Prémio em Las Vegas é notícia no Vivacidade
O prémio que Paulo Ferreira arrecadou em Las Vegas, foi notícia no jornal Vivacidade. Lê o artigo em:
Paulo Ferreira premiado em Las Vegas com “A Terra dos Homens” – Vivacidade
O prémio que Paulo Ferreira arrecadou em Las Vegas, foi notícia no jornal Vivacidade. Lê o artigo em:
Paulo Ferreira premiado em Las Vegas com “A Terra dos Homens” – Vivacidade

Milford Sound (em maori Piopiotahi). Um fiorde na ilha Sul, na Nova Zelândia, resultado do degelo nas montanhas e da ação do vento. Este é o segundo ponto mais pluvioso do mundo. Estive lá em 2018 a recolher imagens para o filme: AOTEAROA-We Are All Made Of Stars on Vimeo

O júri do conceituado Festival Internacional de Cinema VEGAS MOVIE AWARDS premiou, no início desta semana, o documentário curto A TERRA DOS HOMENS – que tem imagens do fotógrafo PAULO FERREIRA e texto e voz de EDUARDO RÊGO.
O trabalho da dupla portuguesa concorreu a uma só categoria, mas os jurados foram tão sensíveis à pertinência da mensagem, que lhe atribuíram uma segunda estatueta.
BEST DOCUMENTARY SHORT – Award of Prestige
BEST INSPIRATIONAL FILM – Award of Merit
Trata-se do mais recente documentário curto e motivacional de Paulo Ferreira, que reúne imagens de vários pontos do Mundo e que prima pela mensagem de sensibilização, face ao desnorte dos comportamentos humanos em relação ao planeta e a nós próprios.
Produzido em tempo de pandemia, o filme é um alerta pungente para a multiplicidade de problemas que assolam a humanidade. Nas palavras do realizador “Este é o tempo de repensar comportamentos; o tempo de lembrar que as nossas ações têm sempre consequências; o tempo de mostrar que somos merecedores de habitar a casa a que chamamos Terra.”
O trabalho de Paulo Ferreira é já bem conhecido, dentro e fora das fronteiras. Foi recentemente agraciado com três prémios pelo Festival internacional de Cinema Finisterra Arrábida Film Art & Tourism; e, a estas distinções, juntou-se uma Menção Honrosa atribuída pelo Presidente do Júri.
O reconhecimento, cada vez mais expressivo, do trabalho desenvolvido por Paulo Ferreira, é a prova cabal da urgência que existe em interiorizar os valores acumulados ao longo da história. A sua abordagem de consciencialização ambiental e de promoção de locais singulares da Terra, é um sério contributo para a Consciência Global. E esta postura adquiriu uma nova dimensão, ao associar-se a Eduardo Rêgo – o conhecido locutor e guionista de natureza – que tem uma visão holística do mundo e da vida. É expectável que o futuro traga novas experiências videográficas em que esta dupla se propõe ajudar a recentrar o caminho que conduz ao equilíbrio.
A TERRA DOS HOMENS, com realização de Paulo Ferreira e texto e narração de Eduardo Rêgo, afirma a marca de Portugal no mundo, difundindo uma mensagem que não tem fronteiras.
O filme pode ser visto online em: Portefólio de filmes – pauloferreira.pt
Mais informações sobre os prémios atribuídos a este e outros trabalhos, em:

É impossível ficar indiferente a esta honra – desenhada em LAS VEGAS – que premeia o sentimento profundo que perpassa o pequeno filme A TERRA DOS HOMENS!
Felizmente, hoje, o reconhecimento não se deixa amordaçar pela pequenez de um país; não tem fronteiras! Da mesma forma que extravaso alegria, sempre que vejo um português subir ao pódio de um qualquer evento internacional, também aqui fico radiante e feliz por ter tido a oportunidade de emparelhar a palavra e a voz com as imagens de Paulo Ferreira.
Tudo, e só, para celebrar a GRANDEZA DA VIDA!

