O documentário curto “Aotearoa – We Are All Made Of Stars” está a arrecadar prémios, um pouco por todo o mundo. Desta vez foi selecionado no festival internacional LIFT-OFF Global Network, organizado pelos famosos Pinewood Studios em Inglaterra. É tão só o estúdio onde foram produzidos filmes como o lendário 007 ou mais recentemente Mary Poppins Returns. Por isso já é uma vitória. E por isso vale a pena continuar a trabalhar. O filme será certamente visualizado na rede que este festival disponibiliza e chegará a uma maior audiência.
Estes prémios são sinónimo de reconhecimento da qualidade do filme de cerca de 11 minutos de duração. Um filme que pretende alertar para a necessidade de olhar para a nossa casa, na perspetiva de que é a única casa que temos, logo devemos preservá-la! Nós fazemos parte dela!
Por enquanto o filme ainda não é publico, no entanto será divulgado no dia mundial da Terra, a 22 de abril próximo.
Por agora ficam aqui algumas frases mais emblemáticas que de certa forma alertam para a problemática ambiental que tanto se fala nos dias de hoje. Já há algum tempo que várias pessoas têm vindo a alertar para o facto:
“Nosso planeta é nossa casa; vamos preservá-la.” (Amóes Xavier)
“O laço essencial que nos une é que todos habitamos este pequeno planeta. Todos respiramos o mesmo ar. Todos nos preocupamos com o futuro dos nossos filhos. E todos somos mortais.” (John Kennedy)
“O maior desafio tanto no nosso século quanto nos próximos é salvar o planeta da destruição. Isso vai exigir uma mudança nos próprios fundamentos da civilização moderna – o relacionamento dos seres humanos com a natureza.” (Mikhail Gorbachev)
“Não temo nossa extinção. O que realmente temo e receio é que o ser humano arruíne o planeta antes da sua partida.” (Loren Eiseley)
Paulo Ferreira está a preparar uma aventura para realizar um novo filme sobre o ambiente, procurando consciencializar para a problemática das alterações climáticas. Desta vez, o palco para as filmagens dos planos de timelapse e de vídeo será na Islândia.
Em termos geológicos, a Islândia é uma zona da Terra ainda particularmente recente. Ali, a Natureza continua fortemente empenhada em ser o mais criativa possível, para gerar as paisagens vulcânicas e glaciares o mais estranhas que alguma vez se possa imaginar.
Não se contentando com isto, é ainda a terra de “Trolls e de Elfos”, de músicos e musicas e de contadores de histórias. Histórias que nos levam para as noites e dias sem fim. É também a terra das auroras boreais e dos céus dramáticos, de montanhas coloridas e de praias monocromáticas, de fogo e de gelo.
Tudo isto é matéria-prima para um filme sobre a consciência ambiental, à semelhança de trabalhos anteriores de Paulo Ferreira. A aventura na Islândia será muito mais do que uma viagem no seu território. Será, sobretudo, uma viagem no tempo, uma viagem para uma era em que os humanos ainda não pisavam a Terra.
Serão estas paisagens frias, áridas e inóspitas, contudo repletas de vida, que darão o mote para o próximo filme de Paulo Ferreira.
No momento, o protejo está a ser estudado e delineado ao pormenor, procurando-se por patrocinadores que estejam interessados em financiar esta viagem. Afinal de contas, todos nós temos a nosso cargo a responsabilidade de deixar a nossa casa às gerações futuras, o mais natural e sustentável possível.
Na eventualidade de haver interesse em patrocinar, entre em contacto através do email (paulo@pauloferreira.pt) ou através do telefone: 966454440
A minha aventura pela Nova Zelândia previa um dia para subir ao glaciar Rob Roy para realizar algumas fotografias, planos de timelapse e vídeo. A ideia era sair de Wanaka bem cedo e conduzir por uma estrada de terra, durante cerca de uma hora. Era o tempo previsto para percorrer os quase 50 quilómetros que ligam Wanaka ao início do trilho para o Rob Roy. Um trilho de alta montanha com cerca de 12 quilómetros.
Rapidamente verifiquei que era um percurso em muito mau estado e cujo fim poderia não ser atingido, pois haviam muitos cursos de água provenientes das montanhas que atravessavam a estrada de terra. A sinalização, essa, estava lá constantemente em todas as travessias e informava que, caso a chuva fosse intensa, deveria regressar a Wanaka. Com calma e atento às mudanças de tempo, avancei. Pensava para mim: E se, depois de caminhar durante duas horas para chegar ao Rob Roy, começar a chover?, terei tempo para regressar? Olhei o horizonte e percebi que talvez o tempo não mudasse. Confiante e esperançado, avancei.
