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Etiqueta: Paulo Ferreira

O Meu Mundo – As Histórias e os Filmes de Paulo Ferreira

O evento realiza-se no próximo dia 4 de dezembro, pelas 21H30 no Auditório Clotilde Mota (Banda Musical de Melres), na união de freguesias de Melres e Medas.
Será de entrada livre e contará com a participação da turma de Biologia do 12.º ano da Escola Básica e Secundária À Beira Douro, orientada pela Professora Elisabete Carvalho.
A viagem inicia-se na Noruega, desce ao Chile e Argentina, passa pela Nova Zelândia, sobe até à Islândia e termina em Gondomar.

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Porque o mundo tem todo o tempo para mim

Era Outono. A Patagónia vestia-se de cores absolutamente extraordinárias. As Lengas (Nothofagus pumilio) cobriam-se de um manto malhado, mosqueado, todo ele remendado nas diversas cores. Uma espantosa paleta de tons nas cores amarela, vermelha, branca ou verde. Achei que nem mesmo um pintor, conseguiria aqueles tons. Eu, sozinho, munido de uma mochila às costas e de uma camara fotográfica ao pescoço, caminhava há algumas horas. Partira bem cedo de “El Chaltén” (pequena povoação na Argentina), com destino ao “Fitz Roy” (Cerro Chaltén).
O nome “Fitz Roy” provém da homenagem ao capitão do navio que levou Charles Darwin na sua volta ao mundo. No seu sopé existe uma lagoa muito bonita de nome “Laguna de los Tres”. Eu queria vê-la, fotografá-la, memorizá-la. Uma forma de enriquecer, não o bolso, mas a mente.

A meio do caminho, dou por mim envolto naquele manto malhado, mosqueado. A fotografia em cima é retrato disso mesmo. Mais parece uma pintura. As árvores (que morrem de pé) adornam-se com cores de outono. Algumas, já no fim de vida, deixam transparecer os ramos secos, velhos, brancos e negros. Nus. A longevidade da sua vida, deixa marcas. Nós, Humanos, somos parecidos. Tal como a árvore, podemos tentar minimizar as marcas que a vida nos impôs, cobrindo-nos de adornos. Mas seremos incapazes de apagar as marcas da longevidade.

Eu olhei ao meu redor e registei algumas fotografias. Qual memória para mais tarde recordar, como está a acontecer com este texto.
Minutos depois, desviei o olhar destas árvores e prossegui o meu caminho. De certa maneira há que prestar atenção e valorizar aquilo ou aqueles que nos rodeiam. Mas, a vida deve continuar. O caminho faz-se caminhando, disse-o o poeta espanhol António Machado. E eu concordo.

Duas horas depois, o meu olhar já só via tudo em tons de amarelo e vermelho. Dei por mim a tentar retirar os óculos de sol. Mas para meu espanto não os tinha comigo. Estava embebecido com todo aquele colorido. Era essa a realidade.

Uns passos mais à frente, começo a ouvir o barulho ténue de uma cascata. A água a correr pelos rios e ribeiros de alta montanha, deixa marcas nos ouvidos daqueles que admiram a natureza em silêncio. Tentei não fazer muito barulho com os pés. Hoje, penso que cheguei a levitar, pois só me lembro do claro som da água a correr por entre as pedras. Tentei vislumbrar por entre as Lengas, esse som. Ouvir com os olhos. Ver primeiro e ouvir depois. Procurar a imagem da água algures por detrás dos troncos velhos das árvores. O som confirmaria depois esse vislumbre. E assim foi. Serpenteei por entre as árvores e vislumbrei o Rio de montanha. Águas límpidas e selvagens. Corri na sua direção e só voltei a sentir os pés, quando dei por mim quase a cair à água.

