Saltar para o conteúdo principal

Etiqueta: Natureza

Luta entre Britangos

O abutre-do-egipto é uma ave que pode ser encontrada em Portugal. Tais abutres possuem plumagem branca e pescoço emplumado. Também são conhecidos pelo nome de Britango. Nesta fotografia é possível visualizar a luta entre duas aves, com a presença e olhar atento de um Grifo.

Luta entre Britangos

Continuar a ler

O Rio Sousa lá do alto

São incontáveis os locais quer em Portugal, quer lá fora, onde já tive a oportunidade de fotografar. Fosse na paisagem mais plana ou mais montanhosa, ao nível do solo, ou num plano mais elevado. Na sua maioria acabam sempre por me surpreender. A vista lá do alto é sempre diferente. Pois a nossa existência restringe-se à nossa capacidade de locomoção. Mas contam-se pelos dedos, os sítios que realmente me fascinaram verdadeiramente, no que toca à vista aérea. Este é um deles. Mas não é obra do acaso. É o resultado da nossa capacidade de imaginar, de ver mais longe, se sonhar e concretizar. Aqui fica o resultado de uma miragem. O Rio Sousa, numa das suas curvas que só ele tem.

Que esta fotografia consciencialize as pessoas (principalmente aqueles que detêm a capacidade de mudar, arriscar, ir mais longe), para a necessidade de se preservar um local único.

A Lontra Europeia ou Lontra Euroasiática

Vale do Rio Sousa, nas proximidades dos “Moinhos de Jancido”. O relógio marcava 08H30 e a temperatura rondava os 4 ºC. Ao descer a serra, por entre as árvores e a caminho de um local isolado para fotografar aves, reparei que havia alguma ondulação nas margens do Rio. Cautelosamente, procurei descer ainda mais na ânsia de encontrar um sitio mais aberto, de onde pudesse clarificar o motivo para tal ondulação. Por momentos não vislumbrei absolutamente nada. A ondulação havia desaparecido.

Desanimado, comecei a caminhar ao longo da margem do Rio. Rio acima, alguns minutos depois, como por magia, os meus olhos fixaram-se nos olhos de uma Lontra. Inacreditável! Tentei não fechar os olhos. Não queria acreditar que diante de mim, talvez a uns 50 metros, a cabeça de uma Lontra deslizava sobre a água fria, naquela manhã de Janeiro. Inconscientemente, levei a câmera fotográfica aos olhos e comecei a fotografar. Incrédulo, duas fotografias depois, ela mergulhou e não mais a voltei a ver. Por sorte, a objetiva que estava a utilizar no momento, era de 600mm.

O seu gosto pela água (se for preciso, aguenta-se mais de cinco minutos submersa), aliada ao facto de ter uma dieta maioritariamente carnívora, tornam-na um animal de hábitos especiais. A começar pela sua performance enquanto predadora: com olhos que vêem mais no breu da noite, com olfato que chega longe (têm um dispositivo ao nível do nariz que deteta vibrações abaixo da linha de água), e com uma audição superior à de muitas outras espécies, a Lontra espera pelo pôr do sol para utilizar as suas armas. As presas são sobretudo peixes ou crustáceos, em menor escala outros mamíferos, e eventualmente répteis à falta de melhor.

Aqui fica a fotografia.

Nova Zelândia – A aventura do drone

Nova Zelândia, 07 de Maio de 2018. Acordei bem cedo, depois de uma noite onde pernoitei em Taupo. O meu objetivo para esse dia era percorrer um trilho de cerca de 16 Km que me levaria a visitar os lagos “Blue Lake” e “Nga Puna a Tama” no Parque Nacional Tongariro na ilha Norte. Estava também prevista uma passagem pelo cume do vulcão se fosse possível.

Depois de um pequeno almoço à pressa, que a luz do dia não tardava a surgir, desloquei-me até ao Parque Nacional. A distância que separa Taupo de Tongariro é de cerca de 100 Km. A viagem foi rápida pois a ânsia de iniciar o trilho era enorme. No entanto antes de chegar ao Parque, decidi colocar no ar o meu drone, o Inspire 1, dado que a paisagem era avassaladora e não quis perder aquele enquadramento. Foi um erro enorme, é a minha convicção ainda hoje. Fascinado com o local, não me apercebi da distância que o drone tinha percorrido, pois queria que ele fosse até muito perto do cone do vulcão. Já se tinha afastado talvez uns 4 ou 5 Km quando dei por mim a olhar para os dados no controlador. Motivo mais do que suficiente, para perder a ligação entre o drone e o controlador. Não fosse isso suficiente, o facto de haver atividade vulcânica na zona, ajudou a que as coisas se complicassem ainda mais, dada a interferência rádio.