Depois de chegar ao fim da estrada era altura de colocar a mochila às costas. Aparentemente pesada, pois todo o equipamento de fotografia estava no seu interior, rapidamente esqueci-me disso e comecei a percorrer o trilho que ia pelo vale fora. O Rob Roy chamava-me.
A manhã estava fria e havia gelo no trilho que serpenteava ao longo do rio proveniente do glaciar Rob Roy.
Depois de caminhar durante cerca de 30 minutos, cheguei a uma ponte pedonal que permitia a passagem para a outra margem. Uma vez na margem oposta, subi a bom ritmo e rapidamente dei por mim a tirar alguma roupa. A cada passo que dava a subida parecia cada vez mais íngreme. Parei várias vezes para descansar um pouco debaixo de uma das árvores da imensa floresta de faias que polvilha todo o vale em direção ao glaciar. Lá no alto, um Kea (um papagaio muito inteligente) voa sob a copa das árvores, abrindo as suas asas coloridas, assinalando a sua presença.
Foi numa dessas paragens que retirei a câmara fotográfica e tentei enganar-me a mim próprio. – Não, não estava cansado. Havia parado para fotografar a natureza ao meu redor! Encostei a mochila a uma árvore e enveredei pelo interior do bosque na ânsia de ver qualquer coisa que fosse surpreendente e que me fizesse esquecer que estava a apenas meio caminho para o glaciar.
Depois de caminhar alguns metros para dentro da floresta de faias, aninhei-me para fotografar uma aranha muito colorida que por ali tecia a sua teia e comecei a fotografá-la. Confesso que estava completamente concentrado na procura da melhor perspetiva para enquadrar aquele aracnídeo. Por isso, decidi deitar-me no solo repleto de musgo e foi aí que os meus olhos se fixaram num pequeno cogumelo de uma cor estranha. Perguntei a mim próprio: Agora?, agora que ia descansar um pouco? Nunca tinha visto nada igual. Enquanto procurava acertar os parâmetros corretos para o registo daquele momento dei comigo a imaginar-me num dos filmes do Harry Potter.
As minhas mãos tremiam e eu, surpreendido com aquele cogumelo, não conseguia registar o momento. Todos os meus sentidos estavam ativos e inundavam-me de sensações e de emoções que só consegui controlar ao fim de dois ou três minutos. O próprio silêncio daquele lugar já era audível!
Eu queria continuar a subir para o Rob Roy, mas aquele cogumelo não me deixava! Acho que fiquei ainda mais cansado, tal era a adrenalina do momento. Acho que no total devo ter feito mais do 20 fotografias. Eu próprio tive de colocar um fim ao registo fotográfico, ou não fosse eu que ali estava.
Sozinho, no meio da floresta de faias, a caminho do glaciar Rob Roy, eu havia encontrado um cogumelo raro (só mais tarde soube através de uma procura na internet). O seu nome: Cortinarius Porphyroideus. Confesso que tentei encontrá-lo noutras regiões da Nova Zelândia, mas nunca mais o vi. No entanto, foi um momento marcante na minha aventura para produzir o filme “Aotearoa”. Tal como a vida, o mundo é feito de pequenas coisas. Surpreendentes.
“Aotearoa – We Are All Made Of Stars”, o mais recente filme de Paulo Ferreira, foi premiado no famoso festival italiano “Oniros Film Awards”. Trata-se de um prestigiado festival que é suportado por alguns nomes reconhecidos do cinema mundial como, por exemplo, a cadeia de cinema Universal Movies, Stan Winston, Dreamlight, iPitch, etc.
Este filme, de cerca de 10 minutos de duração e que tenta consciencializar as pessoas para o problema das alterações climáticas, chamou a atenção do júri internacional. É agora do conhecimento publico de que venceu na categoria de “Best documentary short” (melhor documentário curto).
Também este festival dá acesso direto ao IMDb, pelo que os entusiastas desta plataforma podem saber mais acerca do filme e de todos os profissionais que estiveram envolvidos na sua produção, em: https://www.imdb.com/title/tt9728896/
A lista de premiados pode ser consultada aqui. “Aotearoa – We Are All Made Of Stars” é assim um documentário curto que tem dado que falar nos festivais internacionais de cinema independente.
Mantenha-se a par das novidades que o Paulo Ferreira irá publicar em breve, nomeadamente a estreia do seu filme produzido na Nova Zelândia, subscrevendo o seu canal do YouTube em: https://www.youtube.com/pauloferreirapt
O documentário curto “Aotearoa – We Are All Made Of Stars” está desde hoje listado na famosa plataforma mundial de filmes IMDb (Internet Movie Database). Depois de ter vencido na sua categoria, no TMFF – The Monthly Film Festival, este festival possibilitou a entrada direta no IMDb.
