O pirilampo-lusitânico é um pequeno inseto fascinante, conhecido pela luz que emite durante a noite. Embora seja um parente próximo dos escaravelhos, distingue-se pela capacidade de produzir luz, um fenómeno designado por bioluminescência.
Na fase larvar, alimenta-se sobretudo de caracóis e lesmas, desempenhando um papel importante no controlo natural destas populações.
Quando atinge a idade adulta, os machos voam à procura de uma companheira. As fêmeas, apesar de possuírem asas, permanecem no solo. Em vez de voarem, acendem as suas pequenas “lanternas”, permitindo que os machos as encontrem e que a reprodução aconteça.
Contudo, esta estratégia torna os pirilampos muito vulneráveis à iluminação artificial. As luzes das cidades e das estradas dificultam o encontro entre machos e fêmeas, contribuindo para o desaparecimento das suas populações em algumas regiões. Ainda assim, a principal ameaça à sua sobrevivência continua a ser a destruição do habitat natural.
Além do seu espetáculo luminoso, os pirilampos são excelentes bioindicadores da qualidade ambiental: a sua presença revela ecossistemas saudáveis e bem preservados.