Aotearoa – We Are All Made Of Stars, faz parte da selecção oficial de filmes que foram admitidos ao festival internacional de cinema independente, “Santiago Independent Film Awards”. O documentário curto, está nomeado para prémio na categoria “BEST DOCUMENTARY SHORT”.
Trata-se de um festival que se realiza em Santiago do Chile e que aceita apenas, filmes realizados de forma independente.
É com um enorme orgulho que recebemos esta informação e decidimos dar a conhecer esta notícia, pois ela é só por si, sinónimo de reconhecimento internacional e prestigia a dedicação e o trabalho independente, que Paulo Ferreira tem vindo a realizar ao longo dos últimos anos.
Paulo Ferreira dá-nos a conhecer os lugares maravilhosos que ainda existem na nossa única casa, a Terra e que tendencialmente continuamos a destruir.
A informação sobre a selecção oficial pode ser consultada em:
Panorâmica da Via Láctea. Clicar na imagem para ver a fotografia num tamanho superior.
No passado dia 31 de Agosto, estive no Parque Natural do Douro Internacional, nas proximidades da Aldeia de Pena Branca, a realizar um workshop de fotografia nocturna. Na noite anterior à do evento, fui para o terreno na expectativa de conseguir realizar uma fotografia que há já algum tempo idealizava. Eu queria imenso uma fotografia panorâmica, com a finalidade de mostrar à Via Láctea, que circunda o Planalto Mirandês,localizado noNordesteTransmontanoaolongodoDouroInternacional.
Apesar de ter chegado muito tarde ao local onde iria ficar alojado (Cimo da Quinta), ainda consegui tempo para registar este momento. A ânsia de “congelar” a galáxia em espiral onde vivemos era imensa. E essa ânsia acontece, não pelo facto de querer um troféu, antes sim porque os dias que temos disponíveis para o conseguir, não são assim tantos. Isto porque os meses do ano favoráveis à fotografia da Via Láctea, são apenas 2 (na minha opinião). Por outro lado temos de eliminar os dias de Lua Cheia e as condições climatéricas desfavoráveis, como chuva, nevoeiro, neblinas, nuvens, etc. E ainda há que contar com a vontade de cada um de nós, de ir para o terreno à noite, deixando para trás algumas coisas importantes.
Com todos estes impedimentos, é fácil de deduzir que as noites para fotografar a Via Láctea, não são assim tantas como parece. É pois necessária uma boa dose de coragem, dedicação, persistência e trabalho. Tudo isto justificado pela simples razão de que é preciso mostrar o local onde vivemos. Uma pequeníssima bola azul nesta imensa Galáxia. Que quer aceitem quer não, é indiferente se essa bola azul, lá está ou não. A Via Láctea será sempre Via Láctea, com ou sem Terra, com ou sem racionalidade. Disso não haja a mais pequena dúvida.
No entanto, sabendo eu (e tu e todos nós) a dimensão da nossa “única casa”, será mais fácil percebermos a nossa dimensão e o quão insignificante somos para a vida no Universo. Ter noção da escala da Terra em relação a esta imensa Galáxia, é ter noção do nosso lugar. Percebemos assim que todos os conflitos pessoais e da Humanidade em geral, não têm qualquer razão de ser.
Por isso, não liguem muitas luzes, não iluminem o que não é preciso, pois todos nós necessitamos da luz das estrelas, para iluminar a nossa existência.
Aproveito o momento para agradecer aos participantes no workshop de fotografia nocturna em Miranda do Douro, (Diana Pinto, Alcides Meirinhos, João Miranda de Azevedo, Manuel Marques, Ricardo Leal e Luís Almeida), pela presença. Espero que tenham vivido uma experiência única e que tenham percebido que mais importante do que fazer fotografia, é viver e registar os momentos, num negativo, num ficheiro, ou na nossa memória.
Paulo Ferreira terminou recentemente uma expedição à Islândia, com o objetivo de realizar um novo documentário curto, que consciencializa as pessoas para o grande desafio que enfrentamos. As alterações climáticas e a necessidade de olhar com mais atenção para a nossa única casa, o planeta Terra, são motivos suficientes para preservarmos os poucos espaços naturais que nos restam.
