Milford Sound
A minha aventura pela Nova Zelândia, com o objectivo de produzir um documentário curto que fosse capaz de prender a atenção das pessoas para que possam perceber que a nossa única casa (a Terra) está a viver alterações profundas, previa uma viagem de cerca de 15 dias. Quatro deles eram para a viagem entre Portugal e aquela região do globo. Por isso só me restavam apenas 11 dias para concretizar o que havia planeado com a devida antecedência. Contudo, previa a possibilidade das condições climatéricas serem adversas e impossibilitarem o meu trabalho, nos diversos locais que pretendia visitar.Não demorou muito tempo para ser confrontado com esta adversidade. A estação do ano que havia escolhido, era propicia a estas condições climatéricas. Milford Sound revelou-se um deles.
Milford Sound fica bem no coração do Parque Nacional de Fiordland, na Nova Zelândia. Para lá chegar é preciso percorrer uma estrada nacional de várias centenas de quilómetros. Cumprindo o meu plano, saí de Invercargill bem cedo e o destino era esse lugar que eu almejava conhecer e registar em timelapse. No final da estrada e depois de atravessar uma zona muito montanhosa, enveredar por túneis e desfiladeiros muito apertados, ficar cara-a-cara com um Kea (um papagaio muito inteligente que habita aquela região), surge diante de mim a imensidão das montanhas de Milford Sound. Um lugar mágico, onde o céu e a Terra se unem num só. O problema era que eu não via o céu. O dia estava muito cinzento e chovia intensamente. A água jorrava das montanhas e eu ali, impossibilitado de fazer o meu trabalho, limitei-me a contemplar o que os meus olhos não viam. Mas não desisti.
Comecei de imediato a preparar uma segunda oportunidade e para isso era necessário alterar o plano. Rapidamente defini um plano B. A ideia era regressar a Invercargill. Na manhã seguinte e cumprindo o plano definido, que me levaria a Wanaka, teria obrigatoriamente de passar novamente por Milford Sound. E assim foi.
Cansado, com poucas horas de sono, na manhã seguinte regressei a Milford Sound. Até parecia que já conhecia a estrada e nenhum Kea ousou interferir no meu ojectivo, a não ser um controlo de velocidade que me fez perder algum tempo, pois havia que prestar atenção à forma educativa com que as autoridades locais me abordaram. Era 100 e não 120! Aceitei e pedi desculpa.
Voltei ao lado esquerdo da estrada e uns quilómetros mais à frente, tudo estava muito diferente! Eu já via o céu, aqui ou ali pintado por algumas nuvens. Até apetecia subir ao Mitre Peak (cerca de 1.700 m de altitude) para tocar o céu. Um pico assombroso, ali bem diante de mim. Rapidamente me muni da dolly “Stage One” e iniciei o plano de timelapse tão desejado, tentando com que nenhum mosquito ousasse pousar na objectiva.
Apesar de todas as adversidades, a persistência e a perseverança haviam dado frutos. Fruto esse que poderá ser visto quando divulgar o meu próximo filme sobre a Nova Zelândia.
Cape Reinga
Recentemente estive na Nova Zelândia com o objectivo de produzir um documentário curto, à semelhança de “Nordlys” e “Patagónia – A Ponta Do Mundo“. Confesso que fiquei fascinado pela região.Para quem, tal como eu, gosta de contacto com a natureza, encontra naquela região do globo, um lugar para fotografar, caminhar, ler um livro, escrever, viajar, ver coisas novas, mas, acima de tudo, viver a vida a “baixa velocidade” ou seja, a possibilidade de sentir-se vivo.
Na fotografia, o farol de “Cape Reinga” foi o primeiro sitio onde fotografei e consequentemente registei planos de timelapse. Este foi o local escolhido por mim, para dar inicio a uma aventura que me levaria a percorrer as duas ilhas da Nova Zelândia.
O farol foi a minha âncora para encontrar a coragem e vencer os desafios e, ao mesmo tempo, o guia que me apontou o caminho que iria percorrer nos dias seguintes.
Eu sabia que “Cape Reinga” era um local sagrado, de grande importância espiritual para o povo maori. É dali que os espíritos partem para o paraíso. Sente-se o chamamento das ondas do mar nas arribas. Apesar de tudo, ali fiquei, firme, na encosta da arriba, de “mãos nos bolsos” a imaginar o passado de um povo que usava a “Haka” como uma espécie de “grito de guerra” e dança ensaiada para afugentar o inimigo, mostrando assim que não estavam com medo dele.
E, de facto eu não tive medo, antes pelo contrário, encontrei ali forças para vencer todos os desafios que viriam a surgir nos dias seguintes.
