Etiqueta: Natureza

Encontros noturnos com a Garça-real

Garça-real

Esta fotografia registada nas proximidades de Couce, em Valongo, no Parque das Serras do Porto, foi conseguida depois de algumas tentativas. Á primeira vista pode parecer bastante simples, mas o processo para a conseguir foi algo moroso e difícil. No seguimento de um trabalho de fotografia que ando a registar para o Município de Valongo, tenho-me deslocado para aquele território, desde finais de 2020. A Garça-real (Ardea cinerea), é uma das espécies que tenho de fotografar. Fotografá-la neste local  foi complicado, pois nem sempre lá estava (a meio do Rio Ferreira), e se estava, não me deixava aproximar mais do que 50 metros. Após muitas tentativas ao final da tarde para reduzir a luz ao máximo e ocultar a vegetação que ladeia o Rio, lá consegui. Mas o que mais me surpreendeu nesta ave, foi observá-la enquanto a fotografava. E reparei que ela bebe a água do Rio, em intervalos de minutos. É do conhecimento de todos que o Rio Ferreira é um dos cursos de água bastante poluído e observar esta ave a beber da sua água é algo que me preocupa. Espero com esta fotografia, sensibilizar as entidades competentes, para esta situação.

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O Meu Mundo – As Histórias e os Filmes de Paulo Ferreira

O evento realiza-se no próximo dia 4 de dezembro, pelas 21H30 no Auditório Clotilde Mota (Banda Musical de Melres), na união de freguesias de Melres e Medas.
Será de entrada livre e contará com a participação da turma de Biologia do 12.º ano da Escola Básica e Secundária À Beira Douro, orientada pela Professora Elisabete Carvalho.
A viagem inicia-se na Noruega, desce ao Chile e Argentina, passa pela Nova Zelândia, sobe até à Islândia e termina em Gondomar.

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Porque o mundo tem todo o tempo para mim

Era Outono. A Patagónia vestia-se de cores absolutamente extraordinárias. As Lengas (Nothofagus pumilio) cobriam-se de um manto malhado, mosqueado, todo ele remendado nas diversas cores. Uma espantosa paleta de tons nas cores amarela, vermelha, branca ou verde. Achei que nem mesmo um pintor, conseguiria aqueles tons. Eu, sozinho, munido de uma mochila às costas e de uma camara fotográfica ao pescoço, caminhava há algumas horas. Partira bem cedo de “El Chaltén” (pequena povoação na Argentina), com destino ao “Fitz Roy” (Cerro Chaltén).
O nome “Fitz Roy” provém da homenagem ao capitão do navio que levou Charles Darwin na sua volta ao mundo. No seu sopé existe uma lagoa muito bonita de nome “Laguna de los Tres”. Eu queria vê-la, fotografá-la, memorizá-la. Uma forma de enriquecer, não o bolso, mas a mente.

A meio do caminho, dou por mim envolto naquele manto malhado, mosqueado. A fotografia em cima é retrato disso mesmo. Mais parece uma pintura. As árvores (que morrem de pé) adornam-se com cores de outono. Algumas, já no fim de vida, deixam transparecer os ramos secos, velhos, brancos e negros. Nus. A longevidade da sua vida, deixa marcas. Nós, Humanos, somos parecidos. Tal como a árvore, podemos tentar minimizar as marcas que a vida nos impôs, cobrindo-nos de adornos. Mas seremos incapazes de apagar as marcas da longevidade.

Eu olhei ao meu redor e registei algumas fotografias. Qual memória para mais tarde recordar, como está a acontecer com este texto.
Minutos depois, desviei o olhar destas árvores e prossegui o meu caminho. De certa maneira há que prestar atenção e valorizar aquilo ou aqueles que nos rodeiam. Mas, a vida deve continuar. O caminho faz-se caminhando, disse-o o poeta espanhol António Machado. E eu concordo.

Duas horas depois, o meu olhar já só via tudo em tons de amarelo e vermelho. Dei por mim a tentar retirar os óculos de sol. Mas para meu espanto não os tinha comigo. Estava embebecido com todo aquele colorido. Era essa a realidade.

Uns passos mais à frente, começo a ouvir o barulho ténue de uma cascata. A água a correr pelos rios e ribeiros de alta montanha, deixa marcas nos ouvidos daqueles que admiram a natureza em silêncio. Tentei não fazer muito barulho com os pés. Hoje, penso que cheguei a levitar, pois só me lembro do claro som da água a correr por entre as pedras. Tentei vislumbrar por entre as Lengas, esse som. Ouvir com os olhos. Ver primeiro e ouvir depois. Procurar a imagem da água algures por detrás dos troncos velhos das árvores. O som confirmaria depois esse vislumbre. E assim foi. Serpenteei por entre as árvores e vislumbrei o Rio de montanha. Águas límpidas e selvagens. Corri na sua direção e só voltei a sentir os pés, quando dei por mim quase a cair à água.

Estanquei. Respirei fundo, enquanto retirava a mochila das costas. Peguei na camara fotográfica, (tive de a procurar pois já não a sentia ao pescoço) e registei esta fotografia. Uma, duas, três, quatro… Talvez umas duas dúzias delas, enquanto tentava respirar mais calmamente. Passada toda aquela emoção, sentei-me ao lado da mochila. E ali fiquei a ouvir a água. A ouvir o vento. A ouvir o Condor. A ouvir o balouçar das folhas nas árvores. Ver, era quase impossível, tamanho o êxtase. E deixei-me levar pelos sentidos. Impossível adormecer ali. Sozinho, ali fiquei até me lembrar de que tinha de continuar. O “Fitz Roy” era o destino final. Depois eu teria todo o tempo do mundo. Porque o mundo tem todo o tempo para mim.

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“No Silêncio dos Moinhos” estreia no Auditório Municipal de Gondomar

No passado dia 23 de Outubro, foi oficialmente apresentado o documentário de História Natural “No Silêncio dos Moinhos”, no Auditório Municipal de Gondomar.
Com a duração de cerca de 40 minutos, nele são narradas pequenas histórias de vida natural, possíveis de ver por quem passa em silêncio, nas margens do Rio Sousa, nas proximidades dos Moinhos de Jancido. São aves como a Garça-real, o Guarda-rios, a Águia-de-asa-redonda, o Pica-pau-malhado-grande ou o Pisco-de-peito-ruivo, algumas plantas típicas da região e ainda animais como o Morcego, a Salamandra-de-pintas-amarelas, a Salamandra-lusitânica, o Esquilo-vermelho ou os Pirilampos, que protagonizam o trabalho.
A estreia oficial do documentário, cujo projeto conta com o apoio do Município de Gondomar, teve a presença de Eduardo Rêgo, Miguel Gonçalves e Miguel Berkemeier como convidados.

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Documentário No Silêncio dos Moinhos

O documentário No Silêncio dos Moinhos do realizador Paulo Ferreira, foi totalmente filmado num pequeno trecho do vale do Rio Sousa, nas proximidades dos Moinhos de Jancido, no território de Gondomar. As imagens que nos são apresentadas, são o culminar de dois anos de registos no terreno. É um filme de cerca de 35 minutos que narra pequenas histórias de vida natural, possíveis de ver por quem ali passa em silêncio. São as aves como a Garça-real, o Guarda-rios, a Águia-de-asa-redonda, o Pica-pau-malhado-grande ou o Pisco-de-peito-ruivo, algumas plantas típicas da região e ainda animais como o Morcego, a Salamandra-de-pintas-amarelas, a Salamandra-lusitânica, o Esquilo-vermelho ou os Pirilampos, entre outros. Todos estes seres vivos são possíveis de encontrar na região, desde que as pessoas lhes dêem espaço e não interfiram com o silêncio do local.

Documentário No Silêncio dos Moinhos

O documentário será dado a conhecer em breve, aqui: pauloferreirapt – Produtor executivo, Produtor de vídeo e Diretor de arte (vimeo.com)

Até lá, podem vislumbrar um pequeno resumo com imagens do filme, no canal do Youtube:

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A magia dos pirilampos

A magia dos pirilampos

Á noite, sob um céu cintilante, levado pelo silêncio da luz colorida dos pirilampos, adormeci. E o resultado final foi esta fotografia, que acumulou toda a luz dos pirilampos, durante cerca de 6 minutos.

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Exposição de fotografia “No Silêncio Dos Moinhos”

No Silêncio dos Moinhos. No próximo dia 3 de Julho pelas 15H00, será inaugurada a exposição de fotografia com imagens de fauna, registadas nas proximidades dos Moinhos de Jancido. Este será um pequeno vislumbre do documentário natural que está a ser realizado naquele local. Visita a exposição e aventura-te a descobrir o local de cada uma das 16 fotografias. Mais informação em: https://www.cm-gondomar.pt/eventos/no-silencio-dos-moinhos/

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Campanha Açores – Atlântico de vida

Nos últimos anos tenho estado envolvido na realização de documentários que têm como objetivo, apelar à consciência das pessoas para a realidade do momento que atravessamos. As alterações climáticas são um facto que salta à vista de todos e como tal é necessário trazer as pessoas à responsabilidade que é de todos. Os meus trabalhos que podem ser consultados em www.pauloferreira.pt mostram o lado positivo da nossa casa. Acredito que só assim será possível apelar á consciência das pessoas, dado que no passado as imagens negativas não causaram nenhuma alteração de comportamentos. Este ano e depois de um período de confinamento e de vida em pandemia, decidi realizar um novo filme, desta vez em Portugal. Face á impossibilidade de juntar o número de patrocinadores necessários para cobrir todas as despesas inerentes ao projeto, resolvi apelar à ajuda de todos aqueles que se interessam por esta causa. Assim sendo, pretendo com esta campanha angariar os fundos em falta, para a realização de um documentário natural no arquipélago dos Açores. O valor total do projeto é de 6.500,00 Euros. Até ao momento só consegui 4.000,00 Euros, vindos de patrocinadores que acreditam no meu trabalho. Esta verba destina-se a suportar os custos da viagem, estadia, alimentação, mobilidade e outras despesas diversas (taxas de acesso, guias, barcos, captura de imagens subaquáticas, etc.). Assim sendo, decidi criar este projeto de financiamento numa tentativa de angariar o valor que ainda me falta, ou seja 2.500,00 Euros.

Clica na seguinte ligação para acederes à campanha de financiamento: Açores – Atlântico de vida | PPL

Açores - Atlântico de vida

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Dia da Terra – Notícia Jornal RTP2

O Jornal 2 da RTP2 terminou a sua edição do dia 22 de abril com imagens de Paulo Ferreira. São planos de timelapse registados em vários países, como por exemplo Espanha, Noruega, Chile, Argentina, Nova Zelândia e Islândia. O objetivo era comemorar o Dia da Terra.

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A Terra dos Homens

A TERRA DOS HOMENS

Tem sido habitual no Dia da Terra, Paulo Ferreira publicar um vídeo que assinale esta data. Este ano e à semelhança de anteriores, realizou um vídeo com este propósito. Dado o momento que atravessamos (impossibilitado de viajar em virtude da pandemia), este ano foi buscar imagens de timelapse e vídeo ao seu arquivo. São imagens registadas nos Noruega, Patagónia, Nova Zelândia e Islândia. Imagens provenientes das suas viagens pelo mundo, com a finalidade de consciencializar as pessoas para a atual problemática ambiental.
São imagens obtidas através da técnica de timelapse que nos fazem sentir como é bela a Terra dos Homens. Elas mostram a beleza da “nossa casa”, ao mesmo tempo que a voz de Eduardo Rêgo (autor da locução) nos faz meditar sobre o nosso maior problema.
Ao longo do vídeo (de cerca de 4 minutos e meio) é possível viajar por paisagens naturais, retratadas pelo Paulo Ferreira, ao sabor da mensagem de que é importante mudarmos de rumo. Um rumo que nos leve de regresso à natureza, dado que estamos a perder o sentido da complementaridade. Do afeto, do gosto pela cooperação. Falta vivermos mais próximos, mesmo que fisicamente distantes. É urgente o regresso à natureza, pois ainda existem lugares onde a vida respira plenitude e paz.
Tal como é dito no vídeo, a felicidade é a utopia permanente da criança que há em Paulo Ferreira. Inocente, que tropeça, cai, mas vai em frente à procura do que não vê…, mas sente! É por isso ele gosta de “namorar” a natureza e mostrá-la às pessoas, para que elas reencontrem o caminho para “casa”. Um objetivo claro que nos coloque mais próximos dela, pois só assim a vida será sustentável e talvez possamos fazer regredir as alterações climáticas.

