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Porque o mundo tem todo o tempo para mim

Era Outono. A Patagónia vestia-se de cores absolutamente extraordinárias. As Lengas (Nothofagus pumilio) cobriam-se de um manto malhado, mosqueado, todo ele remendado nas diversas cores. Uma espantosa paleta de tons nas cores amarela, vermelha, branca ou verde. Achei que nem mesmo um pintor, conseguiria aqueles tons. Eu, sozinho, munido de uma mochila às costas e de uma camara fotográfica ao pescoço, caminhava há algumas horas. Partira bem cedo de “El Chaltén” (pequena povoação na Argentina), com destino ao “Fitz Roy” (Cerro Chaltén).
O nome “Fitz Roy” provém da homenagem ao capitão do navio que levou Charles Darwin na sua volta ao mundo. No seu sopé existe uma lagoa muito bonita de nome “Laguna de los Tres”. Eu queria vê-la, fotografá-la, memorizá-la. Uma forma de enriquecer, não o bolso, mas a mente.

A meio do caminho, dou por mim envolto naquele manto malhado, mosqueado. A fotografia em cima é retrato disso mesmo. Mais parece uma pintura. As árvores (que morrem de pé) adornam-se com cores de outono. Algumas, já no fim de vida, deixam transparecer os ramos secos, velhos, brancos e negros. Nus. A longevidade da sua vida, deixa marcas. Nós, Humanos, somos parecidos. Tal como a árvore, podemos tentar minimizar as marcas que a vida nos impôs, cobrindo-nos de adornos. Mas seremos incapazes de apagar as marcas da longevidade.

Eu olhei ao meu redor e registei algumas fotografias. Qual memória para mais tarde recordar, como está a acontecer com este texto.
Minutos depois, desviei o olhar destas árvores e prossegui o meu caminho. De certa maneira há que prestar atenção e valorizar aquilo ou aqueles que nos rodeiam. Mas, a vida deve continuar. O caminho faz-se caminhando, disse-o o poeta espanhol António Machado. E eu concordo.

Duas horas depois, o meu olhar já só via tudo em tons de amarelo e vermelho. Dei por mim a tentar retirar os óculos de sol. Mas para meu espanto não os tinha comigo. Estava embebecido com todo aquele colorido. Era essa a realidade.

Uns passos mais à frente, começo a ouvir o barulho ténue de uma cascata. A água a correr pelos rios e ribeiros de alta montanha, deixa marcas nos ouvidos daqueles que admiram a natureza em silêncio. Tentei não fazer muito barulho com os pés. Hoje, penso que cheguei a levitar, pois só me lembro do claro som da água a correr por entre as pedras. Tentei vislumbrar por entre as Lengas, esse som. Ouvir com os olhos. Ver primeiro e ouvir depois. Procurar a imagem da água algures por detrás dos troncos velhos das árvores. O som confirmaria depois esse vislumbre. E assim foi. Serpenteei por entre as árvores e vislumbrei o Rio de montanha. Águas límpidas e selvagens. Corri na sua direção e só voltei a sentir os pés, quando dei por mim quase a cair à água.

Estanquei. Respirei fundo, enquanto retirava a mochila das costas. Peguei na camara fotográfica, (tive de a procurar pois já não a sentia ao pescoço) e registei esta fotografia. Uma, duas, três, quatro… Talvez umas duas dúzias delas, enquanto tentava respirar mais calmamente. Passada toda aquela emoção, sentei-me ao lado da mochila. E ali fiquei a ouvir a água. A ouvir o vento. A ouvir o Condor. A ouvir o balouçar das folhas nas árvores. Ver, era quase impossível, tamanho o êxtase. E deixei-me levar pelos sentidos. Impossível adormecer ali. Sozinho, ali fiquei até me lembrar de que tinha de continuar. O “Fitz Roy” era o destino final. Depois eu teria todo o tempo do mundo. Porque o mundo tem todo o tempo para mim.

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Exposição de fotografia “No Silêncio Dos Moinhos”

No Silêncio dos Moinhos. No próximo dia 3 de Julho pelas 15H00, será inaugurada a exposição de fotografia com imagens de fauna, registadas nas proximidades dos Moinhos de Jancido. Este será um pequeno vislumbre do documentário natural que está a ser realizado naquele local. Visita a exposição e aventura-te a descobrir o local de cada uma das 16 fotografias. Mais informação em: https://www.cm-gondomar.pt/eventos/no-silencio-dos-moinhos/

