Etiqueta: Timelapse

Dia da Terra – Notícia Jornal RTP2

O Jornal 2 da RTP2 terminou a sua edição do dia 22 de abril com imagens de Paulo Ferreira. São planos de timelapse registados em vários países, como por exemplo Espanha, Noruega, Chile, Argentina, Nova Zelândia e Islândia. O objetivo era comemorar o Dia da Terra.

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A Terra dos Homens

A TERRA DOS HOMENS

Tem sido habitual no Dia da Terra, Paulo Ferreira publicar um vídeo que assinale esta data. Este ano e à semelhança de anteriores, realizou um vídeo com este propósito. Dado o momento que atravessamos (impossibilitado de viajar em virtude da pandemia), este ano foi buscar imagens de timelapse e vídeo ao seu arquivo. São imagens registadas nos Noruega, Patagónia, Nova Zelândia e Islândia. Imagens provenientes das suas viagens pelo mundo, com a finalidade de consciencializar as pessoas para a atual problemática ambiental.
São imagens obtidas através da técnica de timelapse que nos fazem sentir como é bela a Terra dos Homens. Elas mostram a beleza da “nossa casa”, ao mesmo tempo que a voz de Eduardo Rêgo (autor da locução) nos faz meditar sobre o nosso maior problema.
Ao longo do vídeo (de cerca de 4 minutos e meio) é possível viajar por paisagens naturais, retratadas pelo Paulo Ferreira, ao sabor da mensagem de que é importante mudarmos de rumo. Um rumo que nos leve de regresso à natureza, dado que estamos a perder o sentido da complementaridade. Do afeto, do gosto pela cooperação. Falta vivermos mais próximos, mesmo que fisicamente distantes. É urgente o regresso à natureza, pois ainda existem lugares onde a vida respira plenitude e paz.
Tal como é dito no vídeo, a felicidade é a utopia permanente da criança que há em Paulo Ferreira. Inocente, que tropeça, cai, mas vai em frente à procura do que não vê…, mas sente! É por isso ele gosta de “namorar” a natureza e mostrá-la às pessoas, para que elas reencontrem o caminho para “casa”. Um objetivo claro que nos coloque mais próximos dela, pois só assim a vida será sustentável e talvez possamos fazer regredir as alterações climáticas.

Veja o vídeo em baixo.

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Estreia do vídeo Wild Is Life no canal do Youtube

Estreia do vídeo Wild Is Life

Estreia do vídeo Wild Is Life

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Realizei este vídeo (com uma seleção de imagens de alguns dos meus filmes realizados na Noruega, Chile, Argentina, Nova Zelândia e Islândia), com o objetivo de motivar as pessoas a cuidar da nossa casa, o Planeta Terra. Sintam cada maravilha do nosso Planeta e procurem a consciência necessária para em cada gesto, ter atenção aos danos que lhe causamos.

Não será demasiado tarde para mudar o atual estado das coisas. Pelo menos deveremos melhorá-las. A ciência e a tecnologia existe, pelo que só falta a vontade
política. A grande dificuldade (tal como diz David Attenborough), será fazer com que as pessoas se importem. Este será o primeiro passo.

Partilha o vídeo do Youtube.

Veja o vídeo no canal do Youtube

Lockdown Porto premiado no Finisterra

O filme “Lockdown Porto” arrecadou ontem três prémios e uma menção honrosa no festival internacional de cinema “Finisterra Arrábida Film Art & Tourism Festival”.  Os prémios foram os seguintes:

3º lugar na categoria de “Timelapse”.

1º lugar na categoria de “Places in History”.

1º lugar na categoria de “Best Portuguese Film”.

E ainda uma menção honrosa da parte do Presidente do Júri.

Trata-se de um trabalho realizado na cidade do Porto em período de confinamento. E cuja mensagem nos alerta para o período da história que atravessamos, ao mesmo tempo que nos brinda com uma nota de esperança. A esperança de que a nossa vida regresse ao “antigo normal”.  Um filme curto, com muitas emoções à mistura, realizado com paixão.

O filme cuja produção ficou a cargo da PTlapse e realizado pelo Paulo Ferreira, contou ainda com a participação da Laurence Alves (adaptação e tradução  da narrativa) e do Conrad Harvey (locutor).

O filme pode ser visualizado no youtube ou no vímeo, Também poderá ver o filme, aqui na página: Lockdown Porto

Los Angeles Independent Film Festival Awards

Los Angeles Independent Film Festival Awards
Los Angeles Independent Film Festival Awards

O documentário curto “This Is Our Time” foi premiado ontem em Hollywood – Los Angeles, na categoria de Best Travel/Time-Lapse Short. O festival internacional de cinema que reconheceu o filme é o LAIFFA (Los Angeles Independent Film Festival Awards), que também qualifica automaticamente para o IMDB. É sempre uma honra, ver um filme premiado naquele que é o centro do cinema mundial. Desta forma a mensagem que o filme contém, chega a um publico muito mais alargado. O mérito do filme e de quem esteve envolvido na sua realização, é assim validado por um dos festivais de cinema independente, referência mundial neste sector. Um obrigado muito especial à Laurence Alves, ao Conrad Harvey, ao João Sousa e ao Marco Ribeiro, pela dedicação a este filme.

Cometa Neowise C/2020 F3

Startrail Cometa Neowise
Startrail Cometa Neowise

Quando se tem a oportunidade de observar um cometa que muito provavelmente só será novamente visível daqui a cerca de 7000 anos, não queremos saber do conforto a que normalmente nos habituamos ao longo de gerações. Neste caso nem a chuva, nem o vento ou mesmo a trovoada, o frio, os incêndios que poluem o horizonte, a poluição luminosa, foram impeditivos de me deslocar para o Parque Natural do Alvão, com o objectivo de fotografar o cometa Neowise. Num dos dias em particular, houve uma mudança brusca do estado do tempo, mas ainda assim sempre acreditei que as condições meteorológicas iriam mudar. Depois de muitas horas à espera em lugares isolados, na procura do minúsculo ponto nas imediações da Ursa Maior, fui bem sucedido umas vezes e outras nem por isso.

Quando o vi pela primeira vez, não queria crer no que os meus olhos viam (nunca utilizei qualquer meio para ajudar a identificar o cometa).  Lembro-me da primeira fotografia em particular, pois por volta das 4H45 da madrugada, ele surgiu na linha do horizonte já bem acima das nuvens que existiam na zona. Foi a primeira fotografia que fiz ao cometa. Seguiram-se planos de timelapse que também estão aqui na página. Alguns dias depois decidi começar a observá-lo na tentativa de o fotografar depois do pôr-do-sol (podem ver algumas fotografias na galeria em baixo). A fotografia ao lado é resultante da composição de 330 frames (provenientes de um registo de timelapse que demorou cerca de 60 minutos a obter) e que deu origem a este “Startrail” onde é possível ver a deslocação do cometa e das estrelas. Acreditem que é fantástico observar um objecto desta natureza. Um antepassado de regresso à Terra. Todas as fotografias foram obtidas em dois locais do Parque Natural do Alvão. Aqui ficam algumas fotografias do cometa, para quem não tem a possibilidade de o observar:

Enquanto fazia algumas fotografias, coloquei um segundo tripé cuja camera fotográfica registou alguns planos de timelapse. Deixo aqui um desses planos de timelapse de cerca de 6 segundos e que podem ser visualizado na minha plataforma do vímeo.

Lockdown Porto

Fotografar o Porto tem sido para mim, nos últimos anos, uma paixão que vem crescendo, alimentada pela luz que a cidade imana, contrariamente ao que se pensava no passado. As recentes alterações arquitectónicas, aliadas à recuperação urbana, tornam a cidade um motivo fotográfico. Por isso gosto tanto de a fotografar, filmar ou “timelapsar”. Nos tempos que vivemos, senti que a pandemia veio esfriar a cidade e que a vida se tornou cinzenta. Como tive a possibilidade de sair durante este período de confinamento, por motivos ligados à minha actividade profissional, acabei por registar algumas imagens da cidade, total ou parcialmente deserta. Assim, e motivado pela esperança de que melhores dias virão, decidi realizar este vídeo durante este período. Quero que seja uma janela de luz e esperança para todos aqueles que adoram esta cidade. Nele estão retratados dois períodos bem distintos: o antes e o pós-confinamento, com uma passagem pelas terras Durienses, onde as searas continuaram a crescer, representando um sinónimo de vida.

Estreia online – This Is Our Time

This Is Our TimeO documentário curto “This Is Our Time” realizado na Islândia em 2019, tem data de estreia online marcada para o dia 22 de Abril (Dia da Terra). Trata-se de um filme de cerca de 15 minutos e que mostrando as extraordinárias paisagens da Islândia, passa a mensagem de que é necessário preservar a nossa casa. Este é pois o tempo de cuidarmos dela, de a respeitarmos, pois o momento que atravessamos é sinónimo de que a Terra está a reagir à forma como continuamos a usá-la. Nunca como hoje, foi necessário mudar os nossos hábitos. Temos de saber viver em harmonia com os recursos que estão disponíveis. Temos de cuidar dos animais, das plantas, do ar que respiramos, da água que bebemos, das imagens que os nossos olhos querem ver. Urge sermos mais Humanos e menos números. Ter a possibilidade de percorrer montes e vales, saltar ribeiros, respirar fundo, viver livremente, pois não chega só a liberdade. Nunca houve tempo para parar. Aproveitemos este tempo para mudar de paradigma. Tenhamos consciência e vontade de mudar.

