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Etiqueta: paulofwild

No reino dos pirilampos

Pirilampos

No Reino dos Pirilampos

Nas noites silenciosas dos Moinhos de Jancido, quando a escuridão toma conta da paisagem e os sons da natureza se tornam mais presentes, pequenos pontos de luz começam a surgir entre a vegetação. Foram esses instantes mágicos que procurei captar nesta série de seis fotografias, realizadas com recurso a técnicas de longa exposição e a equipamento fotográfico de última geração, incluindo objetivas de elevada luminosidade, fundamentais para registar um fenómeno tão delicado.

A concretização destas imagens exigiu longas horas no terreno, numa espera paciente e atenta aos ritmos da natureza. Tive a felicidade de partilhar esta experiência com António Gonçalves, cuja curiosidade e entusiasmo por tudo o que envolve o mundo natural tornaram a jornada ainda mais enriquecedora e agradável.

Para mim, foi profundamente gratificante poder fotografar os pirilampos neste cenário singular. Entre os antigos moinhos, a vegetação densa e a penumbra da noite, criou-se uma atmosfera de mistério e beleza difícil de descrever. Cada rasto luminoso registado nestas fotografias representa não apenas a presença destes fascinantes insetos, mas também a magia efémera de um património natural que merece ser valorizado e preservado.





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Paulo Ferreira estreia documentário sobre a Patagónia na Alfândega do Porto

Paulo Ferreira Patagonia

No passado dia 17 de junho vivi mais um momento marcante nesta caminhada que tem sido a minha vida. Uma noite carregada de emoção, daquelas que acompanham sempre as estreias oficiais dos meus documentários de natureza.
Patagónia – Um Mundo Extremo, apresentado na Alfândega do Porto, encheu o auditório e proporcionou uma moldura humana verdadeiramente especial. Ver a sala repleta foi gratificante, mas houve algo que tornou esta estreia ainda mais memorável: pela primeira vez, as gentes da minha terra, Melres/Medas, marcaram presença em grande número.
Sentir o apoio, o carinho e a proximidade daqueles que partilham as minhas raízes deu a esta noite um significado muito especial e tornou tudo ainda mais emocionante.
O meu sincero agradecimento a todos os que estiveram presentes e fizeram parte deste momento. Deixo-vos algumas imagens de uma noite que guardarei na memória com enorme carinho.


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Obrigado, Sir David Attenborough e parabéns pelos seus extraordinários 100 anos

Sir David Attenborough

Hoje, dia 8 de maio de 2026, Sir David Attenborough celebra 100 anos de vida. Um século dedicado a aproximar o planeta das pessoas, a despertar consciências e a mostrar a beleza frágil do mundo natural como ninguém antes dele conseguiu.
Cresci a ver os seus documentários na televisão. Foram eles que despertaram em mim a paixão pela natureza, pela vida selvagem e pela vontade de contar histórias através da imagem. Primeiro na fotografia de natureza, mais tarde nos documentários de história natural para televisão.
Em 2019, durante a recolha das primeiras imagens para o documentário “Islândia Natureza Ígnea”, tive o privilégio de o conhecer na Islândia. Um daqueles momentos raros que ficarão para sempre na minha memória. Conhecer pessoalmente alguém que, sem o saber, ajudou a definir a minha vida e o nosso caminho, é algo difícil de colocar em palavras.
Obrigado, Sir David Attenborough. E parabéns pelos seus extraordinários 100 anos.

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Concurso de fotografia “Ecos da natureza”

CONCURSO FOTOGRAFIA ECOS NATUREZA

CONCURSO “ECOS DA NATUREZA”REGULAMENTO

ENQUADRAMENTO

  1. A iniciativa deste concurso de fotografia nasceu da visão de Paulo Ferreira, produtor, realizador de vídeo e fotógrafo de natureza gondomarense, movido pela vontade de sensibilizar os mais jovens para a importância da preservação ambiental e para a valorização dos lugares mais singulares do planeta. A partir desta ideia inicial, surgiu posteriormente a oportunidade de o Agrupamento de Escolas Júlio Dinis, Gondomar (AEJD), através da Biblioteca Escolar, em articulação com os grupos disciplinares 230 e 520 (Ciências Naturais), dinamizar e desenvolver o projeto junto da comunidade escolar.

    O concurso enquadra-se no tema geral do Projeto Educativo do Agrupamento — “Valorizar o presente… preparar o futuro” — e presta igualmente homenagem ao ilustre naturalista Sir David Attenborough, assinalando o centenário do seu nascimento. Pretende-se, assim, unir a fotografia e a educação ambiental numa iniciativa que incentive a observação da natureza, a reflexão sobre os desafios ambientais atuais e a valorização da biodiversidade e dos ecossistemas do planeta.

OBJETIVOS

  1. O concurso tem como principais objetivos:
  • Sensibilizar para a preservação ambiental;
  • Consciencializar para o contributo de cada um na sustentabilidade do planeta;
  • Valorizar o património natural local;
  • promover a criatividade artística, valorizando a fotografia enquanto forma de expressão cultural.

