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Etiqueta: paulofwild

Paulo Ferreira premiado no ART&TUR nas Caldas da Rainha

Paulo Ferreira premiado no ART&TUR

Paulo Ferreira marcou presença na cerimónia de entrega de prémios no ART & TUR – International Tourism Film Festival. O documentário “Naturalmente Flores” exibido recentemente na RTP Açores, foi galardoado com o troféu de “Melhor Filme” na categoria de “Expedições e Aventura”. O Dr. Luís Maciel, presidente do Município de Lajes das Flores – Ilha das Flores (Açores), esteve presente na cerimónia e recebeu o prémio.

Desde a sua 1ª edição em Barcelos, em 2008, o Festival ART&TUR tem cumprido eficazmente a sua missão de dar a conhecer ao mundo as melhores produções audiovisuais realizadas em Portugal e no mundo. Este ano, teve a RTP e a TAP como entidades parceiras.

A cerimónia decorreu no Centro Cultural e Congressos das Caldas da Rainha, no dia 27 de outubro e contou com a presença de muitos realizadores e produtores de alguns países.

A problemática das alterações climáticas foi matéria que sempre me interessou. Fosse pela manifesta constatação, fosse movido pela ânsia de dar o meu contributo para a formação de uma consciência ambiental que obrigasse os mais jovens e, por simpatia, os adultos. Olhar para além do nosso quintal é fundamental para a génese de novos comportamentos ambientais, responsabilizando cada um de nós à participação numa dinâmica que não permite folgas ou desleixos. A criação de um público interessado e actuante é o desafio que se nos impõe enquanto participantes inclusos actuantes da sociedade.




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Galáxia de Andrómeda Um Poema

Andromeda

Na vastidão do firmamento estrelado, Andrómeda, esplêndida, se ergue no espaço, Um turbilhão de estrelas, dança de luz e encanto, Um poema cósmico, um sonho abraçado.
Ela gira em segredo, em espirais de mistério, Bordada com estrelas, joias do infinito, Nebulosas dançam em seu véu sedoso, Nas asas da noite, ela brilha, um afluente.
Distante e majestosa, em seu manto celeste, Andrómeda nos convida a contemplar, Os segredos do universo, os mistérios profundos, Que na noite escura, ela nos revela, a sonhar.
Em sua galáxia, uma sinfonia de luz, Bilhões de histórias, vidas por desvendar, Andrómeda, tu és nossa irmã cósmica, Nossa inspiração, nossa busca no olhar.
Assim, em poemas estelares, te celebramos, Andrómeda, beleza nas fronteiras do espaço, Que possamos, um dia, juntos desvendar, Os segredos que em teus braços vêm repousar.

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Fotografia no Parque Natural de Montesinho

Fauna em Montesinho

O Parque Natural de Montesinho é uma área protegida localizada no nordeste de Portugal, na região de Trás-os-Montes, próxima à fronteira com a Espanha. Este parque natural é conhecido pela sua beleza natural, biodiversidade e pela presença de diversas espécies de animais selvagens, incluindo os veados.

Os veados (Cervus elaphus) são uma das espécies de cervídeos que habitam o Parque Natural de Montesinho. Estes animais são mamíferos herbívoros e são conhecidos pela sua elegância e majestosidade. Os veados são animais de porte médio a grande, com pelos acastanhados e chifres, que crescem principalmente nos machos e são usados durante a época de acasalamento para lutas e disputas territoriais.

A população de veados em Montesinho é estudada para garantir a sua conservação e proteção. Eles desempenham um papel importante no ecossistema, pois ajudam a controlar a vegetação ao alimentarem-se de plantas, arbustos e ervas. Além disso, são uma atração para os visitantes do parque, que têm a oportunidade de observar esses majestosos animais no seu ambiente natural.

