto Natales até ao Parque Nacional decorreu numa ambiência de filme de autor, daqueles filmes tão herméticos na sua essência que apenas o próprio autor o compreende: a viatura avançava velozmente pela estrada e eu tinha a sensação de estar a ver sempre a mesma cena. A escala e dimensão do cenário alargam o horizonte a uma perspetiva difícil de apreender para quem não é habitual destas paragens. De início o trilho mostrava-se intratável, muito difícil e lento, por entre pedras soltas que a cada passo para a frente me faziam deslizar dois atrás. Com meia-hora de caminho necessária para alcançar a meia-encosta, o trilho seguia as curvas do vale que me levaria à base das torres num passo, agora, mais firme e seguro pois o desnível era pouco acentuado. Aqui ou ali salpicado por Lengas acompanhava a margem direita do rio Ascencio, visível no seu correr por entre as pedras e as Lengas de cores douradas que polvilhavam as margens. Apesar de algum vento forte, o dia estava bom para caminhar. Neste mister de calcorrear os caminhos por onde já ninguém anda, sobra-nos tempo para arrumar ideias dentro da cabeça, planear projetos ou, simplesmente, sentir o pulsar da vida na sua plenitude tornando-nos em recetáculo geral de todas as sensações. Do milhão de memórias que carregava comigo, o cérebro insistia em relembrar-me constantemente que eu estava a caminho de Las Torres Del Paine, do que iria ver diante de mim quando lá chegasse. Essa dúvida, incerteza, desconfiança, crença… alimentava-me de coragem e força para vencer a etapa. Ver com os meus olhos, primeiro; primeiro, o olhar. Sempre.
Por uma antiga e rudimentar ponte de madeira saltei o rio Ascencio que há alguns quilómetros me vinha a acompanhar para entrar num bosque fechado de Lengas, a árvore mais característica da Patagónia. Em sintonia, tudo se complementava, forma e conteúdo no seu esplendor. Sentado para descansar alguns minutos e hidratar-me, ergui-me de sopetão ao surpreender-me com o inesperado: a cerca de 20 metros de distância, por entre os ramos das árvores, duas aves de médio porte a saltar de tronco em tronco. Não cria nos meus olhos, mentiam seguramente.
Trocada a grande angular até aí usada, por uma outra de “400 mm”, lancei-me em perseguição desabrida daqueles “pica-paus” até perder a noção do local em que havia deixado a mochila. Sei agora que era um pica-pau preto de nome El Charpitero Gigante, cuja principal característica distintiva entre géneros é a cabeça vermelha do macho, fácil de observar sempre que este percorre o tronco de uma árvore em busca de alimento. De novo a caminho, estava maravilhado com o constante deslumbramento provocado por todos estes encontros, casuais ou não. O avistamento dos pica-paus não me saía da cabeça, tão surpreendente quanto mágico havia sido.

Timelapse Alvão – 2010

Em 2010, depois dos primeiros passos na técnica de timelapse, comecei a desenvolver a minha primeira “dolly” que me permitiu sair dos planos fixos (tripé apenas) para o timelapse em movimento. 10 anos se passaram e decidi reeditar esses mesmos planos, removendo os problemas de flicker e estabilidade o mais possível. Não está perfeito mas acreditem que os planos originais estavam mesmo “ruins”. Aqui fica o vídeo, todo ele registado no Parque Natural do Alvão. A dolly com a qual registava os primeiros planos de timelapse com movimento, data de 2010. Actualmente possuo o Stage One.
Visualizar no Youtube

As cores de Inverno no Alvão

O Parque Natural do Alvão, tem sido para mim, um lugar mágico que me permite fotografar ao longo de todas as estações do ano. Todos os anos regresso ao parque e todos os anos fico surpreendido com o que ele me oferece. Quase sempre o faço para caminhar, fotografar, filmar e registar planos de timelapse. Procuro os detalhes do parque. Os pormenores. Aqueles recantos, que só quem caminha, descobre. É minha opinião de que não tem sido devidamente acompanhado pelas entidades que a ele estão ligadas. Deveriam cuidar dele de uma forma mais assídua, com aplicações práticas ao nível da reflorestação e ordenamento. Apesar disso, continuo a fazer o meu trabalho, a titulo individual e isento de forças externas. Deixo aqui algumas fotografias que registei há relativamente pouco tempo, de alguns recantos do parque e que são o exemplo das cores e tonalidades que se verificam nesta época do ano. O fim do Inverno e o inicio da Primavera. Tons de verde e amarelo que afastam as cores frias do Inverno e que são sinónimo da chegada da Primavera. Já se vêem as pessoas a conversar junto aos ribeiros que atravessam estes terrenos de cultivo. Os animais pastam ali mesmo ao lado, procurando os suculentos rebentos verdes da erva e dos arbustos. Longe da aldeia global, esta gente “da aldeia” que teima em não se ligar ao mudo, vive o seu dia a dia. Devagar. Como deveria ser vivido. O problema será quando desaparecerem. A pequena aldeia perde a ligação à aldeia global e tudo termina. No esquecimento. Perde-se assim mais um dos elos que nos ligam à natureza.

As cores de Inverno no Alvão - R5A4978

Image 1 of 6

As cores de Inverno no Alvão

Para visualizar a fotografia em tamanho maior, clicar em cima da imagem.

Entrudo de Lazarim 2020

A convite de António Manuel Alves da Silva, vice-presidente do município de Lamego e de Ana Catarina Graça da Rocha, vereadora da cultura, Paulo Ferreira esteve presente no entrudo da vila de Lazarim. Aqui fica um agradecimento publico, pelo convite que foi endereçado. Houve assim, oportunidade de conhecer melhor as diabólicas, carrancudas, com orelhas bicudas, barbas ou bigodes, com “cornos” e até a imitar animais, as genuínas máscaras de Lazarim. Obrigado também ao Rui Santos, um amigo de timelapse de outros tempos.

Hearth Festival

Hearth Festival
Hearth Festival
No âmbito do programa Hearth Festival, que decorre de 22 de fevereiro a 29 de março, Paulo Ferreira foi convidado para a realização de dois eventos. Ambos no dia 14 de março, sendo o primeiro no período da manhã (no Parque das Serras do Porto) e o segundo à noite, no Auditório Municipal de Gondomar.
O primeiro será uma caminhada fotográfica e o segundo será a apresentação do documentário curto do Parque das Serras do Porto, integrado no Septeto de L. v. Beethoven.
A fotografia de natureza, apesar de ser um evento gratuito, tem necessidade de inscrição e o numero máximo de participantes será de 12.
Mais informação e inscrições aqui:
https://www.novaterra.com.pt/l/programa/
Programa completo:
https://www.cm-gondomar.pt/…/02/Programa_Hearth_Festival.pdf
A programação deste evento oferece a oportunidade de vivenciar a natureza e a expressão artística de mãos dadas!

Imaginário Reflexo

Imaginário Reflexo
Imaginário Reflexo
Paulo Ferreira divulgou hoje, um pequeno vídeo que nos mostra através das suas imagens, alguns sítios do Parque Natural do Alvão. É uma forma de refletir sobre o que andamos todos a fazer ao meio ambiente. Completamente afastados do que nos rodeia, somos o reflexo da sociedade atual. Não temos tempo para nada, nem mesmo para nos vermos ao espelho. Porventura temos medo de nos vermos a nós próprios. Paulo Ferreira pretende mostrar-nos através deste vídeo, que temos de refletir sobre o que pretendemos para o futuro da Humanidade. Usa os espelhos de água do Rio Ôlo para nos levar a parar. A pensar. A imaginar. A consciencializar. A olhar, ver e observar. Ao mesmo tempo conta-nos uma história em jeito de poema, da autoria de Maria José Moura Castro, uma professora/escritora de Gondomar, também ela preocupada com as questões ambientais, que nos leva a pensar sobre o que andamos todos a fazer à nossa única casa, o planeta Terra.
Vê o vídeo em: Imaginário reflexo

AmDocs selecciona This Is Our Time

AmDocs-Festival de cinema
AmDocs-Festival de cinema

O documentário curto “This Is Our Time”, um filme que ainda não é do conhecimento público, acabou de ser seleccionado para o AmDocs (American Documentary And Animation Film Festival and Film Fund). É um festival que se realiza todos os anos em Palm Springs – Califórnia e que premeia os filmes realizados de forma independente.

