Etiqueta: Timelapse

Estreia do vídeo Wild Is Life no canal do Youtube

Estreia do vídeo Wild Is Life

Estreia do vídeo Wild Is Life

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Realizei este vídeo (com uma seleção de imagens de alguns dos meus filmes realizados na Noruega, Chile, Argentina, Nova Zelândia e Islândia), com o objetivo de motivar as pessoas a cuidar da nossa casa, o Planeta Terra. Sintam cada maravilha do nosso Planeta e procurem a consciência necessária para em cada gesto, ter atenção aos danos que lhe causamos.

Não será demasiado tarde para mudar o atual estado das coisas. Pelo menos deveremos melhorá-las. A ciência e a tecnologia existe, pelo que só falta a vontade
política. A grande dificuldade (tal como diz David Attenborough), será fazer com que as pessoas se importem. Este será o primeiro passo.

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Lockdown Porto premiado no Finisterra

O filme “Lockdown Porto” arrecadou ontem três prémios e uma menção honrosa no festival internacional de cinema “Finisterra Arrábida Film Art & Tourism Festival”.  Os prémios foram os seguintes:

3º lugar na categoria de “Timelapse”.

1º lugar na categoria de “Places in History”.

1º lugar na categoria de “Best Portuguese Film”.

E ainda uma menção honrosa da parte do Presidente do Júri.

Trata-se de um trabalho realizado na cidade do Porto em período de confinamento. E cuja mensagem nos alerta para o período da história que atravessamos, ao mesmo tempo que nos brinda com uma nota de esperança. A esperança de que a nossa vida regresse ao “antigo normal”.  Um filme curto, com muitas emoções à mistura, realizado com paixão.

O filme cuja produção ficou a cargo da PTlapse e realizado pelo Paulo Ferreira, contou ainda com a participação da Laurence Alves (adaptação e tradução  da narrativa) e do Conrad Harvey (locutor).

O filme pode ser visualizado no youtube ou no vímeo, Também poderá ver o filme, aqui na página: Lockdown Porto

Los Angeles Independent Film Festival Awards

Los Angeles Independent Film Festival Awards
Los Angeles Independent Film Festival Awards

O documentário curto “This Is Our Time” foi premiado ontem em Hollywood – Los Angeles, na categoria de Best Travel/Time-Lapse Short. O festival internacional de cinema que reconheceu o filme é o LAIFFA (Los Angeles Independent Film Festival Awards), que também qualifica automaticamente para o IMDB. É sempre uma honra, ver um filme premiado naquele que é o centro do cinema mundial. Desta forma a mensagem que o filme contém, chega a um publico muito mais alargado. O mérito do filme e de quem esteve envolvido na sua realização, é assim validado por um dos festivais de cinema independente, referência mundial neste sector. Um obrigado muito especial à Laurence Alves, ao Conrad Harvey, ao João Sousa e ao Marco Ribeiro, pela dedicação a este filme.

Cometa Neowise C/2020 F3

Startrail Cometa Neowise
Startrail Cometa Neowise

Quando se tem a oportunidade de observar um cometa que muito provavelmente só será novamente visível daqui a cerca de 7000 anos, não queremos saber do conforto a que normalmente nos habituamos ao longo de gerações. Neste caso nem a chuva, nem o vento ou mesmo a trovoada, o frio, os incêndios que poluem o horizonte, a poluição luminosa, foram impeditivos de me deslocar para o Parque Natural do Alvão, com o objectivo de fotografar o cometa Neowise. Num dos dias em particular, houve uma mudança brusca do estado do tempo, mas ainda assim sempre acreditei que as condições meteorológicas iriam mudar. Depois de muitas horas à espera em lugares isolados, na procura do minúsculo ponto nas imediações da Ursa Maior, fui bem sucedido umas vezes e outras nem por isso.

Quando o vi pela primeira vez, não queria crer no que os meus olhos viam (nunca utilizei qualquer meio para ajudar a identificar o cometa).  Lembro-me da primeira fotografia em particular, pois por volta das 4H45 da madrugada, ele surgiu na linha do horizonte já bem acima das nuvens que existiam na zona. Foi a primeira fotografia que fiz ao cometa. Seguiram-se planos de timelapse que também estão aqui na página. Alguns dias depois decidi começar a observá-lo na tentativa de o fotografar depois do pôr-do-sol (podem ver algumas fotografias na galeria em baixo). A fotografia ao lado é resultante da composição de 330 frames (provenientes de um registo de timelapse que demorou cerca de 60 minutos a obter) e que deu origem a este “Startrail” onde é possível ver a deslocação do cometa e das estrelas. Acreditem que é fantástico observar um objecto desta natureza. Um antepassado de regresso à Terra. Todas as fotografias foram obtidas em dois locais do Parque Natural do Alvão. Aqui ficam algumas fotografias do cometa, para quem não tem a possibilidade de o observar:

Enquanto fazia algumas fotografias, coloquei um segundo tripé cuja camera fotográfica registou alguns planos de timelapse. Deixo aqui um desses planos de timelapse de cerca de 6 segundos e que podem ser visualizado na minha plataforma do vímeo.