Sei agora (pois tive acesso mais tarde ás imagens do drone), que o equipamento esteve parado na mesma posição, durante cerca de 2o minutos e depois aterrou sozinho. Só que pousou no topo de uma árvore, pois o local é repleto de vegetação muito densa.

Na imagem anexa é possível ver os pontos 1, 2 e 3. O ponto 1 era o local onde eu estava a controlar o drone. O ponto 2 era o único acesso possível (de carro) ao interior da floresta e não foi mais do que 500 metros a partir da estrada principal. O ponto 3 foi o local onde o drone pouso sozinho. A linha amarela, era o rilho que eu pretendia fazer nesse dia.

Nesse dia tentei entrar na floresta, com o o objetivo de encontrar o drone, mas após percorrer 100 metros, olhei para trás e já não sabia para onde ficava o local de onde parti. Isto porque a vegetação era muito densa e não permitia olhar as referências. Desolado, deixei o local e regressei a Taupo. Acabei por não fazer o trilho.

Passei a 2ª noite em Taupo e na manhã seguinte, ao pequeno almoço, comecei a pensar que não iria deixar o drone no Parque Nacional, pois era um objeto estranho. Dei por mim a pensar de que forma o iria recuperar. Eu sabia a ultima localização conhecida do drone, mas também não tinha a certeza que assim fosse. Nunca havia experienciado uma coisa assim. Uns minutos depois, já no fim do pequeno almoço, ocorreu-me uma ideia. Taupo é uma cidade pequena mas com muitas lojas de artigos para os pescadores. E se eu comprasse um rolo de fio de pesca? Isso poderia ajudar–me a encontrar o drone. Sempre seria mais seguro para mim, enveredar pela floresta dentro.

E assim foi. Comprei um rolo de fio com 350 metros. Não seria suficiente mas era o maior que havia. Regressei ao Parque Nacional nessa manhã, decidido a encontrar o drone.

Pelo caminho ainda tentei ajuda junto de um posto da policia do parque, mas o “Crocodilo Dundee” (vestido a rigor), não estava disposto a ajudar, dado que eu havia infringido uma regra do Parque. Por muito que eu explicasse que estava fora do Parque, ele não quis saber e a única coisa que fez foi dar-me um contacto telefónico de uma pessoa que conhecia muito bem a região e que poderia ajudar na localização. Azar o meu, liguei para esse contacto e naquele dia estava na Ilha Sul.

Parecia que estava tudo contra mim. Mas não desisti. Regressei ao local e avancei pela floresta dentro. Percorri os 100 metros do dia anterior pois as minhas pisadas ainda estavam marcadas no terreno e só depois é que amarrei o fio de pesca a uma árvore. Fui desenrolando o fio e olhando para o controlador que me orientava no sentido da localização do drone. Se eu pretendia seguir a direito, quando olhava para trás, era tudo curvo. Pelo meio tinha de descer aos regatos e subir de novo por entre as árvores densas da floresta. As folhas das plantas agarravam-se à roupa e tudo parecia colar ao corpo.

Uma meia hora depois, estava muito perto da localização do drone dada pelo controlador e o rolo do fio também chegava ao fim. Comecei a olhar para a copa das árvores, pois era natural que estivesse lá, uma vez que eram muito densas. Mas por muito que olhasse não via nada branco (a cor do drone).

Uns minutos depois, já quase a desistir, os meus olhos fixaram-se no drone. Estava no chão. Vi um conjunto de peça de cor branca e avancei da sua direção. A alegria era imensa. Tinha encontrado o drone, não queria acreditar. Era como se tivesse encontrado uma agulha num palheiro. Só que assim como fiquei feliz, rapidamente esmoreci, pois reparei que o drone estava partido em muitos locais. E a parte mais importante para o meu trabalho, a câmera, estava partida uns metros mais ao lado.