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A Terra dos Homens

A TERRA DOS HOMENS

Tem sido habitual no Dia da Terra, Paulo Ferreira publicar um vídeo que assinale esta data. Este ano e à semelhança de anteriores, realizou um vídeo com este propósito. Dado o momento que atravessamos (impossibilitado de viajar em virtude da pandemia), este ano foi buscar imagens de timelapse e vídeo ao seu arquivo. São imagens registadas nos Noruega, Patagónia, Nova Zelândia e Islândia. Imagens provenientes das suas viagens pelo mundo, com a finalidade de consciencializar as pessoas para a atual problemática ambiental.
São imagens obtidas através da técnica de timelapse que nos fazem sentir como é bela a Terra dos Homens. Elas mostram a beleza da “nossa casa”, ao mesmo tempo que a voz de Eduardo Rêgo (autor da locução) nos faz meditar sobre o nosso maior problema.
Ao longo do vídeo (de cerca de 4 minutos e meio) é possível viajar por paisagens naturais, retratadas pelo Paulo Ferreira, ao sabor da mensagem de que é importante mudarmos de rumo. Um rumo que nos leve de regresso à natureza, dado que estamos a perder o sentido da complementaridade. Do afeto, do gosto pela cooperação. Falta vivermos mais próximos, mesmo que fisicamente distantes. É urgente o regresso à natureza, pois ainda existem lugares onde a vida respira plenitude e paz.
Tal como é dito no vídeo, a felicidade é a utopia permanente da criança que há em Paulo Ferreira. Inocente, que tropeça, cai, mas vai em frente à procura do que não vê…, mas sente! É por isso ele gosta de “namorar” a natureza e mostrá-la às pessoas, para que elas reencontrem o caminho para “casa”. Um objetivo claro que nos coloque mais próximos dela, pois só assim a vida será sustentável e talvez possamos fazer regredir as alterações climáticas.

Veja o vídeo em baixo.

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Via Láctea – A nossa galáxia

Via Láctea
Via Láctea

A Via Láctea é uma galáxia em espiral da qual faz parte o nosso sistema Solar. Quase todos os objectos que avistamos à noite, fazem parte dela. Visível a olho nu, nem sempre é possível a observarmos. Isto porque a poluição luminosa é o maior entrave à sua observação. Por esta razão, é necessário que se façam alterações profundas em muitas áreas para que no futuro seja possível continuar a observá-la.

Esta panorâmica é resultante da composição de 14 fotografias verticais e foi obtida na zona do Parque Natural do Douro Internacional, nas proximidades de Miranda do Douro. Nem sempre é fácil obter uma fotografia como se quer e quando se quer. No entanto, este fim de semana a Lua estava “ausente” e as condições climatéricas previam bom tempo (pese embora o facto de durante a noite terem surgido algumas nuvens altas), razões mais do que suficientes para me colocar a caminho e passar algumas horas longe da cidade e longe da luz, mas perto das estrelas. Foi um privilégio observar as searas do planalto de Miranda, iluminadas pela luz das estrelas e de alguns planetas como por exemplo o alinhamento de Saturno e Marte, visíveis no canto inferior direito da fotografia.

Como é possível ver nesta fotografia panorâmica, existem pontos de grande luminosidade, provenientes das aldeias dispersas pelo planalto Mirandês. E a luz dessas aldeias é projectada para a atmosfera, iluminando neste caso em particular, as nuvens de altitude que se faziam sentir nessa noite.

Apesar da luz artificial incutir alguma beleza à fotografia, não é nada agradável para quem gosta de fotografar a Via Láctea, seja ele um fotografo profissional ou amador.

Clique aqui para visualizar a fotografia com maior definição.

Lockdown Porto

Fotografar o Porto tem sido para mim, nos últimos anos, uma paixão que vem crescendo, alimentada pela luz que a cidade imana, contrariamente ao que se pensava no passado. As recentes alterações arquitectónicas, aliadas à recuperação urbana, tornam a cidade um motivo fotográfico. Por isso gosto tanto de a fotografar, filmar ou “timelapsar”. Nos tempos que vivemos, senti que a pandemia veio esfriar a cidade e que a vida se tornou cinzenta. Como tive a possibilidade de sair durante este período de confinamento, por motivos ligados à minha actividade profissional, acabei por registar algumas imagens da cidade, total ou parcialmente deserta. Assim, e motivado pela esperança de que melhores dias virão, decidi realizar este vídeo durante este período. Quero que seja uma janela de luz e esperança para todos aqueles que adoram esta cidade. Nele estão retratados dois períodos bem distintos: o antes e o pós-confinamento, com uma passagem pelas terras Durienses, onde as searas continuaram a crescer, representando um sinónimo de vida.

As cores de Inverno no Alvão

O Parque Natural do Alvão, tem sido para mim, um lugar mágico que me permite fotografar ao longo de todas as estações do ano. Todos os anos regresso ao parque e todos os anos fico surpreendido com o que ele me oferece. Quase sempre o faço para caminhar, fotografar, filmar e registar planos de timelapse. Procuro os detalhes do parque. Os pormenores. Aqueles recantos, que só quem caminha, descobre. É minha opinião de que não tem sido devidamente acompanhado pelas entidades que a ele estão ligadas. Deveriam cuidar dele de uma forma mais assídua, com aplicações práticas ao nível da reflorestação e ordenamento. Apesar disso, continuo a fazer o meu trabalho, a titulo individual e isento de forças externas. Deixo aqui algumas fotografias que registei há relativamente pouco tempo, de alguns recantos do parque e que são o exemplo das cores e tonalidades que se verificam nesta época do ano. O fim do Inverno e o inicio da Primavera. Tons de verde e amarelo que afastam as cores frias do Inverno e que são sinónimo da chegada da Primavera. Já se vêem as pessoas a conversar junto aos ribeiros que atravessam estes terrenos de cultivo. Os animais pastam ali mesmo ao lado, procurando os suculentos rebentos verdes da erva e dos arbustos. Longe da aldeia global, esta gente “da aldeia” que teima em não se ligar ao mudo, vive o seu dia a dia. Devagar. Como deveria ser vivido. O problema será quando desaparecerem. A pequena aldeia perde a ligação à aldeia global e tudo termina. No esquecimento. Perde-se assim mais um dos elos que nos ligam à natureza.

