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Aotearoa semi-finalista no Los Angeles CineFest

Los Angeles CineFest
Los Angeles CineFest

O documentário curto Aotearoa – We Are All Made Of Stars, é semi-finalista em Los Angeles. Trata-se do festival internacional de cinema Los Angeles CineFest. O diretor do festival é o conceituado Mark Mos. Um Editor, Director e Produtor de filmes em Hollywood. Esteve envolvido em filmes como por exemplo “Gladiator”, premiado com um Óscar (Russell Crowe). “Missão Impossível 2” (Tom Cruise). “Gone in 60 seconds” (Nicholas Cage, Angelina Jolie). “How the Grinch Stole Christmas” (Jim Carrey) e muitos outros. São estes reconhecimentos que dão alento para continuar a realizar mais e melhores documentários curtos. A consciência ambiental como forma de combate às alterações climáticas é necessária.

Obrigado a todos os patrocinadores que se envolveram na produção deste trabalho e que podem ser conhecidos nos créditos do filme. Ficamos assim a aguardar pela possibilidade deste filme passar à fase final e ser premiado como um dos melhores na sua categoria.

Patagónia – Subida ao Fitz Roy

No trilho para o Fitz Roy
Patagónia – No trilho para o Fitz Roy

O rio corria sem sossego por entre as pedras do vale. Em redor, árvores vestidas com os tons de outono cobriam todo o vale até meia encosta, onde já surgia a neve e, de súbito, imponente, o maciço rochoso do Fitz Roy. O pico, fantasmagórico no seu incessante jogo de escondidas com as névoas.
Nada substitui a experiência pessoal, cunho marcado da vivência in loco. O registo mecânico permite a guarda, para memória futura, de cada detalhe, elemento, pormenor. É um resgate feito ao passado, transmitido em herança às gerações vindouras. Mas a memória visual, mesmo que falível, mesmo que roída pelo tempo, é feita da vivência pessoal, intransmissível, incorruptível na essência – eu vi o Fitz Roy!

Posto a caminho, atravessei rio Blanco para chegar ao último acampamento antes de atingir a base do Fitz Roy: Camping Rio Blanco.

O sol ia alto e o calor inclemente era um braseiro que trazia sob a roupa; estava a ser tomado pelo cansaço. Obriguei-me a parar, descansar e a beber água, a hidratação é fundamental e eu não me esqueci dela durante os dias anteriores.

Um painel de madeira ali perto informava um quilómetro para chegar ao fim do trilho e sugeria ao leitor que verificasse o seu estado físico. Agora??? Depois de 11 quilómetros percorridos é que sou alertado para isto? Vim eu do outro lado do mundo para me atirarem este desaforo à cara? Se tinha chegado até ali, iria certamente percorrer o último quilómetro tal como havia feito os anteriores. Qual é a dificuldade?, atirei, altivo, em modo desafiador aos deuses da fortuna. Por um mísero quilómetro… Por quem me tomam?

Patagónia - Fitz Roy
Patagónia – Chegada ao Fitz Roy

Resoluto, a mastigar quezília, fiz-me à vida que não me atenho a pormenores. De súbito… estanquei. As árvores tinham desaparecido e o que se plantava diante dos meus olhos exauriu-me todas as forças: o trilho seguia montanha acima numa inclinação que de acentuada não tinha nada – tinha tudo!

Como uma cobra, serpenteava a encosta. Ah!, pois… admiti a custo: o tal quilómetro em falta!

Ser Humano é ser inteligente

Perito Moreno - Degelo
Perito Moreno – Degelo

António Mota – Autor do prefácio do meu livro “Patagónia – A Ponta do Mundo“, escrevia assim:

Neste livro “Patagónia A Ponta Do Mundo” a narrativa luta com a imagem pela supremacia na entrega da mensagem. Cabe ao leitor avaliar qual cumpre melhor o objectivo, mas, acima de tudo, devemos assumir que ambas contribuem para a consciencialização da humanidade na necessidade da manutenção saudável do nosso suporte de vida, a Terra (“Our Home”, na locução do filme homónimo do mesmo autor).

Se a força da prosa está na sua simplicidade já para imagem está no pormenor onde se percebem provas da degradação do ecossistema, habitat de muitas espécies. Se todos aceitamos provas da extinção de algumas, ou melhor, muitas espécies, porque não o há de acontecer com a nossa? Einstein disse, ”Deus não joga aos dados”, noutro contexto, mas com o mesmo sentido, eu direi “a natureza não toma partidos”, porque nos haveria de poupar? A continuarmos a tratar este planeta, “a Nossa Casa”, como até aqui esse será também o nosso destino.