Peguei no drone e disse para mim mesmo que pelo menos o tinha recuperado e não iria ficar com a sensação de que um dos meus equipamentos tinha ficado num local tão natural como aquele. 

Regressei ao ponto de partida, enrolando novamente o rolo de fio e a pensar como é que iria resolver o problema de ficar impossibilitado de registar imagens aéreas para o filme que ali tinha ido fazer (AOTEAROA – We Are All Made Of Stars).

Os dias seguintes foram difíceis pois não tinha comigo todas as ferramentas que havia levado de Portugal até à Nova Zelândia. No entanto quando me desloquei para a ilha Sul, percebi que não valia a pena ficar agarrado a esse problema e dediquei-me fortemente ao registo de timelapse e video. A ilha Sul é mais montanhosa do que a ilha Norte e favorece imenso a captura de imagem, quando nos deslocamos para pontos elevados.

Esta foi apenas uma das histórias que vivi na Nova Zelândia.


Documentário sobre os “Rapazes de Jancido”

Fotografia com os

Documentário sobre os “Rapazes de Jancido”

Há alguns meses atrás, a convite do António Gonçalves, um dos “Rapazes de Jancido”, fui conhecer melhor o local a que chamam “Os moinhos de Jancido”. Surpreendentemente fiquei pasmado com o que na altura vi com os meus olhos. Uma área imensa, onde é possível ver os moinhos de água envoltos pela natureza. E tudo isto foi possível graças ao trabalho árduo de 5 pessoas que sábado após sábado marcam presença nos vales ao redor do Rio Sousa, por onde os ribeiros correm naturalmente e a fauna e flora existem como em poucos lugares do concelho de Gondomar.

Na altura, o António Gonçalves fez questão de me mostrar tudo o que havia para ver, ouvir e saber. Confesso que saí de lá, quase de noite e com a sensação de que não tinha visto tudo. Como tal, decidi regressar mais tarde. Alguns dias depois, tive a possibilidade de conhecer os restantes membros, o Albino Sousa, o Fernando Sousa, o Manuel Sousa e o Paulo Campos. “Rapazes” de uma humildade natural, de um saber e experiência única e de uma paixão pelos “Moinhos”, como nunca vi. Encontrei-os várias vezes a trabalhar arduamente no local. Umas vezes a reconstruir as paredes de pedra dos moinhos, outras a limpar terrenos na envolvente.

Sempre me questionei porque razão se dedicavam tanto a um sitio, sem qualquer interesse como contrapartida. A resposta foi chegando aos poucos, à medida que fui falando com eles. Fundamentalmente era a paixão que os unia em torno da reconstrução dos moinhos. Gente que não perde o tempo em vícios supérfluos, muito comuns nos dias de hoje. Gente que contagia quem por lá passa. Gente com alma e coração. Simplesmente…Gente. 

Meses mais tarde, estava eu a trabalhar num vídeo promocional, quando percebi que tinha de realizar um documentário sobre o trabalho que estes “Rapazes” fizeram e continuam a fazer nos Moinhos de Jancido.

Finalmente, hoje é possível visualizar esse documentário. São cerca de 16 minutos de conversa com estes 5 amigos. Os “Rapazes de Jancido” contam histórias de vida. Aqui fica o filme na plataforma do Youtube.

Os Rapazes de Jancido

Islândia – O degelo dos glaciares

Islândia - O degelo dos glaciares

Islândia – O degelo dos glaciares

glaciar, degelo, Islândia, natureza, ambiente, alterações climáticas

Em 2019 aventurei-me por terras da Islândia. Fui à procura de locais para filmar o documentário curto “This Is Our Time”. Foram poucos os locais totalmente naturais que me me surpreenderam. No entanto relembro este em especial, o glaciar Jokulsarón. Pela sua dimensão e infelizmente porque está a recuar, ou seja, grande parte deste gelo está a desaparecer. No fim desta enorme muralha rugosa, está a surgir um lago por onde os pedaços de gelo passam, a caminho do oceano Atlântico. Fruto do aquecimento global, esta enorme quantidade de água doce, irá desaparecer certamente ainda este século. É triste assistir a algo tão violento. Não porque o possamos sentir no momento, mas porque nada fazemos para fazer regredir as alterações climáticas.