Veja o vídeo em baixo.

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Luta entre Britangos

O abutre-do-egipto é uma ave que pode ser encontrada em Portugal. Tais abutres possuem plumagem branca e pescoço emplumado. Também são conhecidos pelo nome de Britango. Nesta fotografia é possível visualizar a luta entre duas aves, com a presença e olhar atento de um Grifo.

Luta entre Britangos

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O Rio Sousa lá do alto

São incontáveis os locais quer em Portugal, quer lá fora, onde já tive a oportunidade de fotografar. Fosse na paisagem mais plana ou mais montanhosa, ao nível do solo, ou num plano mais elevado. Na sua maioria acabam sempre por me surpreender. A vista lá do alto é sempre diferente. Pois a nossa existência restringe-se à nossa capacidade de locomoção. Mas contam-se pelos dedos, os sítios que realmente me fascinaram verdadeiramente, no que toca à vista aérea. Este é um deles. Mas não é obra do acaso. É o resultado da nossa capacidade de imaginar, de ver mais longe, se sonhar e concretizar. Aqui fica o resultado de uma miragem. O Rio Sousa, numa das suas curvas que só ele tem.

Que esta fotografia consciencialize as pessoas (principalmente aqueles que detêm a capacidade de mudar, arriscar, ir mais longe), para a necessidade de se preservar um local único.

A Lontra Europeia ou Lontra Euroasiática

Vale do Rio Sousa, nas proximidades dos “Moinhos de Jancido”. O relógio marcava 08H30 e a temperatura rondava os 4 ºC. Ao descer a serra, por entre as árvores e a caminho de um local isolado para fotografar aves, reparei que havia alguma ondulação nas margens do Rio. Cautelosamente, procurei descer ainda mais na ânsia de encontrar um sitio mais aberto, de onde pudesse clarificar o motivo para tal ondulação. Por momentos não vislumbrei absolutamente nada. A ondulação havia desaparecido.

Desanimado, comecei a caminhar ao longo da margem do Rio. Rio acima, alguns minutos depois, como por magia, os meus olhos fixaram-se nos olhos de uma Lontra. Inacreditável! Tentei não fechar os olhos. Não queria acreditar que diante de mim, talvez a uns 50 metros, a cabeça de uma Lontra deslizava sobre a água fria, naquela manhã de Janeiro. Inconscientemente, levei a câmera fotográfica aos olhos e comecei a fotografar. Incrédulo, duas fotografias depois, ela mergulhou e não mais a voltei a ver. Por sorte, a objetiva que estava a utilizar no momento, era de 600mm.

O seu gosto pela água (se for preciso, aguenta-se mais de cinco minutos submersa), aliada ao facto de ter uma dieta maioritariamente carnívora, tornam-na um animal de hábitos especiais. A começar pela sua performance enquanto predadora: com olhos que vêem mais no breu da noite, com olfato que chega longe (têm um dispositivo ao nível do nariz que deteta vibrações abaixo da linha de água), e com uma audição superior à de muitas outras espécies, a Lontra espera pelo pôr do sol para utilizar as suas armas. As presas são sobretudo peixes ou crustáceos, em menor escala outros mamíferos, e eventualmente répteis à falta de melhor.

Aqui fica a fotografia.

Nova Zelândia – A aventura do drone

Nova Zelândia, 07 de Maio de 2018. Acordei bem cedo, depois de uma noite onde pernoitei em Taupo. O meu objetivo para esse dia era percorrer um trilho de cerca de 16 Km que me levaria a visitar os lagos “Blue Lake” e “Nga Puna a Tama” no Parque Nacional Tongariro na ilha Norte. Estava também prevista uma passagem pelo cume do vulcão se fosse possível.

Depois de um pequeno almoço à pressa, que a luz do dia não tardava a surgir, desloquei-me até ao Parque Nacional. A distância que separa Taupo de Tongariro é de cerca de 100 Km. A viagem foi rápida pois a ânsia de iniciar o trilho era enorme. No entanto antes de chegar ao Parque, decidi colocar no ar o meu drone, o Inspire 1, dado que a paisagem era avassaladora e não quis perder aquele enquadramento. Foi um erro enorme, é a minha convicção ainda hoje. Fascinado com o local, não me apercebi da distância que o drone tinha percorrido, pois queria que ele fosse até muito perto do cone do vulcão. Já se tinha afastado talvez uns 4 ou 5 Km quando dei por mim a olhar para os dados no controlador. Motivo mais do que suficiente, para perder a ligação entre o drone e o controlador. Não fosse isso suficiente, o facto de haver atividade vulcânica na zona, ajudou a que as coisas se complicassem ainda mais, dada a interferência rádio.

Sei agora (pois tive acesso mais tarde ás imagens do drone), que o equipamento esteve parado na mesma posição, durante cerca de 2o minutos e depois aterrou sozinho. Só que pousou no topo de uma árvore, pois o local é repleto de vegetação muito densa.

Na imagem anexa é possível ver os pontos 1, 2 e 3. O ponto 1 era o local onde eu estava a controlar o drone. O ponto 2 era o único acesso possível (de carro) ao interior da floresta e não foi mais do que 500 metros a partir da estrada principal. O ponto 3 foi o local onde o drone pouso sozinho. A linha amarela, era o rilho que eu pretendia fazer nesse dia.

Nesse dia tentei entrar na floresta, com o o objetivo de encontrar o drone, mas após percorrer 100 metros, olhei para trás e já não sabia para onde ficava o local de onde parti. Isto porque a vegetação era muito densa e não permitia olhar as referências. Desolado, deixei o local e regressei a Taupo. Acabei por não fazer o trilho.

Passei a 2ª noite em Taupo e na manhã seguinte, ao pequeno almoço, comecei a pensar que não iria deixar o drone no Parque Nacional, pois era um objeto estranho. Dei por mim a pensar de que forma o iria recuperar. Eu sabia a ultima localização conhecida do drone, mas também não tinha a certeza que assim fosse. Nunca havia experienciado uma coisa assim. Uns minutos depois, já no fim do pequeno almoço, ocorreu-me uma ideia. Taupo é uma cidade pequena mas com muitas lojas de artigos para os pescadores. E se eu comprasse um rolo de fio de pesca? Isso poderia ajudar–me a encontrar o drone. Sempre seria mais seguro para mim, enveredar pela floresta dentro.

E assim foi. Comprei um rolo de fio com 350 metros. Não seria suficiente mas era o maior que havia. Regressei ao Parque Nacional nessa manhã, decidido a encontrar o drone.

Pelo caminho ainda tentei ajuda junto de um posto da policia do parque, mas o “Crocodilo Dundee” (vestido a rigor), não estava disposto a ajudar, dado que eu havia infringido uma regra do Parque. Por muito que eu explicasse que estava fora do Parque, ele não quis saber e a única coisa que fez foi dar-me um contacto telefónico de uma pessoa que conhecia muito bem a região e que poderia ajudar na localização. Azar o meu, liguei para esse contacto e naquele dia estava na Ilha Sul.

Parecia que estava tudo contra mim. Mas não desisti. Regressei ao local e avancei pela floresta dentro. Percorri os 100 metros do dia anterior pois as minhas pisadas ainda estavam marcadas no terreno e só depois é que amarrei o fio de pesca a uma árvore. Fui desenrolando o fio e olhando para o controlador que me orientava no sentido da localização do drone. Se eu pretendia seguir a direito, quando olhava para trás, era tudo curvo. Pelo meio tinha de descer aos regatos e subir de novo por entre as árvores densas da floresta. As folhas das plantas agarravam-se à roupa e tudo parecia colar ao corpo.

Uma meia hora depois, estava muito perto da localização do drone dada pelo controlador e o rolo do fio também chegava ao fim. Comecei a olhar para a copa das árvores, pois era natural que estivesse lá, uma vez que eram muito densas. Mas por muito que olhasse não via nada branco (a cor do drone).

Uns minutos depois, já quase a desistir, os meus olhos fixaram-se no drone. Estava no chão. Vi um conjunto de peça de cor branca e avancei da sua direção. A alegria era imensa. Tinha encontrado o drone, não queria acreditar. Era como se tivesse encontrado uma agulha num palheiro. Só que assim como fiquei feliz, rapidamente esmoreci, pois reparei que o drone estava partido em muitos locais. E a parte mais importante para o meu trabalho, a câmera, estava partida uns metros mais ao lado.

Peguei no drone e disse para mim mesmo que pelo menos o tinha recuperado e não iria ficar com a sensação de que um dos meus equipamentos tinha ficado num local tão natural como aquele. 

Regressei ao ponto de partida, enrolando novamente o rolo de fio e a pensar como é que iria resolver o problema de ficar impossibilitado de registar imagens aéreas para o filme que ali tinha ido fazer (AOTEAROA – We Are All Made Of Stars).

Os dias seguintes foram difíceis pois não tinha comigo todas as ferramentas que havia levado de Portugal até à Nova Zelândia. No entanto quando me desloquei para a ilha Sul, percebi que não valia a pena ficar agarrado a esse problema e dediquei-me fortemente ao registo de timelapse e video. A ilha Sul é mais montanhosa do que a ilha Norte e favorece imenso a captura de imagem, quando nos deslocamos para pontos elevados.

Esta foi apenas uma das histórias que vivi na Nova Zelândia.


Documentário sobre os “Rapazes de Jancido”

Fotografia com os

Documentário sobre os “Rapazes de Jancido”

Há alguns meses atrás, a convite do António Gonçalves, um dos “Rapazes de Jancido”, fui conhecer melhor o local a que chamam “Os moinhos de Jancido”. Surpreendentemente fiquei pasmado com o que na altura vi com os meus olhos. Uma área imensa, onde é possível ver os moinhos de água envoltos pela natureza. E tudo isto foi possível graças ao trabalho árduo de 5 pessoas que sábado após sábado marcam presença nos vales ao redor do Rio Sousa, por onde os ribeiros correm naturalmente e a fauna e flora existem como em poucos lugares do concelho de Gondomar.

Na altura, o António Gonçalves fez questão de me mostrar tudo o que havia para ver, ouvir e saber. Confesso que saí de lá, quase de noite e com a sensação de que não tinha visto tudo. Como tal, decidi regressar mais tarde. Alguns dias depois, tive a possibilidade de conhecer os restantes membros, o Albino Sousa, o Fernando Sousa, o Manuel Sousa e o Paulo Campos. “Rapazes” de uma humildade natural, de um saber e experiência única e de uma paixão pelos “Moinhos”, como nunca vi. Encontrei-os várias vezes a trabalhar arduamente no local. Umas vezes a reconstruir as paredes de pedra dos moinhos, outras a limpar terrenos na envolvente.

Sempre me questionei porque razão se dedicavam tanto a um sitio, sem qualquer interesse como contrapartida. A resposta foi chegando aos poucos, à medida que fui falando com eles. Fundamentalmente era a paixão que os unia em torno da reconstrução dos moinhos. Gente que não perde o tempo em vícios supérfluos, muito comuns nos dias de hoje. Gente que contagia quem por lá passa. Gente com alma e coração. Simplesmente…Gente. 

Meses mais tarde, estava eu a trabalhar num vídeo promocional, quando percebi que tinha de realizar um documentário sobre o trabalho que estes “Rapazes” fizeram e continuam a fazer nos Moinhos de Jancido.

Finalmente, hoje é possível visualizar esse documentário. São cerca de 16 minutos de conversa com estes 5 amigos. Os “Rapazes de Jancido” contam histórias de vida. Aqui fica o filme na plataforma do Youtube.

