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Etiqueta: paulofwild

O regresso do Professor Sousa a Jancido

O regresso do Professor Sousa a Jancido

O regresso do Professor Sousa a Jancido

Depois de quatro décadas de ausência, o Professor Sousa regressou a Jancido, a sua aldeia natal. Emigrara para Tristão da Cunha em busca de oportunidades, deixando para trás as paisagens verdes e os moinhos que pontilhavam a ribeira de Caiáguas. Assim que chegou a Jancido, de mala numa mão e a candeia na outra, com os cabelos a ficar grisalhos e os olhos cheios de saudade, decidiu visitar os caminhos que deixara para trás, que outrora eram palco daqueles que viviam do fruto da terra e que ainda hoje lhe são familiares.

Nessa noite estrelada, decidido a reencontrar as memórias do passado, o Professor Sousa aventurou-se pelos trilhos que levavam aos antigos moinhos de Jancido. Sob a luz tímida da Ursa Maior e da Lua, cada passo era uma viagem no tempo, revivendo momentos de infância e juventude. Os moinhos, outrora testemunhas do trabalho árduo dos habitantes da aldeia (seus familiares), agora permaneciam silenciosos, como guardiões de histórias antigas.

Ao contemplar aquelas estruturas de pedra, o Professor Sousa sentiu uma mistura de nostalgia e gratidão. Recordou os dias em que corria livremente pelos campos, ajudava o seu avô a moer o milho, aprendendo lições que transcenderiam os anos. O canto da coruja e a brisa suave da noite sussurravam segredos do passado, envolvendo-o numa aura de paz e serenidade.

De regresso à aldeia, o Professor Sousa carregava consigo mais do que simples lembranças. Levava consigo o legado da sua terra, pronto para partilhar com as gerações vindouras, se interessadas em ouvir as suas histórias. E naquela noite, sob o manto estrelado, Jancido recebeu de volta um filho pródigo, cuja história se entrelaçava com a dos seus moinhos, ribeiras selvagens e campos verdejantes.

E Jancido reviveu o passado.

Regresso professor Sousa
O regresso do Professor Sousa a Jancido

O regresso do Professor Sousa a Jancido
O regresso do Professor Sousa a Jancido
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O regresso do Professor Sousa a Jancido

Fotografia e narrativa de ficção da autoria de Paulo Ferreira | Com a participação especial de Nelo Sousa como figurante | Um agradecimento aos Moinhos de Jancido

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Estreia do documentário “Islândia – Natureza Ígnea”

Estreia documentário Isândia - Natureza Ígnea

Num cenário majestoso entre o Atlântico Norte e o Círculo Polar Ártico, a Islândia emerge como um pequeno mundo vulnerável às alterações climáticas globais. Esta ilha de contrastes, que oscilam entre as auroras boreais, o gelo e a lava, com as suas paisagens glaciares deslumbrantes e alguns vulcões ativos, enfrenta um enorme desafio. A poluição luminosa, o degelo dos glaciares, a poluição do ar e de água e o aumento do nível do mar desafiam a sustentabilidade ambiental, enquanto as comunidades locais testemunham mudanças significativas nos seus modos de vida. O mesmo se passa com a fauna e flora da Islândia, sempre presentes ao longo do filme. Esta sinopse explora a luta da Islândia para preservar a sua natureza única, enfrentando as crescentes pressões ambientais, destacando a urgência de ações globais para mitigar os impactos das mudanças climáticas naquele que é um dos ambientes mais emblemáticos do nosso planeta.
Um filme realizado por Paulo Ferreira com locução de Eduardo Rêgo.
Evento gratuito de lugares reservados. O acesso é mediante apresentação de bilhete. Com o apoio do Planetário do Porto, da Universidade do Porto e da Ptlapse.

Mais informação ou reserva de bilhetes em: Planetário do Porto (up.pt)

Atualização:

Dada a grande procura por bilhetes, no dia 3 de fevereiro haverá duas sessões de apresentação do documentário. Para quem possui bilhete normal (entregues até agora) deverá assistir na Cúpula do Planetário do Porto. Aqueles que terão os novos bilhetes (com a inscrição: Auditório) deverão assistir no Auditório do Planetário do Porto. Prometo que estarei nos dois locais.
Evento publicado na Agenda Porto:

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Workshop – Fotografar Orion

Workshop - Fotografar Orion

Hoje em dia com o advento da tecnologia ao nível do software de processamento de imagens, não é preciso ter um telescópio para fotografar objetos no céu noturno. Uma simples câmera fotográfica à qual ligamos uma teleobjetiva de 200mm por exemplo, é suficiente para fotografar a nebulosa de Orion que dista 1350 anos luz da Terra ou a galáxia de Andrómeda.

Este workshop (noturno) tem como objetivo, transmitir aos participantes um método que lhes permitirá realizar imagens da nebulosa de Orion. O evento tem inicio ás 21h00 e termina às 24h00 do dia 13 de janeiro de 2024.

As inscrições devem ser realizadas através do contacto móvel  966454440. O número máximo de participantes é de 6, dado ser a lotação do espaço onde os inscritos podem pernoitar de 13 para 14 de janeiro.

A realização do evento depende das condições meteorológicas.