Esta fotografia registada nas proximidades de Couce, em Valongo, no Parque das Serras do Porto, foi conseguida depois de algumas tentativas. Á primeira vista pode parecer bastante simples, mas o processo para a conseguir foi algo moroso e difícil. No seguimento de um trabalho de fotografia que ando a registar para o Município de Valongo, tenho-me deslocado para aquele território, desde finais de 2020. A Garça-real (Ardea cinerea), é uma das espécies que tenho de fotografar. Fotografá-la neste local foi complicado, pois nem sempre lá estava (a meio do Rio Ferreira), e se estava, não me deixava aproximar mais do que 50 metros. Após muitas tentativas ao final da tarde para reduzir a luz ao máximo e ocultar a vegetação que ladeia o Rio, lá consegui. Mas o que mais me surpreendeu nesta ave, foi observá-la enquanto a fotografava. E reparei que ela bebe a água do Rio, em intervalos de minutos. É do conhecimento de todos que o Rio Ferreira é um dos cursos de água bastante poluído e observar esta ave a beber da sua água é algo que me preocupa. Espero com esta fotografia, sensibilizar as entidades competentes, para esta situação.
De vez em quando surgem novos desafios. Este, em especial, envolveu-me bastante. Um projeto para o Observatório para a Sobredotação e Talento, através da ANEIS. Um vídeo realizado em Gondomar, com os futuros Gondomarenses, para o mundo. Operadores do programa: Fundação Calouste Gulbenkian | Fundação Bissaya Barreto. Promotor: Aneis. Parceiros: Adolescere | Colégio Paulo VI

O evento realiza-se no próximo dia 4 de dezembro, pelas 21H30 no Auditório Clotilde Mota (Banda Musical de Melres), na união de freguesias de Melres e Medas.
Será de entrada livre e contará com a participação da turma de Biologia do 12.º ano da Escola Básica e Secundária À Beira Douro, orientada pela Professora Elisabete Carvalho.
A viagem inicia-se na Noruega, desce ao Chile e Argentina, passa pela Nova Zelândia, sobe até à Islândia e termina em Gondomar.

Era Outono. A Patagónia vestia-se de cores absolutamente extraordinárias. As Lengas (Nothofagus pumilio) cobriam-se de um manto malhado, mosqueado, todo ele remendado nas diversas cores. Uma espantosa paleta de tons nas cores amarela, vermelha, branca ou verde. Achei que nem mesmo um pintor, conseguiria aqueles tons. Eu, sozinho, munido de uma mochila às costas e de uma camara fotográfica ao pescoço, caminhava há algumas horas. Partira bem cedo de “El Chaltén” (pequena povoação na Argentina), com destino ao “Fitz Roy” (Cerro Chaltén).
O nome “Fitz Roy” provém da homenagem ao capitão do navio que levou Charles Darwin na sua volta ao mundo. No seu sopé existe uma lagoa muito bonita de nome “Laguna de los Tres”. Eu queria vê-la, fotografá-la, memorizá-la. Uma forma de enriquecer, não o bolso, mas a mente.
A meio do caminho, dou por mim envolto naquele manto malhado, mosqueado. A fotografia em cima é retrato disso mesmo. Mais parece uma pintura. As árvores (que morrem de pé) adornam-se com cores de outono. Algumas, já no fim de vida, deixam transparecer os ramos secos, velhos, brancos e negros. Nus. A longevidade da sua vida, deixa marcas. Nós, Humanos, somos parecidos. Tal como a árvore, podemos tentar minimizar as marcas que a vida nos impôs, cobrindo-nos de adornos. Mas seremos incapazes de apagar as marcas da longevidade.
Eu olhei ao meu redor e registei algumas fotografias. Qual memória para mais tarde recordar, como está a acontecer com este texto.
Minutos depois, desviei o olhar destas árvores e prossegui o meu caminho. De certa maneira há que prestar atenção e valorizar aquilo ou aqueles que nos rodeiam. Mas, a vida deve continuar. O caminho faz-se caminhando, disse-o o poeta espanhol António Machado. E eu concordo.
Duas horas depois, o meu olhar já só via tudo em tons de amarelo e vermelho. Dei por mim a tentar retirar os óculos de sol. Mas para meu espanto não os tinha comigo. Estava embebecido com todo aquele colorido. Era essa a realidade.
Uns passos mais à frente, começo a ouvir o barulho ténue de uma cascata. A água a correr pelos rios e ribeiros de alta montanha, deixa marcas nos ouvidos daqueles que admiram a natureza em silêncio. Tentei não fazer muito barulho com os pés. Hoje, penso que cheguei a levitar, pois só me lembro do claro som da água a correr por entre as pedras. Tentei vislumbrar por entre as Lengas, esse som. Ouvir com os olhos. Ver primeiro e ouvir depois. Procurar a imagem da água algures por detrás dos troncos velhos das árvores. O som confirmaria depois esse vislumbre. E assim foi. Serpenteei por entre as árvores e vislumbrei o Rio de montanha. Águas límpidas e selvagens. Corri na sua direção e só voltei a sentir os pés, quando dei por mim quase a cair à água.
Estanquei. Respirei fundo, enquanto retirava a mochila das costas. Peguei na camara fotográfica, (tive de a procurar pois já não a sentia ao pescoço) e registei esta fotografia. Uma, duas, três, quatro… Talvez umas duas dúzias delas, enquanto tentava respirar mais calmamente. Passada toda aquela emoção, sentei-me ao lado da mochila. E ali fiquei a ouvir a água. A ouvir o vento. A ouvir o Condor. A ouvir o balouçar das folhas nas árvores. Ver, era quase impossível, tamanho o êxtase. E deixei-me levar pelos sentidos. Impossível adormecer ali. Sozinho, ali fiquei até me lembrar de que tinha de continuar. O “Fitz Roy” era o destino final. Depois eu teria todo o tempo do mundo. Porque o mundo tem todo o tempo para mim.