Um filme com a participação especial de:
Narrativa: Laurence Alves | Locução: Conrad Harvey | Consultor: Paulo F. Silva | Som: João Sousa | Entrevistado: Thórður Halldórsson | Making Of: Marco Ribeiro | Realização: Paulo Ferreira

Um filme patrocinado por:
Claranet Portugal | Clínica de Gondomar Medicina Dentária | Delete – Soluções Informáticas | Dental Doctors | Goldnature | LadoB Café | Opticália de Gondomar | Ppsec Engenharia | Ptlapse | Rosalar Electrodomésticos


Nota enviada por Laurence Alves, autora da narrativa do filme:


Nota enviada pela Goldnature patrocinadora oficial do filme:


Nota enviada pelo LadoB patrocinador oficial do filme:


Nota enviada pela Clínica de Gondomar Medicina Dentária patrocinadora oficial do filme:


Nota enviada por Conrad Harvey, locutor do filme:


Nota enviada pela Claranet Portugal patrocinadora oficial do filme:


Nota enviada pela PPSEC – Engenharia patrocinadora do filme:


Nota enviada pela Delete – Informática patrocinadora oficial do filme:


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Patagónia – El Charpitero Gigante

El Charpitero Gigante
El Charpitero Gigante
A viagem de Puerto Natales até ao Parque Nacional decorreu numa ambiência de filme de autor, daqueles filmes tão herméticos na sua essência que apenas o próprio autor o compreende: a viatura avançava velozmente pela estrada e eu tinha a sensação de estar a ver sempre a mesma cena. A escala e dimensão do cenário alargam o horizonte a uma perspetiva difícil de apreender para quem não é habitual destas paragens. De início o trilho mostrava-se intratável, muito difícil e lento, por entre pedras soltas que a cada passo para a frente me faziam deslizar dois atrás. Com meia-hora de caminho necessária para alcançar a meia-encosta, o trilho seguia as curvas do vale que me levaria à base das torres num passo, agora, mais firme e seguro pois o desnível era pouco acentuado. Aqui ou ali salpicado por Lengas acompanhava a margem direita do rio Ascencio, visível no seu correr por entre as pedras e as Lengas de cores douradas que polvilhavam as margens. Apesar de algum vento forte, o dia estava bom para caminhar. Neste mister de calcorrear os caminhos por onde já ninguém anda, sobra-nos tempo para arrumar ideias dentro da cabeça, planear projetos ou, simplesmente, sentir o pulsar da vida na sua plenitude tornando-nos em recetáculo geral de todas as sensações. Do milhão de memórias que carregava comigo, o cérebro insistia em relembrar-me constantemente que eu estava a caminho de Las Torres Del Paine, do que iria ver diante de mim quando lá chegasse. Essa dúvida, incerteza, desconfiança, crença… alimentava-me de coragem e força para vencer a etapa. Ver com os meus olhos, primeiro; primeiro, o olhar. Sempre.
Por uma antiga e rudimentar ponte de madeira saltei o rio Ascencio que há alguns quilómetros me vinha a acompanhar para entrar num bosque fechado de Lengas, a árvore mais característica da Patagónia. Em sintonia, tudo se complementava, forma e conteúdo no seu esplendor. Sentado para descansar alguns minutos e hidratar-me, ergui-me de sopetão ao surpreender-me com o inesperado: a cerca de 20 metros de distância, por entre os ramos das árvores, duas aves de médio porte a saltar de tronco em tronco. Não cria nos meus olhos, mentiam seguramente.
Trocada a grande angular até aí usada, por uma outra de “400 mm”, lancei-me em perseguição desabrida daqueles “pica-paus” até perder a noção do local em que havia deixado a mochila. Sei agora que era um pica-pau preto de nome El Charpitero Gigante, cuja principal característica distintiva entre géneros é a cabeça vermelha do macho, fácil de observar sempre que este percorre o tronco de uma árvore em busca de alimento. De novo a caminho, estava maravilhado com o constante deslumbramento provocado por todos estes encontros, casuais ou não. O avistamento dos pica-paus não me saía da cabeça, tão surpreendente quanto mágico havia sido.

Timelapse Alvão – 2010

Em 2010, depois dos primeiros passos na técnica de timelapse, comecei a desenvolver a minha primeira “dolly” que me permitiu sair dos planos fixos (tripé apenas) para o timelapse em movimento. 10 anos se passaram e decidi reeditar esses mesmos planos, removendo os problemas de flicker e estabilidade o mais possível. Não está perfeito mas acreditem que os planos originais estavam mesmo “ruins”. Aqui fica o vídeo, todo ele registado no Parque Natural do Alvão. A dolly com a qual registava os primeiros planos de timelapse com movimento, data de 2010. Actualmente possuo o Stage One.
Visualizar no Youtube

As cores de Inverno no Alvão

O Parque Natural do Alvão, tem sido para mim, um lugar mágico que me permite fotografar ao longo de todas as estações do ano. Todos os anos regresso ao parque e todos os anos fico surpreendido com o que ele me oferece. Quase sempre o faço para caminhar, fotografar, filmar e registar planos de timelapse. Procuro os detalhes do parque. Os pormenores. Aqueles recantos, que só quem caminha, descobre. É minha opinião de que não tem sido devidamente acompanhado pelas entidades que a ele estão ligadas. Deveriam cuidar dele de uma forma mais assídua, com aplicações práticas ao nível da reflorestação e ordenamento. Apesar disso, continuo a fazer o meu trabalho, a titulo individual e isento de forças externas. Deixo aqui algumas fotografias que registei há relativamente pouco tempo, de alguns recantos do parque e que são o exemplo das cores e tonalidades que se verificam nesta época do ano. O fim do Inverno e o inicio da Primavera. Tons de verde e amarelo que afastam as cores frias do Inverno e que são sinónimo da chegada da Primavera. Já se vêem as pessoas a conversar junto aos ribeiros que atravessam estes terrenos de cultivo. Os animais pastam ali mesmo ao lado, procurando os suculentos rebentos verdes da erva e dos arbustos. Longe da aldeia global, esta gente “da aldeia” que teima em não se ligar ao mudo, vive o seu dia a dia. Devagar. Como deveria ser vivido. O problema será quando desaparecerem. A pequena aldeia perde a ligação à aldeia global e tudo termina. No esquecimento. Perde-se assim mais um dos elos que nos ligam à natureza.

As cores de Inverno no Alvão - R5A4978

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As cores de Inverno no Alvão

Para visualizar a fotografia em tamanho maior, clicar em cima da imagem.

Aotearoa semi-finalista no Los Angeles CineFest

Los Angeles CineFest
Los Angeles CineFest

O documentário curto Aotearoa – We Are All Made Of Stars, é semi-finalista em Los Angeles. Trata-se do festival internacional de cinema Los Angeles CineFest. O diretor do festival é o conceituado Mark Mos. Um Editor, Director e Produtor de filmes em Hollywood. Esteve envolvido em filmes como por exemplo “Gladiator”, premiado com um Óscar (Russell Crowe). “Missão Impossível 2” (Tom Cruise). “Gone in 60 seconds” (Nicholas Cage, Angelina Jolie). “How the Grinch Stole Christmas” (Jim Carrey) e muitos outros. São estes reconhecimentos que dão alento para continuar a realizar mais e melhores documentários curtos. A consciência ambiental como forma de combate às alterações climáticas é necessária.

Obrigado a todos os patrocinadores que se envolveram na produção deste trabalho e que podem ser conhecidos nos créditos do filme. Ficamos assim a aguardar pela possibilidade deste filme passar à fase final e ser premiado como um dos melhores na sua categoria.

Patagónia – Subida ao Fitz Roy

No trilho para o Fitz Roy
Patagónia – No trilho para o Fitz Roy

O rio corria sem sossego por entre as pedras do vale. Em redor, árvores vestidas com os tons de outono cobriam todo o vale até meia encosta, onde já surgia a neve e, de súbito, imponente, o maciço rochoso do Fitz Roy. O pico, fantasmagórico no seu incessante jogo de escondidas com as névoas.
Nada substitui a experiência pessoal, cunho marcado da vivência in loco. O registo mecânico permite a guarda, para memória futura, de cada detalhe, elemento, pormenor. É um resgate feito ao passado, transmitido em herança às gerações vindouras. Mas a memória visual, mesmo que falível, mesmo que roída pelo tempo, é feita da vivência pessoal, intransmissível, incorruptível na essência – eu vi o Fitz Roy!

Posto a caminho, atravessei rio Blanco para chegar ao último acampamento antes de atingir a base do Fitz Roy: Camping Rio Blanco.

O sol ia alto e o calor inclemente era um braseiro que trazia sob a roupa; estava a ser tomado pelo cansaço. Obriguei-me a parar, descansar e a beber água, a hidratação é fundamental e eu não me esqueci dela durante os dias anteriores.