É este enorme desafio que enfrentamos, que faz com que Paulo Ferreira continue a produzir estes filmes.
A expedição decorreu durante 15 dias e ao longo de todo esse tempo, foram registados alguns momentos que documentaram a viagem ao Jornal de Notícias. Os vídeos podem ser visualizados clicando em “Continuar a ler“.
Documentário “Parque das Serras do Porto” nomeado para prémio no ART&TUR
O documentário foi nomeado para prémio no festival internacional de cinema ART&TUR.
A notícia chegou esta semana, proveniente da Comissão Organizadora do XII Festival Internacional de Cinema de Turismo – ART&TUR 2019, que se realizará em Torres Vedras, de 22 a 25 de Outubro. O Júri Internacional do Festival – constituído por 25 peritos de 15 países, deliberou que o filme “Parque das Serras do Porto” deveria fazer parte da lista de filmes nomeados para prémio.
O Jantar de gala da cerimónia de encerramento do festival, será no dia 25 de Outubro, às 21:00, após a realização da entrega de prémios, que se iniciará às 17:30.
Já estive na Islândia por duas vezes. Uma em 2019 e outra em 2023. Em cada uma das viagens, registei conteúdos multimédia com o objetivo de realizar um documentário sobre esta zona do globo terrestre. Trata-se de um país que me tem inspirado ao nível da conservação da natureza, apesar da grande afluência turística que têm experienciado nos últimos anos. Viajando e conhecendo em pormenor, cada um dos locais, facilmente se observam politicas que vão de encontro às necessidades de incutir maior consciência ambiental nas pessoas. Tomo como exemplos, a ausência de locais onde depositar o lixo, nas zonas de maior interesse para quem visita a ilha, ou facilitismo nos acessos a esses mesmos locais. Pretendem com isto, por um lado filtrar as pessoas que acedem aos locais naturais e dessa forma reduzir o impacto ambiental e por outro obrigar as pessoa a carregar o seu próprio lixo. Medidas que funcionam, pois não vi lixo no chão. No entanto, a Islândia está a sofrer do efeito provocado pelas alterações climáticas. Por exemplo, o degelo dos glaciares é bem notório. E neste pequeno vídeo, registado em 2019, isso é bem visível.
Este pequeno vídeo, evidencia também outra coisa e que tem a ver com uma história que envolve Sir David Attenborough. Curiosamente, aquando da minha viagem em 2019, ele estava alojado no mesmo hotel onde eu estive. Foi ali que conheci esta figura tão importante para o meu gosto pela natureza desde miúdo. Tive a oportunidade de falar com ele durante cerca de 15-20 minutos. Só que ele estava com uma equipa da BBC que envolvia umas 10-12 pessoas e imenso equipamento de captura de imagem. Estavam na altura a realizar um documentário. Confesso que eu me senti um pouco diminuído, dado que eu tinha apenas duas camaras fotográficas, sendo uma delas também para vídeo e um drone, como é possível visualizar neste vídeo. No entanto não deixei de fazer o meu trabalho. Apenas tinha de sair mais cedo do quarto para não me verem carregar uma mochila ás costas e um tripé nas mãos…
Numa das minhas aventuras ao redor do mundo, tive a oportunidade de registar em fotografia, o degelo de um enorme glaciar. O Perito Moreno. E este foi o momento:
Na imensidão da solidão, subitamente, ecoa um som estrondoso, arrebatador. Ávido, procuro com o olhar movimento, ação conforme à dimensão do ruído, certamente uma massa de gelo a desmoronar-se de encontro à água, poderosa no seu fluir.
O som, propagado a uma velocidade inferior à da luz, apanha-me distraído e incapaz de reagir a tempo de fazer um registo fotográfico de toda a ação. Talvez numa próxima oportunidade… mas com a atenção redobrada!
Meia dúzia de planos em timelapse e 900 fotografias depois continuava sem despegar o olhar do glaciar na esperança de assistir a novo desabamento. Estranhamente, fiquei dependente dessa visão: porque o ambiente me preocupa, ou simples curiosidade, ou talvez porque sou como S. Tomé – ver para crer que o aquecimento global é uma realidade.