O mais interessante neste festival é que ele é reconhecido pela Academia de Hollywood e como tal os filmes vencedores podem ser apurados para os “Óscars”. Uma notícia fantástica que só pelo facto do documentário ter sido seleccionado, é já uma vitória. Um reconhecimento do trabalho realizado. Muitas das vezes de difícil concretização, estes trabalhos têm sido premiados com alguma regularidade e isso dá ânimo para continuar.

O filme será dado a conhecer ao publico, no próximo dia 22 de abril de 2020 (Dia Mundial da Terra). Entretanto e até lá, esperamos continuar a ver reconhecido todo o trabalho que foi realizado.

Um agradecimento especial a todos os profissionais que estiveram envolvidos neste filme. São eles:

Laurence Alves (Narrativa), Conrad Harvey (Locução), Paulo F. Silva (Consultor), João Sousa (Engenheiro de som) e Marco Ribeiro (Making Of).

Uma nota de apreço pela contribuição dada pelos patrocinadores. São eles:

Claranet Portugal, Goldnature, LadoB – A Melhor Francesinha do Mundo, Opticália de Gondomar, Rosalar, Medicina Dentária – Clínica de Gondomar, Delete Informática, PTlapse, Dental Doctors – Gondomar, PPSEC Engenharia.

About Festival:

[…]Our inaugural festival, in April 2012, honored Oscar winner Oliver Stone on Opening Night with the “Filmmaker Who Makes A Difference” award, and the screening of his provocative documentary, “Commandante.” That year, AmDocs screened 80 international films in a single theatre. Since then, AmDocs has grown exponentially, with honorees and guests including 5-time Grammy winner Dionne Warwick, Oscar nominee Julie Cohen, actor Peter Coyote, acting legend and humanitarian George Takei, Oscar nominee Peter Bogdanovich, director Joe Berlinger, actor Pierce Brosnan, native rights activist Sacheen Littlefeather, actor Shia LaBeouf, 7-time Emmy winner Ed Asner, 11-time NAACP Image Award winner Kristoff St. John, activist Cleve Jones, and many more. Our 2013 festival was the first to include animated film entries.[…]

Prémio da audiência atribuído a “This Is Our Time”

Prémio no festival TMFF
Prémio no festival TMFF

O documentário curto “This Is Our Time” recebeu ontem um prémio atribuído pela audiência. Trata-se do festival online “The Monthly Film Festival”, um evento mensal que premeia os documentários independentes. Apesar do filme ainda não ser publico em Portugal (será dado a conhecer no Dia Mundial da Terra), começa a ter visibilidade internacional, nomeadamente o reconhecimento pelos jurados dos festivais de cinema onde está a concurso.

O prémio pode ser consultado aqui: The Monthly Film Festival

A par do prémio, este festival dá a possibilidade de incluir o trabalho na famosa base de dados mundial de filmes, o IMDb onde Paulo Ferreira já possui alguns documentários inscritos (https://www.imdb.com)

Em busca de vida extraterrestre

Seti by Nasa
Seti by Nasa

Aderi a este projecto em 26 de Julho de 2003. Inicialmente porque me fascinava a tecnologia de computação à escala mundial. Agora porque acredito que não somos a única forma de vida racional à escala universal. Este diploma emitido pela Universidade da Califórnia, atesta todo o meu trabalho, realizado ao longo de 17 anos, no projeto Seti (Nasa). Porque acredito em projectos de vida, sejam eles de cariz profissional, na área da fotografia, timelapse ou vídeo, este é apenas um deles. Em busca de sinais que comprovem a existência de vida, numa qualquer galáxia.

Fin De Sendero Del Glaciar

Sendero Del Glaciar
Sendero Del Glaciar

Ao longe, o canal de Beagle e a ilha de Navarino, no Chile. Que visão extraordinária, um quadro natural a merecer contemplação.

À saída de Ushuaia a tarde estava amena, mas a aproximação ao glaciar fazia-se notar amiúde no arrefecimento do ar. A chegado ao topo da subida havia terminado. Podia agora respirar bem fundo e aliviar a pressão causada pelo esforço feito. A primeira etapa estava ultrapassada. Depois de atravessar uma pequena ponte de madeira que levava ao lado contrário do riacho que resulta do degelo da neve na montanha, o trilho era agora bem mais suave embora bastante lamacento. Foi aí que acelerei o passo, sempre com os olhos postos no cume da montanha que estava bem na minha frente e de onde já era possível ver o glaciar.

O caminho serpenteava ao longo do riacho e aqui ou ali eu ia fazendo fotografias, para alguns quilómetros à frente a planície dar lugar à subida cujo trilho estava bem delineado na encosta da montanha. Havia um contraste muito grande entre a rocha cinzenta e o trilho definido pela constante presença do Homem. Fiquei com a perfeita noção da distância que ainda faltava percorrer. A subida era demasiado dura e eu carregava todo o equipamento às costas, mas lá diz o ditado: quem corre por gosto não cansa.

O deslumbre da paisagem era motivador. Duas horas após o início estava no fim do trilho: Fin De Sendero Del Glaciar, inscrevia-se numa placa informativa. Bem por cima de mim estava o enorme glaciar. Imponente, anunciando-se ao Mundo de maneira imperial pelo som aterrador surgido do atrito causado pelo seu movimento.

Posicionei o tripé ao nível do solo, pois o vento era bastante forte e derrubava-o sempre que o levantava à altura máxima; ajustada a câmera, agarrei-me a ele e ali fiquei durante longos cinco minutos, aninhado.

Aotearoa semi-finalista no Los Angeles CineFest

Los Angeles CineFest
Los Angeles CineFest

O documentário curto Aotearoa – We Are All Made Of Stars, é semi-finalista em Los Angeles. Trata-se do festival internacional de cinema Los Angeles CineFest. O diretor do festival é o conceituado Mark Mos. Um Editor, Director e Produtor de filmes em Hollywood. Esteve envolvido em filmes como por exemplo “Gladiator”, premiado com um Óscar (Russell Crowe). “Missão Impossível 2” (Tom Cruise). “Gone in 60 seconds” (Nicholas Cage, Angelina Jolie). “How the Grinch Stole Christmas” (Jim Carrey) e muitos outros. São estes reconhecimentos que dão alento para continuar a realizar mais e melhores documentários curtos. A consciência ambiental como forma de combate às alterações climáticas é necessária.

Obrigado a todos os patrocinadores que se envolveram na produção deste trabalho e que podem ser conhecidos nos créditos do filme. Ficamos assim a aguardar pela possibilidade deste filme passar à fase final e ser premiado como um dos melhores na sua categoria.

Curtas metragens no Clube Gondomarense

Paulo Ferreira - Clube Gondomarense
Paulo Ferreira – Clube Gondomarense

O Clube Gondomarense, uma das mais antigas salas de cultura do concelho de Gondomar, apresenta no próximo dia 7 de Fevereiro, algumas das curtas metragens da autoria de Paulo Ferreira. Na sua maioria serão filmes premiados um pouco por todo o mundo. O evento tem hora marcada para as 21H30 e conta com a presença do realizador. Paulo Ferreira irá falar um pouco sobre os filmes, nomeadamente o que o motiva a realizar estes documentários curtos. Será certamente mais uma oportunidade para visualizar e conhecer estes filmes e por outro lado, estar à conversa com o seu autor. Ouvir as suas inúmeras histórias ao redor da produção do filme. Ficando assim a conhecer o que ele pensa sobre as alterações climáticas e a necessidade urgente de haver mais consciência ambiental.