Os Rapazes de Jancido

Islândia – O degelo dos glaciares

Islândia - O degelo dos glaciares

Islândia – O degelo dos glaciares

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Em 2019 aventurei-me por terras da Islândia. Fui à procura de locais para filmar o documentário curto “This Is Our Time”. Foram poucos os locais totalmente naturais que me me surpreenderam. No entanto relembro este em especial, o glaciar Jokulsarón. Pela sua dimensão e infelizmente porque está a recuar, ou seja, grande parte deste gelo está a desaparecer. No fim desta enorme muralha rugosa, está a surgir um lago por onde os pedaços de gelo passam, a caminho do oceano Atlântico. Fruto do aquecimento global, esta enorme quantidade de água doce, irá desaparecer certamente ainda este século. É triste assistir a algo tão violento. Não porque o possamos sentir no momento, mas porque nada fazemos para fazer regredir as alterações climáticas.

A Humanidade esquece-se que a natureza irá encarregar-se de ordenar o que não está certo. Com seres humanos, ou sem eles, a natureza segue em frente. Por isso, se queremos salvar a nossa existência, temos de reverter o estado atual das coisas. Apostar mais nas energias renováveis em detrimento das fosseis. E principalmente deixar que existam espaços naturais, para que haja diversidade e equilíbrio, de forma a que as florestas possam ajudar-nos a controlar o dióxido de carbono.

O problema é demasiado sério. Não podemos perder tempo.

Veja algumas imagens do degelo:

Paulo Ferreira recebe prémio internacional

Prémio de Las Vegas

Prémio de Las Vegas (Vegas Movie Awards™)

Paulo Ferreira recebeu recentemente um prémio internacional que valoriza a sua carreira, enquanto realizador de documentários curtos em torno da atual problemática ambiental. Desta vez o prémio veio de Las Vegas. O festival internacional de cinema Vegas Movie Awards™ (VMA) premiou com um “Award Of Excellence”, o filme “This Is Our Time” na categoria de Best Documentary Short. Esta semana chegou o troféu e o certificado. Aqui fica uma fotografia do prémio.
Um obrigado a todos aqueles que participaram neste filme, nomeadamente a Laurence Alves, o Marco Ribeiro, o João Sousa, o Conrad Harvey e em especial aos patrocinadores, que acreditam no seu trabalho, designadamente a Clínica de Gondomar Medicina Dentária, a Rosalar Eletrodomésticos, a Delete Informática, a PTlapse, a DentalDoctors Gondomar, a Goldnature, a PPSEC Engenharia, a Opticália Gondomar, o LadoB Café e a Claranet Portugal.

This Is Our Time é seleção oficial no festival Natourale

Natourale

This Is Our Time é seleção oficial no festival Natourale

This, Is Our Time, Natourale, Cinema, Natureza, Ambiente

Esta semana chegou a informação de que o filme “This Is Our Time” faz parte da seleção oficial do festival internacional de cinema Natourale. É um conceituado festival na Alemanha e que todos os anos premeia os melhores filmes de natureza e turismo.

A edição deste ano decorrerá entre os dias 25 e 29 de Novembro na cidade de Wiesbaden. Devido ás limitações impostas pela pandemia, certamente não haverá possibilidade de presença no evento. 

Veja o site oficial

Pulseira e colar de lava da Islândia

Um colar e uma pulseira. Ambas as peças contêm um pedaço de lava que trouxe da minha viagem pela ilha do Gelo e do Fogo. Podem ser adquiridas como forma de angariar verbas para o meu próximo filme. 

Em 2019 percorri a Islândia com o objetivo de realizar o documentário curto “This Is Our Time“. Um filme que aborda a atual problemática ambiental e cujo objetivo é consciencializar as pessoas para este problema que a todos diz respeito. O momento atual que vivemos (em período de pandemia), é de certa forma resultante da nossa forma de viver.

No seguimento dessa aventura e cujos planos que procurava registar obrigavam à subida de alguns vulcões, acabei por recolher alguns pedaços de lava que havia nas crateras. Um ano passou e finalmente apresento duas peças de joalharia cujo design é do Professor Paulo Martingo.

Os pedidos deverão ser submetidos para paulo@pauloferreira.pt

Autoria: Studio4.7 
Design: Paulo Martingo
– O pulsar do planeta num pedaço de rocha. A lava, o fogo, o poder criativo do vulcão, presentes numa peça de joalharia que incorpora a mensagem do filme “This is Our Time”.

Patagónia – O maciço rochoso que se ergue da terra

Era incrível como as montanhas estáticas se destacavam da linha plana do horizonte. Sim, estava a chegar ao Parque Nacional Torres Del Paine.
A viagem de Puerto Natales até ao Parque Nacional decorreu numa ambiência de filme de autor, daqueles filmes tão herméticos na sua essência que apenas o próprio autor o compreende. A viatura avançava velozmente pela estrada e eu tinha a sensação de estar a ver sempre a mesma cena. A escala e dimensão do cenário alargam o horizonte a uma perspetiva difícil de apreender para quem não é habitual destas paragens. A Patagónia é imensa!

Novo projeto nos Moinhos de Jancido

Rio Sousa
Rio Sousa
Paulo Ferreira iniciou este mês um novo trabalho no concelho de Gondomar. Trata-se da realização de um vídeo promocional sobre o PR1 GDM. O projeto terá uma duração de cerca de 60 dias e envolve a recolha de fotografias, timelapse e vídeo. Para além de promover o percurso pedonal, este trabalho irá mostrar os moinhos de Jancido, bem como alguma fauna e flora local. Prevê-se que o vídeo esteja pronto em Outubro de 2021. Poderá visualizar alguns dos seus trabalhos em: Plataforma Vímeo

Uma noite de Verão em Noudar

O Parque de Natureza de Noudar, tem sido para mim nos últimos anos, uma espécie de refúgio. Sempre que possível, reservo um período de tempo das minhas férias, para ir até lá. Junto o melhor do mundo: O sossego, as paisagens, a natureza e a gastronomia. Tudo isto disponível numa herdade de cerca de 1000 ha, rodeada por azinheiras, pela ribeira de Múrtega e pelo rio Ardila. É aqui, que passo longas noites a fotografar a Lua ou a Via Láctea. Existem vários locais, uns mais remotos e isolados que outros. O desafio é irresistível, pois o céu do parque é único em Portugal.

É também aqui, que se ouvem os sons naturais de uma noite de Verão. Os animais que habitam o parque, como por exemplo o Veado, o Javali, o Lince, a Raposa, o Sacarrabos, o Texugo, o Toirão, o Fuinha, ou o Morcego, fazem com que não consigamos estar indiferentes aos seus sons. Mesmo debaixo de um céu estrelado como o que é visível na fotografia, por entre as azinheiras, em perfeita escuridão, munido de uma pequena lanterna, a noite torna-se arrepiante. O silêncio é absoluto no parque e nem mesmo o “click” da fotografia, ou do registo de um plano de timelapse, fazem com que se perca a noção do local onde estamos. Á luz da nossa galáxia e inseridos no território de outros seres vivos, surge um sentimento de fragilidade aliado a um estado de alerta que nos desperta para a verdadeira essência do mundo natural. É este contacto com a natureza que nos torna mais Humanos, mais sóbrios, longe das televisões e da profecia do apocalipse.

São as noites de Verão, no Parque de Natureza de Noudar.

Los Angeles Independent Film Festival Awards

Los Angeles Independent Film Festival Awards
Los Angeles Independent Film Festival Awards

O documentário curto “This Is Our Time” foi premiado ontem em Hollywood – Los Angeles, na categoria de Best Travel/Time-Lapse Short. O festival internacional de cinema que reconheceu o filme é o LAIFFA (Los Angeles Independent Film Festival Awards), que também qualifica automaticamente para o IMDB. É sempre uma honra, ver um filme premiado naquele que é o centro do cinema mundial. Desta forma a mensagem que o filme contém, chega a um publico muito mais alargado. O mérito do filme e de quem esteve envolvido na sua realização, é assim validado por um dos festivais de cinema independente, referência mundial neste sector. Um obrigado muito especial à Laurence Alves, ao Conrad Harvey, ao João Sousa e ao Marco Ribeiro, pela dedicação a este filme.

O Charco

Em período de confinamento, realizei um vídeo de cerca de 8 minutos de duração, nas proximidades de minha casa. Como não tinha forma de passar o tempo, decidi fazer algumas fotografias nuns terrenos agrícolas e para meu espanto encontrei alguma fauna e flora que rapidamente percebi serem um ponto de partida para um trabalho de maior dimensão.

Foram longos dias de solidão num abrigo camuflado, sempre na ânsia de registar aquela fotografia tão especial ou aquele plano de vídeo ou timelapse surpreendente. O período de confinamento proporcionou que fosse possível registar os sons naturais daquele espaço. Todas as manhãs ou ao final da tarde, fui gravando áudio para mais tarde utilizar neste filme.

Muito mais do que um documentário curto sobre a fauna e flora do local que fica praticamente no seio de uma zona densamente urbana, este foi um trabalho que surgiu da motivação que arranjei para passar estes tempos tão difíceis.

O filme conta com a  voz do Eduardo Rêgo, um locutor Português, possível de encontrar em trabalhos de TV nacional e internacional.

Veja o filme aqui

Estreia online – This Is Our Time

This Is Our TimeO documentário curto “This Is Our Time” realizado na Islândia em 2019, tem data de estreia online marcada para o dia 22 de Abril (Dia da Terra). Trata-se de um filme de cerca de 15 minutos e que mostrando as extraordinárias paisagens da Islândia, passa a mensagem de que é necessário preservar a nossa casa. Este é pois o tempo de cuidarmos dela, de a respeitarmos, pois o momento que atravessamos é sinónimo de que a Terra está a reagir à forma como continuamos a usá-la. Nunca como hoje, foi necessário mudar os nossos hábitos. Temos de saber viver em harmonia com os recursos que estão disponíveis. Temos de cuidar dos animais, das plantas, do ar que respiramos, da água que bebemos, das imagens que os nossos olhos querem ver. Urge sermos mais Humanos e menos números. Ter a possibilidade de percorrer montes e vales, saltar ribeiros, respirar fundo, viver livremente, pois não chega só a liberdade. Nunca houve tempo para parar. Aproveitemos este tempo para mudar de paradigma. Tenhamos consciência e vontade de mudar.

Um filme com a participação especial de:
Narrativa: Laurence Alves | Locução: Conrad Harvey | Consultor: Paulo F. Silva | Som: João Sousa | Entrevistado: Thórður Halldórsson | Making Of: Marco Ribeiro | Realização: Paulo Ferreira

Um filme patrocinado por:
Claranet Portugal | Clínica de Gondomar Medicina Dentária | Delete – Soluções Informáticas | Dental Doctors | Goldnature | LadoB Café | Opticália de Gondomar | Ppsec Engenharia | Ptlapse | Rosalar Electrodomésticos


Nota enviada por Laurence Alves, autora da narrativa do filme:


Nota enviada pela Goldnature patrocinadora oficial do filme:


Nota enviada pelo LadoB patrocinador oficial do filme:


Nota enviada pela Clínica de Gondomar Medicina Dentária patrocinadora oficial do filme:


Nota enviada por Conrad Harvey, locutor do filme:


Nota enviada pela Claranet Portugal patrocinadora oficial do filme:


Nota enviada pela PPSEC – Engenharia patrocinadora do filme:


Nota enviada pela Delete – Informática patrocinadora oficial do filme:


Seja patrono do Paulo Ferreira

Ser patrono do Paulo Ferreira

A partir de hoje é possível tornar-se patrono dos filmes do Paulo Ferreira. Desta forma, qualquer pessoa ou empresa pode ajudar o Paulo a realizar mais filmes, quer em Portugal, quer ao redor do mundo. Junte-se à causa do Paulo Ferreira e contribua para que o nosso mundo, a nossa única casa, seja um local como todos ansiamos.  Um local que possamos viver em perfeita harmonia com a natureza. O Paulo, através dos seus filmes, tenta suscitar consciência nas pessoas para problemas tão fáceis de resolver, mas que muitas das vezes não estamos disponíveis para o fazer. Urge apelar à consciência global. O momento que atravessamos é sinónimo dos problemas que criamos. Seja patrono.

