Cape Reinga

Timelapse de Paulo Ferreira em Cape Reinga

Recentemente estive na Nova Zelândia, com o objetivo de produzir um documentário curto, á semelhança de “Nordlys” e “Patagónia – A Ponta Do Mundo“. Confesso que fiquei fascinado pela região.

Para quem, tal como eu, gosta de contacto com a natureza, encontra naquela região do globo, um lugar para fotografar, caminhar, ler um livro, escrever, viajar, experienciar coisas novas, mas acima de tudo, viver a vida a “baixa velocidade” ou seja, a possibilidade de sentir-se vivo.

Na fotografia, o farol de “Cape Reinga” foi o primeiro sitio onde fotografei e consequentemente registei planos de timelapse. Este foi o local escolhido por mim, para dar inicio a uma aventura que me levaria a percorrer as duas ilhas da Nova Zelândia. 

O farol foi a minha âncora para encontrar a coragem e vencer os desafios e ao mesmo tempo, o guia que me apontou o caminho que iria percorrer nos dias seguintes.

Eu sabia que “Cape Reinga” era um local sagrado, de grande importância espiritual para o povo Maori. É dali que os espiritos partem para o paraíso. Sente-se o chamamento das ondas do mar nas arribas. Apesar de tudo, ali fiquei, firme, na encosta da arriba, de “mãos nos bolsos” a imaginar o passado de um povo que usava a “Haka” como uma espécie de “grito de guerra” e dança ensaiada para afugentar o inimigo, mostrando assim que não estavam com medo dele.

E, de facto eu não tive medo, antes pelo contrário, encontrei ali forças para vencer todos os desafios que viriam a surgir nos dias seguintes.

Um comentário em “Cape Reinga”

  1. Gosto da abordagem através da crença do povo Maori e o respeito pelas suas tradições. Reparei, noutras circunstâncias, que esse respeito se estende a todas as crenças! Bonita atitude! Que o Paulo enconte sempre “forças para vencer todos os desafios”. Como diz o povo de cá, vê-se que tem “estopa” para isso!

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