Estreia do filme This Is Our Time

Islândia - Foca
Islândia – Foca

A estreia do filme This Is Our Time, um documentário curto realizado na Islândia, apresentado pela primeira vez ao público e patrocinadores no passado dia 16 de Novembro de 2019 no auditório da Casa do Infante no Porto, tem data marcada para o Dia Internacional da Terra.

Assim, a estreia do filme “This Is Our Time”, acontecerá no próximo dia 22 de Abril de 2020 (quarta-feira), pelas 10H30 e o local escolhido para a sua divulgação ao público em geral, será aqui no site.

Para aqueles que ainda não tiveram a oportunidade de ver o filme, este será o momento certo. Trata-se de um documentário curto realizado por Paulo Ferreira, que à semelhança dos anteriores, pretende consciencializar as pessoas para a actual problemática ambiental. A estreia do filme This Is Our Time, acontecerá naquele que é um dia importante para a nossa única casa, o planeta Terra.

A emergência climática foi assunto da conferência (#COP25),  realizada no passado mês de Dezembro de 2019 em Madrid e dela saiu a declaração de que é tempo para a acção. Apesar de muitos considerarem que foi perdida uma boa oportunidade para ir mais longe, Paulo Ferreira tem esperança que os movimentos individuais façam aquilo que os políticos não têm coragem de fazer.

Esta é uma forma que Paulo Ferreira encontrou (mediante as suas possibilidades, em conjunto com os patrocinadores que decidiram apoiar esta causa), de ajudar as pessoas a perceberem esta emergência climática. Para isso, tem viajado por vários países, muitos dos quais sozinho, para realizar estes documentários. Esta forma de consciencializar as pessoas, mostrando-lhes seres vivos raros, paisagens maravilhosas e lugares únicos, através do seu olhar e técnica de timelapse, podem ser a fonte de esperança que falta.

O Homem não pode continuar a pensar que é exterior ao planeta onde vive. Que não faz parte do sistema. Esta forma de viver das sociedades actuais, envolvendo-se em tecnologia e afastando as relações humanas, não pode continuar a existir. Este caminho fácil não é o que nos fará resolver os problemas. A Humanidade precisa de ter consciência individual e colectiva. E temos assistido no passado a corajosos momentos colectivos. Este é pois, mais um deles.

Nem tudo está perdido. Há que acreditar. Perceber as relações passadas entre o Homem e a natureza na utilização dos recurso naturais. O Humanidade não pode virar as costas e deixar-se vencer pelos problemas climáticos. Há esperança. Cada um de nós pode fazer a diferença. Todos os dias.

Patrocinadores do filme This Is Our Time
Patrocinadores do filme This Is Our Time

Patrocinadores oficiais do filme:

Clínica de Gondomar Medicina Dentária | Rosalar | Delete | PTlapse | DentalDoctors Gondomar | Goldnature | PPSEC Engenharia | Opticália de Gondomar | LadoB – A Melhor Francesinha do Mundo | Claranet Portugal

This Is Our Time

Directed by Paulo Ferreira
Screenplay by Laurence Alves | Voice Over by Conrad Harvey
Advisor/Consultant by Paulo Silva | Recording/Mixing by João Sousa
Making Of by Marco Ribeiro and Marcelo Sousa

 

Patagónia – Subida ao Fitz Roy

No trilho para o Fitz Roy
Patagónia – No trilho para o Fitz Roy

O rio corria sem sossego por entre as pedras do vale. Em redor, árvores vestidas com os tons de outono cobriam todo o vale até meia encosta, onde já surgia a neve e, de súbito, imponente, o maciço rochoso do Fitz Roy. O pico, fantasmagórico no seu incessante jogo de escondidas com as névoas.
Nada substitui a experiência pessoal, cunho marcado da vivência in loco. O registo mecânico permite a guarda, para memória futura, de cada detalhe, elemento, pormenor. É um resgate feito ao passado, transmitido em herança às gerações vindouras. Mas a memória visual, mesmo que falível, mesmo que roída pelo tempo, é feita da vivência pessoal, intransmissível, incorruptível na essência – eu vi o Fitz Roy!

Posto a caminho, atravessei rio Blanco para chegar ao último acampamento antes de atingir a base do Fitz Roy: Camping Rio Blanco.

O sol ia alto e o calor inclemente era um braseiro que trazia sob a roupa; estava a ser tomado pelo cansaço. Obriguei-me a parar, descansar e a beber água, a hidratação é fundamental e eu não me esqueci dela durante os dias anteriores.

Um painel de madeira ali perto informava um quilómetro para chegar ao fim do trilho e sugeria ao leitor que verificasse o seu estado físico. Agora??? Depois de 11 quilómetros percorridos é que sou alertado para isto? Vim eu do outro lado do mundo para me atirarem este desaforo à cara? Se tinha chegado até ali, iria certamente percorrer o último quilómetro tal como havia feito os anteriores. Qual é a dificuldade?, atirei, altivo, em modo desafiador aos deuses da fortuna. Por um mísero quilómetro… Por quem me tomam?

Patagónia - Fitz Roy
Patagónia – Chegada ao Fitz Roy

Resoluto, a mastigar quezília, fiz-me à vida que não me atenho a pormenores. De súbito… estanquei. As árvores tinham desaparecido e o que se plantava diante dos meus olhos exauriu-me todas as forças: o trilho seguia montanha acima numa inclinação que de acentuada não tinha nada – tinha tudo!

Como uma cobra, serpenteava a encosta. Ah!, pois… admiti a custo: o tal quilómetro em falta!

Degelo do glaciar Tasman

Tasman Lake
Tasman Lake

Esta fotografia tem um significado especial para mim, embora por maus motivos. Foi registada aquando da minha aventura pela Nova Zelândia, para realizar o documentário curto “Aotearoa-We Are All Made Of Stars“.
Nela é visível o Lago Tasman. Este Lago só começou a surgir há relativamente pouco tempo (1990), fruto do degelo do glaciar Tasman no parque nacional “Aoraki/Mount Cook National Park”. Prevê-se que daqui a 20-30 anos, o glaciar Tasman (visível ao centro, próximo das montanhas), desapareça por completo. É perfeitamente notória a erosão nas margens do lago. Dá para perceber que outrora, o glaciar cobria toda esta área e cujo degelo deu lugar ao lago. Há gente que acredita que tudo isto é uma invenção. Infelizmente tenho tido a oportunidade de comprovar que estão errados.

Ser Humano é ser inteligente

Perito Moreno - Degelo
Perito Moreno – Degelo

António Mota – Autor do prefácio do meu livro “Patagónia – A Ponta do Mundo“, escrevia assim:

Neste livro “Patagónia A Ponta Do Mundo” a narrativa luta com a imagem pela supremacia na entrega da mensagem. Cabe ao leitor avaliar qual cumpre melhor o objectivo, mas, acima de tudo, devemos assumir que ambas contribuem para a consciencialização da humanidade na necessidade da manutenção saudável do nosso suporte de vida, a Terra (“Our Home”, na locução do filme homónimo do mesmo autor).

Se a força da prosa está na sua simplicidade já para imagem está no pormenor onde se percebem provas da degradação do ecossistema, habitat de muitas espécies. Se todos aceitamos provas da extinção de algumas, ou melhor, muitas espécies, porque não o há de acontecer com a nossa? Einstein disse, ”Deus não joga aos dados”, noutro contexto, mas com o mesmo sentido, eu direi “a natureza não toma partidos”, porque nos haveria de poupar? A continuarmos a tratar este planeta, “a Nossa Casa”, como até aqui esse será também o nosso destino.

A nossa agressão ao meio ambiente pode ser melhor compreendida através de um modelo aproximado, fazendo um paralelo com o nosso corpo. De entre as muitas bactérias que nos habitam, as que prejudicarem o organismo serão combatidas pelo nosso sistema de defesa, o nosso organismo dá-nos sinais desse conflito através de um mal-estar generalizado. Como insistimos na cegueira de ignorarmos os fenómenos atípicos (sintomas) que a natureza nos tem enviado, senão, uma reacção de defesa do organismo vivo que nós também habitamos e agredimos, “a TERRA”.