Um painel de madeira ali perto informava um quilómetro para chegar ao fim do trilho e sugeria ao leitor que verificasse o seu estado físico. Agora??? Depois de 11 quilómetros percorridos é que sou alertado para isto? Vim eu do outro lado do mundo para me atirarem este desaforo à cara? Se tinha chegado até ali, iria certamente percorrer o último quilómetro tal como havia feito os anteriores. Qual é a dificuldade?, atirei, altivo, em modo desafiador aos deuses da fortuna. Por um mísero quilómetro… Por quem me tomam?

Patagónia - Fitz Roy
Patagónia – Chegada ao Fitz Roy

Resoluto, a mastigar quezília, fiz-me à vida que não me atenho a pormenores. De súbito… estanquei. As árvores tinham desaparecido e o que se plantava diante dos meus olhos exauriu-me todas as forças: o trilho seguia montanha acima numa inclinação que de acentuada não tinha nada – tinha tudo!

Como uma cobra, serpenteava a encosta. Ah!, pois… admiti a custo: o tal quilómetro em falta!

Ser Humano é ser inteligente

Perito Moreno - Degelo
Perito Moreno – Degelo

António Mota – Autor do prefácio do meu livro “Patagónia – A Ponta do Mundo“, escrevia assim:

Neste livro “Patagónia A Ponta Do Mundo” a narrativa luta com a imagem pela supremacia na entrega da mensagem. Cabe ao leitor avaliar qual cumpre melhor o objectivo, mas, acima de tudo, devemos assumir que ambas contribuem para a consciencialização da humanidade na necessidade da manutenção saudável do nosso suporte de vida, a Terra (“Our Home”, na locução do filme homónimo do mesmo autor).

Se a força da prosa está na sua simplicidade já para imagem está no pormenor onde se percebem provas da degradação do ecossistema, habitat de muitas espécies. Se todos aceitamos provas da extinção de algumas, ou melhor, muitas espécies, porque não o há de acontecer com a nossa? Einstein disse, ”Deus não joga aos dados”, noutro contexto, mas com o mesmo sentido, eu direi “a natureza não toma partidos”, porque nos haveria de poupar? A continuarmos a tratar este planeta, “a Nossa Casa”, como até aqui esse será também o nosso destino.

A nossa agressão ao meio ambiente pode ser melhor compreendida através de um modelo aproximado, fazendo um paralelo com o nosso corpo. De entre as muitas bactérias que nos habitam, as que prejudicarem o organismo serão combatidas pelo nosso sistema de defesa, o nosso organismo dá-nos sinais desse conflito através de um mal-estar generalizado. Como insistimos na cegueira de ignorarmos os fenómenos atípicos (sintomas) que a natureza nos tem enviado, senão, uma reacção de defesa do organismo vivo que nós também habitamos e agredimos, “a TERRA”.

Esta ideia é base da teoria GAIA (divindade que representava a terra na mitologia Grega) que vê a terra como um complexo sistema autor regulador, característica de qualquer ser vivo, e propõe que a biosfera (todos os seres vivos) e toda a parte física da terra; atmosfera, criosfera, hidrosfera e litosfera se comportem como órgãos de um só corpo a trabalharem para o mesmo objectivo: a manutenção das condições climáticas e bioquímicas necessárias à vida. Uns ainda não aceitam como um facto, as alterações climáticas, muitos já, mas, a maioria, não mudou uma palhinha nos seus comportamentos. Temos a toda a hora exemplos disso, quem nunca viu o automobilista da frente a lançar pela janela fora, lugar que é de todos, um qualquer objecto de que já não necessita?

Ser “Humano” é ser inteligente, crescemos física e intelectualmente e devemos adaptar, através da inteligência, constantemente, os nossos comportamentos à luz dos novos conhecimentos, comportamento em concordância com conhecimento. Não vejo há muito tempo uma mudança positiva nos hábitos quotidianos que não fosse obrigatória, veja-se os sacos plásticos de compras.

A mudança só será efectiva e rápida se for livre e colaborativa, se partir de cada um, com convicção, será permanente, já a obrigatoriedade implica uma supervisão e que por natureza humana parece feita para ser ludibriada, corrompida, uma tentação.

Livro – Patagónia a ponta do mundo

Entrevista ao jornal Vivacidade

Notícia Jornal Vivacidade
Notícia Jornal Vivacidade

Paulo Ferreira deu uma entrevista ao Jornal Vivacidade, a respeito do seu trabalho na área da fotografia, timelapse e vídeo. A notícia pode ser lida na edição deste mês do referido jornal de Gondomar. Para além dos assuntos que se prendem com a problemática ambiental e que estão na base dos trabalhos do Paulo Ferreira, foi possível falar um pouco sobre os seus dois prémios recentes, atribuídos aos documentários curtos “Aotearoa – We Are All Made Of Stars” e “Parque das Serras do Porto”.

Uma leitura mais atenta e vai ficar a saber um pouco mais do percurso de vida e do trabalho que Paulo Ferreira tem vindo a desenvolver nos últimos anos. Um percurso que o levou à Noruega, à Patagónia (Chile e Argentina), à Nova Zelândia e mais recentemente à Islândia, sempre em busca de imagens capazes de consciencializar as pessoas para a actual problemática ambiental.

This Is Our Time – Making Of

Making Of This Is Our Time
Making Of This Is Our Time

O Making Of do documentário curto “This Is Our Time”, um filme que teve estreia na Casa do Infante no passado dia 16 de Novembro, já está disponível para visualização no canal do YouTube.

Santiago Indie Film Awards

Aotearoa – We Are All Made Of Stars, faz parte da selecção oficial de filmes que foram admitidos ao festival internacional de cinema independente, “Santiago Independent Film Awards”. O documentário curto, está nomeado para prémio na categoria “BEST DOCUMENTARY SHORT”.

Trata-se de um festival que se realiza em Santiago do Chile e que aceita apenas, filmes realizados de forma independente.

É com um enorme orgulho que recebemos esta informação e decidimos dar a conhecer esta notícia, pois ela é só por si, sinónimo de reconhecimento internacional e prestigia a dedicação e o trabalho independente, que Paulo Ferreira tem vindo a realizar ao longo dos últimos anos.

Paulo Ferreira dá-nos a conhecer os lugares maravilhosos que ainda existem na nossa única casa, a Terra e que tendencialmente continuamos a destruir.

A informação sobre a selecção oficial pode ser consultada em:

Santiago Independent Film Awards

 

Islândia – O dia a dia da expedição

Paulo Ferreira
Paulo Ferreira a preparar o registo de timelapse

Paulo Ferreira terminou recentemente uma expedição à Islândia, com o objetivo de realizar um novo documentário curto, que consciencializa as pessoas para o grande desafio que enfrentamos. As alterações climáticas e a necessidade de olhar com mais atenção para a nossa única casa, o planeta Terra, são motivos suficientes para preservarmos os poucos espaços naturais que nos restam.

É este enorme desafio que enfrentamos, que faz com que Paulo Ferreira continue a produzir estes filmes.

A expedição decorreu durante 15 dias e ao longo de todo esse tempo, foram registados alguns momentos que documentaram a viagem ao Jornal de Notícias. Os vídeos podem ser visualizados clicando em “Continuar a ler“.

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Documentário do Parque das Serras do Porto nomeado no ART&TUR

Documentário “Parque das Serras do Porto” nomeado para prémio no ART&TUR

O documentário foi nomeado para prémio no festival internacional de cinema ART&TUR.

A notícia chegou esta semana, proveniente da Comissão Organizadora do XII Festival Internacional de Cinema de Turismo – ART&TUR 2019, que se realizará em Torres Vedras, de 22 a 25 de Outubro.  O Júri Internacional do Festival – constituído por 25 peritos de 15 países, deliberou que  o filme “Parque das Serras do Porto” deveria fazer parte da lista de filmes nomeados para prémio.

O Jantar de gala da cerimónia de encerramento do festival, será no dia 25 de Outubro, às 21:00, após a realização da entrega de prémios, que se iniciará às 17:30.

Patagónia – O degelo do Perito Moreno

Numa das minhas aventuras ao redor do mundo, tive a oportunidade de registar em fotografia, o degelo de um enorme glaciar. O Perito Moreno. E este foi o momento:
Na imensidão da solidão, subitamente, ecoa um som estrondoso, arrebatador. Ávido, procuro com o olhar movimento, ação conforme à dimensão do ruído, certamente uma massa de gelo a desmoronar-se de encontro à água, poderosa no seu fluir.
O som, propagado a uma velocidade inferior à da luz, apanha-me distraído e incapaz de reagir a tempo de fazer um registo fotográfico de toda a ação. Talvez numa próxima oportunidade… mas com a atenção redobrada!
Meia dúzia de planos em timelapse e 900 fotografias depois continuava sem despegar o olhar do glaciar na esperança de assistir a novo desabamento. Estranhamente, fiquei dependente dessa visão: porque o ambiente me preocupa, ou simples curiosidade, ou talvez porque sou como S. Tomé – ver para crer que o aquecimento global é uma realidade.
A minha obstinação deu frutos e eu pude recolher o resultado numa fantástica sequência de fotografias feitas no momento dramático da queda de uma enorme massa de gelo na água e à colossal onda gerada pela força do impacto. Sorte. Teimosia. Paciência. Resiliência. Trabalho.
Para se ter a noção da dimensão, este glaciar tem cerca de 60 metros de altura e as fotografias foram obtidas com uma distancia focal de 35mm:

Glaciar Perito Moreno
Um dos maiores glaciares do mundo, o Perito Moreno. Momento onde se verifica o desprendimento.