 

 

 

Paulo Ferreira na Noruega

Seja patrono do Paulo Ferreira

Patagónia – El Charpitero Gigante

El Charpitero Gigante
El Charpitero Gigante
A viagem de Puerto Natales até ao Parque Nacional decorreu numa ambiência de filme de autor, daqueles filmes tão herméticos na sua essência que apenas o próprio autor o compreende: a viatura avançava velozmente pela estrada e eu tinha a sensação de estar a ver sempre a mesma cena. A escala e dimensão do cenário alargam o horizonte a uma perspetiva difícil de apreender para quem não é habitual destas paragens. De início o trilho mostrava-se intratável, muito difícil e lento, por entre pedras soltas que a cada passo para a frente me faziam deslizar dois atrás. Com meia-hora de caminho necessária para alcançar a meia-encosta, o trilho seguia as curvas do vale que me levaria à base das torres num passo, agora, mais firme e seguro pois o desnível era pouco acentuado. Aqui ou ali salpicado por Lengas acompanhava a margem direita do rio Ascencio, visível no seu correr por entre as pedras e as Lengas de cores douradas que polvilhavam as margens. Apesar de algum vento forte, o dia estava bom para caminhar. Neste mister de calcorrear os caminhos por onde já ninguém anda, sobra-nos tempo para arrumar ideias dentro da cabeça, planear projetos ou, simplesmente, sentir o pulsar da vida na sua plenitude tornando-nos em recetáculo geral de todas as sensações. Do milhão de memórias que carregava comigo, o cérebro insistia em relembrar-me constantemente que eu estava a caminho de Las Torres Del Paine, do que iria ver diante de mim quando lá chegasse. Essa dúvida, incerteza, desconfiança, crença… alimentava-me de coragem e força para vencer a etapa. Ver com os meus olhos, primeiro; primeiro, o olhar. Sempre.
Por uma antiga e rudimentar ponte de madeira saltei o rio Ascencio que há alguns quilómetros me vinha a acompanhar para entrar num bosque fechado de Lengas, a árvore mais característica da Patagónia. Em sintonia, tudo se complementava, forma e conteúdo no seu esplendor. Sentado para descansar alguns minutos e hidratar-me, ergui-me de sopetão ao surpreender-me com o inesperado: a cerca de 20 metros de distância, por entre os ramos das árvores, duas aves de médio porte a saltar de tronco em tronco. Não cria nos meus olhos, mentiam seguramente.
Trocada a grande angular até aí usada, por uma outra de “400 mm”, lancei-me em perseguição desabrida daqueles “pica-paus” até perder a noção do local em que havia deixado a mochila. Sei agora que era um pica-pau preto de nome El Charpitero Gigante, cuja principal característica distintiva entre géneros é a cabeça vermelha do macho, fácil de observar sempre que este percorre o tronco de uma árvore em busca de alimento. De novo a caminho, estava maravilhado com o constante deslumbramento provocado por todos estes encontros, casuais ou não. O avistamento dos pica-paus não me saía da cabeça, tão surpreendente quanto mágico havia sido.

Timelapse Alvão – 2010

Em 2010, depois dos primeiros passos na técnica de timelapse, comecei a desenvolver a minha primeira “dolly” que me permitiu sair dos planos fixos (tripé apenas) para o timelapse em movimento. 10 anos se passaram e decidi reeditar esses mesmos planos, removendo os problemas de flicker e estabilidade o mais possível. Não está perfeito mas acreditem que os planos originais estavam mesmo “ruins”. Aqui fica o vídeo, todo ele registado no Parque Natural do Alvão. A dolly com a qual registava os primeiros planos de timelapse com movimento, data de 2010. Actualmente possuo o Stage One.
Visualizar no Youtube

As cores de Inverno no Alvão

O Parque Natural do Alvão, tem sido para mim, um lugar mágico que me permite fotografar ao longo de todas as estações do ano. Todos os anos regresso ao parque e todos os anos fico surpreendido com o que ele me oferece. Quase sempre o faço para caminhar, fotografar, filmar e registar planos de timelapse. Procuro os detalhes do parque. Os pormenores. Aqueles recantos, que só quem caminha, descobre. É minha opinião de que não tem sido devidamente acompanhado pelas entidades que a ele estão ligadas. Deveriam cuidar dele de uma forma mais assídua, com aplicações práticas ao nível da reflorestação e ordenamento. Apesar disso, continuo a fazer o meu trabalho, a titulo individual e isento de forças externas. Deixo aqui algumas fotografias que registei há relativamente pouco tempo, de alguns recantos do parque e que são o exemplo das cores e tonalidades que se verificam nesta época do ano. O fim do Inverno e o inicio da Primavera. Tons de verde e amarelo que afastam as cores frias do Inverno e que são sinónimo da chegada da Primavera. Já se vêem as pessoas a conversar junto aos ribeiros que atravessam estes terrenos de cultivo. Os animais pastam ali mesmo ao lado, procurando os suculentos rebentos verdes da erva e dos arbustos. Longe da aldeia global, esta gente “da aldeia” que teima em não se ligar ao mudo, vive o seu dia a dia. Devagar. Como deveria ser vivido. O problema será quando desaparecerem. A pequena aldeia perde a ligação à aldeia global e tudo termina. No esquecimento. Perde-se assim mais um dos elos que nos ligam à natureza.

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As cores de Inverno no Alvão

Para visualizar a fotografia em tamanho maior, clicar em cima da imagem.

Hearth Festival

Hearth Festival
Hearth Festival
No âmbito do programa Hearth Festival, que decorre de 22 de fevereiro a 29 de março, Paulo Ferreira foi convidado para a realização de dois eventos. Ambos no dia 14 de março, sendo o primeiro no período da manhã (no Parque das Serras do Porto) e o segundo à noite, no Auditório Municipal de Gondomar.
O primeiro será uma caminhada fotográfica e o segundo será a apresentação do documentário curto do Parque das Serras do Porto, integrado no Septeto de L. v. Beethoven.
A fotografia de natureza, apesar de ser um evento gratuito, tem necessidade de inscrição e o numero máximo de participantes será de 12.
Mais informação e inscrições aqui:
https://www.novaterra.com.pt/l/programa/
Programa completo:
https://www.cm-gondomar.pt/…/02/Programa_Hearth_Festival.pdf
A programação deste evento oferece a oportunidade de vivenciar a natureza e a expressão artística de mãos dadas!

Aotearoa semi-finalista no Los Angeles CineFest

Los Angeles CineFest
Los Angeles CineFest

O documentário curto Aotearoa – We Are All Made Of Stars, é semi-finalista em Los Angeles. Trata-se do festival internacional de cinema Los Angeles CineFest. O diretor do festival é o conceituado Mark Mos. Um Editor, Director e Produtor de filmes em Hollywood. Esteve envolvido em filmes como por exemplo “Gladiator”, premiado com um Óscar (Russell Crowe). “Missão Impossível 2” (Tom Cruise). “Gone in 60 seconds” (Nicholas Cage, Angelina Jolie). “How the Grinch Stole Christmas” (Jim Carrey) e muitos outros. São estes reconhecimentos que dão alento para continuar a realizar mais e melhores documentários curtos. A consciência ambiental como forma de combate às alterações climáticas é necessária.

Obrigado a todos os patrocinadores que se envolveram na produção deste trabalho e que podem ser conhecidos nos créditos do filme. Ficamos assim a aguardar pela possibilidade deste filme passar à fase final e ser premiado como um dos melhores na sua categoria.

Curtas metragens no Clube Gondomarense

Paulo Ferreira - Clube Gondomarense
Paulo Ferreira – Clube Gondomarense

O Clube Gondomarense, uma das mais antigas salas de cultura do concelho de Gondomar, apresenta no próximo dia 7 de Fevereiro, algumas das curtas metragens da autoria de Paulo Ferreira. Na sua maioria serão filmes premiados um pouco por todo o mundo. O evento tem hora marcada para as 21H30 e conta com a presença do realizador. Paulo Ferreira irá falar um pouco sobre os filmes, nomeadamente o que o motiva a realizar estes documentários curtos. Será certamente mais uma oportunidade para visualizar e conhecer estes filmes e por outro lado, estar à conversa com o seu autor. Ouvir as suas inúmeras histórias ao redor da produção do filme. Ficando assim a conhecer o que ele pensa sobre as alterações climáticas e a necessidade urgente de haver mais consciência ambiental.

Estreia do filme This Is Our Time

Islândia - Foca
Islândia – Foca

A estreia do filme This Is Our Time, um documentário curto realizado na Islândia, apresentado pela primeira vez ao público e patrocinadores no passado dia 16 de Novembro de 2019 no auditório da Casa do Infante no Porto, tem data marcada para o Dia Internacional da Terra.

Assim, a estreia do filme “This Is Our Time”, acontecerá no próximo dia 22 de Abril de 2020 (quarta-feira), pelas 10H30 e o local escolhido para a sua divulgação ao público em geral, será aqui no site.

Para aqueles que ainda não tiveram a oportunidade de ver o filme, este será o momento certo. Trata-se de um documentário curto realizado por Paulo Ferreira, que à semelhança dos anteriores, pretende consciencializar as pessoas para a actual problemática ambiental. A estreia do filme This Is Our Time, acontecerá naquele que é um dia importante para a nossa única casa, o planeta Terra.

A emergência climática foi assunto da conferência (#COP25),  realizada no passado mês de Dezembro de 2019 em Madrid e dela saiu a declaração de que é tempo para a acção. Apesar de muitos considerarem que foi perdida uma boa oportunidade para ir mais longe, Paulo Ferreira tem esperança que os movimentos individuais façam aquilo que os políticos não têm coragem de fazer.

Esta é uma forma que Paulo Ferreira encontrou (mediante as suas possibilidades, em conjunto com os patrocinadores que decidiram apoiar esta causa), de ajudar as pessoas a perceberem esta emergência climática. Para isso, tem viajado por vários países, muitos dos quais sozinho, para realizar estes documentários. Esta forma de consciencializar as pessoas, mostrando-lhes seres vivos raros, paisagens maravilhosas e lugares únicos, através do seu olhar e técnica de timelapse, podem ser a fonte de esperança que falta.

O Homem não pode continuar a pensar que é exterior ao planeta onde vive. Que não faz parte do sistema. Esta forma de viver das sociedades actuais, envolvendo-se em tecnologia e afastando as relações humanas, não pode continuar a existir. Este caminho fácil não é o que nos fará resolver os problemas. A Humanidade precisa de ter consciência individual e colectiva. E temos assistido no passado a corajosos momentos colectivos. Este é pois, mais um deles.

Nem tudo está perdido. Há que acreditar. Perceber as relações passadas entre o Homem e a natureza na utilização dos recurso naturais. O Humanidade não pode virar as costas e deixar-se vencer pelos problemas climáticos. Há esperança. Cada um de nós pode fazer a diferença. Todos os dias.

Patrocinadores do filme This Is Our Time
Patrocinadores do filme This Is Our Time

Patrocinadores oficiais do filme:

Clínica de Gondomar Medicina Dentária | Rosalar | Delete | PTlapse | DentalDoctors Gondomar | Goldnature | PPSEC Engenharia | Opticália de Gondomar | LadoB – A Melhor Francesinha do Mundo | Claranet Portugal

This Is Our Time

Directed by Paulo Ferreira
Screenplay by Laurence Alves | Voice Over by Conrad Harvey
Advisor/Consultant by Paulo Silva | Recording/Mixing by João Sousa
Making Of by Marco Ribeiro and Marcelo Sousa

 

Patagónia – Subida ao Fitz Roy

No trilho para o Fitz Roy
Patagónia – No trilho para o Fitz Roy

O rio corria sem sossego por entre as pedras do vale. Em redor, árvores vestidas com os tons de outono cobriam todo o vale até meia encosta, onde já surgia a neve e, de súbito, imponente, o maciço rochoso do Fitz Roy. O pico, fantasmagórico no seu incessante jogo de escondidas com as névoas.
Nada substitui a experiência pessoal, cunho marcado da vivência in loco. O registo mecânico permite a guarda, para memória futura, de cada detalhe, elemento, pormenor. É um resgate feito ao passado, transmitido em herança às gerações vindouras. Mas a memória visual, mesmo que falível, mesmo que roída pelo tempo, é feita da vivência pessoal, intransmissível, incorruptível na essência – eu vi o Fitz Roy!

