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Parque das Serras do Porto – um olhar independente

Parque das Serras do Porto – um olhar independente.
Um trabalho independente sobre o estado atual da área verde mais importante do Grande Porto. E que na minha opinião não está a ser devidamente acautelada.
Este documentário de cerca de 12 minutos contou com os depoimentos de Jorge Gomes, José Pereira, Vitor Parati, Serafim Riem e Filipa Almeida.
Um projeto de consciência Loving the Planet.

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O Cinema e a Fotografia na Consciencialização Ambiental – EPROMAT

EVENTO_EPROMAT

Paulo Ferreira irá realizar uma palestra intitulada “O Cinema e a Fotografia na Consciencialização Ambiental”, na Escola Profissional de Matosinhos (EPROMAT). O evento realiza-se no dia 5 de junho pelas 10H00. Entrada livre. O convite endereçado ao Paulo Ferreira é sinónimo de que o trabalho que tem realizado, começa a ser interessante para as escolas, palco da formação daqueles de quem se espera um futuro melhor.

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3ª Edição do “Cinema nos moinhos”

3ª EDIÇÃO CINEMA NOS MOINHOS

É já no próximo dia 29 de julho, pelas 21h00 que se realizará a 3ª edição do “Cinema nos moinhos”. É um evento cuja iniciativa partiu do Paulo Ferreira e o objetivo é dar a conhecer os seus trabalhos mais recentes, quer seja ao nível da fotografia ou vídeo. A ideia surgiu em 2021 e desde esse ano que o evento tem vindo a ganhar mais notoriedade, ganhando audiência cujas fronteiras ultrapassa o concelho de Gondomar.

Este ano, o “Cinema nos moinhos” irá proporcionar a visualização de um documentário natural e de algumas fotografias de natureza:

  • O documentário natural “Naturalmente Flores“, um filme gravado na ilha das Flores em 2022, que descreve algumas das singularidades do Património natural da ilha, nomeadamente ao nível da flora e da fauna, mostrando ainda imagens noturnas da ilha e do espaço sideral.

Será certamente uma boa oportunidade para visualizar estes dois documentários, num ambiente envolto em natureza, como é a zona dos Moinhos de Jancido.

Este evento conta com o apoio dos Moinhos de Jancido, da EletriSom e da PTLapse.

Dado que o espaço é limitado, será obrigatório apresentar bilhete. Os bilhetes estarão disponiveis em breve e serão anunciados na página do facebook de Paulo Ferreira e dos Moinhos de Jancido.








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O Cinema e a Fotografia na Consciencialização Ambiental – Mesão Frio

O Cinema e a Fotografia na Consciencialização Ambiental - Mesão Frio

Paulo Ferreira irá realizar uma palestra intitulada “O Cinema e a Fotografia na Consciencialização Ambiental”, no Agrupamento de Escolas Professor António da Natividade, em Mesão Frio. O evento terá lugar no Auditório da Escola Sede, no dia 22 de maio pelas 10H30. Entrada livre. O convite endereçado pela AEPAN, na pessoa do Biólogo Nuno Santos, ao Paulo Ferreira é sinónimo de que o trabalho que tem realizado, começa a ser interessante para as escolas, palco da formação daqueles de quem se espera um futuro melhor

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O Cinema e a Fotografia na Consciencialização Ambiental – IPB

O Cinema e a Fotografia na Consciencialização Ambiental

Paulo Ferreira irá realizar uma palestra intitulada “O Cinema e a Fotografia na Consciencialização Ambiental”, no Instituto Politécnico de Bragança. O evento terá lugar no Auditório da Escola Superior de Educação, no dia 19 de maio pelas 14H00. Entrada livre.  O convite endereçado pelo IPB, na pessoa do Biólogo Nuno Santos, ao Paulo Ferreira é sinónimo de que o trabalho que tem realizado, começa a interessar ás escolas, palco da formação daqueles de quem se espera um futuro melhor.

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Naturalmente Flores estreia nas Lajes das Flores

O documentário “Naturalmente Flores” estreou no passado dia 22 de abril, pelas 21H00 no auditório do Museu Municipal de Lajes das Flores. A data foi escolhida para coincidir com as comemorações do Dia da Terra. Surpreendentemente o auditório encheu-se de pessoas que mostraram curiosidade em ver o filme. Apesar de ser um filme sobre a Ilha das Flores e que os seus habitantes poderiam achar que já tinham visto tudo, não se verificou isso.

Este trabalho começou a ser realizado em 2022 e teve a colaboração de biólogos, geólogos e técnicos ambientais, bem como de algumas entidades da ilha das Flores, nomeadamente a Secretaria Regional do Ambiente e o Parque Natural das Flores. A narração ficou a cargo de Eduardo Rêgo e o trabalho tem a marca “Loving The Planet”. O evento teve cobertura da RTP Açores e o documentário será apresentado ao publico dentro de alguns dias.

Enquanto autor do trabalho, fiquei com a sensação de que os presentes no dia da estreia ficaram impressionados com a qualidade e os conteúdos do filme.

Foi com enorme emoção que ouvi da parte de um “Florentino” que o documentário o surpreendeu pela parte poética, enquanto aborda o lado científico da fauna e flora, retratados no filme. Essa é a minha imagem de marca e que gosto de incorporar nos trabalhos que realizo.