Esta ideia é base da teoria GAIA (divindade que representava a terra na mitologia Grega) que vê a terra como um complexo sistema autor regulador, característica de qualquer ser vivo, e propõe que a biosfera (todos os seres vivos) e toda a parte física da terra; atmosfera, criosfera, hidrosfera e litosfera se comportem como órgãos de um só corpo a trabalharem para o mesmo objectivo: a manutenção das condições climáticas e bioquímicas necessárias à vida. Uns ainda não aceitam como um facto, as alterações climáticas, muitos já, mas, a maioria, não mudou uma palhinha nos seus comportamentos. Temos a toda a hora exemplos disso, quem nunca viu o automobilista da frente a lançar pela janela fora, lugar que é de todos, um qualquer objecto de que já não necessita?

Ser “Humano” é ser inteligente, crescemos física e intelectualmente e devemos adaptar, através da inteligência, constantemente, os nossos comportamentos à luz dos novos conhecimentos, comportamento em concordância com conhecimento. Não vejo há muito tempo uma mudança positiva nos hábitos quotidianos que não fosse obrigatória, veja-se os sacos plásticos de compras.

A mudança só será efectiva e rápida se for livre e colaborativa, se partir de cada um, com convicção, será permanente, já a obrigatoriedade implica uma supervisão e que por natureza humana parece feita para ser ludibriada, corrompida, uma tentação.

Livro – Patagónia a ponta do mundo

This Is Our Time premiado no Oniros Film Awards

Oniros Film Awards
Oniros Film Awards

O filme “This Is Our Time”, o mais recente documentário curto de Paulo Ferreira, arrecadou o seu primeiro prémio no festival Italiano “Oniros Film Awards”, edição de Novembro. O filme realizado na Islândia, com estreia no passado mês de Novembro na Casa do Infante no Porto, foi premiado na categoria de Melhor Documentário Curto. A lista de vencedores pode ser consultada na página oficial do festival em: Oniros Film Awards.

O ficheiro que contém a lista de todos os premiados pode ser visualizado aqui: ficheiro pdf

Trata-se de um festival cujo “Media Partner Oficial” é a Universal Movies de Hollywood. O Oniros Film Awards para além de premiar o cinema independente, classifica para a plataforma de filmes IMDb, onde Paulo Ferreira já tem alguns filmes listados. A informação pode ser consultada na página da Universal Movies.

O trilho da vida

Parque Natural do Alvão
Parque Natural do Alvão

Existem dias na vida, que nos levam a meditar sobre o que andamos nós (Humanidade), realmente a fazer. Cada um de nós vai desenhando um caminho em função de muitas variáveis, que nos guiam ao longo da vida e nos fazem mudar ou não de trajectória. Todos percorremos o trilho da vida.

Esta fotografia foi registada no Parque Natural do Alvão, naquela que é para mim, umas das melhores épocas para a fotografia, o Outono. Clique  na imagem para a ver em tamanho maior, ou então clique neste link.

Nela está bem patente cada recanto, cada bocado de terra, fruto da mão do Homem ao longo de muitas gerações e que são um encanto para a vista Humana.

Terra que produz, que não foi desenhada com régua e esquadro, no entanto é um caos que me fascina. Nem tudo tem de ser rigor. O tempo, por exemplo, não pode ser dominado pelo Homem. A meteorologia, por exemplo, não tem de ser o resultado de a+b em função do que pretendemos para dado momento. E enquanto estas variáveis não forem dominadas pelo Homem, ainda há algo a que nos possamos agarrar. Ainda há a possibilidade do caos se pronunciar. Ainda há a possibilidade de viver, percorrendo o trilho da vida.

E para isso é preciso fazer alguns sacrifícios, nomeadamente:

Levantar bem cedo da cama, caminhar durante largos quilómetros, ter alguma capacidade de ultrapassar dificuldades e acima de tudo, vontade de estar em contacto com a natureza. Fugir do stress das cidades, fugir da falta de tempo, aproveitar os fracos raios de sol desta época do ano, ouvir o vento nos ramos despidos das árvores, interrompidos aqui ou ali pelo “click” da câmera fotográfica. A isto, chama-se viver.

Porque a vida não é este corropio de viagens entre a nossa casa, o local de trabalho e ao fim de semana, o shopping, polvilhadas ao longo da semana de notícias de que afinal os animais e as plantas sofrem, o oxigénio na Índia pode custar 6 Euros, ou enquanto alguns respiram o suor dos ginásios.

Quando olho para esta fotografia, vejo um passado de dificuldades, de trabalhos árduos, de sofrimento quer do Homem quer dos animais e já agora, das plantas. Mas nunca nos devemos esquecer, de que afinal somos resultado do passado. Da evolução. Evolução que porventura poderá não estar certa, mas certamente estará nas mãos de cada um de nós.

Portanto, hajam! Não façam da vida, um mero usufruto do que o passado vos deu. Criem o vosso próprio trilho.

Esta é a nossa única casa, a Terra.

Nunca o mensageiro pode ser mais importante do que a mensagem

Islândia – Paulo Ferreira

Sempre fui uma pessoa que não enveredou por alarmismos, tento manter a calma mesmo nos momentos onde ela não deveria entrar. Se assim não fosse, nunca teria enveredado pela técnica de timelapse, certo?
Nunca segui as massas e faz-me um bocado de confusão, ver todos os dias nos meios de comunicação social, uma espécie de histerismo colectivo, vindo não se sabe muito bem de onde, mas que tem colocado a sociedade numa polarização nunca antes vista.
É sabido que nós Humanos, temos de mudar muita coisa, numa tentativa de reduzir gastos com recursos naturais, que não fazem sentido continuar a desperdiçar.
Optar por outras formas de energia, menos destruidoras dos ecossistemas. Mudar de hábitos, de politicas, alterar costumes e acertar problemas culturais e sociais. Certo!

A Humanidade chegou até aos dias de hoje, pois é a forma como evoluímos. Estão a querer insinuar que evoluímos de forma errada? Há uma geração que roubou a infância da mais actual? Que histeria é esta? A actual interrogação deve-se à evolução. Não estará a inteligência directamente relacionada com a evolução? Já diziam os meus avós: – Não se pode ter sol na eira e chuva no nabal. A vida é assim.
Cair no radicalismo é impedir que a mudança aconteça. E isso ajuda tanta gente! Na minha opinião, nunca um mensageiro pode ser mais importante do que a mensagem que pretende passar. E calmamente tenho tentado que as consciências se formem na cabeça de cada um.
https://pauloferreira.pt/portefolio-de-filmes/

Entrevista ao jornal Vivacidade

Notícia Jornal Vivacidade
Notícia Jornal Vivacidade

Paulo Ferreira deu uma entrevista ao Jornal Vivacidade, a respeito do seu trabalho na área da fotografia, timelapse e vídeo. A notícia pode ser lida na edição deste mês do referido jornal de Gondomar. Para além dos assuntos que se prendem com a problemática ambiental e que estão na base dos trabalhos do Paulo Ferreira, foi possível falar um pouco sobre os seus dois prémios recentes, atribuídos aos documentários curtos “Aotearoa – We Are All Made Of Stars” e “Parque das Serras do Porto”.

Uma leitura mais atenta e vai ficar a saber um pouco mais do percurso de vida e do trabalho que Paulo Ferreira tem vindo a desenvolver nos últimos anos. Um percurso que o levou à Noruega, à Patagónia (Chile e Argentina), à Nova Zelândia e mais recentemente à Islândia, sempre em busca de imagens capazes de consciencializar as pessoas para a actual problemática ambiental.

This Is Our Time – Making Of

Making Of This Is Our Time
Making Of This Is Our Time

O Making Of do documentário curto “This Is Our Time”, um filme que teve estreia na Casa do Infante no passado dia 16 de Novembro, já está disponível para visualização no canal do YouTube.