A minha obstinação deu frutos e eu pude recolher o resultado numa fantástica sequência de fotografias feitas no momento dramático da queda de uma enorme massa de gelo na água e à colossal onda gerada pela força do impacto. Sorte. Teimosia. Paciência. Resiliência. Trabalho.
Para se ter a noção da dimensão, este glaciar tem cerca de 60 metros de altura e as fotografias foram obtidas com uma distancia focal de 35mm:
Um dos maiores glaciares do mundo, o Perito Moreno. Momento onde se verifica o desprendimento.
Momento em que o bloco de gelo com cerca de 30 metros de altura, rebenta na água.
Paulo Ferreira irá realizar um workshop de fotografia nocturna em Miranda do Douro. O evento está agendado para os próximos dias 31 de agosto e 1 de setembro. Esta é uma data favorável para a realização do workshop, pois a Lua está numa fase que não reflecte a luz do Sol e como tal estão reunidas as condições para a realização de fotografias nocturnas. São exemplos disso a possibilidade de fotografar a Via Láctea, efectuar registo de timelapse ou pintar com luz.
Para além da possibilidade de registar fotografias nocturnas, os participantes terão a oportunidade de descansar um pouco num ambiente muito natural, conhecer a região, dando passeios de bicicleta ou a pé e provar a famosa Bola Doce Mirandesa, entre outras iguarias.
O evento tem vagas limitadas e como tal as inscrições dos potenciais interessados neste tipo de fotografia, devem ser efectuadas o mais breve possível, através do email paulo@pauloferreira.pt ou por telefone 966454440.
Clique na imagem ao lado para visualizar o cartaz com maior definição.
Foi com uma surpresa enorme que Paulo Ferreira recebeu a informação de que o seu último filme havia sido selecionado no festival internacional de cinema ONIROS. “Aotearoa – We Are All Made Of Stars”, o documentário curto que realizou na Nova Zelândia, foi selecionado para o prémio “Best Of The Year” pelo festival Oniros Film Awards, em Itália. É caso para dizer: Dream Big, Always!
Os filmes selecionados podem ser consultados aqui: Oniros 2019
Divulgamos uma parte do texto do email que foi recebido por Paulo Ferreira:
[…]Dear Paulo,
It’s our immense pleasure to announce you that your movie has entered the Annual Finals, and you could be awarded as one of the Best Filmmakers of the Year! You should be very proud of this achievement, as your film has been selected for the Best of Year Competition from among hundreds of movies! The Winners of the Best of Year Competition will be revealed during the Gala Night with Award Ceremony that will take place at the Palais Theater in Saint-Vincent, Italy, on August 24th 2019.[…]
Nota:
Este é um dos festivais que inserem os filmes no IMDb.
O Município de Proença-a-Nova e o Centro de Ciência Viva da Floresta, vão promover no próximo dia 13 de julho de 2019, a IV edição das Experiencias (g)astronómicas. Trata-se de um evento que alia a gastronomia local ao conhecimento e ao contacto com a natureza. Este ano celebram-se os 50 anos da chegada do Homem à Lua. Neste sentido, Paulo Ferreira foi convidado a participar neste evento, através de uma palestra cujo tema é “Como fotografar a Lua”.
Será no próximo dia 13 de Julho e terá como ponto de partida pelas 16H00, o Posto de Turismo de Proença-a-Nova e depois, seguirá para o Casalinho, Carregais e terminará na formosa aldeia de Sobral Fernando!
As inscrições devem ser feitas no Centro Ciência Viva da Floresta. Mais informação em:
http://www.ccvfloresta.com
info@ccvfloresta.com
Tel.: 274 670 220
Em abril de 2019 viajei para a Islândia com o objetivo de realizar um novo filme sobre a consciência ambiental. Foram vários dias de perfeita correria contra o tempo e contra o cansaço. Apesar de todos os constrangimentos, considero que a aventura foi um sucesso. Um dos momentos altos da viagem, foi o facto de ter encontrado Sir David Attenborough, quando no final de um dia extremamente cansativo, reparo que estava no mesmo restaurante, na mesa mesmo ao lado. Foram vários minutos de conversa que ficarão para sempre na minha memória. Ficam aqui algumas fotografias da autoria de Marco Ribeiro, que retratam um pouco dessa viagem. O making of pode ser visualizado aqui. O filme pode ser visualizado aqui.