O filme com cerca de 11 minutos de duração, totalmente gravado na Nova Zelândia, tenta chamar a atenção para a atual problemática ambiental, mostrando paisagens naturais, quer diurnas, quer noturnas.
Paulo Ferreira, o seu realizador, tem procurado usar o lado belo das suas imagens, para consciencializar as pessoas para um problema que todos nós devemos ter em conta, as alterações climáticas. Alterações essas que afetam a casa de todos nós, a Terra. O filme ainda não é publico.
O IMDb é uma base de dados online de informação sobre música, cinema, filmes, programas e comerciais para televisão e jogos de computador, propriedade da Amazon. Mais informação, disponível em: Internet Movie Database
O documentário curto “Aotearoa – We Are All Made Of Stars”, que ainda não é do conhecimento público, está a ser submetido a alguns festivais internacionais de cinema e televisão. Hoje foi selecionado para o festival internacional “The Monthly Film Festival” (TMFF). Este festival atribui variados prémios monetários e troféus aos filmes vencedores, nas mais diversas categorias. Para além da possibilidade do filme ser premiado, existe a hipótese do mesmo ser eleito “O melhor filme para a audiência”. Para este efeito é necessário votar online. Basta aceder à seguinte hiperligação para Votar no filme Aotearoa
Para quem ainda não teve oportunidade de ver o filme, trata-se de um documentário curto que aborda as atuais questões relacionadas com a problemática ambiental. Paulo Ferreira realizou este filme pouco depois de ter estado na Nova Zelândia, numa aventura que o levou a percorrer as duas ilhas em cerca de 15 dias.
“Aotearoa – We Are All Made of Stars” integra a seleção oficial de finalistas do Oniros – Film Awards, uma competição italiana, com diferentes categorias e géneros, que integra o popular IMDB (Internet Movie Data Base). Trata-se da primeira seleção em concurso para o documentário “Aotearoa”. O festival Oniros apura os melhores todos os meses, incluindo os trabalhos selecionados na competição anual. A cerimónia de entrega de prémios decorrerá em agosto deste ano.
“Aotearoa – We Are All Made of Stars” é o mais recente trabalho de Paulo Ferreira. O filme foi rodado na Nova Zelândia e aborda a atual problemática ambiental na perspetiva do povo maori, tendo por base a sua relação com a Natureza. O povo maori acredita que as “glowworms” são os espíritos dos seus antepassados. Respeitando esse pensamento, Paulo Ferreira retratou esse facto no seu documentário curto.
O documentário, com cerca de 10 minutos, foi apresentado pela primeira vez na Casa de Montezelo, em Fânzeres, Gondomar, numa cerimónia aberta a convidados especiais e patrocinadores. Este filme ainda não é do conhecimento público.
Melhor documentário na categoria ambiente no Festival Cannes Corporate and Media TV Awards. Edição 2018. Um golfinho de prata foi o prémio atribuído ao documentário curto “Patagónia – The Tip Of The World”.
De regresso do Fitz Roy, cheguei a El Chaltén ao final da tarde, com 25 quilómetros de trilhos percorridos e vários quilos ás costas. Estava exausto, mas feliz.
As experiências mais enriquecedoras são dotadas de uma intensidade arrebatadora que galga o tempo, salta horas e derruba espaços transportando-nos numa viagem acelerada que comprime o tempo. Parece matéria de ficção científica, mas eu havia chegado no dia anterior à Patagónia e preparava-me para partir no dia seguinte; no intervalo, haviam decorrido 15 dias. Confuso? Não! Tudo havia sido grandioso, extasiante, fora de medida. Um caldo de emoções a necessitar de ser coado, filtrado e assimilado, tal era a sua densidade. E nessa espessura de sentimentos os dias foram tragados, diluídos, esquecidos.
Fiz a viagem de regresso a El Calafate pela mesma estrada que me havia levado a El Chaltén. O caminho foi todo ele feito de olho no espelho retrovisor; não é que não levasse os olhos postos na estrada, em condução segura, mas as memórias recentes já faziam adivinhar saudades futuras. Abandonava El Chaltén com a certeza de que haviam sido os melhores e mais produtivos dias que havia passado durante toda a estadia na região. Que trilhos memoráveis; a experiência marcante de me pôr à prova, física e mentalmente, e a superação conseguida. Regressava mais forte, era uma certeza.
A aventura na Patagónia (Chile e Argentina) foi uma experiência muito interessante sobre o ponto de vista das inúmeras dificuldades com que me deparei ao percorrer a enorme região. Durante as curtas estadias nos mais variados locais, foi possível, aqui ou ali registar alguns desses momentos. Aqui ficam alguns deles, registados em smartphone.