Posto a caminho, atravessei rio Blanco para chegar ao último acampamento antes de atingir a base do Fitz Roy: Camping Rio Blanco.

O sol ia alto e o calor inclemente era um braseiro que trazia sob a roupa; estava a ser tomado pelo cansaço. Obriguei-me a parar, descansar e a beber água, a hidratação é fundamental e eu não me esqueci dela durante os dias anteriores.

Um painel de madeira ali perto informava um quilómetro para chegar ao fim do trilho e sugeria ao leitor que verificasse o seu estado físico. Agora??? Depois de 11 quilómetros percorridos é que sou alertado para isto? Vim eu do outro lado do mundo para me atirarem este desaforo à cara? Se tinha chegado até ali, iria certamente percorrer o último quilómetro tal como havia feito os anteriores. Qual é a dificuldade?, atirei, altivo, em modo desafiador aos deuses da fortuna. Por um mísero quilómetro… Por quem me tomam?

Patagónia - Fitz Roy
Patagónia – Chegada ao Fitz Roy

Resoluto, a mastigar quezília, fiz-me à vida que não me atenho a pormenores. De súbito… estanquei. As árvores tinham desaparecido e o que se plantava diante dos meus olhos exauriu-me todas as forças: o trilho seguia montanha acima numa inclinação que de acentuada não tinha nada – tinha tudo!

Como uma cobra, serpenteava a encosta. Ah!, pois… admiti a custo: o tal quilómetro em falta!

Degelo do glaciar Tasman

Tasman Lake
Tasman Lake

Esta fotografia tem um significado especial para mim, embora por maus motivos. Foi registada aquando da minha aventura pela Nova Zelândia, para realizar o documentário curto “Aotearoa-We Are All Made Of Stars“.
Nela é visível o Lago Tasman. Este Lago só começou a surgir há relativamente pouco tempo (1990), fruto do degelo do glaciar Tasman no parque nacional “Aoraki/Mount Cook National Park”. Prevê-se que daqui a 20-30 anos, o glaciar Tasman (visível ao centro, próximo das montanhas), desapareça por completo. É perfeitamente notória a erosão nas margens do lago. Dá para perceber que outrora, o glaciar cobria toda esta área e cujo degelo deu lugar ao lago. Há gente que acredita que tudo isto é uma invenção. Infelizmente tenho tido a oportunidade de comprovar que estão errados.

Ser Humano é ser inteligente

Perito Moreno - Degelo
Perito Moreno – Degelo

António Mota – Autor do prefácio do meu livro “Patagónia – A Ponta do Mundo“, escrevia assim:

Neste livro “Patagónia A Ponta Do Mundo” a narrativa luta com a imagem pela supremacia na entrega da mensagem. Cabe ao leitor avaliar qual cumpre melhor o objectivo, mas, acima de tudo, devemos assumir que ambas contribuem para a consciencialização da humanidade na necessidade da manutenção saudável do nosso suporte de vida, a Terra (“Our Home”, na locução do filme homónimo do mesmo autor).

Se a força da prosa está na sua simplicidade já para imagem está no pormenor onde se percebem provas da degradação do ecossistema, habitat de muitas espécies. Se todos aceitamos provas da extinção de algumas, ou melhor, muitas espécies, porque não o há de acontecer com a nossa? Einstein disse, ”Deus não joga aos dados”, noutro contexto, mas com o mesmo sentido, eu direi “a natureza não toma partidos”, porque nos haveria de poupar? A continuarmos a tratar este planeta, “a Nossa Casa”, como até aqui esse será também o nosso destino.

A nossa agressão ao meio ambiente pode ser melhor compreendida através de um modelo aproximado, fazendo um paralelo com o nosso corpo. De entre as muitas bactérias que nos habitam, as que prejudicarem o organismo serão combatidas pelo nosso sistema de defesa, o nosso organismo dá-nos sinais desse conflito através de um mal-estar generalizado. Como insistimos na cegueira de ignorarmos os fenómenos atípicos (sintomas) que a natureza nos tem enviado, senão, uma reacção de defesa do organismo vivo que nós também habitamos e agredimos, “a TERRA”.

Esta ideia é base da teoria GAIA (divindade que representava a terra na mitologia Grega) que vê a terra como um complexo sistema autor regulador, característica de qualquer ser vivo, e propõe que a biosfera (todos os seres vivos) e toda a parte física da terra; atmosfera, criosfera, hidrosfera e litosfera se comportem como órgãos de um só corpo a trabalharem para o mesmo objectivo: a manutenção das condições climáticas e bioquímicas necessárias à vida. Uns ainda não aceitam como um facto, as alterações climáticas, muitos já, mas, a maioria, não mudou uma palhinha nos seus comportamentos. Temos a toda a hora exemplos disso, quem nunca viu o automobilista da frente a lançar pela janela fora, lugar que é de todos, um qualquer objecto de que já não necessita?

Ser “Humano” é ser inteligente, crescemos física e intelectualmente e devemos adaptar, através da inteligência, constantemente, os nossos comportamentos à luz dos novos conhecimentos, comportamento em concordância com conhecimento. Não vejo há muito tempo uma mudança positiva nos hábitos quotidianos que não fosse obrigatória, veja-se os sacos plásticos de compras.

A mudança só será efectiva e rápida se for livre e colaborativa, se partir de cada um, com convicção, será permanente, já a obrigatoriedade implica uma supervisão e que por natureza humana parece feita para ser ludibriada, corrompida, uma tentação.

Livro – Patagónia a ponta do mundo

This Is Our Time premiado no Oniros Film Awards

Oniros Film Awards
Oniros Film Awards

O filme “This Is Our Time”, o mais recente documentário curto de Paulo Ferreira, arrecadou o seu primeiro prémio no festival Italiano “Oniros Film Awards”, edição de Novembro. O filme realizado na Islândia, com estreia no passado mês de Novembro na Casa do Infante no Porto, foi premiado na categoria de Melhor Documentário Curto. A lista de vencedores pode ser consultada na página oficial do festival em: Oniros Film Awards.

O ficheiro que contém a lista de todos os premiados pode ser visualizado aqui: ficheiro pdf

Trata-se de um festival cujo “Media Partner Oficial” é a Universal Movies de Hollywood. O Oniros Film Awards para além de premiar o cinema independente, classifica para a plataforma de filmes IMDb, onde Paulo Ferreira já tem alguns filmes listados. A informação pode ser consultada na página da Universal Movies.

O trilho da vida

Parque Natural do Alvão
Parque Natural do Alvão

Existem dias na vida, que nos levam a meditar sobre o que andamos nós (Humanidade), realmente a fazer. Cada um de nós vai desenhando um caminho em função de muitas variáveis, que nos guiam ao longo da vida e nos fazem mudar ou não de trajectória. Todos percorremos o trilho da vida.

Esta fotografia foi registada no Parque Natural do Alvão, naquela que é para mim, umas das melhores épocas para a fotografia, o Outono. Clique  na imagem para a ver em tamanho maior, ou então clique neste link.

Nela está bem patente cada recanto, cada bocado de terra, fruto da mão do Homem ao longo de muitas gerações e que são um encanto para a vista Humana.

Terra que produz, que não foi desenhada com régua e esquadro, no entanto é um caos que me fascina. Nem tudo tem de ser rigor. O tempo, por exemplo, não pode ser dominado pelo Homem. A meteorologia, por exemplo, não tem de ser o resultado de a+b em função do que pretendemos para dado momento. E enquanto estas variáveis não forem dominadas pelo Homem, ainda há algo a que nos possamos agarrar. Ainda há a possibilidade do caos se pronunciar. Ainda há a possibilidade de viver, percorrendo o trilho da vida.

E para isso é preciso fazer alguns sacrifícios, nomeadamente:

Levantar bem cedo da cama, caminhar durante largos quilómetros, ter alguma capacidade de ultrapassar dificuldades e acima de tudo, vontade de estar em contacto com a natureza. Fugir do stress das cidades, fugir da falta de tempo, aproveitar os fracos raios de sol desta época do ano, ouvir o vento nos ramos despidos das árvores, interrompidos aqui ou ali pelo “click” da câmera fotográfica. A isto, chama-se viver.

Porque a vida não é este corropio de viagens entre a nossa casa, o local de trabalho e ao fim de semana, o shopping, polvilhadas ao longo da semana de notícias de que afinal os animais e as plantas sofrem, o oxigénio na Índia pode custar 6 Euros, ou enquanto alguns respiram o suor dos ginásios.

Quando olho para esta fotografia, vejo um passado de dificuldades, de trabalhos árduos, de sofrimento quer do Homem quer dos animais e já agora, das plantas. Mas nunca nos devemos esquecer, de que afinal somos resultado do passado. Da evolução. Evolução que porventura poderá não estar certa, mas certamente estará nas mãos de cada um de nós.

Portanto, hajam! Não façam da vida, um mero usufruto do que o passado vos deu. Criem o vosso próprio trilho.

Esta é a nossa única casa, a Terra.

Nunca o mensageiro pode ser mais importante do que a mensagem

Islândia – Paulo Ferreira

Sempre fui uma pessoa que não enveredou por alarmismos, tento manter a calma mesmo nos momentos onde ela não deveria entrar. Se assim não fosse, nunca teria enveredado pela técnica de timelapse, certo?
Nunca segui as massas e faz-me um bocado de confusão, ver todos os dias nos meios de comunicação social, uma espécie de histerismo colectivo, vindo não se sabe muito bem de onde, mas que tem colocado a sociedade numa polarização nunca antes vista.
É sabido que nós Humanos, temos de mudar muita coisa, numa tentativa de reduzir gastos com recursos naturais, que não fazem sentido continuar a desperdiçar.
Optar por outras formas de energia, menos destruidoras dos ecossistemas. Mudar de hábitos, de politicas, alterar costumes e acertar problemas culturais e sociais. Certo!

A Humanidade chegou até aos dias de hoje, pois é a forma como evoluímos. Estão a querer insinuar que evoluímos de forma errada? Há uma geração que roubou a infância da mais actual? Que histeria é esta? A actual interrogação deve-se à evolução. Não estará a inteligência directamente relacionada com a evolução? Já diziam os meus avós: – Não se pode ter sol na eira e chuva no nabal. A vida é assim.
Cair no radicalismo é impedir que a mudança aconteça. E isso ajuda tanta gente! Na minha opinião, nunca um mensageiro pode ser mais importante do que a mensagem que pretende passar. E calmamente tenho tentado que as consciências se formem na cabeça de cada um.
https://pauloferreira.pt/portefolio-de-filmes/

This Is Our Time – Teaser

O filme “This Is Our Time”, um documentário curto realizado na Islândia, tem estreia marcada para o próximo dia 16 de Novembro pelas 17H00. O local da apresentação, será o auditório da Casa do Infante no Porto. Por agora e enquanto não chega esse dia, aqui fica um minuto do filme. Sigam as notícias nas redes sociais em: Facebook

Trata-se de um documentário curto de cerca de 15 minutos, cujo objetivo é a consciencialização das pessoas para o atual desafio ambiental.
A cerimónia contará com a presença de Laurence Alves (CINDOR), Miguel Gonçalves (RTP) e Luís Henrique Pereira (RTP), na qualidade de oradores.