Os veados são apenas uma das muitas espécies de fauna que podem ser encontradas no Parque Natural de Montesinho, que abriga uma grande variedade de animais selvagens, incluindo aves de rapina, javalis, lobos e muitos outros. Este parque é um importante refúgio para a vida selvagem em Portugal e oferece oportunidades excecionais para a observação da natureza e a prática de atividades ao ar livre num ambiente natural intocado.

Veja as fotografias na Galeria

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Não basta abrir a janela

Não basta abrir a janela.

Adoro Alberto Caeiro. Peguei num dos seus poemas e realizei este vídeo. 

Não basta abrir a janela
Para ver os campos e o rio.
Não é bastante não ser cego
Para ver as árvores e as flores.
É preciso também não ter filosofia nenhuma.
Com filosofia não há árvores: há ideias apenas.
Há só cada um de nós, como uma cave.
Há só uma janela fechada, e todo o mundo lá fora;
E um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse,
Que nunca é o que se vê quando se abre a janela.

© 1924, Alberto Caeiro (Fernando Pessoa)
From: Poesia
Publisher: Assírio & Alvim, Lisbon

A versão em Inglês:

To see the fields and the river
It isn\’t enough to open the window.
To see the trees and the flowers
It isn\’t enough not to be blind.
It is also necessary to have no philosophy.
With philosophy there are no trees, just ideas.
There is only each one of us, like a cave.
There is only a shut window, and the whole world outside,
And a dream of what could be seen if the window were opened,
Which is never what is seen when the window is opened.

@ Translation: 1998, Richard Zenith
From: Fernando Pessoa & Co. – Selected Poems
Publisher: Grove, New York, 1998

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Melro-d´água (Cinclus cinclus)

Melro-d´água (Cinclus cinclus)

Paulo Ferreira (Fotografia e vídeo de natureza):

Gosto de fotografar a flora e fauna natural. Gosto de fotografar o céu e as estrelas. O dia e a noite. Gosto de fotografar e pronto. Mas confesso que quando me iniciei na fotografia de natureza, estava longe de pensar que algum dia isso me iria dar prazer. O simples prazer de observar, de admirar, de imortalizar, de dar a conhecer, ou simplesmente guardar na minha memória. Estar em contacto com o mundo natural, é estar próximo da vida. Sentir o mundo e perceber a sua fragilidade. E acreditem que me agarro à vida, como quem saboreia um chocolate. É até ao último pedaço. E foi com esta premissa que tenho vindo a aperfeiçoar a técnica que está inerente a quem almeja a conceção de tão difícil fotografia. Seja uma simples ave, ou um simples mamífero. Ou um escaravelho. Ou seja, desde o ser “macro” ao maior objeto do espaço profundo. Neste caso foi uma ave. Uma ave que tem vindo a desaparecer dos rios mais isolados da zona onde vivo. Falo por exemplo do curso de água cuja foz fica em Rio Mau – Penafiel. De vez em quando percorro uma parte deste afluente do rio Douro, na parte mais a montante, nas proximidades de Cabroelo. E foi por ali que fotografei esta espécie. Nesse dia, o meu objetivo não era fotografar o Melro-d´água e como tal quando me deparei com a sua presença junto a uma pequena queda de água, fiquei surpreso. Lembro-me que me escondi um pouco para não assustar a pequena ave e munido de uma câmara fotográfica e de uma objetiva de 600mm, fui registando algumas fotografias e de entre as quais selecionei esta. Depois de vários minutos a observar a ave a entrar e a sair da água, reparei que tinha os pés completamente molhados, pois na ânsia de me embrenhar na natureza, havia pisado uma pequena poça de água, que havia ficado retida na margem. Habitualmente pergunto-me se não são estas histórias que me dão prazer e me incutem uma vontade enorme de continuar.

