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A Lua e a Torre de Siza Vieira

A Lua e a Torre de Siza Vieira

A decisão de fotografar a Lua com a Torre de Siza Vieira ao fundo foi, acima de tudo, uma busca por capturar a harmonia entre a natureza e a arquitetura. A ideia surgiu há bastante tempo e o planeamento foi ajustado em função da minha visita ao Refúgio do Raposo, um local algures na Terra e que tem vista para o firmamento. Num momento de pura inspiração aquando da minha estadia em Proença-a-Nova, quando percebi que a Lua, a torre (design de Siza Vieira) poderiam formar um alinhamento perfeito, decidi meter os pés ao caminho e ir em busca do melhor local mesmo que no meio dos montes ao redor da Serra das Talhadas. A fotografia não seria apenas uma imagem, mas uma representação visual da união entre a natureza e a genialidade humana. E para isso eu tinha de me aventurar por montes e vales, ao lusco fusco, numa bela noite de Verão.

Confesso que chegar até ao local foi um verdadeiro desafio. Tive que encontrar o ponto exato onde a câmera, a Lua e a torre formassem o alinhamento perfeito, o que não foi fácil devido à inacessibilidade do local e à necessidade de ajustar a posição da câmera com precisão. Eu tinha a tecnologia do meu lado, mas isso não era suficiente. A espera pela hora exata foi um teste de paciência, já que o alinhamento era algo efémero, que dependia de variáveis como a luminosidade e a posição exata da Lua no céu. Rapidamente verifiquei que quando a mesma surgiu por detrás da Serra das Talhadas, estava uns metros à direita da torre e isso obrigou-me a deslocar rapidamente para a esquerda em busca do enquadramento perfeito. Um exercício mirabolante, quando estamos no meio do mato.

Depois de vários cliques (não muitos pois a Lua eleva-se no horizonte muito rapidamente) e quando finalmente editei a foto e vi o resultado, senti uma enorme satisfação. Um projeto cumprido. Uma sensação de realização pessoal, que seria ao mesmo tempo uma concretização lendária. A imagem, com a sua composição perfeita, transmitiu exatamente o que eu queria: a beleza da fusão entre a criação Humana e o que a natureza nos oferece todas as noites. Um momento fugaz mas eterno através da minha objetiva.

Link para o texto de Miguel Gonçalves (clique na imagem):

A Lua e a Torre de Siza Vieira

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Estreia do documentário “Joel, o Pequeno Pastor” emociona Pardelhas

Estreia do documentário curto “Joel, o Pequeno Pastor” emociona Pardelhas

No dia 13 de agosto, pelas 21h00 em Pardelhas, realizou-se a noite de estreia oficial do documentário curto sobre Joel. Um pequeno pastor que acompanhei durante cerca de 10 anos e cujas imagens reais são agora objeto desta pequena realização.

No coração da pacata aldeia de Pardelhas, em Mondim de Basto, realizou-se a tão aguardada estreia de “Joel, o Pequeno Pastor”, o mais recente trabalho de Paulo Ferreira, fotógrafo e realizador de natureza e vida selvagem. Conhecido pelos seus documentários exibidos na SIC, Paulo Ferreira apresenta agora uma obra intimista, onde troca as vastas paisagens por um retrato humano e comovente.

Com pouco mais de 10 minutos, o documentário mergulha na infância e juventude de Joel, um jovem pastor nascido e criado nas montanhas do Parque Natural do Alvão. Através de imagens recolhidas ao longo de uma década, acompanhamos a rotina, os silêncios e a força da tradição que une Joel à terra e à pastorícia — uma herança aprendida com o pai, Ângelo, e praticada com dedicação até à inevitável partida para o Luxemburgo.

“Joel, o Pequeno Pastor” é um testemunho visual sobre a resistência cultural e a transformação do mundo rural. Um filme que dá voz às aldeias, à infância com cheiro a giesta, e às despedidas silenciosas que rasgam gerações. Uma homenagem à vida simples, captada com a sensibilidade de quem conhece profundamente o valor do que está a desaparecer.

“Joel, o Pequeno Pastor” — da serra para o mundo.