Estanquei. Respirei fundo, enquanto retirava a mochila das costas. Peguei na camara fotográfica, (tive de a procurar pois já não a sentia ao pescoço) e registei esta fotografia. Uma, duas, três, quatro… Talvez umas duas dúzias delas, enquanto tentava respirar mais calmamente. Passada toda aquela emoção, sentei-me ao lado da mochila. E ali fiquei a ouvir a água. A ouvir o vento. A ouvir o Condor. A ouvir o balouçar das folhas nas árvores. Ver, era quase impossível, tamanho o êxtase. E deixei-me levar pelos sentidos. Impossível adormecer ali. Sozinho, ali fiquei até me lembrar de que tinha de continuar. O “Fitz Roy” era o destino final. Depois eu teria todo o tempo do mundo. Porque o mundo tem todo o tempo para mim.

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“No Silêncio dos Moinhos” estreia no Auditório Municipal de Gondomar

No passado dia 23 de Outubro, foi oficialmente apresentado o documentário de História Natural “No Silêncio dos Moinhos”, no Auditório Municipal de Gondomar.
Com a duração de cerca de 40 minutos, nele são narradas pequenas histórias de vida natural, possíveis de ver por quem passa em silêncio, nas margens do Rio Sousa, nas proximidades dos Moinhos de Jancido. São aves como a Garça-real, o Guarda-rios, a Águia-de-asa-redonda, o Pica-pau-malhado-grande ou o Pisco-de-peito-ruivo, algumas plantas típicas da região e ainda animais como o Morcego, a Salamandra-de-pintas-amarelas, a Salamandra-lusitânica, o Esquilo-vermelho ou os Pirilampos, que protagonizam o trabalho.
A estreia oficial do documentário, cujo projeto conta com o apoio do Município de Gondomar, teve a presença de Eduardo Rêgo, Miguel Gonçalves e Miguel Berkemeier como convidados.

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Palestra Cineteatro – Casa Municipal da Cultura de Seia

Paulo Ferreira esteve presente no Cineteatro – Casa Municipal da Cultura de Seia, no dia 12 de outubro de 2021. No âmbito de uma pequena palestra, antecedida pela mostra do seu filme curto “HOPE” no festival de cinema CINEECO, teve ainda oportunidade de falar com os alunos que ali estavam presentes. De entre alguns temas, foi abordado o atual momento pandémico e a sua relação com o ambiente, à semelhança da mensagem que o seu filme curto pretende passar ás pessoas.



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Documentário No Silêncio dos Moinhos

O documentário No Silêncio dos Moinhos do realizador Paulo Ferreira, foi totalmente filmado num pequeno trecho do vale do Rio Sousa, nas proximidades dos Moinhos de Jancido, no território de Gondomar. As imagens que nos são apresentadas, são o culminar de dois anos de registos no terreno. É um filme de cerca de 35 minutos que narra pequenas histórias de vida natural, possíveis de ver por quem ali passa em silêncio. São as aves como a Garça-real, o Guarda-rios, a Águia-de-asa-redonda, o Pica-pau-malhado-grande ou o Pisco-de-peito-ruivo, algumas plantas típicas da região e ainda animais como o Morcego, a Salamandra-de-pintas-amarelas, a Salamandra-lusitânica, o Esquilo-vermelho ou os Pirilampos, entre outros. Todos estes seres vivos são possíveis de encontrar na região, desde que as pessoas lhes dêem espaço e não interfiram com o silêncio do local.

Documentário No Silêncio dos Moinhos

O documentário será dado a conhecer em breve, aqui: pauloferreirapt – Produtor executivo, Produtor de vídeo e Diretor de arte (vimeo.com)

Até lá, podem vislumbrar um pequeno resumo com imagens do filme, no canal do Youtube:

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A Via Láctea na Torre de Vigia de Siza Vieira

A Serra das Talhadas, um local onde já estive por várias vezes a convite do Refugio do Raposo, um espaço de turismo rural na pacata aldeia do Casalinho, recebeu recentemente uma Torre de Vigia da autoria de Siza Vieira. Se já no passado haviam motivos mais do que suficientes para visitar aquele local, agora tornou-se quase uma necessidade. A necessidade das coisas terrenas, como querer a simpatia das pessoas, querer aquele abraço, ou querer admirar o horizonte. Mas também das coisas que nos libertam, um desejo de ir mais alto, mais além. Olhar o universo. Viver um olhar eterno.