PARTICIPANTES

  1. O concurso é aberto a todas as crianças e a todos os alunos do AEJD.

3.1. Cada participante só poderá apresentar uma fotografia a concurso.

ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE ENTREGA E AUTORIA

  1. As fotografias a concurso devem apresentar elementos da natureza (fauna e/ou flora), evidenciando a sua beleza e singularidade.

4.1. As fotografias devem ser originais e da autoria do participante.

4.2. A fotografia deverá ter pelo menos 3000px no lado maior e o tamanho deverá ser inferior a 10 Mb. 

4.3. O envio é para o seguinte contacto: paulo@pauloferreira.pt

4.4. Cada fotografia deve fazer-se acompanhar das seguintes indicações:

– legenda;

– local fotografado e data;

– identificação do autor (nome completo, número e turma).

PRAZOS

5.1. O concurso inicia no dia 6 de março e encerra no dia 30 de maio de 2026.

5.2. Os resultados serão divulgados e atribuídos os prémios na festa final do ano letivo, dia 12 de junho.

JÚRI E CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO

6.1. A seleção das fotografias vencedoras fica a cargo do patrocinador do concurso Paulo Ferreira.

6.2. Os critérios de avaliação incluem:

  • adequação ao tema;
  • impacto visual/emocional,
  • composição, iluminação;
  • criatividade e originalidade, sem manipulação digital excessiva;
  • qualidade técnica.

PRÉMIOS

7.1. Serão atribuídos prémios monetários às três melhores participações no valor:

  • 1º lugar: 300 Euros;
  • 2º lugar 150 Euros;
  • 3º lugar: 50 Euros.

7.2. Todos os concorrentes receberão um certificado de participação digital.

DISPOSIÇÕES GERAIS

8.1. Ao participar, os concorrentes autorizam tacitamente a divulgação das fotografias.

8.2. Os casos omissos neste regulamento serão resolvidos por deliberação da organização.

Agrupamento de Escolas Júlio Dinis, Gondomar, 2 de março de 2026

Coordenadora do Departamento de Ciências Exatas: M.ª José Tavares

Coordenadora das BE do Agrupamento: Rita Cordeiro

Patrocinador: Paulo Ferreira

Saiba mais no site do Agrupamento de Escolas Júlio Dinis em:

Concurso de fotografia “Ecos da Natureza” 

Recomendações técnicas:

A fotografia em formato digital deve ser enviada por email (contacto em cima):
O tipo de ficheiro deverá ser JPEG ou PNG ou TIF
A proporção da fotografia deverá ser  3:2 ou 2:3 ou 4:3 ou 3:4 ou 1:1 
O formato físico para impressão, caso seja exigido deverá ser : 20×30 ou 30×40 cm.
Manter os dados EXIF para verificação de autoria.

Nota: Todas as fotografias fora do formato ou tipo recomendado, serão excluídas sem qualquer notificação.

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Naturalmente Pico estreia em Gondomar

paulofwild estreia pico

Paulo Ferreira, natural e residente em Gondomar, estreou ontem, dia 6, no Auditório Municipal de Gondomar, o seu mais recente documentário, Naturalmente Pico, numa sessão que decorreu com casa cheia.
Integrando a série televisiva “Naturalmente Açores”, o documentário conduz o público numa viagem visual pela riqueza natural da Ilha do Pico, destacando a ligação profunda entre a natureza e as comunidades locais.
A estreia de Naturalmente Pico em Gondomar, com o apoio do Município, constituiu um momento de afirmação cultural do concelho, valorizando o percurso de um criador local com projeção internacional e reforçando o compromisso municipal com a promoção da criação artística e cultural de excelência.








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Naturalmente Pico – estreia oficial

Estreia Naturalmente Pico

NATURALMENTE PICO — ESTREIA OFICIAL

No meio do Atlântico, ergue-se uma ilha onde a terra ainda respira.
É aí que começa Naturalmente Pico.

No próximo dia 6 de fevereiro, às 21h00, o Auditório Municipal de Gondomar recebe a estreia de um documentário que percorre paisagens de pedra negra, campos de lava e vinhas desenhadas à mão — lugares onde o tempo não corre, acompanha.

Da presença imponente da montanha mais alta de Portugal às profundezas do oceano, Naturalmente Pico revela a alma da Ilha do Pico: um território de força primordial, memória viva e equilíbrio frágil. Entre grutas escondidas, mares habitados por tubarões, baleias e golfinhos, e comunidades moldadas pelo fogo e pelo sal, o filme conduz-nos por uma ilha onde a vida nasce da terra, prolonga-se no mar e permanece guiada pela força silenciosa da natureza.

Mais do que um documentário, Naturalmente Pico é um convite à contemplação.
Uma ilha.
Uma história.
Uma força que não se vê — mas sente-se.

