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Etiqueta: Chile

Pré-venda do livro Odisseia na Terra

PRÉ-VENDA ABERTA | “Odisseia na Terra”

Pré-venda do livro Odisseia na Terra

PRÉ-VENDA ABERTA | “Odisseia na Terra”
Depois de anos a cruzar o mundo com uma câmara na mão e o coração na boca, chegou o momento de partilhar esta viagem contigo.
“Odisseia na Terra” é mais do que um livro de fotografia. São 260 páginas de imagens, histórias reais, encontros improváveis e momentos em que tudo podia ter corrido mal — mas em que a vontade de contar o mundo falou mais alto.
Do caos de perder equipamento na Nova Zelândia e Patagónia, aos dilemas de continuar ou voltar atrás na Islândia, passando por um encontro com Sir David Attenborough, este livro é o reflexo cru e belo do que vivi para captar cada imagem.
Está oficialmente em pré-venda! Se sentes que o mundo é maior do que aquilo que vemos todos os dias, este livro é para ti.
Garante já o teu exemplar e recebe uma surpresa exclusiva de pré-venda: Uma fotografia autografada (à tua escolha no tamanho 60 x 40), aquando da apresentação e entrega do livro em Gondomar.
Caso tenhas interesse em adquirir o livro na fase da pré-venda (mais barato), envia 30 Euros por mbway para o nº 966 454 440

Na data de lançamento do livro, o mesmo será entregue em mãos e podes levantar o brinde. Ou então solicita o envio por correio após a data de lançamento, contudo será acrescido o valor dos portes.

Para quem vive fora de Gondomar e não pode levantar o livro no dia da apresentação, deve acrescentar o valor dos portes,  de forma a recebê-lo pelo correio.

Listagem das pessoas que já adquiriram o livro em pré-venda:

  • JOÃO TELES
  • PAULA ABREU
  • CREMILDE VIANA
  • JOSÉ RODRIGUES
  • TERESA MATEUS
  • MARIA MAGALHÃES
  • MARIA ANTUNES
  • JOSÉ BARBOSA
  • MARIANA TAVARES
  • ANTONIO MOTA
  • RITA CORDEIRO
  • JOSE GONÇALVES
  • LILIA FERREIRA
  • JOAQUIM SANTOS
  • ANABELA CALAFATE
  • JOÃO M. AZEVEDO
  • MARIA FONSECA
  • JOÃO CARREIRA
  • MARIA CARDOSO
  • JOSÉ GOUVEIA

Local e data  para o lançamento do livro:
Casa Branca de Gramido (Gondomar), dia 25 de outubro de 2025, pelas 15h00

ODISSEIA NA TERRA
Sinopse
Entre a memória e a luz, entre o instante e a eternidade, nasce a jornada de um homem que fez da câmara o seu instrumento de redenção. “ODISSEIA NA TERRA” é o relato íntimo e poético de uma vida atravessada pela busca — a do olhar certo, o do momento irrepetível, o do sentido que o tempo teima em esconder.
Dar sentido à vida.
Da infância povoada de sonhos e desilusões, nas margens do Douro em Gondomar, às noites geladas da Noruega onde as auroras dançam como almas antigas; das estradas de Salamanca e Madrid sob o peso do terror, às vastidões da Patagónia e Nova Zelândia — o autor percorre o mundo e a si mesmo. Cada viagem é um espelho, cada fotografia, uma tentativa de compreender o invisível: a fragilidade humana diante da natureza e do tempo.
Mistura de crónica e confissão, de humor e melancolia, o livro é também um ensaio sobre o acto de criar, sobre a persistência e a solidão que acompanha quem decide olhar o mundo por detrás de uma objetiva.
Com uma escrita viva, irónica e profundamente humana, o autor transforma o registo fotográfico em narrativa de descoberta — do mundo exterior e do universo interior que o habita. “ODISSEIA NA TERRA” é um manifesto de amor à curiosidade, à memória e à arte de ver e viver