4º Concurso Curtas Metragens de Fânzeres e São Pedro da Cova

4.º Concurso Curtas Metragens
4.º Concurso Curtas Metragens

A convite da organização do 4º Concurso de Curtas Metragens de Fânzeres e São Pedro da Cova, Paulo Ferreira faz parte do grupo de jurados e no âmbito da cerimónia de entrega de prémios, irá apresentar dois filmes curtos: Aotearoa – We Are All Made Of Stars (Nova Zelândia) e o seu mais recente trabalho, This Is Our Time (Islândia).

Dia 23 de novembro pelas 21h30 no Auditório da Junta de Freguesia em São Pedro da Cova.
A entrada é livre.

This Is Our Time – Teaser

O filme “This Is Our Time”, um documentário curto realizado na Islândia, tem estreia marcada para o próximo dia 16 de Novembro pelas 17H00. O local da apresentação, será o auditório da Casa do Infante no Porto. Por agora e enquanto não chega esse dia, aqui fica um minuto do filme. Sigam as notícias nas redes sociais em: Facebook

Trata-se de um documentário curto de cerca de 15 minutos, cujo objetivo é a consciencialização das pessoas para o atual desafio ambiental.
A cerimónia contará com a presença de Laurence Alves (CINDOR), Miguel Gonçalves (RTP) e Luís Henrique Pereira (RTP), na qualidade de oradores.

O “teaser” pode ser visto aqui: YouTube

Estreia do filme “This Is Our Time”

Estreia do fllme "This Is Our Time"Paulo Ferreira estreia novo filme realizado na Islândia. Um documentário curto de cerca de 15 minutos de duração, que aborda a necessidade de percebermos que este é o nosso tempo. O tempo de mudança de comportamentos. O tempo de preservarmos o que ainda nos resta. Este filme cuja produção começou em Abril deste ano e só agora está terminado, mostra-nos gelo, glaciares, fauna e flora, vulcões e paisagens de cortar a respiração. Numa tentativa de chegar mais perto das pessoas e fazê-las acreditar que ainda existem sítios que devemos preservar a todo o custo.
Estreia dia 16 de Novembro pelas 17H00 na Casa do Infante no Porto. Com a participação especial de Laurence Alves, Miguel Gonçalves e Luís Henrique Pereira. Entrada gratuita mas limitada ao numero de lugares que o auditório possui.
Assinale a sua presença ou partilhe o evento do facebook pelos seus amigos.

Documentário Parque das Serras do Porto vence prémio ART&TUR

O documentário Parque das Serras do Porto, foi premiado na 12ª edição do Festival Internacional de Cinema de Turismo Art&Tur, que se realizou no passado dia 25 de Outubro, em Torres Vedras. O filme foi premiado na categoria de Turismo de Natureza. Que este prémio motive os municípios envolvidos a fazer mais por esta área verde ao redor do Grande Porto. Paulo Ferreira trouxe consigo uma peça de artesanato local “Dulcineia”, que premeia assim o seu trabalho.

Dois filmes nomeados no 12º ART&TUR

Filmes nomeados no ART&TURA equipa de jurados do 12º Festival Internacional de Cinema de Turismo ART&TUR, edição de 2019, decidiu nomear este ano, dois filmes realizados por Paulo Ferreira. Dois lugares diametralmente opostos (Antípodas) estão assim a concorrer neste conceituado festival.
São eles, AOTEAROA – We Are All Made Of Stars e Parque das Serras do Porto.
No próximo dia 25 de Outubro, saberemos se foram ou não premiados. Até lá, o facto de serem os dois nomeados, já é um prémio para o autor dos filmes.
Todo o trabalho e empenho pessoal é pois reconhecido e isso faz com que Paulo Ferreira acredite que está no caminho certo, numa tentativa de consciencializar as pessoas para a problemática ambiental. Tentando salvar o que ainda resta, não deixando que o abismo seja a única alternativa, procurando um ponto de retorno, de inversão. Só assim poderemos um dia salvar-nos a nós próprios, Humanidade.
Mais informação em: Festival Internacional de Cinema de Turismo ART&TUR

Islândia – Monólogo com uma foca

Foca
Clicar na imagem para ver a fotografia em tamanho maior
A minha aventura por terras da Islândia, realizada em maio de 2019 teve um momento que nunca mais esquecerei. A dada altura, nas proximidades de Ísafjörður nos fiordes ocidentais, deparei-me com uma colónia de focas. Já andava há alguns dias a tentar descobri-las e eis que numa altura em que já estava a ficar desanimado, elas surgiram diante de mim.
Depois de ter percorrido quase uma centena de quilómetros por uma estrada de “terra batida” fui dar a uma pequena enseada, onde estavam essas focas. Logo que as descobri, iniciei o registo fotográfico e aqui ou ali aproveitei para gravar alguns planos de vídeo que serão utilizados no meu próximo documentário curto.
De entre as inúmeras fotografias que tive oportunidade de registar, saliento esta.
Trata-se de um momento vivido intensamente entre mim e a foca. Eu estava tão ansioso e surpreendido com a presença da foca que a dada altura percebi que estava a falar com ela. Encontrei-a a uns 50 metros de mim e aos poucos fui-me aproximando. Pé ante pé, fui deslizando por entre as rochas cheias de algas, escorregando aqui ou ali, mas sempre com os olhos postos na camera fotográfica. Lembro-me que cheguei muito próximo da foca e a objectiva que usava naquele momento (400 mm), favoreceu imenso o trabalho.
A dada altura, de tão próximo que estava (a uns 20 metros), parecia que a ouvia respirar.
Foi aí que o monólogo começou. Eu fazia as perguntas e respondia logo de seguida. Suavemente, para não a assustar. Lembro-me de lhe dizer para ficar quieta, caso contrário ficaria “desfocada”.
Era a primeira vez que estava diante de uma foca, em ambiente completamente natural. Não sabia como iria reagir, nem sabia como deveria agir. Acho que já todos passamos por esta situação, uma vez na vida.
Apesar de toda a incerteza, o monólogo manteve-se e acreditem que a foca também. Penso que gostou de ser fotografada, pois esta fotografia é retrato disso mesmo.
Infelizmente, 5 minutos depois, em virtude do ruído que fiz ao escorregar numa rocha, na tentativa de me aproximar ainda mais, deslizou para dentro de água e desapareceu no oceano. Lentas em terra, mas muito esquivas na água.
No entanto ficou para a história, esse momento em que sem dar conta, estabeleci um monólogo com uma foca.

Noudar de uma magia natural

Veado - fêmeaNo passado dia 5 de Outubro visitei uma vez mais, aquele que na minha opinião, é um dos últimos refúgios naturais em Portugal.
Trata-se de Noudar (Parque de Natureza de Noudar) e o nome diz tudo. É na realidade um lugar natural, pejado de fauna e flora selvagem e dócil, onde ainda é possível avistar morcegos, osgas, lacraus, coelhos, fuinhas, cigarras, javalis, abutres, cegonhas, garças, veados, raposas, linces, etc. Delimitado a Norte pelo rio Ardila (que define a fronteira entre Portugal e Espanha) e a Sul pela ribeira de Múrtega, este parque tem todas as condições para quem gosta de fotografia de natureza.

Desta vez, alguns amigos e suas famílias, fizeram questão de me acompanhar. Queriam ver com os seus olhos, esse lugar mágico de que lhes falava, já há algum tempo.
Nesta altura do ano, o parque tem como principal motivo de visita, a observação dos veados e a sua brama. Para os mais distraídos, esta é pois uma altura do ano em que estes animais andam na fase do cio, tendo por finalidade a reprodução. Momento singular, onde podemos fotografar estes seres vivos magníficos, bem como ouvir a brama.
Para o conseguir é preciso caminhar, percorrer a pé alguns dos trilhos do parque e acima de tudo estar em silêncio. São animais esquivos, que ao mais pequeno ruído, desatam a correr por entre arbustos do montado e rapidamente desaparecem por detrás de uma azinheira.