🎬 Estreia: 6 de fevereiro
🕘 Hora: 21h00
📍 Local: Auditório Municipal de Gondomar

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Numa noite gélida de inverno

Numa noite gélida de inverno, o silêncio do Parque Natural do Alvão parece suspender o tempo. O frio cristaliza o ar e, acima, o céu escreve a sua própria caligrafia luminosa: longos arcos de estrelas e planetas, com centro na Polar, denunciam, com elegância lenta, a rotação incessante da Terra. Não é o céu que se move. Somos nós, passageiros de um planeta em viagem.
Em primeiro plano, as árvores. Algumas iluminadas, outras quase despidas erguem-se como sentinelas antigas. Os ramos nus, desenhados a carvão contra a abóbada noturna, emolduram a dança cósmica e acrescentam profundidade à paisagem. Há beleza na escassez: folhas ausentes que revelam a estrutura, o essencial, a nudez do inverno.
A fotografia guarda esse instante raro em que o humano toca o infinito. Um encontro entre a quietude da serra e o movimento do universo, onde o frio não afasta, antes aproxima, e a noite ilumina aquilo que o dia não ousa mostrar.
É este, o nosso mundo!

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Almourão Selvagem – A Wildlife Sanctuary

Almourão Selvagem

2025 foi um ano extraordinário. Um ano de histórias contadas com tempo, silêncio e respeito pela natureza — muitas delas nascidas no coração da Região Autónoma dos Açores. Um ano de aprendizagem, de encontros improváveis e de imagens que ficaram gravadas para lá das minhas objetivas.
Mas 2026 já se anuncia maior. Mais exigente. Mais desafiador.
E com isso vem também um peso bonito: o da responsabilidade. A responsabilidade de fazer melhor. De ir mais longe. De honrar cada projeto com ainda mais dedicação.
Mais paixão. Mais entusiasmo. Mesmo nos dias em que regressamos a casa de mãos vazias, sem imagens, sem ideias. Porque a vida (tal como a natureza), não se revela sempre de imediato. Nem tudo é fácil. Nem tudo vem sem esforço. E quase nada acontece sem trabalho.
A vida é feita de contrastes: alegrias e silêncios, conquistas e frustrações. E o caminho, esse, faz-se sempre para a frente, com os olhos erguidos, coração atento e a certeza de que cada passo conta.
Este é um dos desafios de 2026. Almourão Selvagem – A Wildlife Sanctuary

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Descobrindo Orion

Há um trabalho silencioso e paciente por trás de cada imagem da Nebulosa de Órion. Um trabalho que começa muito antes do clique final — começa nas noites frias e límpidas, quando o ar corta a pele e o céu parece mais próximo, mais honesto. São nessas horas, longe do ruído do mundo, que a câmara aponta para aquilo que, a olho nu, insistimos em chamar de estrela.

Montar o equipamento é um ritual: tripé firme, câmara preparada, objetiva alinhada, ferramentas de tracking a compensar a rotação da Terra com uma precisão quase humilde. Não há tecnologia de outro mundo, não há telescópios espaciais nem instrumentos milionários. Há apenas fotografia, persistência e a vontade de ir mais além do que os nossos olhos permitem.

Cada imagem individual é frágil. O sinal é ténue, quase tímido, afogado no ruído eletrónico e nas imperfeições inevitáveis do equipamento simples. Mas é aqui que entra a segunda parte da viagem — invisível, silenciosa, mas absolutamente transformadora: o stacking. Centenas de exposições curtas, captadas ao longo de horas, são alinhadas e somadas com rigor matemático. O ruído dilui-se. O sinal emerge. Aquilo que parecia impossível começa, lentamente, a revelar-se.

É neste ponto que a fotografia se encontra com o conhecimento informático. Algoritmos, processamento de imagem, calibração, paciência. No meu caso, um passado profissional ligado à informática torna-se uma extensão natural do olhar. O computador deixa de ser apenas uma ferramenta; passa a ser um laboratório onde a luz é decifrada, camada após camada.

E tudo começa, curiosamente, com um engano. Olhamos para o céu e vemos uma estrela. Um ponto branco, aparentemente simples. Mas a curiosidade muda tudo. Quando nos interessamos pela descoberta, procuramos conhecimento — e com ele, ganhamos profundidade. Aquilo que era uma estrela revela-se uma nebulosa. Ou talvez uma galáxia distante. Uma cidade de gás, poeira e nascimento estelar, suspensa no vazio.

Nesse momento, algo muda. É como se os nossos olhos vissem a luz pela primeira vez. Não uma luz qualquer, mas uma luz antiga. No caso da Nebulosa de Órion, uma luz que partiu dali há cerca de 1400 anos, quando a história humana era outra, quando o mundo era outro. E, ainda assim, essa luz chega agora, silenciosa, paciente, à minha modesta câmara.

A astrofotografia é isso: um diálogo entre tecnologia simples e conhecimento profundo, entre frio e espera, entre erro e revelação. Um exercício de humildade cósmica. Porque quando por fim vemos a imagem final, já não estamos apenas a observar o céu — estamos a testemunhar o tempo.

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