Paulo Ferreira tem a partir de hoje um canal no youtube, onde pretende dar a conhecer alguns dos seus filmes, que tem realizado ao longo dos últimos anos, ao redor do mundo. Uma ferramenta que lhe permite, a si, seguir as suas publicações de vídeo e timelapse, caso subscreva o seu canal. Uma excelente oportunidade para visualizar por si e tomar consciência dos poucos espaços naturais que ainda restam no nosso planeta. O canal pode ser subscrito aqui: PauloFerreiraPt
Em quase todas as minhas aventuras, (como foi o caso da viagem à Nova Zelândia para realizar o filme “Aotearoa- We Are All Made Of Stars”), dificilmente perco a concentração no trabalho que estou a desenvolver ou que planeio vir a realizar, quer sejam planos de timelapse, vídeo ou simplesmente fotografia.
Foi o caso deste local, aqui retratado por uma fotografia da autoria de Marco Ribeiro. A concentração era tal que só depois de realizado o filme e visto o plano de timelapse que dali proveio, é que dei por mim a pensar que estive muito próximo de uma das zonas do Pacífico Sul com imensa atividade sísmica.
Pese embora o facto de em cada local e em cada momento, colocar todo o meu empenho no que estou a fazer, não obstante isso, uso as minhas capacidades de memória fotográfica para mais tarde relembrar tudo aquilo que me rodeava. E de facto, olhando para esta fotografia, vejo que estou bastante absorvido pelo momento que pretendia registar, tentando desesperadamente congelar aquele local e aquela cor de final de tarde. As marcas do sismo estavam ali mesmo ao meu redor, mas eu não queria saber disso, naquele instante.
Olhando agora, conscientemente percebo que toda esta região costeira havia sido alvo de um grande sismo em 2016. Eram ainda visíveis os desmoronamentos da principal via rodoviária que liga Christchurch ao Estreito de Cook. Por aqui circulei por duas vezes numa travessia memorável ao longo de uma costa retalhada, aqui ou ali salpicada por praias de areia negra que pareciam ligar a terra ao universo, quando o luar fazia brilhar os grãos de areia mais finos, cintilando como as estrelas. Apesar de tudo, ali estava eu, equilibrado numa rocha, junto ao Pacífico Sul tentando ajustar a câmera fotográfica, para realizar um plano de timelapse.
Paulo Ferreira está a desenvolver um trabalho de campo com o objetivo de produzir um documentário curto sobre o Parque das Serras do Porto. O filme, com cerca de 20 minutos, deverá estar concluído no final de maio de 2019.
Dando a conhecer um desses momentos aqui fica o registo, através de uma fotografia onde é possível ver o “Stage One”, uma dolly para timelapse que Paulo Ferreira tem utilizado com alguma regularidade.
Paulo Ferreira recebeu, no dia 27 de Setembro, um prémio de cinema (normalmente designado por “Golfinho”) no festival Cannes Corporate Media & TV Awards. A distinção foi atribuída ao documentário curto “Patagónia – The Tip Of The World”. Os prémios Cannes Corporate Media & TV já vão na nona edição.
A cerimónia – designada por “Dias dos prémios em Cannes” – aconteceu nos dias 26 a 27 de setembro. Tradicionalmente, o programa inicia-se na quarta-feira com a noite de boas-vindas no InterContinental Carlton. Na quinta-feira, uma série de palestras acontece durante o dia e os interessados também podem visitar o centro de media do InterContinental Carlton Hotel.
Os vencedores são premiados com um “Dolphin in Gold, Silver, Black or Blue” e são revelados durante o Jantar de Gala dos Prémios. Este ano, a cerimónia foi apresentada por Louise Houghton. Mais informação em: https://www.cannescorporate.com/en/
Melhor documentário na categoria ambiente no Festival Cannes Corporate and Media TV Awards. Edição 2018. Um golfinho de prata foi o prémio atribuído ao documentário curto “Patagónia – The Tip Of The World”.
Workshop de Fotografia e Timelapse, a realizar nos dias 14 e 15 de abril de 2018, no Parque de Natureza de Noudar. Inscrições limitadas a 8 participantes. Evento organizado pelo Parque de Natureza de Noudar e orientado por Paulo Ferreira.
Parque de Natureza de Noudar | 7230-909 Barrancos | T: +351 285 950 000 | pnoudar@edia.pt | www.parquenoudar.com
Coordenadas gps: wgs88; lat:38,175501 lon:-7,039624 — em Parque De Natureza De Noudar.
Custo total por pessoa:150€ Casa do Monte ou 135€ Casa da Malta
Inclui:experiência fotográfica de 2 dias com o formador Paulo Ferreira + 1 noite em quarto individual com pequeno-almoço
Extra por acompanhante:
se participante no workshop: 100€/noite
se não participante no workshop: 10€/noite
Não inclui: refeições, viagem e deslocações (sugerimos partilha de boleias e de despesas)
Inscrições limitadas!
Mais informação e inscrições em pnoudar@edia.pt
De regresso do Fitz Roy, cheguei a El Chaltén ao final da tarde, com 25 quilómetros de trilhos percorridos e vários quilos ás costas. Estava exausto, mas feliz.
As experiências mais enriquecedoras são dotadas de uma intensidade arrebatadora que galga o tempo, salta horas e derruba espaços transportando-nos numa viagem acelerada que comprime o tempo. Parece matéria de ficção científica, mas eu havia chegado no dia anterior à Patagónia e preparava-me para partir no dia seguinte; no intervalo, haviam decorrido 15 dias. Confuso? Não! Tudo havia sido grandioso, extasiante, fora de medida. Um caldo de emoções a necessitar de ser coado, filtrado e assimilado, tal era a sua densidade. E nessa espessura de sentimentos os dias foram tragados, diluídos, esquecidos.
Fiz a viagem de regresso a El Calafate pela mesma estrada que me havia levado a El Chaltén. O caminho foi todo ele feito de olho no espelho retrovisor; não é que não levasse os olhos postos na estrada, em condução segura, mas as memórias recentes já faziam adivinhar saudades futuras. Abandonava El Chaltén com a certeza de que haviam sido os melhores e mais produtivos dias que havia passado durante toda a estadia na região. Que trilhos memoráveis; a experiência marcante de me pôr à prova, física e mentalmente, e a superação conseguida. Regressava mais forte, era uma certeza.
A aventura na Patagónia (Chile e Argentina) foi uma experiência muito interessante sobre o ponto de vista das inúmeras dificuldades com que me deparei ao percorrer a enorme região. Durante as curtas estadias nos mais variados locais, foi possível, aqui ou ali registar alguns desses momentos. Aqui ficam alguns deles, registados em smartphone.
No passado dia 31 de agosto de 2016, foi noticiado no Jornal da Tarde da RTP, o prémio atribuído ao documentário curto “Nordlys”, realizado por Paulo Ferreira e narrado por Conrad Harvey. Este filme aborda a problemática ambiental, sob a luz das auroras boreais.