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As cores de Inverno no Alvão

Para visualizar a fotografia em tamanho maior, clicar em cima da imagem.

Hearth Festival

Hearth Festival
Hearth Festival
No âmbito do programa Hearth Festival, que decorre de 22 de fevereiro a 29 de março, Paulo Ferreira foi convidado para a realização de dois eventos. Ambos no dia 14 de março, sendo o primeiro no período da manhã (no Parque das Serras do Porto) e o segundo à noite, no Auditório Municipal de Gondomar.
O primeiro será uma caminhada fotográfica e o segundo será a apresentação do documentário curto do Parque das Serras do Porto, integrado no Septeto de L. v. Beethoven.
A fotografia de natureza, apesar de ser um evento gratuito, tem necessidade de inscrição e o numero máximo de participantes será de 12.
Mais informação e inscrições aqui:
https://www.novaterra.com.pt/l/programa/
Programa completo:
https://www.cm-gondomar.pt/…/02/Programa_Hearth_Festival.pdf
A programação deste evento oferece a oportunidade de vivenciar a natureza e a expressão artística de mãos dadas!

Ser Humano é ser inteligente

Perito Moreno - Degelo
Perito Moreno – Degelo

António Mota – Autor do prefácio do meu livro “Patagónia – A Ponta do Mundo“, escrevia assim:

Neste livro “Patagónia A Ponta Do Mundo” a narrativa luta com a imagem pela supremacia na entrega da mensagem. Cabe ao leitor avaliar qual cumpre melhor o objectivo, mas, acima de tudo, devemos assumir que ambas contribuem para a consciencialização da humanidade na necessidade da manutenção saudável do nosso suporte de vida, a Terra (“Our Home”, na locução do filme homónimo do mesmo autor).

Se a força da prosa está na sua simplicidade já para imagem está no pormenor onde se percebem provas da degradação do ecossistema, habitat de muitas espécies. Se todos aceitamos provas da extinção de algumas, ou melhor, muitas espécies, porque não o há de acontecer com a nossa? Einstein disse, ”Deus não joga aos dados”, noutro contexto, mas com o mesmo sentido, eu direi “a natureza não toma partidos”, porque nos haveria de poupar? A continuarmos a tratar este planeta, “a Nossa Casa”, como até aqui esse será também o nosso destino.

A nossa agressão ao meio ambiente pode ser melhor compreendida através de um modelo aproximado, fazendo um paralelo com o nosso corpo. De entre as muitas bactérias que nos habitam, as que prejudicarem o organismo serão combatidas pelo nosso sistema de defesa, o nosso organismo dá-nos sinais desse conflito através de um mal-estar generalizado. Como insistimos na cegueira de ignorarmos os fenómenos atípicos (sintomas) que a natureza nos tem enviado, senão, uma reacção de defesa do organismo vivo que nós também habitamos e agredimos, “a TERRA”.

Esta ideia é base da teoria GAIA (divindade que representava a terra na mitologia Grega) que vê a terra como um complexo sistema autor regulador, característica de qualquer ser vivo, e propõe que a biosfera (todos os seres vivos) e toda a parte física da terra; atmosfera, criosfera, hidrosfera e litosfera se comportem como órgãos de um só corpo a trabalharem para o mesmo objectivo: a manutenção das condições climáticas e bioquímicas necessárias à vida. Uns ainda não aceitam como um facto, as alterações climáticas, muitos já, mas, a maioria, não mudou uma palhinha nos seus comportamentos. Temos a toda a hora exemplos disso, quem nunca viu o automobilista da frente a lançar pela janela fora, lugar que é de todos, um qualquer objecto de que já não necessita?

Ser “Humano” é ser inteligente, crescemos física e intelectualmente e devemos adaptar, através da inteligência, constantemente, os nossos comportamentos à luz dos novos conhecimentos, comportamento em concordância com conhecimento. Não vejo há muito tempo uma mudança positiva nos hábitos quotidianos que não fosse obrigatória, veja-se os sacos plásticos de compras.

A mudança só será efectiva e rápida se for livre e colaborativa, se partir de cada um, com convicção, será permanente, já a obrigatoriedade implica uma supervisão e que por natureza humana parece feita para ser ludibriada, corrompida, uma tentação.