Joel Neves (Biólogo):

Pequeno e rechonchudo, de tonalidade predominantemente castanha e com uma mancha branca grande no peito, o melro-d’água (Cinclus cinclos) é um símbolo dos rios das terras altas do Norte e Sul do país. Esta espécie está praticamente ausente do litoral e a sul do Tejo, e apenas ocorre em linhas de água límpidas, pouco profundas, de regime torrencial com rápidos/represas/quedas de água e com pedras expostas. É residente e tem, essencialmente, hábitos sedentários, sendo por isso possível de ser avistado todo ano nas zonas de reprodução ou muito próximas destas. Apenas muito excecionalmente, podem-se deslocar para mais perto do litoral ou zonas de menor altitude aquando da dispersão dos juvenis na época da migração pós-nupcial. O ninho consiste numa pequena taça de musgo com uma entrada lateral, feitos em locais inconspícuos e inacessíveis na face de rochas ou debaixo de represas e, por vezes, até mesmo por trás de quedas de água.
Detentor de comportamentos muito particulares, o melro-d’água é um regalo para aqueles que têm um fascínio pela observação de aves e/ou fotografia da natureza. A sua característica “dança”, com o balancear do corpo de cima para baixo, pousados numa rocha no leito de um rio e a sua fantástica forma de capturar as suas presas de eleição, os invertebrados aquáticos, onde para isso mergulham (podendo chegar a 1m de profundidade) e nadam usando as suas asas, são dos espetáculos mais fascinantes na nossa avifauna.
Embora não se encontre com estatuto de conservação desfavorável, as tendências populacionais do melro-d’água seguem a da maioria das espécies de aves a nível global, um decréscimo na última década. As principais causas que contribuem para tal, são a poluição das linhas de água montanhosas e a perturbação humana em locais de nidificação.

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Ponte medieval no Parque Natural do Alvão

Ponte romana Parque Natural do Alvão

Ponte medieval no Parque Natural do Alvão. O local estava em silêncio, antes de começar a ouvir o som dos meus próprios pés, quando comecei a descer o amontoado de pedras, cobertas pelas folhas secas. A água do rio Ôlo, escura e macia, salpicada pelas gotas de água que caíam das nuvens negras, dava um toque misterioso ao cenário que estava diante de mim. Procurei ficar em silêncio e por ali continuei alguns minutos a observar atentamente cada detalhe do local, ao mesmo tempo que ia registando algumas fotografias.

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Vislumbrei por entre as rochas, algumas cabras-monteses

Cabra-montes

Havia percorrido um trilho naquele que gosto de designar “Gerês profundo”. Depois de várias horas de caminho, vislumbrei por entre as rochas, algumas cabras-monteses que aqui encontram refugio. Aninhei-me para que não me vissem e por ali fiquei a admirar o malabarismo prodigioso deste animal selvagem. Alguns minutos mais tarde, surgiram duas na lateral de um enorme maciço granitico. Fui recolhendo algumas fotografias, de entre as quais divulgo esta.

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A Lua que quase beijou a torre do Castelo de Noudar

A Lua em Noudar

Tive a oportunidade de realizar um workshop de fotografia noturna, em pareceria com o Parque de Natureza de Noudar, nos dias 18, 19 e 20 de agosto. O local possui excelentes condições noturnas para que este tipo de fotografia seja realizado. Praticamente não há luz artificial nas proximidades do parque e isso é uma mais-valia para a astrofotografia, por exemplo. Foi o caso desta imagem. Eu sabia que nesses dias, a Lua iria “passar sobre o castelo de Noudar”, se o ponto de registo desse momento, fosse as instalações da Herdade da Coitadinha (Parque de Natureza de Noudar). Dias antes havia consultado alguma informação ao nível de software que ajuda a perceber estes momentos únicos. Mas apesar dessa consulta e cruzamento de informação ao nível da tecnologia existente, não tinha a certeza disso mesmo. Corria o risco de ter de me movimentar para a lateral das instalações e isso poderia não ser possível dado que os terrenos são vedados para pasto dos animais que habitam o parque. Os nossos sentidos ainda são uma mais-valia para complementar a parte tecnológica do processo. E havia outra razão para estar um pouco sético, e que tem a ver com as condições meteorológicas. Por exemplo, as nuvens não podiam surgir ao final da tarde. Munido de uma câmara fotográfica e de uma objetiva de 600mm, montei o tripé no pátio exterior da Herdade por volta das 20h00 e aguardei pelo momento mais favorável ao registo fotográfico. O relógio marcava 20h27 quando a Lua “aparentemente descia” sobre a muralha do Castelo de Noudar. Foram registadas algumas fotografias em diferentes técnicas fotográficas e o resultado é este. Uma Lua que quase beijou a torre do Castelo de Noudar. O mundo é admirável. Só temos de o saber preservar.  Sermos sustentáveis e consciencializar os políticos mais sépticos. Este é o meu desígnio.