A nossa agressão ao meio ambiente pode ser melhor compreendida através de um modelo aproximado, fazendo um paralelo com o nosso corpo. De entre as muitas bactérias que nos habitam, as que prejudicarem o organismo serão combatidas pelo nosso sistema de defesa, o nosso organismo dá-nos sinais desse conflito através de um mal-estar generalizado. Como insistimos na cegueira de ignorarmos os fenómenos atípicos (sintomas) que a natureza nos tem enviado, senão, uma reacção de defesa do organismo vivo que nós também habitamos e agredimos, “a TERRA”.

Esta ideia é base da teoria GAIA (divindade que representava a terra na mitologia Grega) que vê a terra como um complexo sistema autor regulador, característica de qualquer ser vivo, e propõe que a biosfera (todos os seres vivos) e toda a parte física da terra; atmosfera, criosfera, hidrosfera e litosfera se comportem como órgãos de um só corpo a trabalharem para o mesmo objectivo: a manutenção das condições climáticas e bioquímicas necessárias à vida. Uns ainda não aceitam como um facto, as alterações climáticas, muitos já, mas, a maioria, não mudou uma palhinha nos seus comportamentos. Temos a toda a hora exemplos disso, quem nunca viu o automobilista da frente a lançar pela janela fora, lugar que é de todos, um qualquer objecto de que já não necessita?

Ser “Humano” é ser inteligente, crescemos física e intelectualmente e devemos adaptar, através da inteligência, constantemente, os nossos comportamentos à luz dos novos conhecimentos, comportamento em concordância com conhecimento. Não vejo há muito tempo uma mudança positiva nos hábitos quotidianos que não fosse obrigatória, veja-se os sacos plásticos de compras.

A mudança só será efectiva e rápida se for livre e colaborativa, se partir de cada um, com convicção, será permanente, já a obrigatoriedade implica uma supervisão e que por natureza humana parece feita para ser ludibriada, corrompida, uma tentação.

Livro – Patagónia a ponta do mundo

Entrevista ao jornal Vivacidade

Notícia Jornal Vivacidade
Notícia Jornal Vivacidade

Paulo Ferreira deu uma entrevista ao Jornal Vivacidade, a respeito do seu trabalho na área da fotografia, timelapse e vídeo. A notícia pode ser lida na edição deste mês do referido jornal de Gondomar. Para além dos assuntos que se prendem com a problemática ambiental e que estão na base dos trabalhos do Paulo Ferreira, foi possível falar um pouco sobre os seus dois prémios recentes, atribuídos aos documentários curtos “Aotearoa – We Are All Made Of Stars” e “Parque das Serras do Porto”.

Uma leitura mais atenta e vai ficar a saber um pouco mais do percurso de vida e do trabalho que Paulo Ferreira tem vindo a desenvolver nos últimos anos. Um percurso que o levou à Noruega, à Patagónia (Chile e Argentina), à Nova Zelândia e mais recentemente à Islândia, sempre em busca de imagens capazes de consciencializar as pessoas para a actual problemática ambiental.

This Is Our Time – Making Of

Making Of This Is Our Time
Making Of This Is Our Time

O Making Of do documentário curto “This Is Our Time”, um filme que teve estreia na Casa do Infante no passado dia 16 de Novembro, já está disponível para visualização no canal do YouTube.

Santiago Indie Film Awards

Aotearoa – We Are All Made Of Stars, faz parte da selecção oficial de filmes que foram admitidos ao festival internacional de cinema independente, “Santiago Independent Film Awards”. O documentário curto, está nomeado para prémio na categoria “BEST DOCUMENTARY SHORT”.

Trata-se de um festival que se realiza em Santiago do Chile e que aceita apenas, filmes realizados de forma independente.

É com um enorme orgulho que recebemos esta informação e decidimos dar a conhecer esta notícia, pois ela é só por si, sinónimo de reconhecimento internacional e prestigia a dedicação e o trabalho independente, que Paulo Ferreira tem vindo a realizar ao longo dos últimos anos.

Paulo Ferreira dá-nos a conhecer os lugares maravilhosos que ainda existem na nossa única casa, a Terra e que tendencialmente continuamos a destruir.