Veado - machoExausto e sob um calor abrasador, na companhia de alguns amigos e familiares e já quase no final de uma caminhada de cerca de duas horas, avistei um veado (fêmea) a alimentar-se na encosta do outro lado do vale. Eu sabia o que procurava e os meus olhos fixaram-se naquele animal e não mais o larguei até que todos aqueles que estavam comigo, o conseguissem ver através do seu olhar ou com recurso a binóculos.
Pouco depois esta fêmea desapareceu por entre os arbustos numa correria desenfreada e logo atrás surgiu o macho, impávido, calmo e sereno, caminhando montado acima, parando aqui ou ali para observar ao seu redor.

A natureza nunca tem hora marcada. Não é como ir ao jardim zoológico.

Estes momentos, naturais, fazem-nos sentir que não somos os únicos a necessitar de espaço. Nós queremos ocupar o território, queremos que todo o meio que nos rodeia seja conhecido e esquecendo-nos que os outros seres vivos também precisam de espaço.

Coexistir é a palavra de ordem em Noudar, pese embora o facto de nos últimos anos eu ter verificado que cada vez mais estes animais no seu estado selvagem começam a ficar numa espécie de jaula, proveniente das inúmeras cercas que estão a construir.
Não quero antever um parque, cujo foco principal seja a componente económica proveniente da cultura do porco preto.

Este lugar é mágico. De dia e de noite. À luz da Lua ou das estrelas. A pé, de bicicleta, de “noucar” ou simplesmente sentado, rodeado de familiares ou amigos. Estar numa das suas esplanadas num final de tarde, é quase certo sermos brindados pela beleza de um pôr do sol por detrás da muralha do castelo de Noudar. Logo seguido de um lusco-fusco que rapidamente define os contornos dos montes na linha do horizonte, outrora local de gentes, agora um sitio singular, mágico.

Islândia – O meu próximo documentário curto

Paulo Ferreira na IslândiaEste ano, à semelhança de anos anteriores, enveredei por uma aventura, em busca de paisagens arrebatadoras e lugares únicos, onde a natureza prevalece e se mostra aos olhos daqueles que a querem ver. Desta vez, foi a Islândia. Terra insular no meio do Atlântico Norte. Um país que tem uma população de quase 350 mil habitantes, cobrindo uma área de cerca de 103 mil quilómetros quadrados. Grande parte dos seus habitantes, estão na capital, Reiquiavique. Fora da cidade, é um imenso lugar cheio de magia, pronto a ser descoberto.

O desafio era enorme. Percorrer a ilha em menos de 15 dias, não seria fácil.
Nos primeiros dias, as condições meteorológicas não foram as melhores, no entanto sempre fui buscar forças onde já não acreditava que ainda existissem. O documentário curto tinha de ser realizado. Sinto necessidade de apelar ás pessoas para a necessidade de preservação do nosso planeta, a nossa única casa. Nunca desisti e o documentário está quase pronto.

Que estes lugares únicos, estas paisagens, a fauna e a flora da Islândia, sejam fonte de inspiração para continuar a preservar o pouco que ainda nos resta. Mesmo que para isso, eu tenha de ir a sitios inóspitos, subir a vulcões, atravessar paisagens lunares e percorrer dezenas de quilómetros por entre rios e vales de lugares desconhecidos. Não tenho medo do desconhecido.

Quantas vezes dei por mim a falar com focas, a pensar em baleias, a escalar um glaciar, a imaginar a explosão do cone de um vulcão onde estive sentado por várias vezes. Tudo isto estará no próximo documentário curto. Um filme com cerca de 15 minutos, que apela à consciência. Que apela a que tenhamos consciência. Consciência! Sapiência! Pensamento! No limite, teremos a capacidade de perceber a relação que existe entre nós, seres Humanos e o meio que nos rodeia (o ambiente onde estamos inseridos).

Numa época em que tanto se fala da necessidade de travar as alterações climáticas, com o objectivo de salvar o planeta, na verdade, quem está em perigo somos nós. A Terra continuará a existir, quer cá estejamos, ou não.

E o filme…em breve!

Uma amizade para lá da fotografia

Paulo FerreiraHá algum tempo atrás fui convidado para um projecto fotográfico que viria a ser um dos meus maiores desafios até à data.
Estávamos em pleno Outono, um domingo chuvoso e eu sentado junto ao computador a editar um vídeo (na altura o documentário curto Patagónia – The Tip Of The World”). Tocou o telemóvel. Do outro lado da linha, uma voz calma e serena, desculpava-se por me estar a ligar num domingo. Certificou-se de que estava a falar comigo e prosseguiu com uma pergunta:
Estás interessado em ceder algumas fotografias, para colocar nas paredes de um espaço de turismo rural em Gondomar?
Confesso que fiquei boquiaberto. Colocar fotografias nas paredes? Rapidamente comecei a perceber que essas fotografias não seriam 20×30, nem tão pouco alguns números mais acima.
Ainda não refeito da surpresa da ideia, do outro lado do telemóvel, nova pergunta:
Quanto é que isso custará?
Calma, disse eu. Deixe-me lá ver se percebi o que pretende.
A chuva era cada vez mais forte, o domingo estava muito cinzento, frio e eu perdido no meio do desafio, perguntei:
Qual o tamanho das fotografias? Pretende colocar telas de grande dimensão?
Novamente do outro lado, uma resposta:
São grandes. Para colocar nas paredes. Talvez algumas tenham 2, 3, 4, 5, ou mesmo 6 metros.
Se eu estava pasmado, mais pasmado fiquei. 6 metros?
Respondi:
Tenho de ver o local e perceber qual o material que será usado como suporte.
Combinamos um dia e hora e 3 ou 4 meses mais tarde, as fotografias estavam nas paredes desse espaço.

Esta imagem em anexo, serve apenas para ilustrar um dos locais que foram fotografados com vista à obtenção de uma panorâmica que tivesse a qualidade suficiente para uma impressão de 6 metros de largura.
Os clientes, fizeram questão de ir a esse mesmo local, para verem com os seus olhos, o espaço retratado na fotografia que têm no seu estabelecimento de turismo rural. E foram eles que me fizeram esta fotografia.
Há momentos que ficam para a eternidade. Muito mais importante do que a fotografia, são as relações que as pessoas estabelecem. Neste caso em particular, aquilo que era inicialmente um negócio deu lugar a uma amizade. E a vida é feita disto. De momentos que nos dão cor à vida.
Obrigado Paula e Norberto.

Grifo – O todo poderoso

Grifo
Grifo

A minha paixão pela fotografia de natureza, levou-me estes dias ao Penedo Durão em Freixo de Espada À Cinta, no Parque Natural do Douro Internacional. O objectivo era fotografar aves, mais concretamente o Grifo, o Britango e a Águia Perdigueira. Confesso que fiquei surpreendido pela quantidade de aves que habitam aquela zona de Portugal. De entre algumas centenas de fotografias que realizei, decidi publicar esta em especial, pois recordo perfeitamente o momento em que a registei. O momento foi vivido apenas entre mim e o Grifo. Lembro-me de o olhar nos olhos, através da objectiva da minha câmera e de ele não gostar. Olhou em frente revoltado pelo facto de o ter fotografado e destemido desapareceu no penedo rochoso que o aguardava. A imponência destas aves, o lugar que ocupam na natureza e a sua dimensão, são aspectos que me fascinam. Apesar da importância de cada um destes seres vivos, temos vindo a observar um crescente aumento na destruição da biodiversidade. As causas poderão ser as mais variadas, contudo na maioria das vezes, somos nós que aceleramos este processo. Clique na imagem para visualizar a fotografia em tamanho maior.

Santiago Indie Film Awards

Aotearoa – We Are All Made Of Stars, faz parte da selecção oficial de filmes que foram admitidos ao festival internacional de cinema independente, “Santiago Independent Film Awards”. O documentário curto, está nomeado para prémio na categoria “BEST DOCUMENTARY SHORT”.

Trata-se de um festival que se realiza em Santiago do Chile e que aceita apenas, filmes realizados de forma independente.

É com um enorme orgulho que recebemos esta informação e decidimos dar a conhecer esta notícia, pois ela é só por si, sinónimo de reconhecimento internacional e prestigia a dedicação e o trabalho independente, que Paulo Ferreira tem vindo a realizar ao longo dos últimos anos.