Livro – Patagónia a ponta do mundo

Nunca o mensageiro pode ser mais importante do que a mensagem

Islândia – Paulo Ferreira

Sempre fui uma pessoa que não enveredou por alarmismos, tento manter a calma mesmo nos momentos onde ela não deveria entrar. Se assim não fosse, nunca teria enveredado pela técnica de timelapse, certo?
Nunca segui as massas e faz-me um bocado de confusão, ver todos os dias nos meios de comunicação social, uma espécie de histerismo colectivo, vindo não se sabe muito bem de onde, mas que tem colocado a sociedade numa polarização nunca antes vista.
É sabido que nós Humanos, temos de mudar muita coisa, numa tentativa de reduzir gastos com recursos naturais, que não fazem sentido continuar a desperdiçar.
Optar por outras formas de energia, menos destruidoras dos ecossistemas. Mudar de hábitos, de politicas, alterar costumes e acertar problemas culturais e sociais. Certo!

A Humanidade chegou até aos dias de hoje, pois é a forma como evoluímos. Estão a querer insinuar que evoluímos de forma errada? Há uma geração que roubou a infância da mais actual? Que histeria é esta? A actual interrogação deve-se à evolução. Não estará a inteligência directamente relacionada com a evolução? Já diziam os meus avós: – Não se pode ter sol na eira e chuva no nabal. A vida é assim.
Cair no radicalismo é impedir que a mudança aconteça. E isso ajuda tanta gente! Na minha opinião, nunca um mensageiro pode ser mais importante do que a mensagem que pretende passar. E calmamente tenho tentado que as consciências se formem na cabeça de cada um.
https://pauloferreira.pt/portefolio-de-filmes/

Entrevista ao jornal Vivacidade

Notícia Jornal Vivacidade
Notícia Jornal Vivacidade

Paulo Ferreira deu uma entrevista ao Jornal Vivacidade, a respeito do seu trabalho na área da fotografia, timelapse e vídeo. A notícia pode ser lida na edição deste mês do referido jornal de Gondomar. Para além dos assuntos que se prendem com a problemática ambiental e que estão na base dos trabalhos do Paulo Ferreira, foi possível falar um pouco sobre os seus dois prémios recentes, atribuídos aos documentários curtos “Aotearoa – We Are All Made Of Stars” e “Parque das Serras do Porto”.

Uma leitura mais atenta e vai ficar a saber um pouco mais do percurso de vida e do trabalho que Paulo Ferreira tem vindo a desenvolver nos últimos anos. Um percurso que o levou à Noruega, à Patagónia (Chile e Argentina), à Nova Zelândia e mais recentemente à Islândia, sempre em busca de imagens capazes de consciencializar as pessoas para a actual problemática ambiental.

This Is Our Time – Making Of

Making Of This Is Our Time
Making Of This Is Our Time

O Making Of do documentário curto “This Is Our Time”, um filme que teve estreia na Casa do Infante no passado dia 16 de Novembro, já está disponível para visualização no canal do YouTube.

Noudar de uma magia natural

Veado - fêmeaNo passado dia 5 de Outubro visitei uma vez mais, aquele que na minha opinião, é um dos últimos refúgios naturais em Portugal.
Trata-se de Noudar (Parque de Natureza de Noudar) e o nome diz tudo. É na realidade um lugar natural, pejado de fauna e flora selvagem e dócil, onde ainda é possível avistar morcegos, osgas, lacraus, coelhos, fuinhas, cigarras, javalis, abutres, cegonhas, garças, veados, raposas, linces, etc. Delimitado a Norte pelo rio Ardila (que define a fronteira entre Portugal e Espanha) e a Sul pela ribeira de Múrtega, este parque tem todas as condições para quem gosta de fotografia de natureza.

Desta vez, alguns amigos e suas famílias, fizeram questão de me acompanhar. Queriam ver com os seus olhos, esse lugar mágico de que lhes falava, já há algum tempo.
Nesta altura do ano, o parque tem como principal motivo de visita, a observação dos veados e a sua brama. Para os mais distraídos, esta é pois uma altura do ano em que estes animais andam na fase do cio, tendo por finalidade a reprodução. Momento singular, onde podemos fotografar estes seres vivos magníficos, bem como ouvir a brama.
Para o conseguir é preciso caminhar, percorrer a pé alguns dos trilhos do parque e acima de tudo estar em silêncio. São animais esquivos, que ao mais pequeno ruído, desatam a correr por entre arbustos do montado e rapidamente desaparecem por detrás de uma azinheira.

Veado - machoExausto e sob um calor abrasador, na companhia de alguns amigos e familiares e já quase no final de uma caminhada de cerca de duas horas, avistei um veado (fêmea) a alimentar-se na encosta do outro lado do vale. Eu sabia o que procurava e os meus olhos fixaram-se naquele animal e não mais o larguei até que todos aqueles que estavam comigo, o conseguissem ver através do seu olhar ou com recurso a binóculos.
Pouco depois esta fêmea desapareceu por entre os arbustos numa correria desenfreada e logo atrás surgiu o macho, impávido, calmo e sereno, caminhando montado acima, parando aqui ou ali para observar ao seu redor.