 

Queda de bloco de gelo
Momento em que o bloco de gelo com cerca de 30 metros de altura, rebenta na água.

Workshop Fotografia Noturna 2019

Workshop fotografia noturnaPaulo Ferreira irá realizar um workshop de fotografia nocturna em Miranda do Douro. O evento está agendado para os próximos dias 31 de agosto e 1 de setembro. Esta é uma data favorável para a realização do workshop, pois a Lua está numa fase que não reflecte a luz do Sol e como tal estão reunidas as condições para a realização de fotografias nocturnas. São exemplos disso a possibilidade de fotografar a Via Láctea, efectuar registo de timelapse ou pintar com luz.

O local onde os participantes ficarão alojados é no Cimo da Quinta – Turismo Rural (https://www.facebook.com/cimodaquinta).

Para além da possibilidade de registar fotografias nocturnas, os participantes terão a oportunidade de descansar um pouco num ambiente muito natural, conhecer a região, dando passeios de bicicleta ou a pé e provar a famosa Bola Doce Mirandesa, entre outras iguarias.

O evento tem vagas limitadas e como tal as inscrições dos potenciais interessados neste tipo de fotografia, devem ser efectuadas o mais breve possível, através do email paulo@pauloferreira.pt ou por telefone 966454440.

Clique na imagem ao lado para visualizar o cartaz com maior definição.

 

IV Edição das Experiencias (G)astronómicas

IV Edição das Experiencias (G)astronómicas
IV Edição das Experiencias (G)astronómicas

O Município de Proença-a-Nova e o Centro de Ciência Viva da Floresta, vão promover no próximo dia 13 de julho de 2019, a IV edição das Experiencias (g)astronómicas. Trata-se de um evento que alia a gastronomia local ao conhecimento e ao contacto com a natureza. Este ano celebram-se os 50 anos da chegada do Homem à Lua. Neste sentido, Paulo Ferreira foi convidado a participar neste evento, através de uma palestra cujo tema é “Como fotografar a Lua”.
Será no próximo dia 13 de Julho e terá como ponto de partida pelas 16H00, o Posto de Turismo de Proença-a-Nova e depois, seguirá para o Casalinho, Carregais e terminará na formosa aldeia de Sobral Fernando!
As inscrições devem ser feitas no Centro Ciência Viva da Floresta. Mais informação em:
http://www.ccvfloresta.com
info@ccvfloresta.com
Tel.: 274 670 220

Prémio de cinema em Riga

Aotearoa – We Are All Made Of Stars foi premiado recentemente no festival internacional de cinema “Tour Film Riga”. Selecionado para melhor documentário curto sobre ecologia, acabou por obter o terceiro lugar nessa categoria. Mais informação pode ser consultada em: http://www.tourfilmriga.lv/tourfilm/aotearoa

[…]12th INTERNATIONAL TOURISM FILM FESTIVAL “TOURFILM RIGA 2019”
The International Tourism Film Festival Tourfilm Riga is the member of the International Committee of the Tourism Film Festivals (CIFFT ) since 2009. The Festival “Tourfilm Riga” is organized by the Riga City Council already for the 12th time. At the 12th International Tourism Film festival “Tourfilm Riga 2019” the professional international jury judged previously selected entries – 173 films. […]

Aotearoa – Melhor Documentário Curto No Terres Festival

Diploma - Terres Festival
Diploma – Terres Festival

Aotearoa – We Are All Made Of Stars foi considerado o melhor documentário curto no festival Terres Festival, que decorreu em Tortosa – Espanha. O planeta Terra atravessa atualmente um período de alterações climáticas, que muitos acreditam ser devidas à intervenção do Homem. É por isso o momento de chamar a atenção para este facto, de forma a consciencializar as pessoas para o problema que a Humanidade enfrenta. Trata-se do  maior desafio alguma vez colocado à nossa existência. Ver este filme premiado um pouco por todo o mundo é sinónimo de que o Paulo Ferreira está no caminho certo, acompanhado por diversas empresas que patrocinam este seu projeto de vida. Mais informação relativa ao prémio poderá ser encontrada aqui, no site do Terres Festival 

“Aotearoa” na seleção oficial do Viva Film Festival

Viva Film Festival
Viva Film Festival

De regresso à terra natal, após duas semanas de viagem na Islândia – onde rodou o seu próximo documentário –, Paulo Ferreira viu o filme “Aotearoa – We Are All Made Of Stars” nomeado para o melhor filme da quinta edição do Viva Film Festival, na categoria Ecologia.
O Viva Film Festival, sedeado em Sarajevo (Bósnia-Herzegovina), realiza-se anualmente e destaca filmes em torno de temas religiosos, ecológicos, turísticos e relacionados com a juventude. Para a edição deste ano, foram submetidos a concurso 1768 filmes, provenientes de 107 países.
O festival foi criado por uma equipa internacional de profissionais do cinema, ambientalistas, diplomatas, líderes religiosos e académicos que inclui o ex-vice-presidente dos Estados Unidos da América, Al Gore.
“Aotearoa – We Are All Made Of Stars”, divulgado publicamente no último Dia Mundial da Terra, é um documentário curto realizado na Nova Zelândia e pretende ser um filme que consciencialize as pessoas para a temática do ambiente. Nomeadamente para a conservação dos recursos fundamentais à vida. Os maori acreditavam que as “glowworms” (uma espécie de larva florescente) zelava pela preservação da água que circulava no interior das cavernas e isso está bem patente no filme. Acreditavam que estes seres eram os espíritos dos seus antepassados. Eram as estrelas lá no céu. “We Are All Made Of Stars”. “Aotearoa” tem argumento de Cristina Alves e voz de Cristina Alves e Conrad Harvey.

Mais informação em: Viva Film Festival

2019 – Workshop Timelapse Casalinho

No fim de semana de 25 e 26 de maio de 2019, está prevista a realização de um workshop de timelapse na vertente de fotografia. O evento terá lugar no Refúgio do Raposo, em Proença-A-Nova. Trata-se de um espaço situado na aldeia de Casalinho da Ribeira, no concelho de Proença-a-Nova. Na sua envolvente, existem locais para percursos pedestres que atravessam as paisagens naturais do GeoPark Naturtejo, das portas do Almourão, da Serra das Corgas e das Talhadas. É pois, um local excelente para a prática da fotografia e no caso deste workshop, do timelapse diurno ou noturno.

Durante os dois dias que estão previstos para o evento, os participantes poderão tomar contacto com equipamentos específicos para a prática da técnica de timelapse.

Todos os interessados em participar, deverão fazer-se acompanhar de uma câmera DSLR, tripé, intervalómetro e computador portátil de preferência com o software Lightroom instalado.

Programa previsto:

Dia 25 às 10H00 – receção aos participantes
Dia 25 às 10H30 – inicio de sessão onde irá ser abordada a componente teórica da técnica de timelapse
Dia 25 às 12H30 – pausa para almoço
Dia 25 às 14H30 – saída para o exterior nas proximidades do espaço, para registo de planos de timelapse
Dia 25 às 18H30 – regresso ao Refúgio do Raposo
Dia 25 às 20H30 – jantar no local, caso seja opção do participante
Dia 25 às 22H30 – saída para o exterior para registo de planos de timelapse noturnos (na caso de haver condições meteorológicas favoráveis)
Dia 25 às 24H00 – regresso ao Refúgio do Raposo
Dia 26 às 10H00 – sessão teórica para edição de planos de timelapse
Dia 26 às 12H30 – pausa para almoço
Dia 26 às 14H30 – encerramento do evento com mostra dos planos efetuados pelos participantes

Qualquer informação que pretendam obter, nomeadamente preços e serviços disponibilizados, deverá ser solicitada através do numero 914655063 ou por e-mail para geral@refugiodoraposo.pt

Este evento será orientado por Paulo Ferreira

Vídeo – Drops Of Light

Paulo Ferreira publicou hoje o seu mais recente vídeo. Trata-se de um filme de cerca de 4 minutos que foi realizado para um projeto europeu em parceria com CINDOR, ECO2 e GEOCLUBE, que visa a conservação do ambiente. É um projeto cofinanciado pelo programa Erasmus + da Comissão da União Europeia e segundo o autor, tratou-se de um enorme desafio que o obrigou a uma dedicação total. Teve necessidade de recorrer a planos de vídeo e timelapse de todos os locais onde o Paulo Ferreira já esteve durante as suas aventuras, como por exemplo, Portugal, Noruega, Argentina, Chile, Nova Zelândia, etc. O vídeo pode ser visto no canal do YouTube do Paulo Ferreira, em: 

A energia chega de formas tão diversas. Por vezes, da escuridão, por vezes, do pó. Torna-se o poder que move o mundo, o combustível que nos faz brilhar. Viver. Sentir vivos. O segredo que nos ilumina. Passo a passo. Um passo de cada vez…

Aotearoa – novo prémio internacional

O documentário curto, “Aotearoa – We Are All Made Of Stars”, recebeu ontem a distinção de “Melhor Documentário Curto” no Hollywood International Moving Pictures Film Festival. Trata-se de um conceituado festival independente em Los Angeles. Este trabalho produzido na Nova Zelândia no ano de 2018 é visto como um filme que vai muito mais além do documentário em si mesmo. Tem recebido elogios de muitos dos membros dos júris. Fazem questão de enviar notas de consideração, depois de terminadas as cerimónias de entrega de prémios.