O trailer do filme pode ser visualizado aqui:

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Estreia do documentário “Naturalmente Flores”

Documentário Naturalmente Flores

O documentário “Naturalmente Flores”, tem data de estreia marcada para o próximo dia 22 de abril (dia da Terra), pelas 21H00, no auditório do Museu Municipal de Lajes das Flores. O filme foi realizado e editado por Paulo Ferreira e tem a narração a cargo de Eduardo Rêgo. Paulo Ferreira esteve a gravar na ilha das Flores durante 15 dias em 2022 e mostra-nos algumas singularidades ao nível da flora e da fauna, incluindo a marinha. As imagens do fundo do mar das Flores despertam em nós a consciência ambiental necessária para que todos possamos reverter o sentido das alterações climáticas. As imagens noturnas (da Via Láctea), gravadas ao redor da ilha das Flores são uma visão diferente do que estamos habituados a ver. Isto porque a Ilha das Flores possui pouca poluição luminosa, algo que a todos deveria preocupar. Durante o filme quase que damos por nós sentados à beira mar, a ouvir o som dos Cagarros, sob um céu estrelado salpicado pela luz da Via Láctea. São imagens belas de uma Ilha especial para Paulo Ferreira.

O filme foi patrocinado por LadoB Café, Viagens Gondomar, Opticália Gondomar, Delete Informática, Ptlapse, Ppsec Engenharia, Socidias e Goldnature e conta com o apoio do Municipio de Lajes das Flores, da Aldeia da Cuada, da ExperienceOC, e da colaboração do Serviço de Ambiente e Alterações Climáticas das Flores, do Parque Natural das Flores e Reserva da Biosfera da Ilha das Flores, do Governo dos Açores e da Secretaria Regional do Ambiente e Alterações Climáticas. O documentário teve ainda a colaboração extraordinária da equipa de mergulho, constituída por Gui Costa, Carel Padilha e Filipe Gomes, estes ultimos da escola de mergulho Longitude31.

Naturalmente Flores

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Cágado-mediterrânico (Mauremys leprosa) regressa ao Sousa Inferior

O cágado-mediterrânico (Mauremys leprosa)

Numa manhã de março, estava eu a percorrer um pequeno troço do Sousa Inferior, quando me deparo com um cágado que aparentemente era diferente da espécie que habitualmente observava nas proximidades. Na altura fiquei tão entusiasmado, que a falta de uma teleobjetiva maior do que a que estava na câmara fotográfica, não foi problema. E eufórico, lá fiz uns cliques, acabando por recolher também algumas imagens em vídeo para mais tarde utilizar num documentário que tenciono editar brevemente.
Dias mais tarde contactei o biólogo Joel Neves (com quem colaboro há já algum tempo) e lancei o desafio de identificar aquela espécie de cágado. Surpreendentemente as minhas suspeitas confirmaram-se e aqui fica o texto referente à componente científica enviado pelo Joel Neves:

O cágado-mediterrânico (Mauremys leprosa) é uma das duas espécies nativas de cágados na nossa fauna. Segundo os dados fósseis, é uma espécie que habita o nosso planeta há aproximadamente 120 mil anos e que, atualmente, distribui-se ao longo da Península Ibérica, Sudoeste de França e Noroeste de África. Já em Portugal, esta distribui-se ampla e maioritariamente no interior do país e a Sul do Tejo, sendo que no litoral, do Mondego para cima, é escasso e apresenta populações pontuais e dispersas.
No entanto, o Paulo Ferreira observou e fotografou esta espécie algures nas margens do Sousa Inferior, sendo este um registo raro e interessantíssimo. Margens essas que são geralmente locais de postura, onde a fêmea de cágado-mediterrânico, pode colocar até 12 ovos num pequeno buraco. E é interessante, pelo facto de se contarem pelos dedos de uma mão, o número de registos oficiais desta espécie no Litoral Norte e por ser uma redescoberta no local, depois de 4 anos de ausência. E de extrema importância porque esta observação realça a necessidade e urgência da conservação deste réptil e dos corpos de água onde habitam, os quais se encontram altamente perturbados e ameaçados.
A necessidade de proteger esta espécie não advém do facto desta se encontrar em estatuto de conservação desfavorável, que não é o caso (possui o estatuto de “Pouco preocupante”), mas pela sua escassez no Sousa Inferior e pelas várias ameaças que aí enfrenta. Por si só, o isolamento desta possível população é um entrave à sua continuidade e ao seu futuro, uma vez que estão mais vulneráveis à extinção local já que indivíduos isolados têm maior dificuldade em se reproduzir e deixar descendência. Também a presença de espécies invasoras é um dos fatores limitantes à sua sobrevivência.
A presença assídua do cágado-da-Florida (Trachemys scripta) ameaça a continuidade deste cágado autóctone, uma vez que competem diretamente por espaço e recursos. Características morfológicas e fisiológicas como o facto de atingirem a maturação sexual muito mais cedo, uma maior taxa de fecundidade, a sua dieta mais generalista e de serem maiores e mais agressivos, facilitam a sua propagação e rápida predominância, sobrepondo-se às espécies autóctones e, consequentemente, levando ao seu declínio e até mesmo desaparecimento. Também o lagostim-vermelho-do-Louisiana é uma ameaça, já que estes se alimentam dos seus juvenis. Outros fatores de ameaça são a artificialização das margens, obras de engenharia que afetam a hidromorfologia das linhas de água, sobre-exploração de recursos hídricos, poluição e descargas de poluentes, bem como a pressão turística sobre zonas húmidas.
É por isso, necessário informar a população geral sobre a presença desta pequena tartaruga de água doce, que bem pode passar desprevenida, pois só dando a conhecer é possível chegar aos próximos passos: a sensibilização e a proteção. Mais uma vez, o Paulo Ferreira, a partir da sua lente dá-nos a conhecer mais uma espécie do nosso rico património natural e fazendo mais uma vez um papel importante naquilo que é a didática ambiental.

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