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Etiqueta: Natureza

Quando as pedras deste moinho se tornaram o pão de cada dia

Star Trail Moinho de Jancido

Algures no passado, quando as pedras deste moinho se tornaram o pão de cada dia, certamente não havia a noção de que lá bem no alto, por detrás dele, existia uma estrela de nome “Polar”. Compreende-se. Não havia tempo para um olhar mais minucioso e curioso. Vivia-se, simples e calmamente ao ritmo de uma mó, cuja água alimentava o seu movimento. E isso era muito bom. Até que, anos mais tarde, ali cheguei. As vidas calmas já tinham partido, mas nem por isso fiquei desmotivado. A vida é mesmo assim. Agora partilho convosco esta fotografia, que já andava a planear há algum tempo.

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O Guarda-rios (Alcedo atthis)

Guarda-rios (Alcedo atthis)

Paulo Ferreira (Fotografia e vídeo de natureza):
Fazer uma fotografia como esta é muito fácil.
Se não, vejamos:
Carrega-se equipamento fotográfico bastante pesado durante alguns minutos (para nos afastarmos do ruído humano), espeta-se um pau na margem de um rio, procura-se um lugar escondido para que não sejamos descobertos, enquadra-se e foca-se o hipotético poleiro, ajusta-se os parâmetros da câmara fotográfica e acredita-se intensamente que a ave pousará ali mesmo.
Uns segundos depois, não é que a ave pousou? É muito fácil… ou talvez não!

Joel Neves (Biólogo):
Uma das mais belas aves da nossa avifauna, o guarda-rios (Alcedo atthis), detentor de uma coloração laranja na zona ventral contrastante com um azul metálico nas partes superiores, pode ser frequentemente visto com o seu voo rasante sobre um corpo de água fazendo lembrar um verdadeiro relâmpago azul. É uma espécie residente que habita vários tipos de zonas húmidas como rios, ribeiros, estuários, lagos e açudes, sendo mais abundante no litoral do país. Nidificam em túneis construídos por ambos os progenitores nas margens lamacentas de rios ou em barrancos declivosos nas proximidades de um corpo de água.
Nesta foto podemos observar um comportamento muito característico desta espécie. Pousado num pequeno poste ou ramo, observa e espera pacientemente pelas suas presas, tais como peixes de água doce, pequenos crustáceos, insetos aquáticos e até mesmo girinos, até que seja o momento certo para lançar um ataque direto em forma de mergulho, usando o seu longo bico em forma de arpão. Dotados de uma excelente visão, possuem ainda mais uma adaptação que permite utilizar está técnica. Vértebras cervicais que possibilitam, não só, a rotação da cabeça em 360º, como também a total estabilização da cabeça quando pousados em locais móveis (ex.: ramos de árvores), permitindo uma maior eficiência na detetabilidade das suas presas subaquáticas.
Esta ave, embora não se encontre sobre qualquer estatuto desfavorável de conservação, tem como principais ameaças à sua ocorrência as alterações nas margens das linhas de água, poluição da água e perturbação humana sobre as suas áreas de reprodução.

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Estreia do documentário “Naturalmente Flores”

Documentário Naturalmente Flores

O documentário “Naturalmente Flores”, tem data de estreia marcada para o próximo dia 22 de abril (dia da Terra), pelas 21H00, no auditório do Museu Municipal de Lajes das Flores. O filme foi realizado e editado por Paulo Ferreira e tem a narração a cargo de Eduardo Rêgo. Paulo Ferreira esteve a gravar na ilha das Flores durante 15 dias em 2022 e mostra-nos algumas singularidades ao nível da flora e da fauna, incluindo a marinha. As imagens do fundo do mar das Flores despertam em nós a consciência ambiental necessária para que todos possamos reverter o sentido das alterações climáticas. As imagens noturnas (da Via Láctea), gravadas ao redor da ilha das Flores são uma visão diferente do que estamos habituados a ver. Isto porque a Ilha das Flores possui pouca poluição luminosa, algo que a todos deveria preocupar. Durante o filme quase que damos por nós sentados à beira mar, a ouvir o som dos Cagarros, sob um céu estrelado salpicado pela luz da Via Láctea. São imagens belas de uma Ilha especial para Paulo Ferreira.