É dito que este filme é uma inspiração e incute na consciência das pessoas, de que é urgente cuidar da nossa casa. Nós não somos exteriores à natureza. Nós somos parte dela. A natureza não nos rodeia. Nós somos natureza! As pessoas são natureza.

A poucos dias de celebrarmos o Dia Mundial da Terra, é muito bom receber este prémio.

Estreia online do filme Aotearoa – We Are All Made Of Stars

O documentário curto “Aotearoa – We Are All Made Of Stars”, um filme que tem sido premiado em muitos festivais internacionais, tem estreia online marcada para o dia 22 de abril de 2019. É o dia Mundial da Terra e por isso uma boa razão para o divulgar, pois também ele se preocupa com a forma como cuidamos da nossa única casa, a Terra.

A contagem decrescente já começou:

-961Dias -23Horas -31Minutos -9Segundos

O documentário curto poderá se visualizado aqui, no dia 22 de abril pelas 10:30:

Subscreva o canal do YouTube do Paulo Ferreira, em: PauloFerreiraPt

Aotearoa – Seleção oficial no LIFT-OFF Global Network

O documentário curto “Aotearoa – We Are All Made Of Stars” está a arrecadar prémios, um pouco por todo o mundo. Desta vez foi selecionado no festival internacional LIFT-OFF Global Network, organizado pelos famosos Pinewood Studios em Inglaterra. É tão só o estúdio onde foram produzidos filmes como o lendário 007 ou mais recentemente Mary Poppins Returns. Por isso já é uma vitória. E por isso vale a pena continuar a trabalhar. O filme será certamente visualizado na rede que este festival disponibiliza e chegará a uma maior audiência.

Estes prémios são sinónimo de reconhecimento da qualidade do filme de cerca de 11 minutos de duração. Um filme que pretende alertar para a necessidade de olhar para a nossa casa, na perspetiva de que é a única casa que temos, logo devemos preservá-la! Nós fazemos parte dela!

Por enquanto o filme ainda não é publico, no entanto será divulgado no dia mundial da Terra, a 22 de abril próximo.

Por agora ficam aqui algumas frases mais emblemáticas que de certa forma alertam para a problemática ambiental que tanto se fala nos dias de hoje. Já há algum tempo que várias pessoas têm vindo a alertar para o facto:

“Nosso planeta é nossa casa; vamos preservá-la.” (Amóes Xavier)
“O laço essencial que nos une é que todos habitamos este pequeno planeta. Todos respiramos o mesmo ar. Todos nos preocupamos com o futuro dos nossos filhos. E todos somos mortais.” (John Kennedy)
“O maior desafio tanto no nosso século quanto nos próximos é salvar o planeta da destruição. Isso vai exigir uma mudança nos próprios fundamentos da civilização moderna – o relacionamento dos seres humanos com a natureza.” (Mikhail Gorbachev)
“Não temo nossa extinção. O que realmente temo e receio é que o ser humano arruíne o planeta antes da sua partida.” (Loren Eiseley)

Islândia – Aventura para realização de novo filme

Paulo Ferreira está a preparar uma aventura para realizar um novo filme sobre o ambiente, procurando consciencializar para a problemática das alterações climáticas. Desta vez, o palco para as filmagens dos planos de timelapse e de vídeo será na Islândia.

Em termos geológicos, a Islândia é uma zona da Terra ainda particularmente recente. Ali, a Natureza continua fortemente empenhada em ser o mais criativa possível, para gerar as paisagens vulcânicas e glaciares o mais estranhas que alguma vez se possa imaginar.

Não se contentando com isto, é ainda a terra de “Trolls e de Elfos”, de músicos e musicas e de contadores de histórias. Histórias que nos levam para as noites e dias sem fim. É também a terra das auroras boreais e dos céus dramáticos, de montanhas coloridas e de praias monocromáticas, de fogo e de gelo.

Tudo isto é matéria-prima para um filme sobre a consciência ambiental, à semelhança de trabalhos anteriores de Paulo Ferreira. A aventura na Islândia será muito mais do que uma viagem no seu território. Será, sobretudo, uma viagem no tempo, uma viagem para uma era em que os humanos ainda não pisavam a Terra.

Serão estas paisagens frias, áridas e inóspitas, contudo repletas de vida, que darão o mote para o próximo filme de Paulo Ferreira.

No momento, o protejo está a ser estudado e delineado ao pormenor, procurando-se por patrocinadores que estejam interessados em financiar esta viagem. Afinal de contas, todos nós temos a nosso cargo a responsabilidade de deixar a nossa casa às gerações futuras, o mais natural e sustentável possível.

Na eventualidade de haver interesse em patrocinar, entre em contacto através do email (paulo@pauloferreira.pt) ou através do telefone: 966454440

Prémio no Oniros Film Awards

Prémio Oniros Film Awards

“Aotearoa – We Are All Made Of Stars”, o mais recente filme de Paulo Ferreira, foi premiado no famoso festival italiano “Oniros Film Awards”. Trata-se de um prestigiado festival que é suportado por alguns nomes reconhecidos do cinema mundial como, por exemplo, a cadeia de cinema Universal Movies, Stan Winston, Dreamlight, iPitch, etc.

Este filme, de cerca de 10 minutos de duração e que tenta consciencializar as pessoas para o problema das alterações climáticas, chamou a atenção do júri internacional. É agora do conhecimento publico de que venceu na categoria de “Best documentary short” (melhor documentário curto).

Também este festival dá acesso direto ao IMDb, pelo que os entusiastas desta plataforma podem saber mais acerca do filme e de todos os profissionais que estiveram envolvidos na sua produção, em: https://www.imdb.com/title/tt9728896/

Mais detalhes na página web em Oniros Film Awards ou no facebook em: https://www.facebook.com/OnirosFilmAwards

A lista de premiados pode ser consultada aqui. “Aotearoa – We Are All Made Of Stars” é assim um documentário curto que tem dado que falar nos festivais internacionais de cinema independente.

Mantenha-se a par das novidades que o Paulo Ferreira irá publicar em breve, nomeadamente a estreia do seu filme produzido na Nova Zelândia, subscrevendo o seu canal do YouTube em: https://www.youtube.com/pauloferreirapt

Workshop fotografia / timelapse

No fim de semana de 25 e 26 de maio de 2019, está prevista a realização de um workshop de timelapse na vertente de fotografia. O evento terá lugar no Refúgio do Raposo, em Proença-A-Nova. Trata-se de um espaço situado na aldeia de Casalinho da Ribeira, no concelho de Proença-a-Nova. Na sua envolvente, existem locais para percursos pedestres que atravessam as paisagens naturais do GeoPark Naturtejo, das portas do Almourão, da Serra das Corgas e das Talhadas. É pois, um local excelente para a prática da fotografia e no caso deste workshop, do timelapse diurno ou noturno.

Durante os dois dias que estão previstos para o evento, os participantes poderão tomar contacto com equipamentos específicos para a prática da técnica de timelapse.

Todos os interessados em participar, deverão fazer-se acompanhar de uma câmera DSLR, tripé, intervalómetro e computador portátil de preferência com o software Lightroom instalado.

Programa previsto:

Dia 25 às 10H00 – receção aos participantes
Dia 25 às 10H30 – inicio de sessão onde irá ser abordada a componente teórica da técnica de timelapse
Dia 25 às 12H30 – pausa para almoço
Dia 25 às 14H30 – saída para o exterior nas proximidades do espaço, para registo de planos de timelapse
Dia 25 às 18H30 – regresso ao Refúgio do Raposo
Dia 25 às 20H30 – jantar no local, caso seja opção do participante
Dia 25 às 22H30 – saída para o exterior para registo de planos de timelapse noturnos (na caso de haver condições meteorológicas favoráveis)
Dia 25 às 24H00 – regresso ao Refúgio do Raposo
Dia 26 às 10H00 – sessão teórica para edição de planos de timelapse
Dia 26 às 12H30 – pausa para almoço
Dia 26 às 14H30 – encerramento do evento com mostra dos planos efetuados pelos participantes

Qualquer informação que pretendam obter, nomeadamente preços e serviços disponibilizados, deverá ser solicitada através do numero 914655063 ou por e-mail para geral@refugiodoraposo.pt

Este evento será orientado por Paulo Ferreira

Aotearoa – Universal Movies Itália

Aotearoa – We Are All Made Of Stars (um documentário curto cujo objectivo é consciencializar as pessoas para a atual problemática ambiental), é finalista no Oniros Film Awards e isso foi notícia na Universal Movies em Itália! O “poster” do filme pode ser encontrado numa das categorias ás quais o festival atribui um prestigiado troféu.