A Humanidade esquece-se que a natureza irá encarregar-se de ordenar o que não está certo. Com seres humanos, ou sem eles, a natureza segue em frente. Por isso, se queremos salvar a nossa existência, temos de reverter o estado atual das coisas. Apostar mais nas energias renováveis em detrimento das fosseis. E principalmente deixar que existam espaços naturais, para que haja diversidade e equilíbrio, de forma a que as florestas possam ajudar-nos a controlar o dióxido de carbono.

O problema é demasiado sério. Não podemos perder tempo.

Veja algumas imagens do degelo:

Paulo Ferreira recebe prémio internacional

Prémio de Las Vegas

Prémio de Las Vegas (Vegas Movie Awards™)

Paulo Ferreira recebeu recentemente um prémio internacional que valoriza a sua carreira, enquanto realizador de documentários curtos em torno da atual problemática ambiental. Desta vez o prémio veio de Las Vegas. O festival internacional de cinema Vegas Movie Awards™ (VMA) premiou com um “Award Of Excellence”, o filme “This Is Our Time” na categoria de Best Documentary Short. Esta semana chegou o troféu e o certificado. Aqui fica uma fotografia do prémio.
Um obrigado a todos aqueles que participaram neste filme, nomeadamente a Laurence Alves, o Marco Ribeiro, o João Sousa, o Conrad Harvey e em especial aos patrocinadores, que acreditam no seu trabalho, designadamente a Clínica de Gondomar Medicina Dentária, a Rosalar Eletrodomésticos, a Delete Informática, a PTlapse, a DentalDoctors Gondomar, a Goldnature, a PPSEC Engenharia, a Opticália Gondomar, o LadoB Café e a Claranet Portugal.

This Is Our Time é seleção oficial no festival Natourale

Natourale

This Is Our Time é seleção oficial no festival Natourale

This, Is Our Time, Natourale, Cinema, Natureza, Ambiente

Esta semana chegou a informação de que o filme “This Is Our Time” faz parte da seleção oficial do festival internacional de cinema Natourale. É um conceituado festival na Alemanha e que todos os anos premeia os melhores filmes de natureza e turismo.

A edição deste ano decorrerá entre os dias 25 e 29 de Novembro na cidade de Wiesbaden. Devido ás limitações impostas pela pandemia, certamente não haverá possibilidade de presença no evento. 

Veja o site oficial

Pulseira e colar de lava da Islândia

Um colar e uma pulseira. Ambas as peças contêm um pedaço de lava que trouxe da minha viagem pela ilha do Gelo e do Fogo. Podem ser adquiridas como forma de angariar verbas para o meu próximo filme. 

Em 2019 percorri a Islândia com o objetivo de realizar o documentário curto “This Is Our Time“. Um filme que aborda a atual problemática ambiental e cujo objetivo é consciencializar as pessoas para este problema que a todos diz respeito. O momento atual que vivemos (em período de pandemia), é de certa forma resultante da nossa forma de viver.

No seguimento dessa aventura e cujos planos que procurava registar obrigavam à subida de alguns vulcões, acabei por recolher alguns pedaços de lava que havia nas crateras. Um ano passou e finalmente apresento duas peças de joalharia cujo design é do Professor Paulo Martingo.

Os pedidos deverão ser submetidos para paulo@pauloferreira.pt

Autoria: Studio4.7 
Design: Paulo Martingo
– O pulsar do planeta num pedaço de rocha. A lava, o fogo, o poder criativo do vulcão, presentes numa peça de joalharia que incorpora a mensagem do filme “This is Our Time”.

Patagónia – O maciço rochoso que se ergue da terra

Era incrível como as montanhas estáticas se destacavam da linha plana do horizonte. Sim, estava a chegar ao Parque Nacional Torres Del Paine.
A viagem de Puerto Natales até ao Parque Nacional decorreu numa ambiência de filme de autor, daqueles filmes tão herméticos na sua essência que apenas o próprio autor o compreende. A viatura avançava velozmente pela estrada e eu tinha a sensação de estar a ver sempre a mesma cena. A escala e dimensão do cenário alargam o horizonte a uma perspetiva difícil de apreender para quem não é habitual destas paragens. A Patagónia é imensa!