A natureza nunca tem hora marcada. Não é como ir ao jardim zoológico.

Estes momentos, naturais, fazem-nos sentir que não somos os únicos a necessitar de espaço. Nós queremos ocupar o território, queremos que todo o meio que nos rodeia seja conhecido e esquecendo-nos que os outros seres vivos também precisam de espaço.

Coexistir é a palavra de ordem em Noudar, pese embora o facto de nos últimos anos eu ter verificado que cada vez mais estes animais no seu estado selvagem começam a ficar numa espécie de jaula, proveniente das inúmeras cercas que estão a construir.
Não quero antever um parque, cujo foco principal seja a componente económica proveniente da cultura do porco preto.

Este lugar é mágico. De dia e de noite. À luz da Lua ou das estrelas. A pé, de bicicleta, de “noucar” ou simplesmente sentado, rodeado de familiares ou amigos. Estar numa das suas esplanadas num final de tarde, é quase certo sermos brindados pela beleza de um pôr do sol por detrás da muralha do castelo de Noudar. Logo seguido de um lusco-fusco que rapidamente define os contornos dos montes na linha do horizonte, outrora local de gentes, agora um sitio singular, mágico.

Uma amizade para lá da fotografia

Paulo FerreiraHá algum tempo atrás fui convidado para um projecto fotográfico que viria a ser um dos meus maiores desafios até à data.
Estávamos em pleno Outono, um domingo chuvoso e eu sentado junto ao computador a editar um vídeo (na altura o documentário curto Patagónia – The Tip Of The World”). Tocou o telemóvel. Do outro lado da linha, uma voz calma e serena, desculpava-se por me estar a ligar num domingo. Certificou-se de que estava a falar comigo e prosseguiu com uma pergunta:
Estás interessado em ceder algumas fotografias, para colocar nas paredes de um espaço de turismo rural em Gondomar?
Confesso que fiquei boquiaberto. Colocar fotografias nas paredes? Rapidamente comecei a perceber que essas fotografias não seriam 20×30, nem tão pouco alguns números mais acima.
Ainda não refeito da surpresa da ideia, do outro lado do telemóvel, nova pergunta:
Quanto é que isso custará?
Calma, disse eu. Deixe-me lá ver se percebi o que pretende.
A chuva era cada vez mais forte, o domingo estava muito cinzento, frio e eu perdido no meio do desafio, perguntei:
Qual o tamanho das fotografias? Pretende colocar telas de grande dimensão?
Novamente do outro lado, uma resposta:
São grandes. Para colocar nas paredes. Talvez algumas tenham 2, 3, 4, 5, ou mesmo 6 metros.
Se eu estava pasmado, mais pasmado fiquei. 6 metros?
Respondi:
Tenho de ver o local e perceber qual o material que será usado como suporte.
Combinamos um dia e hora e 3 ou 4 meses mais tarde, as fotografias estavam nas paredes desse espaço.

Esta imagem em anexo, serve apenas para ilustrar um dos locais que foram fotografados com vista à obtenção de uma panorâmica que tivesse a qualidade suficiente para uma impressão de 6 metros de largura.
Os clientes, fizeram questão de ir a esse mesmo local, para verem com os seus olhos, o espaço retratado na fotografia que têm no seu estabelecimento de turismo rural. E foram eles que me fizeram esta fotografia.
Há momentos que ficam para a eternidade. Muito mais importante do que a fotografia, são as relações que as pessoas estabelecem. Neste caso em particular, aquilo que era inicialmente um negócio deu lugar a uma amizade. E a vida é feita disto. De momentos que nos dão cor à vida.
Obrigado Paula e Norberto.

Panorâmica da Via Láctea

Panorâmica da Via Láctea. Clicar na imagem para ver a fotografia num tamanho superior.

No passado dia 31 de Agosto, estive no Parque Natural do Douro Internacional, nas proximidades da Aldeia de Pena Branca, a realizar um workshop de fotografia nocturna. Na noite anterior à do evento, fui para o terreno na expectativa de conseguir realizar uma fotografia que há já algum tempo idealizava. Eu queria imenso uma fotografia panorâmica, com a finalidade de mostrar à Via Láctea, que circunda o Planalto Mirandês, localizado no Nordeste Transmontano ao longo do Douro Internacional.

Apesar de ter chegado muito tarde ao local onde iria ficar alojado (Cimo da Quinta), ainda consegui tempo para registar este momento. A ânsia de “congelar” a galáxia em espiral onde vivemos era imensa. E essa ânsia acontece, não pelo facto de querer um troféu, antes sim porque os dias que temos disponíveis para o conseguir, não são assim tantos. Isto porque os meses do ano favoráveis à fotografia da Via Láctea, são apenas 2 (na minha opinião). Por outro lado temos de eliminar os dias de Lua Cheia e as condições climatéricas desfavoráveis, como chuva, nevoeiro, neblinas, nuvens, etc. E ainda há que contar com a vontade de cada um de nós, de ir para o terreno à noite, deixando para trás algumas coisas importantes.