Desde já um agradecimento publico a todos aqueles que de certa forma estiveram envolvidos neste trabalho, nomeadamente a Cristina Alves (Screenplay / Voice Over), Marco Ribeiro (Making Of), Paulo Silva (Advisor / Consultant), Conrad Harvey (Voice Over), João Sousa (Mastering Engineer), Gil Garrido (Sound Technician), Laurence Alves (Linguistic Revision), bem como aos patrocinadores oficiais:
– Colorfoto, Opticalia Gondomar, Medicina Dentária – Clínica de Gondomar, Rosalar Electrodomésticos, Lado B – A Melhor Francesinha do Mundo, Dental Doctors, ITEN Solutions, Delete, PPSEC – Engenharia, PTlapse, Goldnature, Francisco Sousa Fine Jewelry.

– If you can dream it, you can do it!

Aotearoa – Listado no IMDb

Aotearoa – Listado no IMDb

O documentário curto “Aotearoa – We Are All Made Of Stars” está desde hoje listado na famosa plataforma mundial de filmes IMDb (Internet Movie Database). Depois de ter vencido na sua categoria, no TMFF – The Monthly Film Festival, este festival possibilitou a entrada direta no IMDb.

O filme com cerca de 11 minutos de duração, totalmente gravado na Nova Zelândia, tenta chamar a atenção para a atual problemática ambiental, mostrando paisagens naturais, quer diurnas, quer noturnas.

Paulo Ferreira, o seu realizador, tem procurado usar o lado belo das suas imagens, para consciencializar as pessoas para um problema que todos nós devemos ter em conta, as alterações climáticas. Alterações essas que afetam a casa de todos nós, a Terra. O filme ainda não é publico.

O IMDb é uma base de dados online de informação sobre música, cinema, filmes, programas e comerciais para televisão e jogos de computador, propriedade da Amazon. Mais informação, disponível em: Internet Movie Database

 

Aotearoa – seleção oficial no The Monthly Film Festival

Seleção Oficial no The Monthly Film Festival

O documentário curto “Aotearoa – We Are All Made Of Stars”, que ainda não é do conhecimento público, está a ser submetido a alguns festivais internacionais de cinema e televisão. Hoje foi selecionado para o festival internacional “The Monthly Film Festival” (TMFF). Este festival atribui variados prémios monetários e troféus aos filmes vencedores, nas mais diversas categorias. Para além da possibilidade do filme ser premiado, existe a hipótese do mesmo ser eleito “O melhor filme para a audiência”. Para este efeito é necessário votar online. Basta aceder à seguinte hiperligação para Votar no filme Aotearoa

Para quem ainda não teve oportunidade de ver o filme, trata-se de um documentário curto que aborda as atuais questões relacionadas com a problemática ambiental. Paulo Ferreira realizou este filme pouco depois de ter estado na Nova Zelândia, numa aventura que o levou a percorrer as duas ilhas em cerca de 15 dias.

Poderá ver aqui o Making Of – Aotearoa

“Aotearoa” seleccionado pelo Oniros – Film Awards

“Aotearoa – We Are All Made of Stars” integra a seleção oficial de finalistas do Oniros – Film Awards, uma competição italiana, com diferentes categorias e géneros, que integra o popular IMDB (Internet Movie Data Base). Trata-se da primeira seleção em concurso para o documentário “Aotearoa”. O festival Oniros apura os melhores todos os meses, incluindo os trabalhos selecionados na competição anual. A cerimónia de entrega de prémios decorrerá em agosto deste ano.

“Aotearoa – We Are All Made of Stars” é o mais recente trabalho de Paulo Ferreira. O filme foi rodado na Nova Zelândia e aborda a atual problemática ambiental na perspetiva do povo maori, tendo por base a sua relação com a Natureza. O povo maori acredita que as “glowworms” são os espíritos dos seus antepassados. Respeitando esse pensamento, Paulo Ferreira retratou esse facto no seu documentário curto.

O documentário, com cerca de 10 minutos, foi apresentado pela primeira vez na Casa de Montezelo, em Fânzeres, Gondomar, numa cerimónia aberta a convidados especiais e patrocinadores. Este filme ainda não é do conhecimento público.

Superlua de 2019: “Um momento único”

Na primeira superlua de 2019, Paulo Ferreira registou o fenómeno no Monte Crasto, em Gondomar: foi durante um eclipse lunar total, ao longo de cinco horas, com a sombra da Terra a criar a ilusão de uma Lua maior e vermelha.

O fenómeno iniciou-se, numa fase parcial, pouco depois das 3.30 horas (hora de Lisboa), quando a Lua começou a esconder-se na sombra que a Terra projeta no espaço, e terminou às 7.50 horas, quando a Lua ficou totalmente destapada.

O fenómeno astronómico a que se assistiu na última madrugada teve a particularidade de ser um eclipse total de uma superlua, proporcionando, a quem observou, a ideia de que a Lua estava maior.

“Existem momentos únicos na vida. Este é um deles”, afirma Paulo Ferreira. “Até porque não é todas as noites que se pode assistir a um fenómeno tão intrigante e mágico, quanto um eclipse”.

O próximo eclipse total da Lua acontecerá em maio de 2021 e não será visível em Portugal.

A fotografia que Paulo Ferreira fixou ontem “é o resultado de uma composição de 12 registos ao eclipse que aconteceu” na técnica de timelapse, explica. “Quase todas elas com um intervalo de cerca de 15 minutos”. Veja a notícia em: A Última Fronteira

Youtube – Subscreva o canal do Paulo Ferreira

Canal de youtube do Paulo Ferreira

Paulo Ferreira tem a partir de hoje um canal no youtube, onde pretende dar a conhecer alguns dos seus filmes, que tem realizado ao longo dos últimos anos, ao redor do mundo. Uma ferramenta que lhe permite, a si, seguir as suas publicações de vídeo e timelapse, caso subscreva o seu canal. Uma excelente oportunidade para visualizar por si e tomar consciência dos poucos espaços naturais que ainda restam no nosso planeta. O canal pode ser subscrito aqui: PauloFerreiraPt

O Pacífico Sul ali tão perto

Nova Zelândia – Costa do Pacífico

Em quase todas as minhas aventuras, (como foi o caso da viagem à Nova Zelândia para realizar o filme “Aotearoa- We Are All Made Of Stars”), dificilmente perco a concentração no trabalho que estou a desenvolver ou que planeio vir a realizar, quer sejam planos de timelapse, vídeo ou simplesmente fotografia.

Foi o caso deste local, aqui retratado por uma fotografia da autoria de Marco Ribeiro. A concentração era tal que só depois de realizado o filme e visto o plano de timelapse que dali proveio, é que dei por mim a pensar que estive muito próximo de uma das zonas do Pacífico Sul com imensa atividade sísmica.

Pese embora o facto de em cada local e em cada momento, colocar todo o meu empenho no que estou a fazer, não obstante isso, uso as minhas capacidades de memória fotográfica para mais tarde relembrar tudo aquilo que me rodeava. E de facto, olhando para esta fotografia, vejo que estou bastante absorvido pelo momento que pretendia registar, tentando desesperadamente congelar aquele local e aquela cor de final de tarde. As marcas do sismo estavam ali mesmo ao meu redor, mas eu não queria saber disso, naquele instante.

Olhando agora, conscientemente percebo que toda esta região costeira havia sido alvo de um grande sismo em 2016. Eram ainda visíveis os desmoronamentos da principal via rodoviária que liga Christchurch ao Estreito de Cook. Por aqui circulei por duas vezes numa travessia memorável ao longo de uma costa retalhada, aqui ou ali salpicada por praias de areia negra que pareciam ligar a terra ao universo, quando o luar fazia brilhar os grãos de areia mais finos, cintilando como as estrelas. Apesar de tudo, ali estava eu, equilibrado numa rocha, junto ao Pacífico Sul tentando ajustar a câmera fotográfica, para realizar um plano de timelapse.

Documentário Parque das Serras do Porto

Paulo Ferreira – Stage One Dolly

Paulo Ferreira está a desenvolver um trabalho de campo com o objetivo de produzir um documentário curto sobre o Parque das Serras do Porto. O filme, com cerca de 20 minutos, deverá estar concluído no final de maio de 2019.

Dando a conhecer um desses momentos aqui fica o registo, através de uma fotografia onde é possível ver o “Stage One”, uma dolly para timelapse que Paulo Ferreira tem utilizado com alguma regularidade.

Palestra no Instituto Politécnico do Cávado e do Ave

Cartaz do evento

Paulo Ferreira é convidado do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA) para realizar uma palestra no Auditório Eng. António Tavares – EST (Escola Superior de Tecnologia), em Barcelos, no próximo dia 6 de Dezembro. Trata-se de um acontecimento solidário designado por “Imagem e Cinema em movimento” e consiste num evento académico organizado por um grupo de alunos do 3º ano da Licenciatura de Gestão de Atividades Turísticas, com o principal objetivo de contribuir para o fundo de emergência do IPCA.