O “teaser” pode ser visto aqui: YouTube

Estreia do filme “This Is Our Time”

Estreia do fllme "This Is Our Time"Paulo Ferreira estreia novo filme realizado na Islândia. Um documentário curto de cerca de 15 minutos de duração, que aborda a necessidade de percebermos que este é o nosso tempo. O tempo de mudança de comportamentos. O tempo de preservarmos o que ainda nos resta. Este filme cuja produção começou em Abril deste ano e só agora está terminado, mostra-nos gelo, glaciares, fauna e flora, vulcões e paisagens de cortar a respiração. Numa tentativa de chegar mais perto das pessoas e fazê-las acreditar que ainda existem sítios que devemos preservar a todo o custo.
Estreia dia 16 de Novembro pelas 17H00 na Casa do Infante no Porto. Com a participação especial de Laurence Alves, Miguel Gonçalves e Luís Henrique Pereira. Entrada gratuita mas limitada ao numero de lugares que o auditório possui.
Assinale a sua presença ou partilhe o evento do facebook pelos seus amigos.

Dois filmes nomeados no 12º ART&TUR

Filmes nomeados no ART&TURA equipa de jurados do 12º Festival Internacional de Cinema de Turismo ART&TUR, edição de 2019, decidiu nomear este ano, dois filmes realizados por Paulo Ferreira. Dois lugares diametralmente opostos (Antípodas) estão assim a concorrer neste conceituado festival.
São eles, AOTEAROA – We Are All Made Of Stars e Parque das Serras do Porto.
No próximo dia 25 de Outubro, saberemos se foram ou não premiados. Até lá, o facto de serem os dois nomeados, já é um prémio para o autor dos filmes.
Todo o trabalho e empenho pessoal é pois reconhecido e isso faz com que Paulo Ferreira acredite que está no caminho certo, numa tentativa de consciencializar as pessoas para a problemática ambiental. Tentando salvar o que ainda resta, não deixando que o abismo seja a única alternativa, procurando um ponto de retorno, de inversão. Só assim poderemos um dia salvar-nos a nós próprios, Humanidade.
Mais informação em: Festival Internacional de Cinema de Turismo ART&TUR

Islândia – Monólogo com uma foca

Foca
Clicar na imagem para ver a fotografia em tamanho maior
A minha aventura por terras da Islândia, realizada em maio de 2019 teve um momento que nunca mais esquecerei. A dada altura, nas proximidades de Ísafjörður nos fiordes ocidentais, deparei-me com uma colónia de focas. Já andava há alguns dias a tentar descobri-las e eis que numa altura em que já estava a ficar desanimado, elas surgiram diante de mim.
Depois de ter percorrido quase uma centena de quilómetros por uma estrada de “terra batida” fui dar a uma pequena enseada, onde estavam essas focas. Logo que as descobri, iniciei o registo fotográfico e aqui ou ali aproveitei para gravar alguns planos de vídeo que serão utilizados no meu próximo documentário curto.
De entre as inúmeras fotografias que tive oportunidade de registar, saliento esta.
Trata-se de um momento vivido intensamente entre mim e a foca. Eu estava tão ansioso e surpreendido com a presença da foca que a dada altura percebi que estava a falar com ela. Encontrei-a a uns 50 metros de mim e aos poucos fui-me aproximando. Pé ante pé, fui deslizando por entre as rochas cheias de algas, escorregando aqui ou ali, mas sempre com os olhos postos na camera fotográfica. Lembro-me que cheguei muito próximo da foca e a objectiva que usava naquele momento (400 mm), favoreceu imenso o trabalho.
A dada altura, de tão próximo que estava (a uns 20 metros), parecia que a ouvia respirar.
Foi aí que o monólogo começou. Eu fazia as perguntas e respondia logo de seguida. Suavemente, para não a assustar. Lembro-me de lhe dizer para ficar quieta, caso contrário ficaria “desfocada”.
Era a primeira vez que estava diante de uma foca, em ambiente completamente natural. Não sabia como iria reagir, nem sabia como deveria agir. Acho que já todos passamos por esta situação, uma vez na vida.
Apesar de toda a incerteza, o monólogo manteve-se e acreditem que a foca também. Penso que gostou de ser fotografada, pois esta fotografia é retrato disso mesmo.
Infelizmente, 5 minutos depois, em virtude do ruído que fiz ao escorregar numa rocha, na tentativa de me aproximar ainda mais, deslizou para dentro de água e desapareceu no oceano. Lentas em terra, mas muito esquivas na água.
No entanto ficou para a história, esse momento em que sem dar conta, estabeleci um monólogo com uma foca.

Islândia – O meu próximo documentário curto

Paulo Ferreira na IslândiaEste ano, à semelhança de anos anteriores, enveredei por uma aventura, em busca de paisagens arrebatadoras e lugares únicos, onde a natureza prevalece e se mostra aos olhos daqueles que a querem ver. Desta vez, foi a Islândia. Terra insular no meio do Atlântico Norte. Um país que tem uma população de quase 350 mil habitantes, cobrindo uma área de cerca de 103 mil quilómetros quadrados. Grande parte dos seus habitantes, estão na capital, Reiquiavique. Fora da cidade, é um imenso lugar cheio de magia, pronto a ser descoberto.

O desafio era enorme. Percorrer a ilha em menos de 15 dias, não seria fácil.
Nos primeiros dias, as condições meteorológicas não foram as melhores, no entanto sempre fui buscar forças onde já não acreditava que ainda existissem. O documentário curto tinha de ser realizado. Sinto necessidade de apelar ás pessoas para a necessidade de preservação do nosso planeta, a nossa única casa. Nunca desisti e o documentário está quase pronto.

Que estes lugares únicos, estas paisagens, a fauna e a flora da Islândia, sejam fonte de inspiração para continuar a preservar o pouco que ainda nos resta. Mesmo que para isso, eu tenha de ir a sitios inóspitos, subir a vulcões, atravessar paisagens lunares e percorrer dezenas de quilómetros por entre rios e vales de lugares desconhecidos. Não tenho medo do desconhecido.

Quantas vezes dei por mim a falar com focas, a pensar em baleias, a escalar um glaciar, a imaginar a explosão do cone de um vulcão onde estive sentado por várias vezes. Tudo isto estará no próximo documentário curto. Um filme com cerca de 15 minutos, que apela à consciência. Que apela a que tenhamos consciência. Consciência! Sapiência! Pensamento! No limite, teremos a capacidade de perceber a relação que existe entre nós, seres Humanos e o meio que nos rodeia (o ambiente onde estamos inseridos).

Numa época em que tanto se fala da necessidade de travar as alterações climáticas, com o objectivo de salvar o planeta, na verdade, quem está em perigo somos nós. A Terra continuará a existir, quer cá estejamos, ou não.

E o filme…em breve!

Grifo – O todo poderoso

Grifo
Grifo

A minha paixão pela fotografia de natureza, levou-me estes dias ao Penedo Durão em Freixo de Espada À Cinta, no Parque Natural do Douro Internacional. O objectivo era fotografar aves, mais concretamente o Grifo, o Britango e a Águia Perdigueira. Confesso que fiquei surpreendido pela quantidade de aves que habitam aquela zona de Portugal. De entre algumas centenas de fotografias que realizei, decidi publicar esta em especial, pois recordo perfeitamente o momento em que a registei. O momento foi vivido apenas entre mim e o Grifo. Lembro-me de o olhar nos olhos, através da objectiva da minha câmera e de ele não gostar. Olhou em frente revoltado pelo facto de o ter fotografado e destemido desapareceu no penedo rochoso que o aguardava. A imponência destas aves, o lugar que ocupam na natureza e a sua dimensão, são aspectos que me fascinam. Apesar da importância de cada um destes seres vivos, temos vindo a observar um crescente aumento na destruição da biodiversidade. As causas poderão ser as mais variadas, contudo na maioria das vezes, somos nós que aceleramos este processo. Clique na imagem para visualizar a fotografia em tamanho maior.

Santiago Indie Film Awards

Aotearoa – We Are All Made Of Stars, faz parte da selecção oficial de filmes que foram admitidos ao festival internacional de cinema independente, “Santiago Independent Film Awards”. O documentário curto, está nomeado para prémio na categoria “BEST DOCUMENTARY SHORT”.

Trata-se de um festival que se realiza em Santiago do Chile e que aceita apenas, filmes realizados de forma independente.

É com um enorme orgulho que recebemos esta informação e decidimos dar a conhecer esta notícia, pois ela é só por si, sinónimo de reconhecimento internacional e prestigia a dedicação e o trabalho independente, que Paulo Ferreira tem vindo a realizar ao longo dos últimos anos.

Paulo Ferreira dá-nos a conhecer os lugares maravilhosos que ainda existem na nossa única casa, a Terra e que tendencialmente continuamos a destruir.

A informação sobre a selecção oficial pode ser consultada em:

Santiago Independent Film Awards

 

Panorâmica da Via Láctea

Panorâmica da Via Láctea. Clicar na imagem para ver a fotografia num tamanho superior.

No passado dia 31 de Agosto, estive no Parque Natural do Douro Internacional, nas proximidades da Aldeia de Pena Branca, a realizar um workshop de fotografia nocturna. Na noite anterior à do evento, fui para o terreno na expectativa de conseguir realizar uma fotografia que há já algum tempo idealizava. Eu queria imenso uma fotografia panorâmica, com a finalidade de mostrar à Via Láctea, que circunda o Planalto Mirandês, localizado no Nordeste Transmontano ao longo do Douro Internacional.

Apesar de ter chegado muito tarde ao local onde iria ficar alojado (Cimo da Quinta), ainda consegui tempo para registar este momento. A ânsia de “congelar” a galáxia em espiral onde vivemos era imensa. E essa ânsia acontece, não pelo facto de querer um troféu, antes sim porque os dias que temos disponíveis para o conseguir, não são assim tantos. Isto porque os meses do ano favoráveis à fotografia da Via Láctea, são apenas 2 (na minha opinião). Por outro lado temos de eliminar os dias de Lua Cheia e as condições climatéricas desfavoráveis, como chuva, nevoeiro, neblinas, nuvens, etc. E ainda há que contar com a vontade de cada um de nós, de ir para o terreno à noite, deixando para trás algumas coisas importantes.

Com todos estes impedimentos, é fácil de deduzir que as noites para fotografar a Via Láctea, não são assim tantas como parece. É pois necessária uma boa dose de coragem, dedicação, persistência e trabalho. Tudo isto justificado pela simples razão de que é preciso mostrar o local onde vivemos. Uma pequeníssima bola azul nesta imensa Galáxia. Que quer aceitem quer não, é indiferente se essa bola azul, lá está ou não. A Via Láctea será sempre Via Láctea, com ou sem Terra, com ou sem racionalidade.  Disso não haja a mais pequena dúvida.

No entanto, sabendo eu (e tu e todos nós) a dimensão da nossa “única casa”, será mais fácil percebermos a nossa dimensão e o quão insignificante somos para a vida no Universo. Ter noção da escala da Terra em relação a esta imensa Galáxia, é ter noção do nosso lugar. Percebemos assim que todos os conflitos pessoais e da Humanidade em geral, não têm qualquer razão de ser.

Por isso, não liguem muitas luzes, não iluminem o que não é preciso, pois todos nós necessitamos da luz das estrelas, para iluminar a nossa existência.

Aproveito o momento para agradecer aos participantes no workshop de fotografia nocturna em Miranda do Douro, (Diana Pinto, Alcides Meirinhos, João Miranda de Azevedo, Manuel Marques, Ricardo Leal e Luís Almeida), pela presença. Espero que tenham vivido uma experiência única e que tenham percebido que mais importante do que fazer fotografia, é viver e registar os momentos, num negativo, num ficheiro, ou na nossa memória.

Islândia – O dia a dia da expedição

Paulo Ferreira
Paulo Ferreira a preparar o registo de timelapse

Paulo Ferreira terminou recentemente uma expedição à Islândia, com o objetivo de realizar um novo documentário curto, que consciencializa as pessoas para o grande desafio que enfrentamos. As alterações climáticas e a necessidade de olhar com mais atenção para a nossa única casa, o planeta Terra, são motivos suficientes para preservarmos os poucos espaços naturais que nos restam.

É este enorme desafio que enfrentamos, que faz com que Paulo Ferreira continue a produzir estes filmes.

A expedição decorreu durante 15 dias e ao longo de todo esse tempo, foram registados alguns momentos que documentaram a viagem ao Jornal de Notícias. Os vídeos podem ser visualizados clicando em “Continuar a ler“.