Com todos estes impedimentos, é fácil de deduzir que as noites para fotografar a Via Láctea, não são assim tantas como parece. É pois necessária uma boa dose de coragem, dedicação, persistência e trabalho. Tudo isto justificado pela simples razão de que é preciso mostrar o local onde vivemos. Uma pequeníssima bola azul nesta imensa Galáxia. Que quer aceitem quer não, é indiferente se essa bola azul, lá está ou não. A Via Láctea será sempre Via Láctea, com ou sem Terra, com ou sem racionalidade.  Disso não haja a mais pequena dúvida.

No entanto, sabendo eu (e tu e todos nós) a dimensão da nossa “única casa”, será mais fácil percebermos a nossa dimensão e o quão insignificante somos para a vida no Universo. Ter noção da escala da Terra em relação a esta imensa Galáxia, é ter noção do nosso lugar. Percebemos assim que todos os conflitos pessoais e da Humanidade em geral, não têm qualquer razão de ser.

Por isso, não liguem muitas luzes, não iluminem o que não é preciso, pois todos nós necessitamos da luz das estrelas, para iluminar a nossa existência.

Aproveito o momento para agradecer aos participantes no workshop de fotografia nocturna em Miranda do Douro, (Diana Pinto, Alcides Meirinhos, João Miranda de Azevedo, Manuel Marques, Ricardo Leal e Luís Almeida), pela presença. Espero que tenham vivido uma experiência única e que tenham percebido que mais importante do que fazer fotografia, é viver e registar os momentos, num negativo, num ficheiro, ou na nossa memória.

Workshop Fotografia Noturna 2019

Workshop fotografia noturnaPaulo Ferreira irá realizar um workshop de fotografia nocturna em Miranda do Douro. O evento está agendado para os próximos dias 31 de agosto e 1 de setembro. Esta é uma data favorável para a realização do workshop, pois a Lua está numa fase que não reflecte a luz do Sol e como tal estão reunidas as condições para a realização de fotografias nocturnas. São exemplos disso a possibilidade de fotografar a Via Láctea, efectuar registo de timelapse ou pintar com luz.

O local onde os participantes ficarão alojados é no Cimo da Quinta – Turismo Rural (https://www.facebook.com/cimodaquinta).

Para além da possibilidade de registar fotografias nocturnas, os participantes terão a oportunidade de descansar um pouco num ambiente muito natural, conhecer a região, dando passeios de bicicleta ou a pé e provar a famosa Bola Doce Mirandesa, entre outras iguarias.

O evento tem vagas limitadas e como tal as inscrições dos potenciais interessados neste tipo de fotografia, devem ser efectuadas o mais breve possível, através do email paulo@pauloferreira.pt ou por telefone 966454440.

Clique na imagem ao lado para visualizar o cartaz com maior definição.

 

IV Edição das Experiencias (G)astronómicas

IV Edição das Experiencias (G)astronómicas
IV Edição das Experiencias (G)astronómicas

O Município de Proença-a-Nova e o Centro de Ciência Viva da Floresta, vão promover no próximo dia 13 de julho de 2019, a IV edição das Experiencias (g)astronómicas. Trata-se de um evento que alia a gastronomia local ao conhecimento e ao contacto com a natureza. Este ano celebram-se os 50 anos da chegada do Homem à Lua. Neste sentido, Paulo Ferreira foi convidado a participar neste evento, através de uma palestra cujo tema é “Como fotografar a Lua”.
Será no próximo dia 13 de Julho e terá como ponto de partida pelas 16H00, o Posto de Turismo de Proença-a-Nova e depois, seguirá para o Casalinho, Carregais e terminará na formosa aldeia de Sobral Fernando!
As inscrições devem ser feitas no Centro Ciência Viva da Floresta. Mais informação em:
http://www.ccvfloresta.com
info@ccvfloresta.com
Tel.: 274 670 220

“Aotearoa” na seleção oficial do Viva Film Festival

Viva Film Festival
Viva Film Festival

De regresso à terra natal, após duas semanas de viagem na Islândia – onde rodou o seu próximo documentário –, Paulo Ferreira viu o filme “Aotearoa – We Are All Made Of Stars” nomeado para o melhor filme da quinta edição do Viva Film Festival, na categoria Ecologia.
O Viva Film Festival, sedeado em Sarajevo (Bósnia-Herzegovina), realiza-se anualmente e destaca filmes em torno de temas religiosos, ecológicos, turísticos e relacionados com a juventude. Para a edição deste ano, foram submetidos a concurso 1768 filmes, provenientes de 107 países.
O festival foi criado por uma equipa internacional de profissionais do cinema, ambientalistas, diplomatas, líderes religiosos e académicos que inclui o ex-vice-presidente dos Estados Unidos da América, Al Gore.
“Aotearoa – We Are All Made Of Stars”, divulgado publicamente no último Dia Mundial da Terra, é um documentário curto realizado na Nova Zelândia e pretende ser um filme que consciencialize as pessoas para a temática do ambiente. Nomeadamente para a conservação dos recursos fundamentais à vida. Os maori acreditavam que as “glowworms” (uma espécie de larva florescente) zelava pela preservação da água que circulava no interior das cavernas e isso está bem patente no filme. Acreditavam que estes seres eram os espíritos dos seus antepassados. Eram as estrelas lá no céu. “We Are All Made Of Stars”. “Aotearoa” tem argumento de Cristina Alves e voz de Cristina Alves e Conrad Harvey.