Terá a duração de um dia preenchido por um ciclo de palestras em que estarão presentes vários profissionais ligados à área de vídeo e fotografia de viagens e turismo interessadas em partilhar a sua experiência na área. Ao mesmo tempo, permitirá divulgar o trabalho dos profissionais através da apresentação de vídeos ou fotografias de viagens. É o caso do Paulo Ferreira que irá abordar a técnica de fotografia em movimento (timelapse) e apresentar o seu mais recente filme, “Aotearoa – We Are All Made Of Stars”.

Mais informação em: Imagem e cinema em movimento

Workshop de fotografia/timelapse no ISLA

Workshop Fotografia/Timelapse no ISLA

É já no próximo dia 28 de Novembro, com duas sessões (às 11 e às 19 horas) no ISLA em Vila Nova de Gaia – Instituto Politécnico de Gestão e Tecnologia, que Paulo Ferreira dará um workshop de fotografia em movimento (timelapse).

Uma oportunidade para ouvir falar de fotografia na vertente de timelapse e ver o mais recente filme “Aotearoa-We Are All Made of Stars”, rodado na Nova Zelândia.

Mais informação em: Facebook do ISLA

Milford Sound

A minha aventura pela Nova Zelândia, com o objectivo de produzir um documentário curto que fosse capaz de prender a atenção das pessoas para que possam perceber que a nossa única casa (a Terra) está a viver alterações profundas, previa uma viagem de cerca de 15 dias. Quatro deles eram para a viagem entre Portugal e aquela região do globo. Por isso só me restavam apenas 11 dias para concretizar o que havia planeado com a devida antecedência. Contudo, previa a possibilidade das condições climatéricas serem adversas e impossibilitarem o meu trabalho, nos diversos locais que pretendia visitar.

Não demorou muito tempo para ser confrontado com esta adversidade. A estação do ano que havia escolhido, era propicia a estas condições climatéricas. Milford Sound revelou-se um deles.

Milford Sound fica bem no coração do Parque Nacional de Fiordland, na Nova Zelândia. Para lá chegar é preciso percorrer uma estrada nacional de várias centenas de quilómetros. Cumprindo o meu plano, saí de Invercargill bem cedo e o destino era esse lugar que eu almejava conhecer e registar em timelapse. No final da estrada e depois de atravessar uma zona muito montanhosa, enveredar por túneis e desfiladeiros muito apertados, ficar cara-a-cara com um Kea (um papagaio muito inteligente que habita aquela região), surge diante de mim a imensidão das montanhas de Milford Sound. Um lugar mágico, onde o céu e a Terra se unem num só. O problema era que eu não via o céu. O dia estava muito cinzento e chovia intensamente. A água jorrava das montanhas e eu ali, impossibilitado de fazer o meu trabalho, limitei-me a contemplar o que os meus olhos não viam. Mas não desisti.

Comecei de imediato a preparar uma segunda oportunidade e para isso era necessário alterar o plano. Rapidamente defini um plano B. A ideia era regressar a Invercargill. Na manhã seguinte e cumprindo o plano definido, que me levaria a Wanaka, teria obrigatoriamente de passar novamente por Milford Sound. E assim foi.

Cansado, com poucas horas de sono, na manhã seguinte regressei a Milford Sound. Até parecia que já conhecia a estrada e nenhum Kea ousou interferir no meu ojectivo, a não ser um controlo de velocidade que me fez perder algum tempo, pois havia que prestar atenção à forma educativa com que as autoridades locais me abordaram. Era 100 e não 120! Aceitei e pedi desculpa.

Voltei ao lado esquerdo da estrada e uns quilómetros mais à frente, tudo estava muito diferente! Eu já via o céu, aqui ou ali pintado por algumas nuvens. Até apetecia subir ao Mitre Peak (cerca de 1.700 m de altitude) para tocar o céu. Um pico assombroso, ali bem diante de mim. Rapidamente me muni da dolly “Stage One” e iniciei o plano de timelapse tão desejado, tentando com que nenhum mosquito ousasse pousar na objectiva.

Apesar de todas as adversidades, a persistência e a perseverança haviam dado frutos. Fruto esse que poderá ser visto quando divulgar o meu próximo filme sobre a Nova Zelândia.

Cape Reinga

Recentemente estive na Nova Zelândia com o objectivo de produzir um documentário curto, à semelhança de “Nordlys” e “Patagónia – A Ponta Do Mundo“. Confesso que fiquei fascinado pela região.

Para quem, tal como eu, gosta de contacto com a natureza, encontra naquela região do globo, um lugar para fotografar, caminhar, ler um livro, escrever, viajar, ver coisas novas, mas, acima de tudo, viver a vida a “baixa velocidade” ou seja, a possibilidade de sentir-se vivo.

Na fotografia, o farol de “Cape Reinga” foi o primeiro sitio onde fotografei e consequentemente registei planos de timelapse. Este foi o local escolhido por mim, para dar inicio a uma aventura que me levaria a percorrer as duas ilhas da Nova Zelândia.
O farol foi a minha âncora para encontrar a coragem e vencer os desafios e, ao mesmo tempo, o guia que me apontou o caminho que iria percorrer nos dias seguintes.

Eu sabia que “Cape Reinga” era um local sagrado, de grande importância espiritual para o povo maori. É dali que os espíritos partem para o paraíso. Sente-se o chamamento das ondas do mar nas arribas. Apesar de tudo, ali fiquei, firme, na encosta da arriba, de “mãos nos bolsos” a imaginar o passado de um povo que usava a “Haka” como uma espécie de “grito de guerra” e dança ensaiada para afugentar o inimigo, mostrando assim que não estavam com medo dele.

E, de facto eu não tive medo, antes pelo contrário, encontrei ali forças para vencer todos os desafios que viriam a surgir nos dias seguintes.

FNAC – Encontro com Paulo Ferreira

Encontro com Paulo Ferreira | Fotografia timelapse

Paulo Ferreira, vencedor na categoria de melhor fotógrafo de timelapse no festival Hollywood International Independent Documentary Awards (em Los Angeles) irá falar (Sábado, 7 abril 2018 das 15h30 às 17h ) um pouco sobre a técnica fotográfica e desvendar alguns segredos na FNAC do Chiado, em parceria com o Instituto Português de Fotografia.

Mais informação em: FNAC

2018 – Workshop Timelapse Noudar

14 e 15 abril 2018
Por Paulo Ferreira

Workshop de Fotografia e Timelapse, a realizar nos dias 14 e 15 de abril de 2018, no Parque de Natureza de Noudar. Inscrições limitadas a 8 participantes. Evento organizado pelo Parque de Natureza de Noudar e orientado por Paulo Ferreira.
Parque de Natureza de Noudar | 7230-909 Barrancos | T: +351 285 950 000 | pnoudar@edia.pt | www.parquenoudar.com
Coordenadas gps: wgs88; lat:38,175501 lon:-7,039624
— em Parque De Natureza De Noudar.

Custo total por pessoa: 150€ Casa do Monte ou 135€ Casa da Malta

Inclui: experiência fotográfica de 2 dias com o formador Paulo Ferreira + 1 noite em quarto individual com pequeno-almoço

Extra por acompanhante:
se participante no workshop: 100€/noite 
se não participante no workshop: 10€/noite

Não inclui: refeições, viagem e deslocações (sugerimos partilha de boleias e de despesas)

Inscrições limitadas!
Mais informação e inscrições em pnoudar@edia.pt

FUGAS – Viajar em timelapse já lhe valeu dois óscares

Paulo Ferreira – Protagonista no Fugas

Paulo Ferreira foi protagonista no “FUGAS” do Público. Veja a publicação completa em: FUGAS online

[…]Um prémio pelo vídeo das auroras boreais da Noruega, outro pela viagem na Patagónia chilena e argentina. Qual será a próxima? Nova Zelândia.[…]

PTlapse – Empresa de timelapse de longa duração

Ptlapse
Ptlapse

Paulo Ferreira criou recentemente uma empresa para dar resposta às solicitações de registo de timelapse de longa duração.

Trata-se da PTLapse Lda e a abrangência da sua actividade, para além do timelapse de longa duração, é a seguinte: Vídeos Institucionais, Corporativos e Promocionais, Motion Control Timelapse, Hyperlapse, Timelapse Industrial, Narrativas em Timelapse, Documentários Curtos em Timelapse, Arquivo de Timelapse FullHD, 4K e 8K, Light Painting, Stop Motion, Stock Footage, Fotografia e HDR, Animação 2D e 3D, FullDome, Motion Graphics, Filmes Publicitários, Videoclipes, Fotografia e Imagem Aérea com Drone DJI Inspire 2, Promoção de Destinos Turísticos, Vídeos Parques Naturais, Dollyzoom, Workshops Fotografia e Timelapse.

Regressei a El Chaltén ao final da tarde

De regresso do Fitz Roy, cheguei a El Chaltén ao final da tarde, com 25 quilómetros de trilhos percorridos e vários quilos ás costas. Estava exausto, mas feliz.