E estas fotografias são o meu olhar eterno. Desligo-me das coisas terrenas e catapultado por elas, vou ao encontro do eterno. Do passado, na ânsia de perceber o futuro. Viver. De noite e de dia. Somos demasiado breves e pequenos. Aquele abraço do tamanho da nossa Galáxia, a Via Láctea.

Via Láctea na Serra das Talhadas
Via Láctea na Serra das Talhadas
Via Láctea na Serra das Talhadas
Via Láctea na Serra das Talhadas
Via Láctea na Serra das Talhadas
Via Láctea na Serra das Talhadas

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A magia dos pirilampos

A magia dos pirilampos

Á noite, sob um céu cintilante, levado pelo silêncio da luz colorida dos pirilampos, adormeci. E o resultado final foi esta fotografia, que acumulou toda a luz dos pirilampos, durante cerca de 6 minutos.

Quando a noite cai e pequenas luzes começam a piscar na escuridão, estamos a assistir a algo muito especial: os pirilampos a comunicar entre si. A sua luz não é um espetáculo para nós, mas uma forma de se encontrarem, de se reproduzirem e de continuarem a existir.

Por isso, é muito importante respeitar o espaço dos pirilampos. A luz artificial, os flashs das câmaras e o barulho de grupos muito grandes podem confundi-los, afastá-los ou até impedir que se reproduzam. Quando iluminamos demasiado a noite, estamos a apagar a linguagem dos pirilampos.

Proteger os pirilampos significa observar em silêncio, com cuidado e à distância. Significa deixar a natureza seguir o seu ritmo, sem interferências desnecessárias.

Neste processo, todos têm um papel: cidadãos, escolas e também as entidades competentes, que devem proteger os habitats naturais, regular o acesso aos locais sensíveis e garantir que estes pequenos seres luminosos continuam a brilhar nas nossas noites.

Cuidar dos pirilampos é cuidar da biodiversidade. E quando protegemos os mais pequenos, protegemos também o futuro do planeta.

Exposição de fotografia “No Silêncio Dos Moinhos”

No Silêncio dos Moinhos. No próximo dia 3 de Julho pelas 15H00, será inaugurada a exposição de fotografia com imagens de fauna, registadas nas proximidades dos Moinhos de Jancido. Este será um pequeno vislumbre do documentário natural que está a ser realizado naquele local. Visita a exposição e aventura-te a descobrir o local de cada uma das 16 fotografias. Mais informação em: https://www.cm-gondomar.pt/eventos/no-silencio-dos-moinhos/

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Campanha Açores – Atlântico de vida

Nos últimos anos tenho estado envolvido na realização de documentários que têm como objetivo, apelar à consciência das pessoas para a realidade do momento que atravessamos. As alterações climáticas são um facto que salta à vista de todos e como tal é necessário trazer as pessoas à responsabilidade que é de todos. Os meus trabalhos que podem ser consultados em www.pauloferreira.pt mostram o lado positivo da nossa casa. Acredito que só assim será possível apelar á consciência das pessoas, dado que no passado as imagens negativas não causaram nenhuma alteração de comportamentos. Este ano e depois de um período de confinamento e de vida em pandemia, decidi realizar um novo filme, desta vez em Portugal. Face á impossibilidade de juntar o número de patrocinadores necessários para cobrir todas as despesas inerentes ao projeto, resolvi apelar à ajuda de todos aqueles que se interessam por esta causa. Assim sendo, pretendo com esta campanha angariar os fundos em falta, para a realização de um documentário natural no arquipélago dos Açores. O valor total do projeto é de 6.500,00 Euros. Até ao momento só consegui 4.000,00 Euros, vindos de patrocinadores que acreditam no meu trabalho. Esta verba destina-se a suportar os custos da viagem, estadia, alimentação, mobilidade e outras despesas diversas (taxas de acesso, guias, barcos, captura de imagens subaquáticas, etc.). Assim sendo, decidi criar este projeto de financiamento numa tentativa de angariar o valor que ainda me falta, ou seja 2.500,00 Euros.

Clica na seguinte ligação para acederes à campanha de financiamento: Açores – Atlântico de vida | PPL

Açores - Atlântico de vida

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