Mais informação em: Viva Film Festival

2019 – Workshop Timelapse Casalinho

No fim de semana de 25 e 26 de maio de 2019, está prevista a realização de um workshop de timelapse na vertente de fotografia. O evento terá lugar no Refúgio do Raposo, em Proença-A-Nova. Trata-se de um espaço situado na aldeia de Casalinho da Ribeira, no concelho de Proença-a-Nova. Na sua envolvente, existem locais para percursos pedestres que atravessam as paisagens naturais do GeoPark Naturtejo, das portas do Almourão, da Serra das Corgas e das Talhadas. É pois, um local excelente para a prática da fotografia e no caso deste workshop, do timelapse diurno ou noturno.

Durante os dois dias que estão previstos para o evento, os participantes poderão tomar contacto com equipamentos específicos para a prática da técnica de timelapse.

Todos os interessados em participar, deverão fazer-se acompanhar de uma câmera DSLR, tripé, intervalómetro e computador portátil de preferência com o software Lightroom instalado.

Programa previsto:

Dia 25 às 10H00 – receção aos participantes
Dia 25 às 10H30 – inicio de sessão onde irá ser abordada a componente teórica da técnica de timelapse
Dia 25 às 12H30 – pausa para almoço
Dia 25 às 14H30 – saída para o exterior nas proximidades do espaço, para registo de planos de timelapse
Dia 25 às 18H30 – regresso ao Refúgio do Raposo
Dia 25 às 20H30 – jantar no local, caso seja opção do participante
Dia 25 às 22H30 – saída para o exterior para registo de planos de timelapse noturnos (na caso de haver condições meteorológicas favoráveis)
Dia 25 às 24H00 – regresso ao Refúgio do Raposo
Dia 26 às 10H00 – sessão teórica para edição de planos de timelapse
Dia 26 às 12H30 – pausa para almoço
Dia 26 às 14H30 – encerramento do evento com mostra dos planos efetuados pelos participantes

Qualquer informação que pretendam obter, nomeadamente preços e serviços disponibilizados, deverá ser solicitada através do numero 914655063 ou por e-mail para geral@refugiodoraposo.pt

Este evento será orientado por Paulo Ferreira

Prémio no Oniros Film Awards

Prémio Oniros Film Awards

“Aotearoa – We Are All Made Of Stars”, o mais recente filme de Paulo Ferreira, foi premiado no famoso festival italiano “Oniros Film Awards”. Trata-se de um prestigiado festival que é suportado por alguns nomes reconhecidos do cinema mundial como, por exemplo, a cadeia de cinema Universal Movies, Stan Winston, Dreamlight, iPitch, etc.

Este filme, de cerca de 10 minutos de duração e que tenta consciencializar as pessoas para o problema das alterações climáticas, chamou a atenção do júri internacional. É agora do conhecimento publico de que venceu na categoria de “Best documentary short” (melhor documentário curto).

Também este festival dá acesso direto ao IMDb, pelo que os entusiastas desta plataforma podem saber mais acerca do filme e de todos os profissionais que estiveram envolvidos na sua produção, em: https://www.imdb.com/title/tt9728896/

Mais detalhes na página web em Oniros Film Awards ou no facebook em: https://www.facebook.com/OnirosFilmAwards

A lista de premiados pode ser consultada aqui. “Aotearoa – We Are All Made Of Stars” é assim um documentário curto que tem dado que falar nos festivais internacionais de cinema independente.

Mantenha-se a par das novidades que o Paulo Ferreira irá publicar em breve, nomeadamente a estreia do seu filme produzido na Nova Zelândia, subscrevendo o seu canal do YouTube em: https://www.youtube.com/pauloferreirapt

Workshop fotografia / timelapse

No fim de semana de 25 e 26 de maio de 2019, está prevista a realização de um workshop de timelapse na vertente de fotografia. O evento terá lugar no Refúgio do Raposo, em Proença-A-Nova. Trata-se de um espaço situado na aldeia de Casalinho da Ribeira, no concelho de Proença-a-Nova. Na sua envolvente, existem locais para percursos pedestres que atravessam as paisagens naturais do GeoPark Naturtejo, das portas do Almourão, da Serra das Corgas e das Talhadas. É pois, um local excelente para a prática da fotografia e no caso deste workshop, do timelapse diurno ou noturno.