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Foi no mês de Agosto, o mês das Senhoras

Artigo Vivacidade da edição de agosto de 2023

Foi no mês de Agosto, o mês das Senhoras. Minha avó agarrava-me pelo braço e furava a multidão. Não dava fé, havia deixado o tino lá atrás preso à figura sem tempo que esquadrinhava o terreiro da capela: fechava um olho para ver e deixava o aberto escondido por detrás de um aparelho com que fazia mira ao magote de aldeãos, como a caçadeira do meu avô apontada aos coelhos. Que estranha maneira de olhar. Foi num dia de romaria.
Anos galgados, recordo o momento em que fechei um olho para ver melhor a criação do mundo. Artífice menor, dediquei o meu espanto à arte encantatória de domar o tempo a cristalizar miradas. Um dia, encarando o Perito Moreno, percebi que a vida se esvai num contínuo: ora breve, ora furioso. Mas contínuo, tal como o glaciar consumido por si mesmo.
Aportei cais distantes; falei sem saber, ouvi sem perceber. Palmilhei sete léguas de terra e um oceano de baleias. Apontei ao bailado nos céus e não sei se vi anjos na neve. Fui ao Norte. Fui ao Sul. Percorri o deserto. Ouvi a Terra e o gado apascentado no regresso à corte. Semeei histórias, plantei pomares. Fiz-me à noite e às estrelas, outros mundos. Busquei lagartos, trasgos e olharapos. Domei moinhos, castelos, catedrais. Dormi à chuva, temporais. Demandei o mar. Abri velas aos ventos do levante e percorri a planície. Matei o tempo contando nuvens. Procurei o pássaro de ouro e encontrei o canto do rouxinol. Ofereceram-me mariposas, pão e vinho. Bebi com eles, trocámos verdades. Venci prémios, galardões; perdi no dominó – sou santo da casa! A lua espera-me cavalgando as montanhas e o sol morrente é um convite ao torpor. Perdi-me de mim ao encontrar o Fitz Roy e os amigos aguardam o meu regresso sentados à mesa.

Ilustração de Jorge Grator Ferreira (baseada em fotografia de Custódia Sousa) | Texto de Paulo Santos (baseado nas minhas histórias ao redor do mundo).

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Perseidas 2023 no Parque Natural do Alvão

Perseidas 2023_1

Noa dia 12 de agosto de 2023, pelas 22H00, estava no Parque Natural do Alvão, com o propósito de registar as “Perseidas”. Um fenómeno que todos os anos nos proporciona noites de “chuva de estrelas”. Procurei um local que fosse o mais apropriado para estar longe da luz artificial e acrescentei algum isolamento, pois não queria ser incomodado no trabalho que pretendia realizar. Dois amigos, o Manuel Marques e o Ricardo Leal, fizeram companhia e a noite foi bem passada.

Com duas câmaras apontadas ao céu, ficou muito fácil registar alguns meteoros, até porque ambas estavam a capturar sequências de fotogarfias com o objetivo de produzir alguns planos de timelapse. A noite só terminou por  volta das 03H00 da madrugada, mas considero que valeu a pena. Deixo aqui algumas fotogafias e o vídeo que entretanto realizei.

Perseidas 2023_2

Perseidas_2023_3

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