O filme foi patrocinado por LadoB Café, Viagens Gondomar, Opticália Gondomar, Delete Informática, Ptlapse, Ppsec Engenharia, Socidias e Goldnature e conta com o apoio do Municipio de Lajes das Flores, da Aldeia da Cuada, da ExperienceOC, e da colaboração do Serviço de Ambiente e Alterações Climáticas das Flores, do Parque Natural das Flores e Reserva da Biosfera da Ilha das Flores, do Governo dos Açores e da Secretaria Regional do Ambiente e Alterações Climáticas. O documentário teve ainda a colaboração extraordinária da equipa de mergulho, constituída por Gui Costa, Carel Padilha e Filipe Gomes, estes ultimos da escola de mergulho Longitude31.

Naturalmente Flores

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Uma viagem pela biodiversidade no espaço PAN Porto

Evento PAN

A convite do Pan Gondomar e Pan Porto, irei apresentar o meu trabalho no “Espaço PAN Porto”.  Desta forma convido todos os amantes da Natureza,e não só, para este evento, onde poderemos apreciar o trabalho desenvolvido, na divulgação, preservação e valorização da biodiversidade em Gondomar e não só. O evento terá também a passagem do documentário premiado “No Silêncio dos Moinhos “, documentário esse que dá a conhecer a fauna e a flora da bacia do Vale do Sousa na zona de Jancido em Foz do Sousa. O evento contará também com a presença dos “Rapazes de Jancido” que têm sido os principais responsáveis pela reflorestação e preservação desta área natural, realizando um trabalho fantástico de sensibilização para estas temáticas.
Contamos com vocês no dia 11/03, às 21H no Espaço PAN Porto, na Rua do Barão de Forrester 783, Porto!

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Fotografia de Natureza no Parque Nacional da Peneda-Gerês

Parque Nacional da Peneda-Gerês

O dia 14 de janeiro de 2023, nasceu cinzento. Contudo não foi motivo para cancelar a caminhada de montanha que havia planeado uns dias antes. O trilho que liga Fafião a Porto da Laje, no Parque Nacional da Peneda-Gerês, seria o caminho que iria percorrer. Em busca de cenários naturais e agrestes, fiz-me ao caminho. O vale estava coberto por um manto de neblina que não deixava ver quase nada. Aqui ou ali, surgia um aberta e era o momento certo para procurar um enquadramento interessante. Foi assim toda a manhã. E não choveu. O mesmo já não posso dizer do período da tarde.

Chegado ao final do trilho, houve tempo para descansar um pouco, registar algumas fotografias, recarregar energias e regressar. E foi aí que a chuva começou a cair com mais intensidade. O cansaço era tanto, que uma simples gota de chuva, quando pousava na minha face, parecia pesar um quilograma. Cabisbaixo e fugindo da chuva, a saltar de pedra em pedra, reparei num tronco velho, envolto por umas raízes, também elas com aspeto envelhecido. Logo ali imaginei que seria um pedaço de madeira interessante para trazer comigo no regresso. Faltavam 7 Km mas iria colocar à prova, todas as minhas forças. Não vacilei. Mochila às costas, não havia muito espaço para este tronco que media cerca de 1 metro. Contudo tinha dois braços disponíveis que me iriam ajudar a carregar aquele objeto que ainda não era arte, mas sê-lo-ia seguramente. Mesmo que para isso não estivessem disponíveis para carregar a camara fotográfica, quando houvesse necessidade. E assim foi. Uma manhã de fotografias que irei recordar para sempre e uma tarde a carregar um objeto que para a maioria do comum dos mortais, não passa de um tronco velho.

A vida é mesmo assim. Não há que complicar. Basta viver e não pensar muito. Aqui ficam algumas fotografias.

Quanto ao tronco velho, um dia destes irei apresentá-lo.


Parque Nacional da Peneda-Gerês

Parque Nacional da Peneda-Gerês
Parque Nacional da Peneda-Gerês

Parque Nacional da Peneda-Gerês

Parque Nacional da Peneda-Gerês


Parque Nacional da Peneda-Gerês



Parque Nacional da Peneda-Gerês
Parque Nacional da Peneda-Gerês

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Candal – A pequena aldeia de xisto aninhada na serra