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A Salamandra-lusitânica

Salamandra-lusitânica

Fotografar anfíbios não é assim lá muito agradável, pois gostam de habitar lugares húmidos. É o caso da Salamandra-lusitânica. Esta estava para lá da entrada da mina, uns bons 20 metros. Foi uma aventura entrar na mina com o objetivo de fotografar a Salamandra, pois estava escura e húmida e era relativamente baixa para mim. Como tal fui obrigado a permanecer no seu interior durante largas horas e sempre aninhado pois não conseguia estar na posição ereta.

Munido de uma botas adequadas e que chegavam até aos joelhos, lá me aventurei no seu interior em busca de Salamandras. Havia poucas era um facto.

As alterações ao seu habitat, a poluição dos cursos de água e os incêndios rurais são algumas das principais ameaças a esta espécie, que foi classificada como vulnerável face à área restrita onde se pode encontrar e ao decréscimo do número de indivíduos. Esta classificação aconselha a medidas de preservação e reabilitação dos habitats onde vive, bem como dos locais onde se reproduz – como é o caso das minas e grutas.

Esta é uma espécie que só existe (endémica) no Noroeste da Península Ibérica e foi descrita pelo naturalista Barbosa du Bocage, nos anos 60 do século XIX.
Quando ameaçada, a Salamandra-lusitânica consegue soltar a sua cauda.


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Naturalmente Flores – o filme mais educativo do festival internacional de cinema dos oceanos

Paulo Festival OFF

A convite do OCEANS FILM FEST (OFF), festival de cinema que conta com o apoio da Smart Ocean – Parque de Ciência e Tecnologia do Mar de Peniche, Reserva da Biosfera das Berlengas (UNESCO), Aspiring Geoparque Oeste, Associação Onda e com o apoio institucional da Direção-Geral de Política do Mar, informo que estive presente na Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar, para participar numa pequena palestra e apresentar o documentário Naturalmente Flores. Este filme foi considerado o mais pontuado na componente educativa, ao lado de grandes produções como “A Ilha dos Gigantes” ou “Nazaré – Bigger than Life”.
O município de Lajes das Flores fez-se representar pelo vereador do turismo, Armando Rodrigues, através de videoconferência. Obrigado a todas as entidades que possibilitaram a realização deste filme.


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Palestra na USG – A Fotografia e o Cinema na Consciencialização Ambiental

Palestra Universidade Sénior de Gondomar

A convite da Professora Maribel, Paulo Ferreira estará presente na Universidade Sénior de Gondomar no âmbito da sua palestra “A Fotografia e o Cinema na Consciencialização Ambiental”. O evento realiza-se pelas 15h00 nas instalações da Universidade e durará cerca de 60 minutos. Paulo Ferreira irá apresentar uma sequência de fotografias maioritariamente noturnas, que foi realizando ao redor do mundo, demonstrando assim que é possível através da fotografia, consciencializar as pessoas para algumas questões ambientais, nomeadamente a poluição luminosa. A palestra terminará com a mostra do documentário “Naturalmente Flores”, exibido recentemente pela RTP.

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Paulo Ferreira premiado no ART&TUR nas Caldas da Rainha

Paulo Ferreira premiado no ART&TUR

Paulo Ferreira marcou presença na cerimónia de entrega de prémios no ART & TUR – International Tourism Film Festival. O documentário “Naturalmente Flores” exibido recentemente na RTP Açores, foi galardoado com o troféu de “Melhor Filme” na categoria de “Expedições e Aventura”. O Dr. Luís Maciel, presidente do Município de Lajes das Flores – Ilha das Flores (Açores), esteve presente na cerimónia e recebeu o prémio.

Desde a sua 1ª edição em Barcelos, em 2008, o Festival ART&TUR tem cumprido eficazmente a sua missão de dar a conhecer ao mundo as melhores produções audiovisuais realizadas em Portugal e no mundo. Este ano, teve a RTP e a TAP como entidades parceiras.

A cerimónia decorreu no Centro Cultural e Congressos das Caldas da Rainha, no dia 27 de outubro e contou com a presença de muitos realizadores e produtores de alguns países.

A problemática das alterações climáticas foi matéria que sempre me interessou. Fosse pela manifesta constatação, fosse movido pela ânsia de dar o meu contributo para a formação de uma consciência ambiental que obrigasse os mais jovens e, por simpatia, os adultos. Olhar para além do nosso quintal é fundamental para a génese de novos comportamentos ambientais, responsabilizando cada um de nós à participação numa dinâmica que não permite folgas ou desleixos. A criação de um público interessado e actuante é o desafio que se nos impõe enquanto participantes inclusos actuantes da sociedade.




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Galáxia de Andrómeda Um Poema

Andromeda

Na vastidão do firmamento estrelado, Andrómeda, esplêndida, se ergue no espaço, Um turbilhão de estrelas, dança de luz e encanto, Um poema cósmico, um sonho abraçado.
Ela gira em segredo, em espirais de mistério, Bordada com estrelas, joias do infinito, Nebulosas dançam em seu véu sedoso, Nas asas da noite, ela brilha, um afluente.
Distante e majestosa, em seu manto celeste, Andrómeda nos convida a contemplar, Os segredos do universo, os mistérios profundos, Que na noite escura, ela nos revela, a sonhar.
Em sua galáxia, uma sinfonia de luz, Bilhões de histórias, vidas por desvendar, Andrómeda, tu és nossa irmã cósmica, Nossa inspiração, nossa busca no olhar.
Assim, em poemas estelares, te celebramos, Andrómeda, beleza nas fronteiras do espaço, Que possamos, um dia, juntos desvendar, Os segredos que em teus braços vêm repousar.

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