A informação sobre a selecção oficial pode ser consultada em:

Santiago Independent Film Awards

 

Islândia – O dia a dia da expedição

Paulo Ferreira
Paulo Ferreira a preparar o registo de timelapse

Paulo Ferreira terminou recentemente uma expedição à Islândia, com o objetivo de realizar um novo documentário curto, que consciencializa as pessoas para o grande desafio que enfrentamos. As alterações climáticas e a necessidade de olhar com mais atenção para a nossa única casa, o planeta Terra, são motivos suficientes para preservarmos os poucos espaços naturais que nos restam.

É este enorme desafio que enfrentamos, que faz com que Paulo Ferreira continue a produzir estes filmes.

A expedição decorreu durante 15 dias e ao longo de todo esse tempo, foram registados alguns momentos que documentaram a viagem ao Jornal de Notícias. Os vídeos podem ser visualizados clicando em “Continuar a ler“.

Continuar a ler

Documentário do Parque das Serras do Porto nomeado no ART&TUR

Documentário “Parque das Serras do Porto” nomeado para prémio no ART&TUR

O documentário foi nomeado para prémio no festival internacional de cinema ART&TUR.

A notícia chegou esta semana, proveniente da Comissão Organizadora do XII Festival Internacional de Cinema de Turismo – ART&TUR 2019, que se realizará em Torres Vedras, de 22 a 25 de Outubro.  O Júri Internacional do Festival – constituído por 25 peritos de 15 países, deliberou que  o filme “Parque das Serras do Porto” deveria fazer parte da lista de filmes nomeados para prémio.

O Jantar de gala da cerimónia de encerramento do festival, será no dia 25 de Outubro, às 21:00, após a realização da entrega de prémios, que se iniciará às 17:30.

Patagónia – O degelo do Perito Moreno

Numa das minhas aventuras ao redor do mundo, tive a oportunidade de registar em fotografia, o degelo de um enorme glaciar. O Perito Moreno. E este foi o momento:
Na imensidão da solidão, subitamente, ecoa um som estrondoso, arrebatador. Ávido, procuro com o olhar movimento, ação conforme à dimensão do ruído, certamente uma massa de gelo a desmoronar-se de encontro à água, poderosa no seu fluir.
O som, propagado a uma velocidade inferior à da luz, apanha-me distraído e incapaz de reagir a tempo de fazer um registo fotográfico de toda a ação. Talvez numa próxima oportunidade… mas com a atenção redobrada!
Meia dúzia de planos em timelapse e 900 fotografias depois continuava sem despegar o olhar do glaciar na esperança de assistir a novo desabamento. Estranhamente, fiquei dependente dessa visão: porque o ambiente me preocupa, ou simples curiosidade, ou talvez porque sou como S. Tomé – ver para crer que o aquecimento global é uma realidade.
A minha obstinação deu frutos e eu pude recolher o resultado numa fantástica sequência de fotografias feitas no momento dramático da queda de uma enorme massa de gelo na água e à colossal onda gerada pela força do impacto. Sorte. Teimosia. Paciência. Resiliência. Trabalho.
Para se ter a noção da dimensão, este glaciar tem cerca de 60 metros de altura e as fotografias foram obtidas com uma distancia focal de 35mm:

Glaciar Perito Moreno
Um dos maiores glaciares do mundo, o Perito Moreno. Momento onde se verifica o desprendimento.

 

Queda de bloco de gelo
Momento em que o bloco de gelo com cerca de 30 metros de altura, rebenta na água.

Workshop Fotografia Noturna 2019

Workshop fotografia noturnaPaulo Ferreira irá realizar um workshop de fotografia nocturna em Miranda do Douro. O evento está agendado para os próximos dias 31 de agosto e 1 de setembro. Esta é uma data favorável para a realização do workshop, pois a Lua está numa fase que não reflecte a luz do Sol e como tal estão reunidas as condições para a realização de fotografias nocturnas. São exemplos disso a possibilidade de fotografar a Via Láctea, efectuar registo de timelapse ou pintar com luz.

O local onde os participantes ficarão alojados é no Cimo da Quinta – Turismo Rural (https://www.facebook.com/cimodaquinta).

Para além da possibilidade de registar fotografias nocturnas, os participantes terão a oportunidade de descansar um pouco num ambiente muito natural, conhecer a região, dando passeios de bicicleta ou a pé e provar a famosa Bola Doce Mirandesa, entre outras iguarias.

O evento tem vagas limitadas e como tal as inscrições dos potenciais interessados neste tipo de fotografia, devem ser efectuadas o mais breve possível, através do email paulo@pauloferreira.pt ou por telefone 966454440.

Clique na imagem ao lado para visualizar o cartaz com maior definição.

 

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