Lockdown Porto

Fotografar o Porto tem sido para mim, nos últimos anos, uma paixão que vem crescendo, alimentada pela luz que a cidade imana, contrariamente ao que se pensava no passado. As recentes alterações arquitectónicas, aliadas à recuperação urbana, tornam a cidade um motivo fotográfico. Por isso gosto tanto de a fotografar, filmar ou “timelapsar”. Nos tempos que vivemos, senti que a pandemia veio esfriar a cidade e que a vida se tornou cinzenta. Como tive a possibilidade de sair durante este período de confinamento, por motivos ligados à minha actividade profissional, acabei por registar algumas imagens da cidade, total ou parcialmente deserta. Assim, e motivado pela esperança de que melhores dias virão, decidi realizar este vídeo durante este período. Quero que seja uma janela de luz e esperança para todos aqueles que adoram esta cidade. Nele estão retratados dois períodos bem distintos: o antes e o pós-confinamento, com uma passagem pelas terras Durienses, onde as searas continuaram a crescer, representando um sinónimo de vida.

Estreia online – This Is Our Time

This Is Our TimeO documentário curto “This Is Our Time” realizado na Islândia em 2019, tem data de estreia online marcada para o dia 22 de Abril (Dia da Terra). Trata-se de um filme de cerca de 15 minutos e que mostrando as extraordinárias paisagens da Islândia, passa a mensagem de que é necessário preservar a nossa casa. Este é pois o tempo de cuidarmos dela, de a respeitarmos, pois o momento que atravessamos é sinónimo de que a Terra está a reagir à forma como continuamos a usá-la. Nunca como hoje, foi necessário mudar os nossos hábitos. Temos de saber viver em harmonia com os recursos que estão disponíveis. Temos de cuidar dos animais, das plantas, do ar que respiramos, da água que bebemos, das imagens que os nossos olhos querem ver. Urge sermos mais Humanos e menos números. Ter a possibilidade de percorrer montes e vales, saltar ribeiros, respirar fundo, viver livremente, pois não chega só a liberdade. Nunca houve tempo para parar. Aproveitemos este tempo para mudar de paradigma. Tenhamos consciência e vontade de mudar.

Um filme com a participação especial de:
Narrativa: Laurence Alves | Locução: Conrad Harvey | Consultor: Paulo F. Silva | Som: João Sousa | Entrevistado: Thórður Halldórsson | Making Of: Marco Ribeiro | Realização: Paulo Ferreira

Um filme patrocinado por:
Claranet Portugal | Clínica de Gondomar Medicina Dentária | Delete – Soluções Informáticas | Dental Doctors | Goldnature | LadoB Café | Opticália de Gondomar | Ppsec Engenharia | Ptlapse | Rosalar Electrodomésticos


Nota enviada por Laurence Alves, autora da narrativa do filme:


Nota enviada pela Goldnature patrocinadora oficial do filme:


Nota enviada pelo LadoB patrocinador oficial do filme:


Nota enviada pela Clínica de Gondomar Medicina Dentária patrocinadora oficial do filme:


Nota enviada por Conrad Harvey, locutor do filme:


Nota enviada pela Claranet Portugal patrocinadora oficial do filme:


Nota enviada pela PPSEC – Engenharia patrocinadora do filme:


Nota enviada pela Delete – Informática patrocinadora oficial do filme:


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Patagónia – El Charpitero Gigante