RTP – Dia Mundial da Terra
Paulo Ferreira esteve presente no programa da RTP1 “Bom dia Portugal” a apresentar, pela primeira vez em televisão, o documentário curto “Patagónia – The Tip Of The World”.
Foi nas comemorações do Dia Mundial Da Terra, no passado dia 22 de abril e, para além do filme, Paulo Ferreira falou um pouco da sua experiência por terras do Chile e da Argentina, bem como da actual problemática ambiental, nomeadamente as alterações climáticas que se fazem sentir um pouco por todo o mundo.
FNAC – Encontro com Paulo Ferreira

Paulo Ferreira, vencedor na categoria de melhor fotógrafo de timelapse no festival Hollywood International Independent Documentary Awards (em Los Angeles) irá falar (Sábado, 7 abril 2018 das 15h30 às 17h ) um pouco sobre a técnica fotográfica e desvendar alguns segredos na FNAC do Chiado, em parceria com o Instituto Português de Fotografia.
Mais informação em: FNAC
2018 – Workshop Timelapse Noudar
14 e 15 abril 2018
Por Paulo Ferreira
Workshop de Fotografia e Timelapse, a realizar nos dias 14 e 15 de abril de 2018, no Parque de Natureza de Noudar. Inscrições limitadas a 8 participantes. Evento organizado pelo Parque de Natureza de Noudar e orientado por Paulo Ferreira.
Parque de Natureza de Noudar | 7230-909 Barrancos | T: +351 285 950 000 | pnoudar@edia.pt | www.parquenoudar.com
Coordenadas gps: wgs88; lat:38,175501 lon:-7,039624 — em Parque De Natureza De Noudar.
Custo total por pessoa: 150€ Casa do Monte ou 135€ Casa da Malta
Inclui: experiência fotográfica de 2 dias com o formador Paulo Ferreira + 1 noite em quarto individual com pequeno-almoço
Extra por acompanhante:
se participante no workshop: 100€/noite
se não participante no workshop: 10€/noite
Não inclui: refeições, viagem e deslocações (sugerimos partilha de boleias e de despesas)
Inscrições limitadas!
Mais informação e inscrições em pnoudar@edia.pt
FUGAS – Viajar em timelapse já lhe valeu dois óscares

Paulo Ferreira foi protagonista no “FUGAS” do Público. Veja a publicação completa em: FUGAS online
[…]Um prémio pelo vídeo das auroras boreais da Noruega, outro pela viagem na Patagónia chilena e argentina. Qual será a próxima? Nova Zelândia.[…]
Noticia “Sábado” – Prémio em Hollywood
Publicação no “Sábado”, onde é referido o segundo prémio que Paulo Ferreira obteve em Los Angeles, com o filme “Patagónia – The Tip Of The World”. Toda a notícia pode ser lida em: Sábado
[…]O produtor português Paulo Ferreira foi distinguido pela segunda vez com um prémio no âmbito de um festival que decorre em Los Angeles, Estados Unidos, e que é considerado como os “Óscares” dos documentários independentes.
Em declarações à agência Lusa, Paulo Ferreira, que venceu o galardão de melhor documentário curto na categoria de natureza no Hollywood International Independent Documentary Awards, referiu que recebeu a notícia “com surpresa, mas também entusiasmo” por ser “uma honra receber um prémio que valoriza quem trabalha de forma independente e tem coragem de arriscar”[…
Produtor português vence pela segunda vez “Óscar” do documentário independente
O produtor português Paulo Ferreira foi distinguido pela segunda vez com um prémio no âmbito de um festival que decorre em Los Angeles, Estados Unidos, e que é considerado como os “Óscares” dos documentários independentes. A notícia foi publicada no Diário de Notícias.
Patagónia – A Ponta Do Mundo noticia no jornal Vivacidade
O jornal Vivacidade publicou um artigo sobre a estreia do filme “Patagónia – The Tip Of The World”. O artigo na integra pode ser consultado em: Noticia Vivacidade
[…]O fotógrafo gondomarense Paulo Ferreira escolheu o Auditório Municipal de Gondomar para estrear o seu mais recente trabalho intitulado “Patagónia – A Ponta do Mundo”. A estreia decorreu no dia 3 de novembro.
O documentário “Patagónia – A Ponta do Mundo”, o mais recente projeto de Paulo Ferreira, foi apresentado ao público no Auditório Municipal de Gondomar. A iniciativa ficou também marcada pelo lançamento do livro de fotografias do premiado fotógrafo gondomarense.[…]