Paulo Ferreira dá-nos a conhecer os lugares maravilhosos que ainda existem na nossa única casa, a Terra e que tendencialmente continuamos a destruir.

A informação sobre a selecção oficial pode ser consultada em:

Santiago Independent Film Awards

 

Panorâmica da Via Láctea

Panorâmica da Via Láctea. Clicar na imagem para ver a fotografia num tamanho superior.

No passado dia 31 de Agosto, estive no Parque Natural do Douro Internacional, nas proximidades da Aldeia de Pena Branca, a realizar um workshop de fotografia nocturna. Na noite anterior à do evento, fui para o terreno na expectativa de conseguir realizar uma fotografia que há já algum tempo idealizava. Eu queria imenso uma fotografia panorâmica, com a finalidade de mostrar à Via Láctea, que circunda o Planalto Mirandês, localizado no Nordeste Transmontano ao longo do Douro Internacional.

Apesar de ter chegado muito tarde ao local onde iria ficar alojado (Cimo da Quinta), ainda consegui tempo para registar este momento. A ânsia de “congelar” a galáxia em espiral onde vivemos era imensa. E essa ânsia acontece, não pelo facto de querer um troféu, antes sim porque os dias que temos disponíveis para o conseguir, não são assim tantos. Isto porque os meses do ano favoráveis à fotografia da Via Láctea, são apenas 2 (na minha opinião). Por outro lado temos de eliminar os dias de Lua Cheia e as condições climatéricas desfavoráveis, como chuva, nevoeiro, neblinas, nuvens, etc. E ainda há que contar com a vontade de cada um de nós, de ir para o terreno à noite, deixando para trás algumas coisas importantes.

Com todos estes impedimentos, é fácil de deduzir que as noites para fotografar a Via Láctea, não são assim tantas como parece. É pois necessária uma boa dose de coragem, dedicação, persistência e trabalho. Tudo isto justificado pela simples razão de que é preciso mostrar o local onde vivemos. Uma pequeníssima bola azul nesta imensa Galáxia. Que quer aceitem quer não, é indiferente se essa bola azul, lá está ou não. A Via Láctea será sempre Via Láctea, com ou sem Terra, com ou sem racionalidade.  Disso não haja a mais pequena dúvida.

No entanto, sabendo eu (e tu e todos nós) a dimensão da nossa “única casa”, será mais fácil percebermos a nossa dimensão e o quão insignificante somos para a vida no Universo. Ter noção da escala da Terra em relação a esta imensa Galáxia, é ter noção do nosso lugar. Percebemos assim que todos os conflitos pessoais e da Humanidade em geral, não têm qualquer razão de ser.

Por isso, não liguem muitas luzes, não iluminem o que não é preciso, pois todos nós necessitamos da luz das estrelas, para iluminar a nossa existência.

Aproveito o momento para agradecer aos participantes no workshop de fotografia nocturna em Miranda do Douro, (Diana Pinto, Alcides Meirinhos, João Miranda de Azevedo, Manuel Marques, Ricardo Leal e Luís Almeida), pela presença. Espero que tenham vivido uma experiência única e que tenham percebido que mais importante do que fazer fotografia, é viver e registar os momentos, num negativo, num ficheiro, ou na nossa memória.

Islândia – O dia a dia da expedição

Paulo Ferreira
Paulo Ferreira a preparar o registo de timelapse

Paulo Ferreira terminou recentemente uma expedição à Islândia, com o objetivo de realizar um novo documentário curto, que consciencializa as pessoas para o grande desafio que enfrentamos. As alterações climáticas e a necessidade de olhar com mais atenção para a nossa única casa, o planeta Terra, são motivos suficientes para preservarmos os poucos espaços naturais que nos restam.

É este enorme desafio que enfrentamos, que faz com que Paulo Ferreira continue a produzir estes filmes.

A expedição decorreu durante 15 dias e ao longo de todo esse tempo, foram registados alguns momentos que documentaram a viagem ao Jornal de Notícias. Os vídeos podem ser visualizados clicando em “Continuar a ler“.

Continuar a ler

Documentário do Parque das Serras do Porto nomeado no ART&TUR

Documentário “Parque das Serras do Porto” nomeado para prémio no ART&TUR

O documentário foi nomeado para prémio no festival internacional de cinema ART&TUR.

A notícia chegou esta semana, proveniente da Comissão Organizadora do XII Festival Internacional de Cinema de Turismo – ART&TUR 2019, que se realizará em Torres Vedras, de 22 a 25 de Outubro.  O Júri Internacional do Festival – constituído por 25 peritos de 15 países, deliberou que  o filme “Parque das Serras do Porto” deveria fazer parte da lista de filmes nomeados para prémio.

O Jantar de gala da cerimónia de encerramento do festival, será no dia 25 de Outubro, às 21:00, após a realização da entrega de prémios, que se iniciará às 17:30.

Patagónia – O degelo do Perito Moreno

Numa das minhas aventuras ao redor do mundo, tive a oportunidade de registar em fotografia, o degelo de um enorme glaciar. O Perito Moreno. E este foi o momento:
Na imensidão da solidão, subitamente, ecoa um som estrondoso, arrebatador. Ávido, procuro com o olhar movimento, ação conforme à dimensão do ruído, certamente uma massa de gelo a desmoronar-se de encontro à água, poderosa no seu fluir.
O som, propagado a uma velocidade inferior à da luz, apanha-me distraído e incapaz de reagir a tempo de fazer um registo fotográfico de toda a ação. Talvez numa próxima oportunidade… mas com a atenção redobrada!
Meia dúzia de planos em timelapse e 900 fotografias depois continuava sem despegar o olhar do glaciar na esperança de assistir a novo desabamento. Estranhamente, fiquei dependente dessa visão: porque o ambiente me preocupa, ou simples curiosidade, ou talvez porque sou como S. Tomé – ver para crer que o aquecimento global é uma realidade.
A minha obstinação deu frutos e eu pude recolher o resultado numa fantástica sequência de fotografias feitas no momento dramático da queda de uma enorme massa de gelo na água e à colossal onda gerada pela força do impacto. Sorte. Teimosia. Paciência. Resiliência. Trabalho.
Para se ter a noção da dimensão, este glaciar tem cerca de 60 metros de altura e as fotografias foram obtidas com uma distancia focal de 35mm:

Glaciar Perito Moreno
Um dos maiores glaciares do mundo, o Perito Moreno. Momento onde se verifica o desprendimento.

 

Queda de bloco de gelo
Momento em que o bloco de gelo com cerca de 30 metros de altura, rebenta na água.

Workshop Fotografia Noturna 2019

Workshop fotografia noturnaPaulo Ferreira irá realizar um workshop de fotografia nocturna em Miranda do Douro. O evento está agendado para os próximos dias 31 de agosto e 1 de setembro. Esta é uma data favorável para a realização do workshop, pois a Lua está numa fase que não reflecte a luz do Sol e como tal estão reunidas as condições para a realização de fotografias nocturnas. São exemplos disso a possibilidade de fotografar a Via Láctea, efectuar registo de timelapse ou pintar com luz.

O local onde os participantes ficarão alojados é no Cimo da Quinta – Turismo Rural (https://www.facebook.com/cimodaquinta).

Para além da possibilidade de registar fotografias nocturnas, os participantes terão a oportunidade de descansar um pouco num ambiente muito natural, conhecer a região, dando passeios de bicicleta ou a pé e provar a famosa Bola Doce Mirandesa, entre outras iguarias.

O evento tem vagas limitadas e como tal as inscrições dos potenciais interessados neste tipo de fotografia, devem ser efectuadas o mais breve possível, através do email paulo@pauloferreira.pt ou por telefone 966454440.

Clique na imagem ao lado para visualizar o cartaz com maior definição.