Sinopse:
No coração do Parque Natural do Alvão, onde os montes e vales se entrelaçam numa paisagem de beleza intocada, nasceu Joel, um menino destinado a seguir os passos dos seus antepassados na arte da pastorícia. A sua aldeia, Pardelhas, perdida entre os cumes agrestes e os riachos cristalinos, era um mundo pequeno, mas repleto de vida. Desde tenra idade, Joel aprendeu com o pai, Ângelo, os segredos de conduzir um rebanho. A cada manhã, bem cedo, quer fizesse sol ou chuva, partia para a serra, acompanhado pelos fiéis cães pastores e pelo eco do seu próprio assobio, que guiava as cabras pelos caminhos sinuosos da montanha.
Este documentário é um retrato íntimo e poético da vida pastoril nos tempos modernos — um testemunho de resistência, tradição e profunda ligação entre o Homem e a terra e que ainda assim não foi suficiente para manter Joel na sua aldeia, que o viu partir para o Luxemburgo.



Imagens do evento realizado no dia 13 de agosto de 2025, em Pardelhas:









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Teaser – Entre moinhos e natureza selvagem

Teaser - Entre moinhos e naturea selvagem

E passados que foram 5 anos, eis o novo documentário natural sobre a zona dos Moinhos de Jancido. Por agora fiquem com o teaser – Entre Moinhos e Natureza Selvagem.
Num recanto da margem esquerda do rio Sousa, escondidos entre socalcos verdes e memórias do passado, repousam silenciosos os Moinhos de Jancido. Esquecidos durante décadas, estavam quase submersos no tempo. Mas algo extraordinário aconteceu… Uma história de resiliência, de comunidade e de renascimento da natureza começou a ser escrita — não com palavras, mas com ações.
Este documentário é uma viagem pela beleza bruta e frágil da vida selvagem que hoje floresce aqui — graças ao esforço de um grupo que ousou sonhar. Os Rapazes de Jancido. Através da sua dedicação, devolveram aos moinhos o seu espírito… e à paisagem, o seu equilíbrio. Tudo o resto veio depois…
Brevemente! Em Gondomar e mais além!

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Estreia oficial – Joel o pequeno pastor

Joel - O pequeno pastor

Dia 13 de agosto, pelas 21h00 em Pardelhas. Noite de estreia oficial do documentário curto sobre Joel. Um pequeno pastor que acompanhei durante cerca de 10 anos e cujas imagens reais são agora objeto desta pequena realização.

O evento é de entrada livre e gratuito.

Sinopse:
No coração do Parque Natural do Alvão, onde os montes e vales se entrelaçam numa paisagem de beleza intocada, nasceu Joel, um menino destinado a seguir os passos dos seus antepassados na arte da pastorícia. A sua aldeia, Pardelhas, perdida entre os cumes agrestes e os riachos cristalinos, era um mundo pequeno, mas repleto de vida. Desde tenra idade, Joel aprendeu com o pai, Ângelo, os segredos de conduzir um rebanho. A cada manhã, bem cedo, quer fizesse sol ou chuva, partia para a serra, acompanhado pelos fiéis cães pastores e pelo eco do seu próprio assobio, que guiava as cabras pelos caminhos sinuosos da montanha.
Este documentário é um retrato íntimo e poético da vida pastoril nos tempos modernos — um testemunho de resistência, tradição e profunda ligação entre o Homem e a terra e que ainda assim não foi suficiente para manter Joel na sua aldeia, que o viu partir para o Luxemburgo.

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Naturalmente São Jorge estreia na SIC

Naturalmente São Jorge

É já amanhã, dia 6 de julho pelas 12h00 (hora do continente) que o documentário “Naturalmente São Jorge” passará na SIC. Trata-se de um documentário natural que faz parte da série que estou a produzir para televisão e que se intitula “Naturalmente Açores”.