No passado dia 23 de Outubro, foi oficialmente apresentado o documentário de História Natural “No Silêncio dos Moinhos”, no Auditório Municipal de Gondomar.
Com a duração de cerca de 40 minutos, nele são narradas pequenas histórias de vida natural, possíveis de ver por quem passa em silêncio, nas margens do Rio Sousa, nas proximidades dos Moinhos de Jancido. São aves como a Garça-real, o Guarda-rios, a Águia-de-asa-redonda, o Pica-pau-malhado-grande ou o Pisco-de-peito-ruivo, algumas plantas típicas da região e ainda animais como o Morcego, a Salamandra-de-pintas-amarelas, a Salamandra-lusitânica, o Esquilo-vermelho ou os Pirilampos, que protagonizam o trabalho.
A estreia oficial do documentário, cujo projeto conta com o apoio do Município de Gondomar, teve a presença de Eduardo Rêgo, Miguel Gonçalves e Miguel Berkemeier como convidados.

















Em 2019 tive a oportunidade de conhecer a Islândia. Estive naquela ilha durante cerca de 15 dias a registar imagens para o filme curto “This Is Our Time”, que pode ser visualizado aqui no site. Em 2021 foi publicado um estudo que confirma que os glaciares da Islândia perderam perto de 750 km2, cerca de 7% da sua superfície. Tudo isto desde a passagem do milénio e devido ao aquecimento global.
Em todo o Mundo, 220 mil glaciares estão a perder massa num ritmo acelerado, contribuindo para o aumento global da subida do mar neste século, de acordo com um estudo publicado na revista científica “Nature”.
Percorri toda a ilha e registei algumas imagens aéreas, que pese embora o facto de serem bonitas visualmente, são ilustrativas do fenómeno do degelo dos glaciares. Aqui ficam alguns exemplos.





Paulo Ferreira esteve presente no Cineteatro – Casa Municipal da Cultura de Seia, no dia 12 de outubro de 2021. No âmbito de uma pequena palestra, antecedida pela mostra do seu filme curto “HOPE” no festival de cinema CINEECO, teve ainda oportunidade de falar com os alunos que ali estavam presentes. De entre alguns temas, foi abordado o atual momento pandémico e a sua relação com o ambiente, à semelhança da mensagem que o seu filme curto pretende passar ás pessoas.