Durante os dois dias que estão previstos para o evento, os participantes poderão tomar contacto com equipamentos específicos para a prática da técnica de timelapse.

Todos os interessados em participar, deverão fazer-se acompanhar de uma câmera DSLR, tripé, intervalómetro e computador portátil de preferência com o software Lightroom instalado.

Programa previsto:

Dia 25 às 10H00 – receção aos participantes
Dia 25 às 10H30 – inicio de sessão onde irá ser abordada a componente teórica da técnica de timelapse
Dia 25 às 12H30 – pausa para almoço
Dia 25 às 14H30 – saída para o exterior nas proximidades do espaço, para registo de planos de timelapse
Dia 25 às 18H30 – regresso ao Refúgio do Raposo
Dia 25 às 20H30 – jantar no local, caso seja opção do participante
Dia 25 às 22H30 – saída para o exterior para registo de planos de timelapse noturnos (na caso de haver condições meteorológicas favoráveis)
Dia 25 às 24H00 – regresso ao Refúgio do Raposo
Dia 26 às 10H00 – sessão teórica para edição de planos de timelapse
Dia 26 às 12H30 – pausa para almoço
Dia 26 às 14H30 – encerramento do evento com mostra dos planos efetuados pelos participantes

Qualquer informação que pretendam obter, nomeadamente preços e serviços disponibilizados, deverá ser solicitada através do numero 914655063 ou por e-mail para geral@refugiodoraposo.pt

Este evento será orientado por Paulo Ferreira

O Pacífico Sul ali tão perto

Nova Zelândia – Costa do Pacífico

Em quase todas as minhas aventuras, (como foi o caso da viagem à Nova Zelândia para realizar o filme “Aotearoa- We Are All Made Of Stars”), dificilmente perco a concentração no trabalho que estou a desenvolver ou que planeio vir a realizar, quer sejam planos de timelapse, vídeo ou simplesmente fotografia.

Foi o caso deste local, aqui retratado por uma fotografia da autoria de Marco Ribeiro. A concentração era tal que só depois de realizado o filme e visto o plano de timelapse que dali proveio, é que dei por mim a pensar que estive muito próximo de uma das zonas do Pacífico Sul com imensa atividade sísmica.

Pese embora o facto de em cada local e em cada momento, colocar todo o meu empenho no que estou a fazer, não obstante isso, uso as minhas capacidades de memória fotográfica para mais tarde relembrar tudo aquilo que me rodeava. E de facto, olhando para esta fotografia, vejo que estou bastante absorvido pelo momento que pretendia registar, tentando desesperadamente congelar aquele local e aquela cor de final de tarde. As marcas do sismo estavam ali mesmo ao meu redor, mas eu não queria saber disso, naquele instante.

Olhando agora, conscientemente percebo que toda esta região costeira havia sido alvo de um grande sismo em 2016. Eram ainda visíveis os desmoronamentos da principal via rodoviária que liga Christchurch ao Estreito de Cook. Por aqui circulei por duas vezes numa travessia memorável ao longo de uma costa retalhada, aqui ou ali salpicada por praias de areia negra que pareciam ligar a terra ao universo, quando o luar fazia brilhar os grãos de areia mais finos, cintilando como as estrelas. Apesar de tudo, ali estava eu, equilibrado numa rocha, junto ao Pacífico Sul tentando ajustar a câmera fotográfica, para realizar um plano de timelapse.

FNAC – Encontro com Paulo Ferreira

Encontro com Paulo Ferreira | Fotografia timelapse

Paulo Ferreira, vencedor na categoria de melhor fotógrafo de timelapse no festival Hollywood International Independent Documentary Awards (em Los Angeles) irá falar (Sábado, 7 abril 2018 das 15h30 às 17h ) um pouco sobre a técnica fotográfica e desvendar alguns segredos na FNAC do Chiado, em parceria com o Instituto Português de Fotografia.

Mais informação em: FNAC

2018 – Workshop Timelapse Noudar

14 e 15 abril 2018
Por Paulo Ferreira

Workshop de Fotografia e Timelapse, a realizar nos dias 14 e 15 de abril de 2018, no Parque de Natureza de Noudar. Inscrições limitadas a 8 participantes. Evento organizado pelo Parque de Natureza de Noudar e orientado por Paulo Ferreira.
Parque de Natureza de Noudar | 7230-909 Barrancos | T: +351 285 950 000 | pnoudar@edia.pt | www.parquenoudar.com
Coordenadas gps: wgs88; lat:38,175501 lon:-7,039624
— em Parque De Natureza De Noudar.

Custo total por pessoa: 150€ Casa do Monte ou 135€ Casa da Malta

Inclui: experiência fotográfica de 2 dias com o formador Paulo Ferreira + 1 noite em quarto individual com pequeno-almoço

Extra por acompanhante:
se participante no workshop: 100€/noite 
se não participante no workshop: 10€/noite

Não inclui: refeições, viagem e deslocações (sugerimos partilha de boleias e de despesas)

Inscrições limitadas!
Mais informação e inscrições em pnoudar@edia.pt