Continuar a ler

Documentário do Parque das Serras do Porto nomeado no ART&TUR

Documentário “Parque das Serras do Porto” nomeado para prémio no ART&TUR

O documentário foi nomeado para prémio no festival internacional de cinema ART&TUR.

A notícia chegou esta semana, proveniente da Comissão Organizadora do XII Festival Internacional de Cinema de Turismo – ART&TUR 2019, que se realizará em Torres Vedras, de 22 a 25 de Outubro.  O Júri Internacional do Festival – constituído por 25 peritos de 15 países, deliberou que  o filme “Parque das Serras do Porto” deveria fazer parte da lista de filmes nomeados para prémio.

O Jantar de gala da cerimónia de encerramento do festival, será no dia 25 de Outubro, às 21:00, após a realização da entrega de prémios, que se iniciará às 17:30.

Documentário Parque das Serras do Porto

Paulo Ferreira apresentou hoje o seu mas recente filme. A cerimónia de estreia do documentário de 15 minutos, sobre o Parque das Serras do Porto, teve lugar na Quinta Da Costa, em Aguiar – Paredes. No seguimento dos seus anteriores trabalhos, também este aborda de certa forma a necessidade de todos nós termos consciência. Consciência para a actual problemática ambiental. Sermos responsáveis, pois… “Não há nada que preencha mais a alma que temos, do que a magia de poder espraiar os olhos, sobre a beleza de uma paisagem.”

Para o Paulo Ferreira, este é um filme especial, pois retrata as serras, ao redor da localidade que o viu crescer. Local que conhece muito bem e que facilitou a realização do filme. Podem ver o filme aqui: YouTube

Aotearoa – Premiado no festival de cinema de Sesimbra

Aotearoa – We Are All Made Of Stars tem vindo a ser premiado na grande maioria dos festivais internacionais de cinema, aos quais é submetido. O documentário curto, que aborda a necessidade urgente de preservarmos a nossa única casa, a Terra, procura consciencializar as pessoas para esta problemática tão atual e imperativa. É urgente tomar medidas. A natureza sabe o que faz. Um dia teremos de enfrentar a sua ira, caso não tomemos medidas que revertam este caminho das alterações climáticas.

Desta vez, o documentário foi premiado no Finisterra – Arrábida Film Art & Tourism Festival, um evento que decorreu em Sesimbra – Portugal, no passado dia 30 de maio de 2019. Normalmente traz ao nosso país, realizadores de todos os cantos do mundo, na procura de verem os seus filmes reconhecidos, naquele que é um festival de referência em Portugal e lá fora. Aotearoa, um documentário realizado na Nova Zelândia,  obteve o primeiro lugar na categoria “Travel” e pode ser visualizado em: Aotearoa – Youtube

Prémio de cinema em Riga

Aotearoa – We Are All Made Of Stars foi premiado recentemente no festival internacional de cinema “Tour Film Riga”. Selecionado para melhor documentário curto sobre ecologia, acabou por obter o terceiro lugar nessa categoria. Mais informação pode ser consultada em: http://www.tourfilmriga.lv/tourfilm/aotearoa

[…]12th INTERNATIONAL TOURISM FILM FESTIVAL “TOURFILM RIGA 2019”
The International Tourism Film Festival Tourfilm Riga is the member of the International Committee of the Tourism Film Festivals (CIFFT ) since 2009. The Festival “Tourfilm Riga” is organized by the Riga City Council already for the 12th time. At the 12th International Tourism Film festival “Tourfilm Riga 2019” the professional international jury judged previously selected entries – 173 films. […]

Aotearoa – Melhor Documentário Curto No Terres Festival

Diploma - Terres Festival
Diploma – Terres Festival

Aotearoa – We Are All Made Of Stars foi considerado o melhor documentário curto no festival Terres Festival, que decorreu em Tortosa – Espanha. O planeta Terra atravessa atualmente um período de alterações climáticas, que muitos acreditam ser devidas à intervenção do Homem. É por isso o momento de chamar a atenção para este facto, de forma a consciencializar as pessoas para o problema que a Humanidade enfrenta. Trata-se do  maior desafio alguma vez colocado à nossa existência. Ver este filme premiado um pouco por todo o mundo é sinónimo de que o Paulo Ferreira está no caminho certo, acompanhado por diversas empresas que patrocinam este seu projeto de vida. Mais informação relativa ao prémio poderá ser encontrada aqui, no site do Terres Festival 

“Aotearoa” na seleção oficial do Viva Film Festival

Viva Film Festival
Viva Film Festival

De regresso à terra natal, após duas semanas de viagem na Islândia – onde rodou o seu próximo documentário –, Paulo Ferreira viu o filme “Aotearoa – We Are All Made Of Stars” nomeado para o melhor filme da quinta edição do Viva Film Festival, na categoria Ecologia.
O Viva Film Festival, sedeado em Sarajevo (Bósnia-Herzegovina), realiza-se anualmente e destaca filmes em torno de temas religiosos, ecológicos, turísticos e relacionados com a juventude. Para a edição deste ano, foram submetidos a concurso 1768 filmes, provenientes de 107 países.
O festival foi criado por uma equipa internacional de profissionais do cinema, ambientalistas, diplomatas, líderes religiosos e académicos que inclui o ex-vice-presidente dos Estados Unidos da América, Al Gore.
“Aotearoa – We Are All Made Of Stars”, divulgado publicamente no último Dia Mundial da Terra, é um documentário curto realizado na Nova Zelândia e pretende ser um filme que consciencialize as pessoas para a temática do ambiente. Nomeadamente para a conservação dos recursos fundamentais à vida. Os maori acreditavam que as “glowworms” (uma espécie de larva florescente) zelava pela preservação da água que circulava no interior das cavernas e isso está bem patente no filme. Acreditavam que estes seres eram os espíritos dos seus antepassados. Eram as estrelas lá no céu. “We Are All Made Of Stars”. “Aotearoa” tem argumento de Cristina Alves e voz de Cristina Alves e Conrad Harvey.

Mais informação em: Viva Film Festival

Sir David Attenborough

A última aventura de Paulo Ferreira por terras da Islândia ficou marcada por um encontro entre aquele que representa a voz e a face da história natural dos últimos 57 anos e o fotógrafo/timelapser de natureza português. Um encontro ocasional mas que Paulo Ferreira guardará na sua memória para toda a vida. Tratou-se de Sir David Attenborough, diretor da BBC entre 1965 e 1972. Um Homem que dedicou toda a vida aos temas ambientais e é um ídolo para Paulo Ferreira. Quem é que não se lembra da trilogia formada por Life on Earth (1979), The Living Planet (1984) e The Trials of Life (1990), ou ainda “The Blue Planet” (2001) e “Planet Earth” (2006)?

Com os seus 92 anos, aceitou conversar um pouco, facto aproveitado por Paulo Ferreira para dar a conhecer ao naturalista britânico alguns dos seus documentários curtos premiados.

Aqui fica a fotografia que regista esse encontro.

Vídeo – Drops Of Light

Paulo Ferreira publicou hoje o seu mais recente vídeo. Trata-se de um filme de cerca de 4 minutos que foi realizado para um projeto europeu em parceria com CINDOR, ECO2 e GEOCLUBE, que visa a conservação do ambiente. É um projeto cofinanciado pelo programa Erasmus + da Comissão da União Europeia e segundo o autor, tratou-se de um enorme desafio que o obrigou a uma dedicação total. Teve necessidade de recorrer a planos de vídeo e timelapse de todos os locais onde o Paulo Ferreira já esteve durante as suas aventuras, como por exemplo, Portugal, Noruega, Argentina, Chile, Nova Zelândia, etc. O vídeo pode ser visto no canal do YouTube do Paulo Ferreira, em: 

A energia chega de formas tão diversas. Por vezes, da escuridão, por vezes, do pó. Torna-se o poder que move o mundo, o combustível que nos faz brilhar. Viver. Sentir vivos. O segredo que nos ilumina. Passo a passo. Um passo de cada vez…

Estreia online do filme Aotearoa – We Are All Made Of Stars

O documentário curto “Aotearoa – We Are All Made Of Stars”, um filme que tem sido premiado em muitos festivais internacionais, tem estreia online marcada para o dia 22 de abril de 2019. É o dia Mundial da Terra e por isso uma boa razão para o divulgar, pois também ele se preocupa com a forma como cuidamos da nossa única casa, a Terra.

A contagem decrescente já começou:

-1003Dias -3Horas 00Minutos -3Segundos

O documentário curto poderá se visualizado aqui, no dia 22 de abril pelas 10:30:

Subscreva o canal do YouTube do Paulo Ferreira, em: PauloFerreiraPt

Preservar a nossa casa – O Planeta Terra

Paulo Ferreira foi convidado para apresentar alguns dos seus documentários curtos no Agrupamento de Escolas À Beira Douro em Gondomar. O evento terá lugar no referido estabelecimento de ensino no próximo dia 15 de maio de 2019 pelas 18H00. A entrada é livre e aberta a todos os que queiram assistir à mostra de filmes e à palestra.

Os alunos participantes terão a possibilidade de ver a mostra de 3 filmes. No final poderão conversar com o autor, por diversas vezes premiado em festivais internacionais, acerca da urgência em olharmos com atenção para a nossa casa – O planeta Terra.

Está prevista também a mostra do seu mais recente filme “Aotearoa – We Are All Made Of Stars”. Um filme que tem dado que falar nos festivais por onde tem passado. Razões mais do que suficientes para marcar presença no evento.

Aotearoa – Seleção oficial no LIFT-OFF Global Network

O documentário curto “Aotearoa – We Are All Made Of Stars” está a arrecadar prémios, um pouco por todo o mundo. Desta vez foi selecionado no festival internacional LIFT-OFF Global Network, organizado pelos famosos Pinewood Studios em Inglaterra. É tão só o estúdio onde foram produzidos filmes como o lendário 007 ou mais recentemente Mary Poppins Returns. Por isso já é uma vitória. E por isso vale a pena continuar a trabalhar. O filme será certamente visualizado na rede que este festival disponibiliza e chegará a uma maior audiência.

Estes prémios são sinónimo de reconhecimento da qualidade do filme de cerca de 11 minutos de duração. Um filme que pretende alertar para a necessidade de olhar para a nossa casa, na perspetiva de que é a única casa que temos, logo devemos preservá-la! Nós fazemos parte dela!

Por enquanto o filme ainda não é publico, no entanto será divulgado no dia mundial da Terra, a 22 de abril próximo.

Por agora ficam aqui algumas frases mais emblemáticas que de certa forma alertam para a problemática ambiental que tanto se fala nos dias de hoje. Já há algum tempo que várias pessoas têm vindo a alertar para o facto:

“Nosso planeta é nossa casa; vamos preservá-la.” (Amóes Xavier)
“O laço essencial que nos une é que todos habitamos este pequeno planeta. Todos respiramos o mesmo ar. Todos nos preocupamos com o futuro dos nossos filhos. E todos somos mortais.” (John Kennedy)
“O maior desafio tanto no nosso século quanto nos próximos é salvar o planeta da destruição. Isso vai exigir uma mudança nos próprios fundamentos da civilização moderna – o relacionamento dos seres humanos com a natureza.” (Mikhail Gorbachev)
“Não temo nossa extinção. O que realmente temo e receio é que o ser humano arruíne o planeta antes da sua partida.” (Loren Eiseley)

Islândia – Aventura para realização de novo filme

Paulo Ferreira está a preparar uma aventura para realizar um novo filme sobre o ambiente, procurando consciencializar para a problemática das alterações climáticas. Desta vez, o palco para as filmagens dos planos de timelapse e de vídeo será na Islândia.

Em termos geológicos, a Islândia é uma zona da Terra ainda particularmente recente. Ali, a Natureza continua fortemente empenhada em ser o mais criativa possível, para gerar as paisagens vulcânicas e glaciares o mais estranhas que alguma vez se possa imaginar.

Não se contentando com isto, é ainda a terra de “Trolls e de Elfos”, de músicos e musicas e de contadores de histórias. Histórias que nos levam para as noites e dias sem fim. É também a terra das auroras boreais e dos céus dramáticos, de montanhas coloridas e de praias monocromáticas, de fogo e de gelo.