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Cinema nos Moinhos – 5.ª Edição

Cinema nos moinhos

🎬 Cinema nos Moinhos – 5.ª Edição
📍 Moinhos de Jancido
📅 2 de agosto de 2025
🕘 21h00
É com enorme entusiasmo que vos informo que os Moinhos de Jancido voltam a transformar-se numa sala de cinema ao ar livre para mais uma noite mágica de cultura e natureza.
A 5.ª edição do Cinema nos Moinhos acontece no dia 2 de agosto de 2025, às 21h00, com uma sessão de cinema, imperdível no coração dos moinhos.
Atenção: O acesso ao evento é limitado e apenas será permitido mediante a apresentação de bilhete físico. Os ingressos poderão ser levantados num local a divulgar nos próximos dias.
Fique atento e garanta o seu lugar neste cenário único onde o cinema e a natureza se encontram!
Mais informação em:

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‘Naturalmente São Jorge’ é o novo documentário de Paulo Ferreira

‘Naturalmente São Jorge’ é o novo documentário de Paulo Ferreira

O documentário “Naturalmente São Jorge”, do realizador Paulo Ferreira, foi apresentado esta quinta-feira, 24 de abril de 2025, no Auditório das Velas.
O filme explora as paisagens da ilha de São Jorge e reflete sobre os impactos das alterações climáticas, integrando-se como o terceiro trabalho da série televisiva “Naturalmente Açores”, reforçando o compromisso de Paulo Ferreira em dar voz às maravilhas naturais do arquipélago.

Veja a reportagem da RTP Açores, aqui:

‘Naturalmente São Jorge’ é o novo documentário de Paulo Ferreira – RTP Açores



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Palestra no Agrupamento de Escolas de Campo em Valongo

Hoje estive presente no Agrupamento de Escolas de Campo, em Valongo, no âmbito de uma palestra intitulada “O papel da fotografia e do vídeo na sensibilização ambiental”.
É sempre motivador contar as peripécias e histórias associadas aos trabalhos que já realizei ao redor do mundo e com elas envolver os alunos, incutindo-lhes mais consciência ambiental.




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Palestra no Agrupamento De Escolas Júlio Dinis em Gondomar

Hoje tive o privilégio de realizar a palestra “O papel da fotografia e do vídeo na sensibilização ambiental” no Agrupamento de Escolas Júlio Dinis, em Gondomar. Durante duas sessões, de manhã e à tarde, partilhei com os alunos as minhas vivências na realização de documentários de natureza e vida selvagem pelo mundo. Fui surpreendido com uma homenagem especial: no auditório, estavam expostas fotografias da minha antiga exposição nos Moinhos de Jancido, acompanhadas por um quadro com desenhos e pinturas dos alunos inspirados nelas. Agradeço à professora Rita Cordeiro pelo convite. Espero que este dia tenha ficado na memória dos alunos e os inspire a construir um mundo melhor!






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A primavera regressa aos Moinhos de Jancido

A conservação das áreas naturais ao redor dos Moinhos de Jancido é essencial para proteger a biodiversidade local e manter a beleza histórica da região. Graças ao esforço incansável dos Rapazes de Jancido, a paisagem renasceu, com trilhos recuperados, ribeiras limpas e fauna preservada. Este trabalho voluntário não só devolveu vida aos moinhos, como também inspirou uma maior consciência ambiental. No entanto, urge reflorestar (depois do grande incêndio) e restringir o acesso de veículos motorizados, dado que são uma perturbação para a pouca fauna que ainda persiste. A continuidade da proteção desta área garante um refúgio para espécies autóctones e um espaço para o turismo sustentável.

Paulo Ferreira, fotógrafo de natureza e realizador de documentários naturais, natural e residente em Gondomar, tem dedicado uma parte da sua vida a realizar documentários naturais ao redor do mundo. Países como a Espanha, Noruega, Chile, Argentina, Nova Zelândia, Islândia, foram lugares onde Paulo Ferreira já realizou filmes. Através dos seus trabalhos, procura fazer chegar às pessoas, a mensagem de que é necessário preservar os poucos espaços naturais que possuímos na nossa única casa, o Planeta Terra. De certa forma tem por objetivo, incutir nas pessoas uma maior consciência e sensibilidade ambiental.

Recentemente os seus documentários naturais têm sido transmitidos nos canais nacionais de televisão, nomeadamente a RTP e SIC, como é o caso de “No silêncio dos moinhos”, “Açores um novo desígnio”, “Naturalmente Flores”, “Islândia natureza ígnea” e “Naturalmente Graciosa”.
Já publicou dois livros, intitulados “Patagónia a ponta do mundo” e “No silêncio dos moinhos”, sendo em breve publicado um novo trabalho  e encontra-se atualmente a realizar uma serie de documentários naturais no arquipélago dos Açores.

Aqui ficam algumas fotografias ilustrativas do regresso da Primavera aos Moinhos de Jancido.











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