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Patagónia – O maciço rochoso que se ergue da terra

Era incrível como as montanhas estáticas se destacavam da linha plana do horizonte. Sim, estava a chegar ao Parque Nacional Torres Del Paine.
A viagem de Puerto Natales até ao Parque Nacional decorreu numa ambiência de filme de autor, daqueles filmes tão herméticos na sua essência que apenas o próprio autor o compreende. A viatura avançava velozmente pela estrada e eu tinha a sensação de estar a ver sempre a mesma cena. A escala e dimensão do cenário alargam o horizonte a uma perspetiva difícil de apreender para quem não é habitual destas paragens. A Patagónia é imensa!

Patagónia – El Charpitero Gigante

El Charpitero Gigante
El Charpitero Gigante
A viagem de Puerto Natales até ao Parque Nacional decorreu numa ambiência de filme de autor, daqueles filmes tão herméticos na sua essência que apenas o próprio autor o compreende: a viatura avançava velozmente pela estrada e eu tinha a sensação de estar a ver sempre a mesma cena. A escala e dimensão do cenário alargam o horizonte a uma perspetiva difícil de apreender para quem não é habitual destas paragens. De início o trilho mostrava-se intratável, muito difícil e lento, por entre pedras soltas que a cada passo para a frente me faziam deslizar dois atrás. Com meia-hora de caminho necessária para alcançar a meia-encosta, o trilho seguia as curvas do vale que me levaria à base das torres num passo, agora, mais firme e seguro pois o desnível era pouco acentuado. Aqui ou ali salpicado por Lengas acompanhava a margem direita do rio Ascencio, visível no seu correr por entre as pedras e as Lengas de cores douradas que polvilhavam as margens. Apesar de algum vento forte, o dia estava bom para caminhar. Neste mister de calcorrear os caminhos por onde já ninguém anda, sobra-nos tempo para arrumar ideias dentro da cabeça, planear projetos ou, simplesmente, sentir o pulsar da vida na sua plenitude tornando-nos em recetáculo geral de todas as sensações. Do milhão de memórias que carregava comigo, o cérebro insistia em relembrar-me constantemente que eu estava a caminho de Las Torres Del Paine, do que iria ver diante de mim quando lá chegasse. Essa dúvida, incerteza, desconfiança, crença… alimentava-me de coragem e força para vencer a etapa. Ver com os meus olhos, primeiro; primeiro, o olhar. Sempre.
Por uma antiga e rudimentar ponte de madeira saltei o rio Ascencio que há alguns quilómetros me vinha a acompanhar para entrar num bosque fechado de Lengas, a árvore mais característica da Patagónia. Em sintonia, tudo se complementava, forma e conteúdo no seu esplendor. Sentado para descansar alguns minutos e hidratar-me, ergui-me de sopetão ao surpreender-me com o inesperado: a cerca de 20 metros de distância, por entre os ramos das árvores, duas aves de médio porte a saltar de tronco em tronco. Não cria nos meus olhos, mentiam seguramente.
Trocada a grande angular até aí usada, por uma outra de “400 mm”, lancei-me em perseguição desabrida daqueles “pica-paus” até perder a noção do local em que havia deixado a mochila. Sei agora que era um pica-pau preto de nome El Charpitero Gigante, cuja principal característica distintiva entre géneros é a cabeça vermelha do macho, fácil de observar sempre que este percorre o tronco de uma árvore em busca de alimento. De novo a caminho, estava maravilhado com o constante deslumbramento provocado por todos estes encontros, casuais ou não. O avistamento dos pica-paus não me saía da cabeça, tão surpreendente quanto mágico havia sido.

Patagónia – Alguns momentos

A aventura na Patagónia (Chile e Argentina) foi uma experiência muito interessante sobre o ponto de vista das inúmeras dificuldades com que me deparei ao percorrer a enorme região. Durante as curtas estadias nos mais variados locais, foi possível, aqui ou ali registar alguns desses momentos. Aqui ficam alguns deles, registados em smartphone.