El Charpitero Gigante
El Charpitero Gigante
A viagem de Puerto Natales até ao Parque Nacional decorreu numa ambiência de filme de autor, daqueles filmes tão herméticos na sua essência que apenas o próprio autor o compreende: a viatura avançava velozmente pela estrada e eu tinha a sensação de estar a ver sempre a mesma cena. A escala e dimensão do cenário alargam o horizonte a uma perspetiva difícil de apreender para quem não é habitual destas paragens. De início o trilho mostrava-se intratável, muito difícil e lento, por entre pedras soltas que a cada passo para a frente me faziam deslizar dois atrás. Com meia-hora de caminho necessária para alcançar a meia-encosta, o trilho seguia as curvas do vale que me levaria à base das torres num passo, agora, mais firme e seguro pois o desnível era pouco acentuado. Aqui ou ali salpicado por Lengas acompanhava a margem direita do rio Ascencio, visível no seu correr por entre as pedras e as Lengas de cores douradas que polvilhavam as margens. Apesar de algum vento forte, o dia estava bom para caminhar. Neste mister de calcorrear os caminhos por onde já ninguém anda, sobra-nos tempo para arrumar ideias dentro da cabeça, planear projetos ou, simplesmente, sentir o pulsar da vida na sua plenitude tornando-nos em recetáculo geral de todas as sensações. Do milhão de memórias que carregava comigo, o cérebro insistia em relembrar-me constantemente que eu estava a caminho de Las Torres Del Paine, do que iria ver diante de mim quando lá chegasse. Essa dúvida, incerteza, desconfiança, crença… alimentava-me de coragem e força para vencer a etapa. Ver com os meus olhos, primeiro; primeiro, o olhar. Sempre.
Por uma antiga e rudimentar ponte de madeira saltei o rio Ascencio que há alguns quilómetros me vinha a acompanhar para entrar num bosque fechado de Lengas, a árvore mais característica da Patagónia. Em sintonia, tudo se complementava, forma e conteúdo no seu esplendor. Sentado para descansar alguns minutos e hidratar-me, ergui-me de sopetão ao surpreender-me com o inesperado: a cerca de 20 metros de distância, por entre os ramos das árvores, duas aves de médio porte a saltar de tronco em tronco. Não cria nos meus olhos, mentiam seguramente.
Trocada a grande angular até aí usada, por uma outra de “400 mm”, lancei-me em perseguição desabrida daqueles “pica-paus” até perder a noção do local em que havia deixado a mochila. Sei agora que era um pica-pau preto de nome El Charpitero Gigante, cuja principal característica distintiva entre géneros é a cabeça vermelha do macho, fácil de observar sempre que este percorre o tronco de uma árvore em busca de alimento. De novo a caminho, estava maravilhado com o constante deslumbramento provocado por todos estes encontros, casuais ou não. O avistamento dos pica-paus não me saía da cabeça, tão surpreendente quanto mágico havia sido.

Timelapse Alvão – 2010

Em 2010, depois dos primeiros passos na técnica de timelapse, comecei a desenvolver a minha primeira “dolly” que me permitiu sair dos planos fixos (tripé apenas) para o timelapse em movimento. 10 anos se passaram e decidi reeditar esses mesmos planos, removendo os problemas de flicker e estabilidade o mais possível. Não está perfeito mas acreditem que os planos originais estavam mesmo “ruins”. Aqui fica o vídeo, todo ele registado no Parque Natural do Alvão. A dolly com a qual registava os primeiros planos de timelapse com movimento, data de 2010. Actualmente possuo o Stage One.
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As cores de Inverno no Alvão

O Parque Natural do Alvão, tem sido para mim, um lugar mágico que me permite fotografar ao longo de todas as estações do ano. Todos os anos regresso ao parque e todos os anos fico surpreendido com o que ele me oferece. Quase sempre o faço para caminhar, fotografar, filmar e registar planos de timelapse. Procuro os detalhes do parque. Os pormenores. Aqueles recantos, que só quem caminha, descobre. É minha opinião de que não tem sido devidamente acompanhado pelas entidades que a ele estão ligadas. Deveriam cuidar dele de uma forma mais assídua, com aplicações práticas ao nível da reflorestação e ordenamento. Apesar disso, continuo a fazer o meu trabalho, a titulo individual e isento de forças externas. Deixo aqui algumas fotografias que registei há relativamente pouco tempo, de alguns recantos do parque e que são o exemplo das cores e tonalidades que se verificam nesta época do ano. O fim do Inverno e o inicio da Primavera. Tons de verde e amarelo que afastam as cores frias do Inverno e que são sinónimo da chegada da Primavera. Já se vêem as pessoas a conversar junto aos ribeiros que atravessam estes terrenos de cultivo. Os animais pastam ali mesmo ao lado, procurando os suculentos rebentos verdes da erva e dos arbustos. Longe da aldeia global, esta gente “da aldeia” que teima em não se ligar ao mudo, vive o seu dia a dia. Devagar. Como deveria ser vivido. O problema será quando desaparecerem. A pequena aldeia perde a ligação à aldeia global e tudo termina. No esquecimento. Perde-se assim mais um dos elos que nos ligam à natureza.

As cores de Inverno no Alvão - R5A4978

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As cores de Inverno no Alvão

Para visualizar a fotografia em tamanho maior, clicar em cima da imagem.