As experiências mais enriquecedoras são dotadas de uma intensidade arrebatadora que galga o tempo, salta horas e derruba espaços transportando-nos numa viagem acelerada que comprime o tempo. Parece matéria de ficção científica, mas eu havia chegado no dia anterior à Patagónia e preparava-me para partir no dia seguinte; no intervalo, haviam decorrido 15 dias. Confuso? Não! Tudo havia sido grandioso, extasiante, fora de medida. Um caldo de emoções a necessitar de ser coado, filtrado e assimilado, tal era a sua densidade. E nessa espessura de sentimentos os dias foram tragados, diluídos, esquecidos.

Fiz a viagem de regresso a El Calafate pela mesma estrada que me havia levado a El Chaltén. O caminho foi todo ele feito de olho no espelho retrovisor; não é que não levasse os olhos postos na estrada, em condução segura, mas as memórias recentes já faziam adivinhar saudades futuras. Abandonava El Chaltén com a certeza de que haviam sido os melhores e mais produtivos dias que havia passado durante toda a estadia na região. Que trilhos memoráveis; a experiência marcante de me pôr à prova, física e mentalmente, e a superação conseguida.
Regressava mais forte, era uma certeza.

Patagónia – Alguns momentos

A aventura na Patagónia (Chile e Argentina) foi uma experiência muito interessante sobre o ponto de vista das inúmeras dificuldades com que me deparei ao percorrer a enorme região. Durante as curtas estadias nos mais variados locais, foi possível, aqui ou ali registar alguns desses momentos. Aqui ficam alguns deles, registados em smartphone.

Baía Ensenada

A primeira paragem foi na Bahía Ensenada junto ao canal de Beagle, marcava o meu relógio as 11h00m. A pequena enseada abriga o posto dos correios, uma construção muito rudimentar em madeira com uma pequena chaminé de onde saía algum fumo, repleta de bandeiras e sinalética argentina como que a marcar a sua posição no território e de onde é possível ver do outro lado do canal, o Chile.

Atrevi-me a ir vê-lo mais de perto e percorri o pequeno pontão de madeira que suporta o posto dos correios e se prolonga até bem dentro da enseada. Reparei numa inscrição que dizia “Unidad Postal Fin del Mundo”. Perguntei a mim próprio por que razão estaria ali um posto dos correios: não havia ninguém nas redondezas e o local parecia saído de um conto de fadas.

Admirei o canal, as montanhas do lado do Chile e encantei-me com as inscrições em vários idiomas que se podiam ler um pouco por toda a parte exterior da pequena casa. Afinal, ali não era partida, mas chegada dos sete cantos do Mundo.

Não muito longe dali, no lado direito da enseada, um pequeno miradouro por debaixo do arvoredo de Lengas que se curvava para cima da água pareceu-me o cenário ideal para registar um timelapse. Um pequeno trilho ladeando a água do canal conduzia até ao miradouro.

O vento estava forte e a água bastante agitada, o que causava uma gélida sensação de frio; no entanto, os cerca de 100 metros foram percorridos rapidamente, mesmo carregando a mochila e o tripé que pesavam uns bons 15 quilos.

No local, percebi que estava bem acima do nível da água e havia uma pequena ravina em pedra bem na minha frente. A água talvez distasse uns seis metros de mim. Por um lado, era bom, pois as gotículas provenientes das ondas e que eram elevadas pelo vento não molhariam a objectiva; por outro, sentiria mais o vento.

Workshop de timelapse Noudar – 2017

WORKSHOP DE TIMELAPSE
29 e 30 abril 2017
Por Paulo Ferreira

IV Workshop Fotografia / Timelapse Noudar – Este evento será orientado por Paulo Ferreira, que recentemente viu premiado o seu filme “Nordlys” com o “Óscar dos Documentários Independentes” em Hollywood. Nesta altura do ano, o Parque de Natureza de Noudar reune condições fantásticas para a prática da fotografia e timelapse. Inscrições limitadas a 8 participantes..

Custo total por pessoa: 150€ Casa do Monte ou 135€ Casa da Malta

Inclui: experiência fotográfica de 2 dias com o formador Paulo Ferreira + 1 noite em quarto individual com pequeno-almoço

Extra por acompanhante:
se participante no workshop: 100€/noite 
se não participante no workshop: 10€/noite

Não inclui: refeições, viagem e deslocações (sugerimos partilha de boleias e de despesas)

Inscrições limitadas!
Mais informação e inscrições em pnoudar@edia.pt

Nordlys

Terra, o nosso planeta.
É o único planeta no nosso sistema solar, conhecido por albergar vida.
Todas as coisas que precisamos para sobreviver são-nos fornecidas sob uma fina camada de atmosfera que nos separa do vazio inabitável do espaço.
A Terra é composta por sistemas complexos e interactivos que são muitas vezes imprevisíveis.
Ar, água, terra e vida, incluindo os seres humanos, unem forças para criar um mundo em constante mudança e que nos esforçamos por entender.
Consegues imaginar a nossa Terra sem os seres humanos? Olha para estas paisagens!
Contempla a sua beleza! Contempla-a com paixão.
Esta é a Terra, a nossa casa, o nosso lugar… Por favor, mantém-na viva! Olha para ela com paixão, com a paixão de quem ama e preserva-a!
O nosso planeta está numa rápida rotação e o núcleo de níquel-ferro fundido dá origem a um campo magnético, que o vento solar distorce em forma de lágrima.
O vento solar é uma corrente de partículas carregadas, continuamente ejectadas do sol.
O campo magnético não se desvanece para o espaço, mas tem fronteiras bem definidas.
Quando as partículas carregadas do vento solar são capturadas pelo campo magnético da Terra, colidem com as moléculas de ar acima dos polos magnéticos do nosso planeta.
Estas moléculas de ar, em seguida, começam a brilhar e são conhecidas como as auroras, ou as luzes do Norte e do Sul.
Esta é a Terra, a nossa casa, o nosso lugar… Por favor, mantém-na viva! Olha para ela com paixão.
Com a paixão de quem ama… e preserva-a!
Desliga as luzes e desfruta de um fenómeno único na Terra, com a paixão daqueles que amam.
E a Terra é a nossa nave espacial, o nosso globo bonito, delicado, dançando elegantemente em torno do sol para uma eternidade finita. É a nossa linda bola de água e ar. É tudo o que temos e tudo o que poderemos ter. Compete-nos a nós preservá-la e protegê-la. Porque esta é a nossa única casa. Nosso planeta… Nossa Mãe… Nossa… Terra.
Bem-vindo a casa.

Workshop timelapse Noudar – 2016

WORKSHOP DE TIMELAPSE
21 e 22 maio 2016
Por Paulo Ferreira

Este evento será orientado por Paulo Ferreira, que recentemente venceu pela segunda vez um prémio de melhor documentário sobre natureza nos Hollywood International Independent Documentary Awards.

Custo total por pessoa: 150€ Casa do Monte ou 135€ Casa da Malta

Inclui: experiência fotográfica de 2 dias com o formador Paulo Ferreira + 1 noite em quarto individual com pequeno-almoço

Extra por acompanhante:
se participante no workshop: 100€/noite 
se não participante no workshop: 10€/noite

Não inclui: refeições, viagem e deslocações (sugerimos partilha de boleias e de despesas)

Inscrições limitadas!
Mais informação e inscrições em pnoudar@edia.pt

Timelapse na National Geographic Itália

A National Geographic Itália, publicou recentemente um vídeo na técnica de timelapse da autoria de Paulo Ferreira.

A publicação “I cieli del Portogallo” pode ser visualizada em: nationalgeographic.it

A notícia começa com: “I cieli lusitani diventano un ponte verso lo spazio cosmico in questo suggestivo time-lapse”.

Picos de Europa

 

Disseste que não seria capaz, que a montanha escolhe os seus na vida e na morte.
Disseste:
“Apenas os eleitos aspiram a conhecer a montanha”.
“Apenas eles são ungidos pelo óleo da sabedoria” – disseste – e eu, sorri.
Falei-te das manhãs claras e dos frios glaciais, das estrelas e das flores, dos rios e das pedras, dos animais.
Falei-te do silêncio que é a voz da montanha e do sussurro eterno do bosque – inquieto rumor, queixume das árvores, lamento do vento.
Ouves este som? Tão terno, etéreo.
No entanto, capaz de furar o mais duro rochedo, subir ao ninho da águia beijar a toca do coelho.
Guiar rios da nascente à foz.
Abrir rombos de espanto na alma contemplativa quando alvoradas mansas se espalham, lentamente, pela erva fresca de orvalho e os pássaros iniciam um bailado majestático “trinando” delírios.
Todos os dias!
Todos os dias, sem falhar um, o encantamento se repete: o abeto, a truta, o esquilo, o colosso da montanha.
E todos os dias se renova o espanto, húmus da minha alma, parceiro da condição que é a nossa, viajantes improváveis.
Sorris.
E a crença que és em mim ilumina a certeza do caminho na crista, tocando o céu, furando nuvens de algodão, na vontade resoluta do invisível, que o mais apertado dos abraços celebra.
Morra eu neste instante, e o caminho está feito.