 

Oniros Film Awards – Best Of The Year

Foi com uma surpresa enorme que Paulo Ferreira recebeu a informação de que o seu último filme havia sido selecionado no festival internacional de cinema ONIROS. “Aotearoa – We Are All Made Of Stars”, o documentário curto que realizou na Nova Zelândia, foi selecionado para o prémio “Best Of The Year” pelo festival Oniros Film Awards, em Itália. É caso para dizer: Dream Big, Always!
 
Os filmes selecionados podem ser consultados aqui: Oniros 2019
 
Divulgamos uma parte do texto do email que foi recebido por Paulo Ferreira:
[…]Dear Paulo,
It’s our immense pleasure to announce you that your movie has entered the Annual Finals, and you could be awarded as one of the Best Filmmakers of the Year! You should be very proud of this achievement, as your film has been selected for the Best of Year Competition from among hundreds of movies! The Winners of the Best of Year Competition will be revealed during the Gala Night with Award Ceremony that will take place at the Palais Theater in Saint-Vincent, Italy, on August 24th 2019.[…]
 
Nota:
Este é um dos festivais que inserem os filmes no IMDb.

IV Edição das Experiencias (G)astronómicas

IV Edição das Experiencias (G)astronómicas
IV Edição das Experiencias (G)astronómicas

O Município de Proença-a-Nova e o Centro de Ciência Viva da Floresta, vão promover no próximo dia 13 de julho de 2019, a IV edição das Experiencias (g)astronómicas. Trata-se de um evento que alia a gastronomia local ao conhecimento e ao contacto com a natureza. Este ano celebram-se os 50 anos da chegada do Homem à Lua. Neste sentido, Paulo Ferreira foi convidado a participar neste evento, através de uma palestra cujo tema é “Como fotografar a Lua”.
Será no próximo dia 13 de Julho e terá como ponto de partida pelas 16H00, o Posto de Turismo de Proença-a-Nova e depois, seguirá para o Casalinho, Carregais e terminará na formosa aldeia de Sobral Fernando!
As inscrições devem ser feitas no Centro Ciência Viva da Floresta. Mais informação em:
http://www.ccvfloresta.com
info@ccvfloresta.com
Tel.: 274 670 220

A aventura na Islândia em fotografias

Em abril de 2019 viajei para a Islândia com o objetivo de realizar um novo filme sobre a consciência ambiental. Foram vários dias de perfeita correria contra o tempo e contra o cansaço. Apesar de todos os constrangimentos, considero que a aventura foi um sucesso. Um dos momentos altos da viagem, foi o facto de ter encontrado Sir David Attenborough, quando no final de um dia extremamente cansativo, reparo que estava no mesmo restaurante, na mesa mesmo ao lado. Foram vários minutos de conversa que ficarão para sempre na minha memória. Ficam aqui algumas fotografias da autoria de Marco Ribeiro, que retratam um pouco dessa viagem. O making of pode ser visualizado aqui. O filme pode ser visualizado aqui.

Documentário Parque das Serras do Porto

Paulo Ferreira apresentou hoje o seu mas recente filme. A cerimónia de estreia do documentário de 15 minutos, sobre o Parque das Serras do Porto, teve lugar na Quinta Da Costa, em Aguiar – Paredes. No seguimento dos seus anteriores trabalhos, também este aborda de certa forma a necessidade de todos nós termos consciência. Consciência para a actual problemática ambiental. Sermos responsáveis, pois… “Não há nada que preencha mais a alma que temos, do que a magia de poder espraiar os olhos, sobre a beleza de uma paisagem.”

Para o Paulo Ferreira, este é um filme especial, pois retrata as serras, ao redor da localidade que o viu crescer. Local que conhece muito bem e que facilitou a realização do filme. Podem ver o filme aqui: YouTube

Aotearoa – Premiado no festival de cinema de Sesimbra

Aotearoa – We Are All Made Of Stars tem vindo a ser premiado na grande maioria dos festivais internacionais de cinema, aos quais é submetido. O documentário curto, que aborda a necessidade urgente de preservarmos a nossa única casa, a Terra, procura consciencializar as pessoas para esta problemática tão atual e imperativa. É urgente tomar medidas. A natureza sabe o que faz. Um dia teremos de enfrentar a sua ira, caso não tomemos medidas que revertam este caminho das alterações climáticas.

Desta vez, o documentário foi premiado no Finisterra – Arrábida Film Art & Tourism Festival, um evento que decorreu em Sesimbra – Portugal, no passado dia 30 de maio de 2019. Normalmente traz ao nosso país, realizadores de todos os cantos do mundo, na procura de verem os seus filmes reconhecidos, naquele que é um festival de referência em Portugal e lá fora. Aotearoa, um documentário realizado na Nova Zelândia,  obteve o primeiro lugar na categoria “Travel” e pode ser visualizado em: Aotearoa – Youtube

Prémio de cinema em Riga

Aotearoa – We Are All Made Of Stars foi premiado recentemente no festival internacional de cinema “Tour Film Riga”. Selecionado para melhor documentário curto sobre ecologia, acabou por obter o terceiro lugar nessa categoria. Mais informação pode ser consultada em: http://www.tourfilmriga.lv/tourfilm/aotearoa

[…]12th INTERNATIONAL TOURISM FILM FESTIVAL “TOURFILM RIGA 2019”
The International Tourism Film Festival Tourfilm Riga is the member of the International Committee of the Tourism Film Festivals (CIFFT ) since 2009. The Festival “Tourfilm Riga” is organized by the Riga City Council already for the 12th time. At the 12th International Tourism Film festival “Tourfilm Riga 2019” the professional international jury judged previously selected entries – 173 films. […]

Aotearoa – Melhor Documentário Curto No Terres Festival

Diploma - Terres Festival
Diploma – Terres Festival

Aotearoa – We Are All Made Of Stars foi considerado o melhor documentário curto no festival Terres Festival, que decorreu em Tortosa – Espanha. O planeta Terra atravessa atualmente um período de alterações climáticas, que muitos acreditam ser devidas à intervenção do Homem. É por isso o momento de chamar a atenção para este facto, de forma a consciencializar as pessoas para o problema que a Humanidade enfrenta. Trata-se do  maior desafio alguma vez colocado à nossa existência. Ver este filme premiado um pouco por todo o mundo é sinónimo de que o Paulo Ferreira está no caminho certo, acompanhado por diversas empresas que patrocinam este seu projeto de vida. Mais informação relativa ao prémio poderá ser encontrada aqui, no site do Terres Festival 

JN – No caminho dos vulcões

Publica JNPaulo Ferreira esteve na Islândia durante alguns dias, com a finalidade de produzir um novo documentário, intitulado “This Is Our Time”. O Jornal de Notícias fez o acompanhamento da aventura, com a designação “No caminho dos vulcões”.

Na totalidade são 14 vídeos de cerca de 1 minuto de duração que resumem alguns momentos do dia a dia na Islândia.

Paulo Ferreira esteve sempre acompanhado por Marco Ribeiro, que registou alguns dos momentos da aventura e os forneceu ao Jornal de Notícias. Uma série de pequenos episódios que resumem a viagem, com a finalidade de produzir um documentário curto em torno da consciência ambiental.

Os vídeos podem ser visualizados aqui:

Vídeo 01/14 – JN – 05 de maio de 2019 Vídeo 02/14 – JN – 04 de maio de 2019 Vídeo 03/14 – JN – 03 de maio de 2019 Vídeo 04/14 – JN – 02 de maio de 2019 Vídeo 05/14 – JN – 01 de maio de 2019 Vídeo 06/14 – JN – 30 de abril de 2019 Vídeo 07/14 – JN – 29 de abril de 2019 Vídeo 08/14 – JN – 28 de abril de 2019 Vídeo 09/14 – JN – 27 de abril de 2019 Vídeo 10/14 – JN – 26 de abril de 2019 Vídeo 11/14 – JN – 25 de abril de 2019 Vídeo 12/14 – JN – 24 de abril de 2019 Vídeo 13/14 – JN – 23 de abril de 2019 Vídeo 14/14 – JN – 22 de abril de 2019

  • 1
  • 2