Candal - Aldeia de Xisto

Candal. Por lá passei em 2022. Uma aldeia pacata, aninhada na serra da Lousã. Um refúgio, para quem como eu gosta de fotografar a natureza. E foi mesmo numa casinha que mais não é do que um refúgio, que fiquei alojado algumas noites. Durante a minha breve estadia, tive oportunidade de conhecer a aldeia e foi daí que parti por caminhos remotos em busca “daquela fotografia”. A que iria ser especial. Mas não aconteceu como previa. Contudo, outras coisas aconteceram. Como a possibilidade de conhecer algumas pessoas da aldeia e a sua gastronomia. Momentos que ficam para mais tarde recordar. Como sentir o frio de montanha numa noite escura, à luz das estrelas, em busca da fotografia “especial” à Via Láctea. Agora, à distância, parece que aquele lugar parou no tempo. Um tempo, onde havia lugar para as pessoas e para o tempo. Era um tempo próprio de pessoas e de vidas. Trago comigo as memórias, as imagens gravadas no meu cérebro. Os sabores e os cheiros da montanha. A vida. Das poucas fotografias que realizei, ficam aqui algumas que complementam a viagem.

Candal -Aldeia de Xisto
Candal -Aldeia de Xisto
Candal - Aldeia de Xisto
Candal - Aldeia de Xisto
Candal - Aldeia de Xisto
Candal - Aldeia de Xisto
Candal - Aldeia de Xisto
Candal - Aldeia de Xisto
Candal - Aldeia de Xisto
Candal - Aldeia de xisto

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A beleza é o nome de qualquer coisa que existe

Panorâmica Alvão

O Parque Natural do Alvão tem sido o meu local preferido ao longo dos anos. Há mais de duas décadas que percorro os caminhos do parque, em busca dos melhores momentos fotográficos, para produção de planos de timelapse. No entanto, nos últimos anos, tenho-me dedicado um pouco à fotografia de natureza, dado que o local é propicio a isso. Gosto de estar em contacto com a natureza, enquanto caminho por trilhos de pastores e caminhos centenários que me levam quase sempre a lugar algum, mas preenchem-me enquanto humano à face da Terra.

Ontem foi um daqueles dias, em que, munido de uma camara fotográfica e na companhia de amigos que já não via há algum tempo, fiz-me ao caminho por entre montes e vales, bosques e riachos. Um dia perfeito na companhia de gente imperfeita, mas verdadeira. Um dia para mais tarde recordar. Um obrigado a todos eles.

E porque a dado momento já a meio da caminhada, me veio á lembrança que “Uma flor é apenas uma flor”, aqui fica o poema de Alberto Caeiro:

Às vezes, em dias de luz perfeita e exacta,
Em que as coisas têm toda a realidade que podem ter,
Pergunto a mim próprio devagar
Porque sequer atribuo eu
Beleza às coisas.

Uma flor acaso tem beleza?
Tem beleza acaso um fruto?
Não: têm cor e forma
E existência apenas.
A beleza é o nome de qualquer coisa que não existe
Que eu dou às coisas em troca do agrado que me dão.
Não significa nada.
Então porque digo eu das coisas: são belas?

Sim, mesmo a mim, que vivo só de viver,
Invisíveis, vêm ter comigo as mentiras dos homens
Perante as coisas,
Perante as coisas que simplesmente existem.

Que difícil ser próprio e não ver senão o visível!

“O Guardador de Rebanhos”. In Poemas de Alberto Caeiro. Fernando Pessoa

Cavalo Parque Natural do Alvão

Os montes

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Auditório da Casa da Cultura de Paredes recebe Paulo Ferreira no âmbito de uma palestra relativa à “Arte de Fotografar a Natureza”

Paulo Ferreira

Paulo Ferreira marcou presença no Auditório da Casa da Cultura de Paredes, no âmbito de uma palestra relativa à “Arte de Fotografar a Natureza”. A par desta iniciativa da ABAE, realizou dois workshops de fotografia para os alunos da Escola Secundária de Paredes.

Mais informação em:

2022 | SEMINÁRIO JRA Paredes – Fotografias – Jovens Repórteres para o Ambiente (abae.pt)

Podem realizar o download do ficheiro da apresentação em formato *pdf aqui:

Palestra_Jovens_Reporteres_Ambiente_Paredes

Paulo Ferreira - Participa Evento ABAE

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Outono nos Moinhos de Jancido

O outono está à porta e é tempo de fotografar as pequenas coisas que abundam nos campos nas proximidades dos Moinhos de Jancido. Aqui ficam algumas fotografias que registei estes dias naquela zona. Desde a Salamandra-lusitánica aos cogumelos, todos eles são motivos mais do que suficientes para levantar bem cedo e ir em busca destas espécies.







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