Tudo isto é matéria-prima para um filme sobre a consciência ambiental, à semelhança de trabalhos anteriores de Paulo Ferreira. A aventura na Islândia será muito mais do que uma viagem no seu território. Será, sobretudo, uma viagem no tempo, uma viagem para uma era em que os humanos ainda não pisavam a Terra.

Serão estas paisagens frias, áridas e inóspitas, contudo repletas de vida, que darão o mote para o próximo filme de Paulo Ferreira.

No momento, o protejo está a ser estudado e delineado ao pormenor, procurando-se por patrocinadores que estejam interessados em financiar esta viagem. Afinal de contas, todos nós temos a nosso cargo a responsabilidade de deixar a nossa casa às gerações futuras, o mais natural e sustentável possível.

Na eventualidade de haver interesse em patrocinar, entre em contacto através do email (paulo@pauloferreira.pt) ou através do telefone: 966454440

Cortinarius Porphyroideus – um cogumelo raro

Cortinarius Porphyroideus

A minha aventura pela Nova Zelândia previa um dia para subir ao glaciar Rob Roy para realizar algumas fotografias,  planos de timelapse e vídeo. A ideia era sair de Wanaka bem cedo e conduzir por uma estrada de terra, durante cerca de uma hora. Era o tempo previsto para percorrer os quase 50 quilómetros que ligam Wanaka ao início do trilho para o Rob Roy. Um trilho de alta montanha com cerca de 12 quilómetros.

Rapidamente verifiquei que era um percurso em muito mau estado e cujo fim poderia não ser atingido, pois haviam muitos cursos de água provenientes das montanhas que atravessavam a estrada de terra. A sinalização, essa, estava lá constantemente em todas as travessias e informava que, caso a chuva fosse intensa, deveria regressar a Wanaka. Com calma e atento às mudanças de tempo, avancei. Pensava para mim: E se, depois de caminhar durante duas horas para chegar ao Rob Roy, começar a chover?, terei tempo para regressar? Olhei o horizonte e percebi que talvez o tempo não mudasse. Confiante e esperançado, avancei.

Depois de chegar ao fim da estrada era altura de colocar a mochila às costas. Aparentemente pesada, pois todo o equipamento de fotografia estava no seu interior, rapidamente esqueci-me disso e comecei a percorrer o trilho que ia pelo vale fora. O Rob Roy chamava-me.

A manhã estava fria e havia gelo no trilho que serpenteava ao longo do rio proveniente do glaciar Rob Roy.

Depois de caminhar durante cerca de 30 minutos, cheguei a uma ponte pedonal que permitia a passagem para a outra margem. Uma vez na margem oposta, subi a bom ritmo e rapidamente dei por mim a tirar alguma roupa. A cada passo que dava a subida parecia cada vez mais íngreme. Parei várias vezes para descansar um pouco debaixo de uma das árvores da imensa floresta de faias que polvilha todo o vale em direção ao glaciar. Lá no alto, um Kea (um papagaio muito inteligente) voa sob a copa das árvores, abrindo as suas asas coloridas, assinalando a sua presença.

Foi numa dessas paragens que retirei a câmara fotográfica e tentei enganar-me a mim próprio. – Não, não estava cansado. Havia parado para fotografar a natureza ao meu redor! Encostei a mochila a uma árvore e enveredei pelo interior do bosque na ânsia de ver qualquer coisa que fosse surpreendente e que me fizesse esquecer que estava a apenas meio caminho para o glaciar.

Depois de caminhar alguns metros para dentro da floresta de faias, aninhei-me para fotografar uma aranha muito colorida que por ali tecia a sua teia e comecei a fotografá-la. Confesso que estava completamente concentrado na procura da melhor perspetiva para enquadrar aquele aracnídeo. Por isso, decidi deitar-me no solo repleto de musgo e foi aí que os meus olhos se fixaram num pequeno cogumelo de uma cor estranha. Perguntei a mim próprio: Agora?, agora que ia descansar um pouco? Nunca tinha visto nada igual. Enquanto procurava acertar os parâmetros corretos para o registo daquele momento dei comigo a imaginar-me num dos filmes do Harry Potter.

As minhas mãos tremiam e eu, surpreendido com aquele cogumelo, não conseguia registar o momento. Todos os meus sentidos estavam ativos e inundavam-me de sensações e de emoções que só consegui controlar ao fim de dois ou três minutos. O próprio silêncio daquele lugar já era audível!

Eu queria continuar a subir para o Rob Roy, mas aquele cogumelo não me deixava! Acho que fiquei ainda mais cansado, tal era a adrenalina do momento. Acho que no total devo ter feito mais do 20 fotografias. Eu próprio tive de colocar um fim ao registo fotográfico, ou não fosse eu que ali estava.

Sozinho, no meio da floresta de faias, a caminho do glaciar Rob Roy, eu havia encontrado um cogumelo raro (só mais tarde soube através de uma procura na internet). O seu nome: Cortinarius Porphyroideus. Confesso que tentei encontrá-lo noutras regiões da Nova Zelândia, mas nunca mais o vi. No entanto, foi um momento marcante na minha aventura para produzir o filme “Aotearoa”. Tal como a vida, o  mundo é feito de pequenas coisas. Surpreendentes.

Aotearoa – Listado no IMDb

Aotearoa – Listado no IMDb

O documentário curto “Aotearoa – We Are All Made Of Stars” está desde hoje listado na famosa plataforma mundial de filmes IMDb (Internet Movie Database). Depois de ter vencido na sua categoria, no TMFF – The Monthly Film Festival, este festival possibilitou a entrada direta no IMDb.

O filme com cerca de 11 minutos de duração, totalmente gravado na Nova Zelândia, tenta chamar a atenção para a atual problemática ambiental, mostrando paisagens naturais, quer diurnas, quer noturnas.

Paulo Ferreira, o seu realizador, tem procurado usar o lado belo das suas imagens, para consciencializar as pessoas para um problema que todos nós devemos ter em conta, as alterações climáticas. Alterações essas que afetam a casa de todos nós, a Terra. O filme ainda não é publico.

O IMDb é uma base de dados online de informação sobre música, cinema, filmes, programas e comerciais para televisão e jogos de computador, propriedade da Amazon. Mais informação, disponível em: Internet Movie Database

 

Aotearoa – seleção oficial no The Monthly Film Festival

Seleção Oficial no The Monthly Film Festival

O documentário curto “Aotearoa – We Are All Made Of Stars”, que ainda não é do conhecimento público, está a ser submetido a alguns festivais internacionais de cinema e televisão. Hoje foi selecionado para o festival internacional “The Monthly Film Festival” (TMFF). Este festival atribui variados prémios monetários e troféus aos filmes vencedores, nas mais diversas categorias. Para além da possibilidade do filme ser premiado, existe a hipótese do mesmo ser eleito “O melhor filme para a audiência”. Para este efeito é necessário votar online. Basta aceder à seguinte hiperligação para Votar no filme Aotearoa

Para quem ainda não teve oportunidade de ver o filme, trata-se de um documentário curto que aborda as atuais questões relacionadas com a problemática ambiental. Paulo Ferreira realizou este filme pouco depois de ter estado na Nova Zelândia, numa aventura que o levou a percorrer as duas ilhas em cerca de 15 dias.

Poderá ver aqui o Making Of – Aotearoa

Documentário Parque das Serras do Porto

Paulo Ferreira – Stage One Dolly

Paulo Ferreira está a desenvolver um trabalho de campo com o objetivo de produzir um documentário curto sobre o Parque das Serras do Porto. O filme, com cerca de 20 minutos, deverá estar concluído no final de maio de 2019.

Dando a conhecer um desses momentos aqui fica o registo, através de uma fotografia onde é possível ver o “Stage One”, uma dolly para timelapse que Paulo Ferreira tem utilizado com alguma regularidade.

Prémio no Zagreb Tourfilm Festival

No passado dia 12 de Outubro, “Patagónia – The Tip Of The World” foi premiado como sendo “The Best Nature Tourism Film 2018”, no Zagreb Tourfilm Festival.

Este prémio foi recebido em nome de Paulo ferreira por Sua Excelência o Sr. Embaixador de Portugal na Croácia, Jorge Silva Lopes, que a convite da organização do festival, fez questão de marcar presença.

Prémio no Cannes Corporate Media & TV Awards

Golfinho de prata
Golfinho de prata no festival de Cannes

Paulo Ferreira recebeu, no dia 27 de Setembro, um prémio de cinema (normalmente designado por “Golfinho”) no festival Cannes Corporate Media & TV Awards. A distinção foi atribuída ao documentário curto “Patagónia – The Tip Of The World”. Os prémios Cannes Corporate Media & TV já vão na nona edição.

A cerimónia – designada por “Dias dos prémios em Cannes” – aconteceu nos dias 26 a 27 de setembro. Tradicionalmente, o programa inicia-se na quarta-feira com a noite de boas-vindas no InterContinental Carlton. Na quinta-feira, uma série de palestras acontece durante o dia e os interessados também podem visitar o centro de media do InterContinental Carlton Hotel.

Os vencedores são premiados com um “Dolphin in Gold, Silver, Black or Blue” e são revelados durante o Jantar de Gala dos Prémios. Este ano, a cerimónia foi apresentada por Louise Houghton. Mais informação em: https://www.cannescorporate.com/en/

Paulo Ferreira – Premiado em Cannes

Melhor documentário na categoria ambiente no Festival Cannes Corporate and Media TV Awards. Edição 2018. Um golfinho de prata foi o prémio atribuído ao documentário curto “Patagónia – The Tip Of The World”.

Regressei a El Chaltén ao final da tarde

De regresso do Fitz Roy, cheguei a El Chaltén ao final da tarde, com 25 quilómetros de trilhos percorridos e vários quilos ás costas. Estava exausto, mas feliz.

As experiências mais enriquecedoras são dotadas de uma intensidade arrebatadora que galga o tempo, salta horas e derruba espaços transportando-nos numa viagem acelerada que comprime o tempo. Parece matéria de ficção científica, mas eu havia chegado no dia anterior à Patagónia e preparava-me para partir no dia seguinte; no intervalo, haviam decorrido 15 dias. Confuso? Não! Tudo havia sido grandioso, extasiante, fora de medida. Um caldo de emoções a necessitar de ser coado, filtrado e assimilado, tal era a sua densidade. E nessa espessura de sentimentos os dias foram tragados, diluídos, esquecidos.

Fiz a viagem de regresso a El Calafate pela mesma estrada que me havia levado a El Chaltén. O caminho foi todo ele feito de olho no espelho retrovisor; não é que não levasse os olhos postos na estrada, em condução segura, mas as memórias recentes já faziam adivinhar saudades futuras. Abandonava El Chaltén com a certeza de que haviam sido os melhores e mais produtivos dias que havia passado durante toda a estadia na região. Que trilhos memoráveis; a experiência marcante de me pôr à prova, física e mentalmente, e a superação conseguida.
Regressava mais forte, era uma certeza.

Porto da Laje

Existem momentos nas nossas vidas, que ficam para a posteridade. Este foi um deles. Uma caminhada há alguns anos atrás, bem no coração do Parque Nacional da Peneda Gerês, que nos levou a Porto da Laje. Um dia extenuante, mas muito agradável do ponto de vista do contacto com a natureza, bem como do convívio entre amigos de longa data. 

Esta fotografia revela bem esse momento. Aquele momento em que se chega ao “cimo da montanha” e nos esquecemos das dificuldades que passamos para lá chegar. Neste caso, foi uma “chegada ao vale”, mas o trilho foi bem árduo. E esta imagem comprova-o.

Patagónia – Alguns momentos

A aventura na Patagónia (Chile e Argentina) foi uma experiência muito interessante sobre o ponto de vista das inúmeras dificuldades com que me deparei ao percorrer a enorme região. Durante as curtas estadias nos mais variados locais, foi possível, aqui ou ali registar alguns desses momentos. Aqui ficam alguns deles, registados em smartphone.